Friday, December 07, 2012

Voltando

Pois é, eu também achei que esse espaço havia morrido. Mas ainda estava aqui esperando por algumas palavras. E eu, que não gosto de me despedir do ano corrente sem deixar algum olhar a respeito do que passou, venho aqui bater um pouco a poeira antes de fazê-lo.

Se o mundo não acabar no dia 21, porque sou daqueles que acredita mais numa mudança individual, digo que sinto esse processo há alguns meses. Não sou mais como antes. Nem pior nem melhor, apenas não sou. Não sei o que sou e o que eu quero é distante.

Friday, June 01, 2012

A incursão pelo interior da frança, desta vez, foi em busca dos vinhos da Borgonha e dos espumantes da Champagne (eu sei que é incoerência, mas prefiro não traduzir essa palavra). À primeira vista parece uma viagem puramente etílica, mas com certeza não foi, e nem era esse o intuito. Mas achamos por bem, além da proximidade geográfica, reunir essas duas regiões.

O primeiro objetivo era apresentar aos pais da Alice, Paris. Chegaríamos juntos, embora em voos separados, e ficaríamos dois dias com eles antes de rumar ao Interior. Dona Rejane cruzava pela primeira vez o Atlântico e o Sr. João - agora sim - era um turista.

Nesses dois dias nos hospedamos no Hotel Cujas. Não pretendo aqui descrever ou dar dicas de hospedagem, mas devo dizer que os 120 euros da diária (sem café) compensam muito mais a localização do que o espaço do quarto.

Foi bom conhecer o Quartier Latin, um pedaço diferente, mais megalopólico pelo lado da avenida; mais histórico pelo lado da Sorbonne. Por ali caminhamos várias vezes até o Sena e observamos as caras de espanto e contentamento dos sogros ante à beleza das ruas, da Catedral de Notre Dame, da Madeleine, do Sena e de suas pontes, do pouco de Paris que se apresentava a eles.

Logo no segundo dia era o meu aniversário, e tínhamos uma reserva no La Bouteille D'Or. Passeamos e fizemos compras na Lafayette durante o dia, conhecemos os magníficos vitrais da Sainte Chapelle e, à noite, fomos para o restaurante.

Se aqui em Porto, minha festa não teve a adesão que eu esperava, lá eu tive o brilho nos olhos de três convidados muito especiais numa data, que para mim, é muito especial.

Os pratos foram carré de cordeiro para mim e pro Seu João e filé de Saint Peter pra as damas. Mas isso não dá a menor ideia do banquete que nos foi servido. Posso dizer que cada um dos pratos (inclusive o peixe que eu belisquei) era sem explicaçãi de sabor. Por fim, as sobremesas e o Parabéns a você em francês cantado pelo gerente e pelos garçons. Emocionante!

Friday, May 25, 2012

Restaurantinhos

Há algum tempo tenho fugido dos almoços nos grandes buffets e procurado “ser servido” em vez de me servir. Não sei exatamente quando esse movimento começou, mas imagino que foi motivado pela vontade de perder alguns quilos, há uns 5 ou 6 anos. Acho que comia por compulsão, e servia boa parte das coisas que eram oferecidas.

Aos poucos comecei a apreciar mais a qualidade de cada prato e preferia um bom espaguete grano duro à carbonara preparado para mim do que meia dúzia de “rodízio de massas” quase sem sabor, feitos para um batalhão. Nesse processo, desvendando pequenos restaurantes ou cafés que serviam pratos individuais, passei a dar valor ao ambiente calmo. Ao ponto de entrar num restaurante de buffet, observar o caos ali instaurado e sair imediatamente.
Assim, sempre que posso, tento fazer do almoço um intervalo agradável na jornada diária. Esses são alguns dos lugares que descobri, que me indicaram ou que se apresentaram de uma forma ou outra:

Bistrô Marzana
Fica dentro do Zaffari Ipiranga, logo na entrada próxima da Vicente da Fontoura. Por uma indicação de um colega do curso de italiano conheci esse agradável bistrô. Serve, além da sugestão do dia, os pratos do cardápio, com massas, risotos, e outras opções com carne, frango e peixe. Algumas saladas também. Os preços variam de 10 a 16 reais. Como se popularizou bastante, o horário do meio-dia é bem concorrido. Uma boa opção também para o final de semana. Possui uma filial na Andradas perto da Dr. Flores.

Atelier do Mar
Localizado na Couto de Magalhães, perto da Felicíssimo de Azevedo. Logo na entrada uma parreira envolve um pergolado que também é ornado com uma rede. É como uma espécie de portal pelo qual, ao se passar por ele, se deixa do lado de fora qualquer stress e agitação do trabalho. Ali dentro a decoração remete ao interior de um navio. Um mini buffet de saladas servem de entrada para duas opções de prato, uma delas peixe. Preço único de 16 pila.

Empório Mercatto
Esquina da Fabrício Pilar com Bordini.  Os dois ambientes, interno e externo, são muito agradáveis e charmosos. Se lembra uma Porto Alegre, não é a de hoje. Enquanto esperamos um couvert de pães tostados é servido com potinhos de patês. Depois, uma entrada. Sempre diferente e com ingredientes variados, desde gomos de bergamota e geleia agridoce até rabanete. Por fim, as duas opções de pratos são sempre renovados e geralmente muito saborosos. Preço único de 16 pilas.

Fiori Café
Na 24 de Outubro logo que desemboca a Lucas de Oliveira, ao lado do The Best Food. Trabalha com massas artesanais e alguns risotos. Oferece uma maia dúzia de opções bem variadas, todas elas com uma cumbuquinha de salada de entrada. Infelizmente deve ter algum problema com a fossa do prédio, pois das três vezes que fui um odor muito ruim era permanente.

Absoluto Café
Uma das melhores opções. Fica na São Manoel, pertinho da Protásio Alves. Várias opções de pratos com salada de entrada. Além da decoração descontraída e ambiente agradável, os pratos são excelentes. Destaque para a sorrentino com carne de panela. Para os que querem almoçar ao ar livre, tem duas mesinhas na calçada. Preços em torno dos 16 reais.

Santa Felicidade

Assim que puder, vá uma noite ali para jantar e peça o risoto Santa Felicidade. Sem precedentes! Os demais pratos do cardápio são muito bons, e vem à mesa nas panelas em ferro fundido esmaltado em que são preparados. Para o almoço uma sugestão do dia com salada de entrada é servida por 10 reais!
Café Divã

Na 24 de Outubro, 395, no segundo andar da galeria, o pequeno e calmo café oferece quiche com salada e algumas sugestões de massas, strogonoff, etc. Pratos em torno de 14 reais.
La Jolla

Recém instalado numa casa verde na Comendador Rheingartz. Oferece duas opções de entrada: salada ou caldo de legumes, e um bom cardápio com inspiração francesa. Preços de 12 a 15 reais.

Wednesday, March 28, 2012

O &*#@# jeito TAM de voar...

Se o ano começa, efetivamente, depois do Carnaval, alguns dias a mais de folga são justos e bem vindos.

PLIC PLAC da TAM

Quando a Gol começou a operar causou espanto a barrinha de cereal e o suco servidos como serviço de bordo. Na época fizeram a gente entender que tratava de uma forma de poder oferecer passagens um pouco mais baratas. Pois bem, hoje segue a tal barrinha e as passagens tem preço bastante parecido entre as operadoras quando fora de promoção.

Até então, para mim, a TAM se destacava como uma companhia mais confortável, bem apresrentada e com lanchinhos de bordo bem mais apetitosos. O jeito TAM de voar!

Quando compramos as passagens para nossas últimas férias na Bahia, fiquei contente por ser a Tam. O conceito que eu tinha da empresa me fazia pensar que teríamos um deslocamento confortável até a Bahia.

Tivemos a primeira decepção já no primeiro voo até Congonhas. Como estava marcado para as 6h30min, não tomamos café, imaginando poder comer alguma coisa no voo. E então a desagradável surpresa: PLIC PLAC! E só! Ah.. um tablete de Polenghinho pra passar o biscoito. Para "sobremesa um biscoitinho recheado doce.

Analisando superficialmente, qualquer incauto poderia achar razoável, ou até bom. Uma embalagem bonitinha para a bandeja, biscoitos bauduco e queijo Polenghinho. Só que hoje, quem preza um pouquinho pela saúde, deveria correr da Bauduco e de todas as grandes marcas de biscoitos. O que um dia foi um petisco gostoso e até saudável, com alguma vitamina, hoje não passa de farinha com GORDURA VEGETAL HIDROGENADA e mais tantas porcarias pra dar sabor, cor e aroma, entre elas o GLUTAMATO MONOSSÓDICO, que faz milagres até com carne podre. O queijo, como não poderia fugir do novo conceito TAM, era processado, também com Gordura Vegetal Hidrogenada, GORDURA TRANS.

Como as empresas são isentas de indicar a presença da gordura em pequenas quantidades, a maioria acha normal, ainda mais que podem colocar o selinho "LIVRE DE GORDURA TRANS". Mentira! Assim como as porcarias do cigarro, NÃO HÁ NÍVEIS RAZOÁVEIS PARA INGESTÃO DE GORDURA TRANS PELO ORGANISMO.

Eu não fiz toda essa análise da porcaria que estava à minha frente. Até porque, acabamos comendo essa porra de gordura em vários outros alimentos, sabendo ou não. O que eu queria ali era um alimento mais decente. O que eu imaginei que aconteceria no voo de São Paulo até Ilhéus. Aí veio a segunda surpresa a a indignação completa: PLIC PLAC e biscoio com um tabletinho de queijo processado Polenghinho.

Juro que achei que fosse uma pegadinha. Mas não era. Era o jeito TAM de voar, que infelizmente mudou. Tiveram a capacidade de servir Plic Plac e biscoito com queijo para passageiros que saíram às 6h da manhã de Porto Alegre e chegariam ao meio-dia na Bahia.

O retorno não teve nenhuma surpresa: Plic Plac e polenghinho! Senti fome, mas preferi comer em casa.

Thursday, December 29, 2011

Tchau, 2011!

Sinto essas horas finais de 2011 como os últimos grãos de uma ampulheta sobre o balcão onde guardo os recortes da minha vida. Não são, por certo, os últimos instantes desta vida, mas o final de mais um capítulo não menos repleto que os anteriores.

O sentimento de ver as horas passarem como a areia que se esvai pelo pequeno orifício é nada mais que saudade de um ano que muito ensinou. Olho sorrindo para trás e carrego na mochila de 2012 paz e serenidade talvez não experimentadas antes.

O exercício da calma e do controle me fez aprimorar as sutilezas do prazer que estava à volta. Assim senti, a cada dia que passou, orgulho de ser plenamente feliz.

Os sonhos a realizar são apenas parte de um projeto maior.

Quase todos os dias um colega invadia a minha sala e me perguntava se já havia inventado alguma coisa para ganhar dinheiro. Até o dia que enchi o saco e respondi: “Quer saber? Não quero ganhar dinheiro!” Houve espanto. Então expliquei que estava fazendo absolutamente tudo o que queria.

Não acho que sou uma pessoa que se satisfaz com pouco, mas algumas poucas coisas, quando bem feitas, dão um prazer difícil de atribuir simplesmente ao dinheiro.

As nossas viagens, as nossas comidinhas – as rapidinhas e as demoradinhas, a nossa casa, o nosso amor e o olhar cúmplice da Alice nesses momentos é impagável; a risada solta da Alice nesses momentos é impagável.

E hoje estou assim, valorizando e muito esses sabores que este ano maravilhoso proporcionou. Senti falta, como sempre, de mais encontros com os amigos, mas fico feliz por saber que os de fé aguardam sem pressa e com saudade aquele abraço.

Saravá, meu povo! Feliz Ano Novo!

Friday, December 09, 2011

Jardim interno...

Passado o trauma do evento em Pelotas e recarregado o ânimo, não vejo outra saída para retardar a insanidade do que criar um universo à parte deste. Tenho ouvido e lido menos notícias e mais músicas, o que ajuda um pouco. Mas não é possível ficarmos alheios ao que nos cerca, como a queda dos ministros, o desvio do dinheiro público, o tráfico e os assaltos e até as discussões de condomínio.

Às vezes tenho que me balizar para não ficar comentando só sobre tragédias do cotidiano. Se a janela para a rua não mostra o belo, apreciemos o intramuros. Então valorizo, ainda que inserido nesse caos, o pequeno ambiente familiar, a Alice e a Flora, os nossos momentos juntos, mesmo que não fazendo nada, atirados na cama, o simples fato de alimentar o bichinho e tentar entender seus sinais. Esses momentos pinçados de entretenimento e descanso tem tamanha fonte de energia que me animam a buscar mais atividades que reforcem esse lado de apreciar com prazer e não com tristeza ou pesar. Porque até assistir às pessoas servindo-se no almoço me assusta.

E a sexta-feira sempre teve um ar mágico de inspiração para coisas boas.

Wednesday, November 16, 2011

Convite à loucura

Os últimos dias tem se revelado carregados. Uma certa energia negativa bombardeia a base do equilíbrio. Não sei se afeta a uma maioria, mas o trânsito causa em mim, imenso mal. Um mal controlado que me faz por vezes buzinar e xingar com ira os motoristas vizinhos, em pleno silêncio. Mas quem me vê dirigindo observa um ser calmo que para na faixa de pedestre e dá vez a outros carros. Só que num olhar mais amplo vejo animais cortando a frente, embrenhando-se incontrolavelmente para mudar de faixa visando chegar antes, não ao destino, mas à frente do próximo sinal, que obviamente está fechado.

Encaro essa rotina pela manhã, durante o dia e ao final da tarde. Presencio os mais impensáveis absurdos. Mas o trabalho requer essa predisposição. Meu nível de vida me coloca nessa condição. A inexistente infraestrutura de Porto Alegre colabora para que eu encare, rindo, essa doce rotina infernal.

Quando a máquina está engrenada dessa maneira consigo, sim, rir ao trânsito. Riso leve e espontâneo, não louco. Considero como degraus de uma escada que me elevará a um plano onde desfrutarei das maravilhas do meu mundo. A minha casa e a minha família. E por considerar tão nobre este desfrute me sinto tão mal quando um grupo, em nome da empresa, inventa uma "reunião de trabalho" com pernoite e pescaria.

Mais uma vez eu fui o bronco. Falei a verdade: que não gosto de pescaria e não gostaria de abrir mão de uma noite com a minha esposa para uma atividade como essa. Houve mais algumas contestações, mas ao fim prevaleceu a decabida ideia de um que foi comprada pelo grupo. Assim vamos, compulsoriamente para o extra da "reunião de trabalho" em nome da bendita integração. Assim, a rotina infernal do trânsito é quem ri de mim com suas buzinas e freadas e faz com que, da mesma maneira com que fulmino em pensamento os maus motoristas, assim observe os que implementam tais ideias.

Friday, November 04, 2011

Meus sonhos absurdos...

Estava passeando na calçada e avistei meu vizinho de cima passeando com o cachorro (que ele não tem). É um senhor de uns setenta e poucos anos com o qual tenho conversado bastante nesses dias devido a uma infiltração que apareceu na nossa área de serviço. Mas ele morava num prédio do outro lado da rua. Era um prédio muito bonito por fora, mas quando desci, para sair tinha que passar pelo pátio da zeladora. Um pátio parecido com aqueles de fundos de casas mais antigas cheio de entulhos, botijão de gás, banquinhos de madeira velhos, plantas de todos os tipos e muita umidade. Cheguei a pensar que tinha descido no andar errado, mas a senhora que estava sentada me disse que era por ali mesmo.


Depois eu estava preso. Estava próximo de ser solto quando houve uma rebelião. Um clima completamente de guerra, com tiros para todos os lados, bombas, paredes caindo e pessoas correndo e gritando. Até aí nada de tão absurdo. Mas logo depois consegui fugir. Eu e o Tite! Ele mesmo, o técnico do Corinthians. Organizamos uma fuga pela mata da encosta de um morro no Rio de Janeiro. Estávamos com medo de ser recapturados pela polícia e por estarmos ao lado de uma favela. Logo à frente avistamos duas pessoas e ele se assustou. Eu falei que não tinha problema, que era apenas um casal namorando. E quando passamos correndo as duas mulheres interromperam o beijo.

Monday, September 26, 2011

Metrô a caminho

Ainda deve demorar a se concretizar. Mas um importante passo está marcado para o próximo dia 14, quando a presidente Dilma vem à capital gaúcha para anunciar o metrô. Depois ainda haverá as etapas de licitações, remanejo de moradores, etc.

Mas gostei muito da notícia!

Friday, September 16, 2011

Sexta é dia de fazer aquele som!


Em dias de quase colapso mental o corpo anseia pelo fim da semana. Melhor quando precede um feriado e uma ida à praia. Sempre digo que nosso lar é o reduto mágico onde renovamos nossas energias. Posso ficar sem fazer nada de útil, o simples fato de estar ali, com a Alice e a Flora é muito reconfortante.

E se os ouvidos ainda não se acostumaram à calma, um pouco de barulho nos teclados sempre ajuda na transição.

Thursday, September 15, 2011

Pôneis Malditos

Eu achei bem legal o comercial dos Pôneis Malditos da Nissan. Não era de se duvidar que haveria reclamações quanto ao uso dos animais com ares de brinquedo.


Então esta semana ouvi que as vendas da Frontier teriam aumentado cerca de 80% após a veiculação do comercial, puxando também os demais modelos da Nissan. Dos sites que vi, nenhum indicava a fonte dos números.

De qualquer forma, quem ganhou, e muito, com as reclamações foi justamente a montadora.

Por que não podemos simplesmente debater sobre o conteúdo de um comercial? Tudo o que foge do conto de fadas deve ser denunciado? É a contra-mão da criatividade. Dos comerciais de cerveja tiraram os pobres bichos, aí partiram pro apelo sexual. Daqui a pouco vai aparecer na tela da TV, em fundo branco por abuso com o uso das cores em Arial ou Times, dentro das normas da ABNT: A Kaiser é uma boa cerveja; A Polar é daqui; Frontier – 144 cavalos-vapor.

Tuesday, September 13, 2011

Comer bem: uma luta diária

Eu e a Alice sempre fomos a prova em contrário do mito de que casar engorda. Nesses 5 anos ela manteve a forma, e eu já perdi uns, digamos, 8kg. O primeiro argumento válido foi a saída da noite. Em pouco tempo aliviei a balança e a conta bancária. Mas apenas este argumento não se sustentaria.


Depois desse primeiro passo reduzindo o tamanho das porções e o acompanhamento etílico passamos a observar a qualidade dos alimentos. Acho que o primeiro vilão a ser combatido foi a gordura vegetal hidrogenada. Esse combatido parece um termo forte. Evitado seria melhor. Porque certamente continuamos comendo. Mas quando podemos escolher, evitamos.

Mais tarde, depois de um teste de intolerância alimentar, suspendemos temporariamente alguns ingredientes que, aos poucos, retornaram ao cardápio. Nisso descobrimos um novo vilão, que passou a ser banido. Muito mais do que a gordura vegetal. O realçador de sabor glutamato monossódico. E eu adorava temperar peixes com aquele Fondor.. Puro glutamato!

Posso dizer que vivemos muito bem nessa dieta que é feita naturalmente, sem se preocupar com quantidades, apenas escolhendo produtos que não tenham esses ingredientes. Como hoje eu leio praticamente todas as tabelinhas de informação nutricional do que compramos, o sódio consequentemente diminuiu.

E agora, ao assistir ao documentário o Veneno Está na Mesa, de Sílvio Tendler, não há como não voltar as atenções à questão dos agrotóxicos. Para nós, que naturalmente já combatemos outras porcarias que tentam empurrar na nossa comida, acho que vai ser mais uma deliciosa melhora.

Thursday, August 25, 2011

Cidades fantasmas

Tenho andado bastante por estradas de chão da zona Sul do Estado rumo a cidadezinhas de poucos mil habitantes e meia dúzia de ruas. Sigo pela BR116 até o km aproximado e ali me despeço do asfalto. Ando vinte, trinta, quarenta e poucos quilômetros pela terra, levantando poeira, desviando de buracos e procurando o rumo certo.

Meu guia é quase sempre o instinto. Algum senso de orientação que me leva a escolher o melhor caminho entre tantas bifurcações sem placa de orientação. Quando há placas, rio sempre das muitas pintadas à mão:"D. FELICIANO ->".

Algumas vezes fui auxiliado pelo GPS, mas é muito limitado. Possui apenas um mapa geral com as estradas federais e algumas estaduais. Então quase todas essas estradinhas não aparecem. Das vezes que tentei pedir auxílio a alguém, ninguém apareceu! Quilômetros e quilômetros sem um vivente. E em algumas cidadezinhas pequenas, já na zona urbana, ninguém nos pátios das casas, e quase nenhum comércio. Verdadeiros vilarejos fantasmas.

Todos esses empecilhos são uma verdadeira terapia pra quem mora em Porto Alegre. Literalmente não aguento mais o nosso trânsito. E não quero gastar linhas para me lembrar deste inferno. Só sei que nesses dias que percorro o chão batido me enriqueço do silêncio, do verde, da diversidade de aves que me acompanham, e até outros animais, como lagartos, cobras e borboletas. Sou um refém dos recursos da metrópole. Mas é bom poder me tratar nesses caminhos do Rio Grande.

Wednesday, August 17, 2011

Adeus à vista...

Dia desses recebi um comentário nesse post de maio de 2008 dizendo que "os tempos mudam". No texto escrevi que não me imaginava juntando as fezes do bichinho na rua. Era completamente impensável pra mim.


Pois bem, decidimos por ter o tal bichinho, e eu me dispus a cuidar, passear, colocar a dormir, brincar e tudo o mais. Tudo o mais poderia ser essa parte de limpar a sujeira. Mas isso foi muito natural. Tão natural quanto impensável, outrora.

Foi muito gratificante ensinar a Flora a usar a área de serviço como banheiro e fazer tudo sobre o jornal; esperar sentadinha eu servir a ração; sentar para eu colocar a coleira, abrir a porta, etc. Quando estamos com ela é um verdadeiro anjinho. Se estamos no quarto e ela vai ao banheiro, volta e me chama. Não late, apenas fica parada me olhando e balançando o rabinho. O problema é quando fica sozinha. Ela deixou a marca dos seus caninos em quase toda a casa. Tentamos várias alternativas com comandos, sprays amargos e o mais eficaz: um protótipo com um sensor de presença ligado a uma mini sirene. Quando ela se aproxima de algum objeto "proibido" a sirene apita e ela imediatamente se afasta. O problema é que ela se afasta da cortina e vai roer um marco de porta. E cheguei a um ponto de completa tensão a cada vez que entro em casa esperando o que me espera.

O primeiro sentimento é de fracasso. Mas prefiro pensar que foi um aprendizado, e que será melhor para ela uma casa que tenha gente durante a maior parte do dia. Minha visita ao meio-dia, infelizmente, é insuficiente. Talvez quando morarmos em uma casa consigamos prparar um espaço mais adequado, que contemple conforto e opções para extravasar a energia.

Tuesday, July 26, 2011

Entre animais...

Não há o que não haja; Morro e não vejo tudo; Me arranca os tubos, etc. Pode escolher a frase feita e ver que ela se faz repetir com maior freqüência.


Ontem vi um adesivo no carro de um animal que me deixou estarrecido:


Quase parei ao lado do cara e perguntei como ele tinha se curado.

Sei que vivemos em uma época de liberdade de expressão e devemos nos orgulhar disso. Tento acreditar no bom senso que faz de nós, seres humanos. Mas a diferença de valor é tamanha que acredito muito mais que vivemos alguns humanos entre animais.


Eu não sei o que é homossexualismo: se é um comportamento, uma opção, uma curiosidade. Só sei que doença não é. Talvez por ter vindo de uma família com valores conservadores existe preconceito em meu primeiro olhar, mas prefiro encarar como uma relação natural entre duas pessoas. E não vejo por que travar uma discussão em cima de uma significação, de enquadrar uma forma de expressão de prazer justamente dentro de padrões conservadores. Pior, achar que algo passível de cura! Que pena que me deu da família e das pessoas que convivem com esse cara do adesivo.







Wednesday, July 20, 2011

Dia do amigo...

Não sou muito favorável a essas datas fora de feriados consagrados como dia da água, dia da Terra, dia do cão chupando manga, etc. Sobretudo daquelas que são criadas e imediatamente transformadas em feriados como o dia da consciência negra.

Não ser favorável não quer dizer que eu seja contra. Aliás, fiquei muito contente pelas mensagens que recebi hoje pelo Dia do Amigo. Poucas, mas agradáveis surpresas como a minha mãe, que ligou, parabenizou e deu uma sonora gargalhada. Espontânea como sempre.

Feliz dia do amigo aos que por aqui passam, e àqueles que como planetas amigos em uma pequena galáxia, ora orbitados por constelações iluminadas, mas que se vão na velocidade de anos-luz.

Monday, July 18, 2011

Container de lixo...

Me considero mais ou menos atualizado com as principais mudanças e novidades em Porto Alegre. E uma das últimas me deixou completamente abismado. A dos containers de lixo. Primeiro por ter ouvido apenas superficialmente. Justamente por isso não dei muita bola e nem procurei saber do que se tratava. Depois pela rapidez com que fora implementada a idéia, as proporções da coisa toda sem que se perceba uma discussão freqüente sobre a questão do lixo.


Agora, as ruas estão repletas das caixas cinza. Seja por sobre as calçadas, no meio fio – tanto em pontos de estacionamento permitido como proibido – contribuíram significativamente para a já saturada poluição visual. E essas que estão em locais de estacionamento proibido, como na Marques do Pombal, já estão dando sua parcela para piorar ainda mais o trânsito. Por enquanto estão com aspecto de novas. Feias, mas novas.

Passo por essas caixas e fico me perguntando se Porto Alegre tinha mesmo um grave problema de recolhimento de lixo e só eu não sabia. Me pergunto também, tentando não ser leviano, se haveria algum interesse oculto em liberar uma verba tão significativa tão rapidamente para uma coisa que em pouco tempo além de feia, será imunda. Algo como a necessidade em licitar mais uma empresa para recolhimento desses containers.

Tudo isso me soa muito estranho.

Saturday, June 25, 2011

Primeira parada: Espanha...

Iniciamos a nova incursão no velho mundo por Madri. Depois do frio na barriga da longa viagem e do risco de sermos barrados em Barajas, estávamos com os pés na Capital espanhola. Foram quatro dias andando pelas ruas da cidade auxiliados pelos mapas, guias e dicas dos locais. Nesta viagem nos propusemos a interagir um pouco mais do que das vezes anteriores.













Demos entrada no Hostal Luz e fomos encaminhados a um quarto relativamente pequeno com camas separadas. A recepcionista deu um monte de explicações, pois nosso pedido era para cama matrimonial. Disse que depois tínhamos que falar com a Marguerita, que é o Margarida deles, para solicitar a troca. Largamos as malas e saímos para ver o que Madri nos reservava. Para quem era um pouco receoso, como eu, um verdadeiro presente. Arquitetura clássica, como Paris, ruas muito limpas, trânsito organizado mesmo com os carros pequenos estacionados meio sobre as calçadas. Povo bastante receptivo e comida e bebida boas. Sem dúvida, uma das coisas que mais me fascina no ambiente europeu é a arte. Manifesta não apenas nos inúmeros museus, mas em cada canto, dos mais expostos palácios aos mais escondidos pisos trabalhados em mármore. E logo na nossa primeira caminhada nos deparamos com a mostra Heroínas, na Fundación Caja Madrid em parceria com o Museu Thyssen-Bornemisza. Começava ali nossa primeira visita a belíssimas obras, todas elas tendo como figura central mulheres que a mostra denominou heroínas. Destaque para as obras de John William Waterhouse. O que mais em Madri? Um Museu do Prado inteiro, com a segunda maior pinacoteca do mundo. Nele tivemos o prazer de conhecer a fase escura do Goya e a bela obra de Jusepe de Ribera, entre inúmeros outros trabalhos magníficos.
Vimos trabalhos mais modernos e não tão empolgantes no Reina Sofia, mas é o museu que possui o maior acervo de Salvador Dalí. Necessário! Abriga também Picasso, Monet e outros caras que não são a nossa cara.

Com as retinas imortalizadas em êxtase, e a respiração voltando ao normal, relaxamos no Parque do Retiro. Vi pela primeira vez esquilos ao vivo, muito bonitinhos! Corriam de um lado para outro, subiam e desciam das árvores, divertiam-se e nos divertiam. Preenchemos assim nossas jornadas, com passeios em meio a uma riqueza arquitetônica e cultural sem tamanho.

Após o meio-dia, teoricamente a cidade dormia. Às vezes nós também. Mas algo na atmosfera madrilenha acordava ao final da tarde e trazia de volta às ruas moradores e turistas que enchiam bares e restaurantes. Ir de tapas, é o lema. Um movimento leve de entrar em um bar, sempre atraente em algum quesito, pedir uma bebida que smpre vem acompanhada de um tapa, oferecido pela casa. Petiscos saborosos, que podem ser desde uma tostada com alguma cobertura, ou batatas bracas com molho de tomate, ora um risoto de frango. A cada novo pedido de bebida os tapas são repostos. Se não fizéssemos muita questão de provar a famosa paella, poderíamos ir assim, de tapas até a fome saciar. Para os que querem tapas mais elaborados (e pagos) existe o Mercado Municipal. Um mercado que já foi comum, mas depois de dois anos de remodelação assumiu um ar de boutique gourmet. Tudo é encantador aos olhos e ao paladar. As taças de cristal podem circular livremente do bar de vinhos até o balcão especializado em pinchos de bacalhau (uma torradinha com generosa cobertura), todos a 1 euro. Por volta da meia-noite o Mercado fecha, e o público naturalmente se espalha pelos bares vários da cidade.

Numa dessas noites, depois de uns tapas na Pompeiana e uma pseudo festinha com bebida grátis oferecida pelo guri que distribuía cartões, apreciamos um espetacular show de flamenco. Finalizamos essa noite com uma deliciosa paella de marisco voltando ao Pompeiana.

Que grato cartão de visitas foi Madri!

Depois de quatro dias embarcamos no trem de alta velocidade para Barcelona. Se Madri é uma cidade velha, muito bonita e bem cuidada, a metrópole catalã esbanja modernidade e luxo. Claro que muito da arquitetura de Barcelona é secular. Mas o simples fato de a cidade acolher edificações idealizadas por um gênio como Gaudí dá um ar mais moderno, que orna perfeitamente com o vestuário das ruas e das vitrines das grifes.

Todo esse glamour, mesmo que concentrado pelos arredores da avenida Gasseig de Gràcia, se reflete nos cardápios e até no bilhete do metrô. O custo de vida foi sensivelmente mais elevado nesses quatro dias. Contudo, nosso roteiro contemplava mais os exteriores, como as fachadas de Gaudí na Casa Batllò e Casa Milà. A Sagrada Família sim, vimos inteira, por dentro, por fora, por cima.. uma loucura em cada detalhe.

Por coincidência, estávamos lá justamente no dia da final da Champions League entre o Barcelona e o Manchester United (o jogo foi em Londres). A cidade toda vestia as cores desse velho conhecido do Colorado. Aproveitei o dia seguinte, quando todos estavam embriagados das comemorações para exibir a minha camiseta.

Um passeio que tínhamos programado foi a visita à Abadia de Montserrat, construída na base da encosta do monte. Uma edificação que se iniciou na Idade Média e sofreu algumas reconstruções até chegar ao que é hoje, abrigando a imagem da Nossa Senhora de Montserrat, encontrada em meados do ano 880.

Na terceira noite fizemos uma festinha no porto olímpico. Incrivelmente o movimento do metrô aumenta durante a noite, sobretudo nos finais de semana, quando funcionam durante toda a madrugada. Às 4h da manhã, quando voltamos para o hotel, as estações ainda estavam cheias.

Ainda tivemos tempo para curtir um dia mais tranqüilo, caminhando pelo Arco do Triunfo e pelo parque. Era o final da nossa jornada pela Espanha.

Tuesday, May 03, 2011

Aniver trigésimo quarto...

E ontem foi mais um aniversário. A idade vai pegando mesmo, não tem jeito. Este ano fiz uma comemoração diferente. Não tão badalada, mas divertida, no Mercado do Chopp, na Mariland. Ambiente muito legal, com convidados legais e cervejas legais. Depois que o cara anunciou que fecharia a copa, fomos para o Insano. Ano que vem, nos 35, acho que vou programar algo maior. Mas até lá tem muito chão.

Flora...

Dia 27 fechou um mês que a Flora está conosco. Os primeiros dias foram tão difíceis que chegou a bater um arrependimento. Mas uma breve análise de como queríamos um filhote, de tudo o que estudamos. O foco sempre foi a nossa relação, minha e da Alice. Acordamos que nenhum serzinho iria abalar tudo o que construímos até agora.


Mas ela tentou. Tentou ao ponto de colocarmos um anúncio no Mercado Livre e um na Zero Hora de domingo. Se alguém tem alguma dúvida se os classificados de jornal funcionam, funcionam, e bem! Recebemos algumas ligações, mas nenhuma proposta concreta. Já do Mercado Livre apenas uns questionamentos solicitando mais fotos.

O canto inicial dela foi a cozinha e a área de serviço. O primeiro mesmo foi a casa toda. Mas durou apenas uma noite. Ela fez suas necessodades pela sala, mesmo eu tendo colocado os jornais na área de serviço e dito pra ela que era lá o lugar. Depois, entre a área de serviço e a cozinha, achamos que seria mais evidente ela passar da cozinha, onde estava sua caminha e usar a área de serviço como banheiro. Nada! Fazia tudo ali pela volta da caminha, completamente contradizendo as teorias que lemos, de que evitaria fazer próximo do local onde comia e dormia.

Restringimos seu espaço à área de serviço. Uma pena deixar o bichinho lá, num espaço pequeno. Mas não podíamos mais aceitar a cozinha virada numa zona cada vez que entrávamos em casa, cada manhã... Esses dias foram os piores. Ainda por cima quando íamos dormir, ela ficava lá, chorando ou batendo na tábua que a trancava. E toda manhã era aquela zona: xixi e cocô por todo lado, inclusive na sua caminha. Triste!

Mas fomos persistentes, e a cada uso correto do seu banheirinho (jornal) fazíamos festa e dávamos um premiozinho. Umas bolinhas da ração. Que bichinho que come, meu Deus! Aos poucos ela aprendeu e, assim que terminava suas refeições ia direto no jornal fazer alguma coisa e se posicionava sentada olhando pro armário onde fica o saco de ração.

Mais uns dias e tivemos um salto espetacular no cmportamento. Deixamos a casa livre pra ela à noite. O bichinho dormiu que era um bebê. Foi do quarto até a área de serviço durante a noite só pra fazer suas coisinhas no jornal. Olha, um poço de educação! Então resolvemos deixá-la durante o dia com a casa. E ela obedeceu. Vez ou outra fazia um xixi ou cocô fora do lugar, mas via de regra fazia certo.

Até que veio o surto. Ela simplesmente desaprendeu o lugar das necessidades, escavou o vaso do ficus, e roeu as patas das cadeiras da sala. Um demônio em quatro patinhas. Agora estou reeducando. O banheiro já tá tranquilo de novo. E tudo o que ela não deve roer está com um jato de um negócio horrível que eu comprei numa Pet. Nem eu mais posso por a mão na boca porque fica sempre um resquício.

Vamos ver quanto mais vai. Tenho muita esperança!

Wednesday, April 13, 2011

Uma comida perecível, por favor!

Eu nunca fui muito de McDonald's. Não pelo gosto, que até pode ser bom. Mas por todo o contexto em que se enquadra: a questão multinacional (e uma nacional) de tentar fazer com com acreditemos que só eles são, não apenas melhores, mas os únicos aceitáveis, como a Coca Cola e a Rede Globo.

Depois a coisa engessada que eu sempre faço questão de repetir:

- Um Big Mac.
- O número 1?
- Um Big Mac.
- O número 1, com fritas e refri?
- Um Big Mac.
- Só o sanduíche, senhor?
- Um Big Mac.

Também por não venderem cerveja!

E agora, mais do que nunca, por simplesmente não se decompor. A nutricionista americana Karen Hanrahan fez o teste e desenvolve estudos de orientação alimentar para os pais que querem educar seus filhos a comerem bem. Ela guardou um hamburger do MacDonald's por 12 anos numa embalagem simples. O troço mantém a aparência, não cria bolor, nada! Está publicado aqui

De assustar!

Thursday, April 07, 2011

Medo...

Não lembro se o que eu passei no colégio podia se chamar de bullying, mas eu tinha muito medo de apanhar dos maiores. Sabia que não ia tomar uma surra, mas não gostava da hipótese de sequer levar um encontrão. E sempre tinha aquela turminha dos que ficavam inticando e faziam brincadeiras truculentas.

Depois cresci e percebi que meus embates seriam mais favoráveis em palavras, olhares, atitudes, escolhas não físicas. Desenvolvi um comportamento natural que (por mais provocativo que parecesse) evita o confronto físico. E depois de sofrer alguns assaltos, sempre negociando calmamente de forma a transmiti-la e pedindo apenas pela preservação da vida, passei a temer justamente pelo pior: a abreviação do bem maior.

Posso dizer que inconscientemente eu passo boa parte do tempo analisando situações de risco. Não apenas a mim, mas ao contexto em que vivo e as pessoas nele inseridas. Também não apenas o risco físico, mas o fator de algo dar ou não certo. Como a nossa cidade, por exemplo. Para mim, Porto Alegre está saturada. Não é mais capaz de atender às expectativas de um lugar que eu considero razoável para se viver. O trânsito, a mobilidade urbana, os restaurantes a la carte, as peças de teatro e shows importantes, as rotas aéreas internacionais, a segurança, nada disso existe aqui.

Claro que dá pra explorar Porto Alegre e se apaixonar por ela. Mas quanto mais se observa o todo, e hoje o todo é cada vez mais acessível, vemos que nos falta muito. Os poucos restaurantes a la carte só abrem à noite. Pouquíssimas peças do centro do país se aventuram a vir pra cá. Mas o que é ruim se desenvolve mais do que rapidamente, como o consumo e o tráfico de drogas e todo o tipo de violência que acompanha. A corrupção se alastra e entranha em instituições inimagináveis. A corrupção política é pré-história. Eu via e vejo o colapso cada vez mais próximo. O pouco de luz seria isso, fugir para algum reduto de paz aqui na Terra, enquanto ainda existem.

E eu que gosto tanto da metrópole!

Monday, March 28, 2011

O primeiro dia de um cão...

Finalmente, depois de muita espera, dúvidas, medos e incertezas, adotamos nossa filhotinha. É uma linda cocker de 3 meses, mesclada com as cores preto, branco e marrom. Tecnicamente chamam de tricolor ruão. Veio do canil Tuatha dé Danann. Ela ainda não tem nome, mas deve ser batizada com um ainda hoje. Tem aquele olhar pidão do cocker, e está nos dando um certo trabalho para ensiná-la a primeira lição: fazer as necessidades no lugar certo.

Escolhemos a área de serviço, e o primeiro serviço, ontem à noite ela acertou. Mas acabou fazendo xixi no chão da cozinha. Depois a Alice a fez dormir na caminha que improvisamos na sala. Eu achei que fosse acordar com ela chorando durante a noite, mas não, só hoje às 7h. E o estrago estava feito. Uma merenda na sala e outra na cozinha, xixi na cozinha e várias partes do chão moçhadas. A cena foi de respirar fundo. Mas abstraí e limpei tudo para podermos tomar café. O bichinho acordou com muita fome e só parou de choramingar depois que dei a ração.

Agora de manhã foi o primeiro intervalo grande sozinha. Espero que não tenha chorado muito, e se uma das necessidades tiver acertado o jornal, ficarei contente.

Friday, March 11, 2011

Lixo de porcos

Antes de saírmos de férias tinha lido que Jurerê Internacional havia perdido a Blue Flag. O Blue Flag Programme, de uma fundação dinamarquesa, é um programa de educação e certificação ambiental que trabalha em conjunto com diversas organizações nacionais e internacionais, visando a melhoria do ambiente marinho, costeiro, fluvial e lacustre.


Iniciamos nossa viagem em Jurerê, ao lado de Jurerê Internacional, cuja denominação sempre me passou uma ideia de esnobismo. Acho que um local pode se desenvolver visando um público elitizado, mas naturalmente. Quando precisa de uma denominação, esse processo me parece forçado.

De qualquer forma, conhecemos as duas praias, e Jurerê me pareceu muito agradável. Uma praia simpática, de poucas ondas em forma de baía com vários iates e lanchas compondo a paisagem. A água não estava muito cristalina nos últimos dias de fevereiro, talvez pelo tempo que era predominantemente nublado. Sobre a limpeza, posso dizer que duas sacolas plásticas dentro da água se destoavam em meio à areia limpa. Aquela sujeira que nos faz sentir obrigados a levar ao lixo, mesmo não sendo nosso.

O que me impressionou mesmo, falando em lixo, foi em Bombinhas. Temos ido quase todos os anos pra lá. É um lugar fantástico, com muitas praias, das quais aproveitamos muito pouco. Este ano ficamos apenas em Bombinhas e na Sepultura. E nas duas praias tivemos o desprazer de assistir o lixo sendo produzido e largado, na areia ou na água. Muito triste mesmo.

Em Bombinhas, já no Carnaval, período em que a orla se transformou de deserta a quase impraticável, estávamos ao lado de um grupo de farofeiros porcos mineiros. Eu já fui muito à praia em grupos, muitas vezes grandes, e apesar de toda a bagunça, não me lembro de ninguém deixar lixo na praia. Esse animado grupo era só um animado grupo, consumiam todo tipo de petiscos, bebiam cervejas e caipirinhas e salgadinhos, etc. Tudo ia ficando pelo chão: latas, copos descartáveis, pratos descartáveis, limão e muitos guardanapos. Quando eu fui buscar uma cerveja no quiosque eles não estavam mais ali. Imaginei que não poderiam ter ido embora, pois tudo o que estava na areia continuava lá. Juro que não acreditei, e não vou ser masoquista de lembrar tudo o que pensei na hora. Juntei uns guardanapos que voaram pra dentro da água. Voltei ao quioque, perguntei se eram eles que tinham atendido ao grupo de porcos e, com a confirmação, expliquei a situação. A única coisa boa em tudo isso foi que o cara foi lá na hora com um saco de lixo e juntou tudo.

Thursday, February 17, 2011

Foi num email, talvez despretensioso, me chamando de mano, que ele me fez chorar

O anterior, em sete linhas parecendo versos, me fizera rir. Sete linhas sem rima, de duas ou três palavras cada, sem maiúsculas nem pontuação alguma.

oi mano
tudo bem
como estao todos
qualquer coisa me liga
ou me manda email
uma hora eu ligo la pra praia
abraço

Respondi dizendo que achava que era um poema, mas que não combinaria muito com ele. O convidei para um futebol em qualquer terça-feira dessas que eu jogo, perguntei como vão todos na família e disse que, assim como ele, iria entrar no mundo das pedras. Não para fazer uma casa, mas uma escultura. Respondi e ainda fiquei rindo das suas frases.

Desde que saiu de casa, faz alguns 25 anos, nunca mais tivemos um contato próximo. Minha família, sobretudo meu pai (que hoje completa 83 anos), nunca teve uma boa relação com a esposa dele. No início era complicado pra mim, estar morando com meus pais e ter sempre a versão deles da história toda. E muitos anos s passaram sem que nenhuma das partes se esforçasse em uma possível reaproximação.

E hoje, depois desses 25 anos nos encontrando em rápidas visitas coincidentes na casa dos meus pais e uma relação completamente esfriada por tantos anos, eu vejo o quanto perdemos. Ele ainda vive com a esposa, mãe dos seus 5 filhos. Os filhos todos adoram a nossa família, e representam aquela parte da família na casa dos meus pais. E nós vivemos assim, com uma parte da família se resumindo a visitas raras e breves. Como se todos vivessem uma história de amor exemplar e sem reparos.

Então, esse email que recebi hoje, em resposta ao que enviei, me acertou como – imagino – não tivesse a pretensão. Não teve nenhuma revelação forte. Foram as mesmas palavras simples, ainda sem nenhuma maiúscula, mas agora com vírgulas! Nenhum ponto final também. Talvez um erro gramatical que represente uma história que ainda esteja sendo contada, que ainda não tenha um fim. O mesmo “oi mano”; o agradecimento pelo convite para o futebol; o mea culpa de que sabe estar devendo visitas, abraços e presentes e dizendo que tem vontade. Mas assumindo que é pior que pai, de viver escondido em casa, que gostaria mais é de receber visitas, em vez de fazê-las. E me pediu, que pelo menos eu, aparecesse lá. E acho que foi o que li como se ouvisse um grito longe. Como se ele soubesse que mais muito mais tempo vai passar e pouca coisa vai mudar. “vamos tentar reaproximar toda família aos poucos”.

Depois ele continua qualquer coisa, e diz que adoraria e tem certeza que todos os de lá adorariam ver toda a sua família juntos.

Friday, February 11, 2011

Meu primeiro aniversário...


Em maio de 1978, há bons 33 anos e pouco, meus pais comemoravam a quarta festinha de primeiro aniversário. Acho que nunca conversei mais demoradamente sobre como teria sido aquela tarde. Pelo que percebi nas fotos, e alguma lembrança de conversas com a minha mãe, foi no pátio, e os convidados eram toda a gurizadinha da rua, a maioria amigos das minhas irmãs e do meu irmão, que na época tinham seus dez, doze anos.

Resgatei essas fotos na casa dos meus pais para digitalizar. Fazem parte do ínfimo acervo da nossa infância e adolescência. Afora esse evento, não mais que meia dúzia tem suas imagens impressas.













Quem ia embora ganhava essa lembrancinha

Mais fotos no Flickr

Friday, February 04, 2011

Brinde aos amigos...

Não lembro de um ano que tenha começado tão atribulado. Em alguns momentos chego a me sentir como nos primeiros anos de empresa, quando saíamos correndo pra todo lado, ora conhecendo, ora resolvendo problemas. Tudo era novo.

Hoje essa tarefa não é mais nossa, mas o trabalho para que a coisa aconteça com a empresa que o faz é maior. Curiosamente, a partir do momento em que passei a cobrar com mais rigor o resultado foi mais evidente, e a demanda aumentou.

Fecho o primeiro mês sem uma linha sequer do livro. Acho que as férias, mesmo que não tenha material escrito, vão servir para mentalizar um esboço. E ficarei muito feliz, depois, sabendo que tive as belas inspirações de Bombinhas e da Alice..

Esperava também um ano com um pouco mais de eventinhos dos meus amigos. Senão aqueles premeditados churrascos de dezenas, casuais encontros como quando a Pi e o Denis (e o Bruno) vieram a Porto e nos convidaram para beber algumas no Cidade Alta. Encontros mais breves, mas não menos divertidos.

E nada melhor do que uma sexta-feira pra sair um pouco dessas coisas telecomunicativas e viver mais as sentimentativas, como o amor e as amizades.

Brindemos!

Tuesday, January 18, 2011

Histórias que quase se perdem: a saga de um Joselito no Planeta Atlântida...

Há 14 anos acontecia a primeira edição do Planeta Atlântida. Há 14 anos eu tinha 19 anos e pouco. Eu consertava televisores na Eletrônica Owada, usava cabelo comprido, tinha espinhas no rosto e acreditava no Sistema. Assim, economizei parte do meu salário de 215 reais e comprei os ingressos para os dois dias de shows. Poderia ver pela primeira vez uma apresentação ao vivo de Titãs, Rita Lee, e do argentino Charly García.

Ainda em casa, em Porto Alegre, fiz minha mochila. Eram dois dias de shows numa espécie de sítio. Na época não havia internet, e nenhum dos meus poucos amigos iriam. Imaginei, ingenuamente, que haveria um lugar para tomar banho e dormir. Algo como umas barraquinhas, com colchões macios e lençóis branquinhos, tudo incluído no valor do ingresso. Afinal, o público passaria dois dias lá dentro.

Então, voltando à mochila: roupas para os dois dias, toalha, shampoo, sabonete, desodorante. O suficiente para deixá-la quase no ponto de não ser possível fechar. Me despedi dos meus pais e fui pra Rodoviária. Peguei o ônibus pra Atlântida e cheguei por volta das 13h. Os shows iniciariam às 17h. Caminhei da Paraguassú até a Sede Campestre da SABA e retirei os ingressos. Depois voltei até a Paraguassú pra comer alguma coisa. Por volta das 15h tomei o rumo definitivo. O calor era infernal, e a mochila muito pesada. De repente comecei a sentir um molhado estranho nas costas, um pouco mais frio que o suor. Parei, abri a mochila e vi que o tubo do shampoo tinha estourado. As roupas que ficaram mais embaixo estavam completamente melecadas. Enquanto tentava salvar alguma coisa via a multidão se dirigindo e eu ficando pra trás.

Alguns minutos ali e dois guris me perguntaram se tava tudo bem, se eu queria uma ajuda. Falei que estava tudo bem, que era só o shampoo. Eles se solidarizaram e disseram que iriam me esperar. Achei muito gentil da parte deles. Ajeitei o que deu e nos dirigimos à entrada. A fila era enorme. Nos amontoamos no bolo e entramos. A maioria passava sem ser revistado, mas os dois ficaram. Eles também tinham mochila, e tiveram que esvaziá-las diante dos seguranças. A minha ninguém quis ver. Assim que passamos a revista fomos até o quisque de um amigo deles na praça de alimentação e deixamos as mochilas com ele. Inclusive a minha. Então os dois começaram a fungar e dizer: tá pra cá, tá pra cá. Buscavam o cheiro de machonha. Fiquei um pouco assustado, mas segui com eles. Em pouco tempo acharam um cara que tava vendendo, e num próximo momento já estavam fumando. Me ofereceram e não parecem ter se ofendido por eu não aceitar. Tampouco insistiram. Passado um tempo, me vi literalmente numa roda de maconheiros. Algo como umas vinte e poucas pessoas. Definitivamente aquele não era o meu lugar nem a ideia que eu fizera do evento. Disse a um deles que eu iria pegar minha mochila. Não contestaram.

De posse da minha mochila, me senti bem mais aliviado. Bebi umas caipirinhas e curti os shows. Desde o momento que eu entrei, não vi nada que se assemelhasse com uma área para dormir ou tomar banho. Nem um guarda-volumes. Naquele momento me caiu a ficha de que eu não teria onde dormir. Azar. Segui curtindo os shows. Muito rock em volume alto e caipirinha. Liberdade!

Por volta das seis da manha começaram a "orientar" a saída. E eu sem ter pra onde ir. Fui saindo, cabisbaixo. Até que vi um amigo dos tempos da igreja. Era uma luz. Estava num grupo de dez, doze. Me perguntaram onde eu iria ficar e quando disse que não estava em lugar algum, me convidaram a seguir com eles. Mas eles estavam em uma casa em Capão, a uma breve caminhada de meia hora, depois de tantas horas em pé ou pulando. Lá fui eu. Eu e a minha mochila com toalha e shampoo... Antes de irmos pra tal casa, acompanhamos dois que iriam pegar um ônibus na Rodoviária. Eu quase não aguentava de sono. Então veio o pior: assim que embarcaram, meu amigo disse que falou com o dono da casa e que só teria lugar pra 9. Enquanto ele falava contei com os olhos e vi que eu seria o décimo. Tentei argumentar que qualquer cantinho servia, mas "infelizmente não seria possível".

Dei meia volta e caminhei mais lentamente e cabisbaixo de volta à Paraguassú, agora em Capão. Pensava por que me fizeram acompanhá-los até lá. Assim que cheguei na avenida, o tempo fechou e desabou a chuva. Corri pro pátio de uma casa, e já sem forças de permanecer acordado, dormi sentado na área. Algum tempo depois vi que tinham acendido uma luz, e como a chuva dera uma trégua, saí. Em seguida voltou a chover e entrei no pátio de outra casa. Assim fui, dormindo, andando e fugindo da chuva até voltar a Atlântida. Por fim dormi em frente a uma padaria, onde eu tomaria café.

Às dez da manhã começou a chegar o pessoal pro segundo dia de shows. Agora era a fome, e a padaria só abriria ao meio-dia. Nisso fiz amizade com três caras que vinham de Lajeado. Ficamos ali batendo papo até a padaria abrir e rachamos um frango assado. Depois esperamos o tempo passar até a hora de abrir a Sede Campestre e nos dirigimos até lá. Durante a conversa percebi que nenhum dos três era compatível com a parceria que eu esperava, e muito chatos. Então, assim que passamos a revista, os abandonei.

Curti novamente umas caipirinhas e os shows, sozinho. Quebrava-se um pouco a casca da ingenuidade percebendo que era melhor permanecer fechado e tranquilo do que rodeado de propósitos incompatíveis.

Thursday, January 13, 2011

Tá acabando...

Assim que vi essas fotos de Chernobyl fui atingido novamente por um duro golpe de realidade sobre a fragilidade a que estamos submetidos por conta de nós mesmos.


As notícias que tratam de grandes comunidades, desde as que parecem menos relevantes como a falta de coleta de lixo em Porto Alegre como as de maior repercussão nacional, como as enchentes do Sudeste apontam todas para uma mesma causa: a ação inconsequente do homem. A Prefeitura de Porto Alegre diz recolher cerca de dez caminhões de lixo por dia do Arroio Dilúvio. Nesse montante são contabilizados 50 pneus diariamente.

Nas enchentes podemos entender o alto volume de chuva concentrado em um pequeno período como uma causa natural. Ou seria uma consequência do aquecimento global? Mas o mais óbvio, que divide a culpa do Governo é sempre o mesmo: ocupação indevida de áreas próximas a rios, canalização de arroios, etc.

Mas existe um serviço de coleta de lixo em Porto Alegre. E existe também um órgão que fiscaliza a urbanização das cidades. Nunca vi lixo hospitalar sendo jogado no dilúvio. Tampouco alguém se aventurar a construir um lindíssimo hotel de luxo com todos os apartamentos com vista para a Praia do Rosa. Não pode! Alguém vai lá impedir, multar. Então faltam pessoas nesses órgãos para fiscalizar mais. Faltam postos de coleta seletiva de pneus, por exemplo. Faltam lixeiras. Falta dinheiro pra tudo isso? Falta dinheiro pra empregar mais gente ou pagar melhor as pessoas que trabalham nessas áreas? Os lixeiros agora estão em greve. Deve faltar.

Só não falta para o aumento dos deputados federais, dos estaduais, dos vereadores e, agora, dos cargos em comissão. R$5 mil virou salário de fome na carreira política.

Não tenho como não ver o cenário como uma grande corrida sem rumo e uma bomba prestes a explodir. Enquanto isso não acontece tenta-se fazer o maior estoque possível de tudo: o maior salário, de preferência em cargo público, quando se pode sugerir e aprovar os próprios aumentos, a lei da vantagem onde puder sr aplicada, e o descarte de tudo o que não tiver mais uso, tão longe quanto não atrapalhe, tão perto quanto menor for o gasto e o tempo de deslocamento.

Monday, January 03, 2011

Começou!

O ano começa com boas perspectivas. Passamos a virada em Imara, novamente, com a família da Alice: acepipes de primeira regados a bebidas borbulhantes sustentaram risadas e resoluções para o ano que se inicia. Desejos de muita saúde, que precisamos todos, e estratégias para cumprir os tantos quilômetros que o mundo nos reserva.


A Galinha da Bela Vista

No domingo, 2, fomos ver se a galinha ainda estava lá na praça. Num primeiro momento chegamos a pensar que a tivessem levado. Resolvemos então dar uma boa circulada pela praça e a encontramos na parte alta. Uma espécie de espaço de convivência para sabiás e pombinhas rolas, onde os vizinhos depositam meias bananas e mamões que fazem a alegria do passaredo. Ali a galinha survivor se achou, ora bebericando uma água dos potes de barro, ora catando uma minhoca fresca da terra.

Acho que está na hora de darmos um nome a ela.

Tuesday, December 28, 2010

Milagre de Natal?



A Alice a avistou pela primeira vez, em plena tarde do dia 25, na Praça Gustavo Langsch.

- Uma galinha ali na praça?
- Onde?
- Ali, na praça, acho que era uma galinha.

Fizemos a volta na praça e então pude ver. Deve haver uma explicação. Por enquanto, apenas algumas hipóteses para uma galinha viva ao lado de um despacho. Não entendo nada de macumba religiões afro, mas não me lembro de ter ouvido falar de algum trabalho no qual se deixasse o bicho vivo.

Então começamos a especular:

1) Ela se fez de morta. Quando os batuqueiros religiosos saíram, ela levantou-se e aproveitou para filar as oferendas.

2) A pessoa que fez o trabalho bebeu mais cachaça do que deixou pro santo e nem viu que não matou o bicho. Ou matou qualquer coisa que tava por ali, um pedaço de tronco, por exemplo...

E o terceiro, e mais incrível:

3) O milagre de Natal. A galinha ressuscitou! O trabalho foi feito, o bicho morreu, e no Dia de Natal, voltou à vida.

Agora ela está lá. Todos os dias eu passo por ali. Por sorte, no Bela Vista, as chances de ela sobreviver ao trabalho e acabar na panela são menores. Já comeu quase todo o milho da oferenda. Queria deixar algo pra ela comer, mas como aquela praça tá sempre cheia de pássaros, assim como eles ela deve achar o que comer. Água que eu não sei se galinha bebe... Acho que antes de irmos pra praia vou deixar um pote com água pra ela.

Wednesday, December 08, 2010

O maldito telefone LG

Resolvi encarar o problema do telefone depois que apresentou uma mensagem na tela: “telefone desligado”. Mas o telefone estava ligado, a bateria cheia. Há dias eu o carregava assim, deixando o cabo tensionado com algum objeto para driblar o mau contato.


Mas essa feliz mensagem não me deixava fazer mais nada. Consegui salvar as fotos e o resetei. Reset geral powerfull. Zerou todinho.

Uma dica: nunca compre um telefone LG! Não pense, apenas não compre!

Pois bem, telefone zerado, tirei o chip e o cartão de memória e o levei para a assistência. Liguei para o 4004 para descobrir o endereço. Começaram os problemas. Eu estava no intervalo de almoço, atrasado e com muito calor. E o feliz atendent me perguntou tipo sanguíneo, endereço, telefone, etc. Disse a ele que estava com pressa, que só queria o endereço, e sabia que na assistência me perguntariam tudo de novo. “Assim que o senhor informar o cpf, os dados estarão todos lá”. Eu acreditei...

Cheguei na assistência, esperei minha vez e entreguei o aparelho. A atendente me disse que o diagnóstico sairia de 24 a 48 horas. Digitou mais uns dados, me perguntou tudo de novo! Quando estava quase acabando, perguntei se eles me ligavam ou eu tinha que ligar. Aí foi pra arrematar:

- Não, o senhor liga, daqui a 3 ou 4 dias...
- Tá, e aquilo que tu tinhas dito, de 24 a 48 horas?
- Isso!
- Sim, mas 24.. 1 dia, 48.. dois dias, não?
- Não, de 3 a 4 dias.
- Mas... finaliza aí. Finaliza aí.



Eu tenho certeza que essas pessoas só conseguem esses empregos justamente porque tem essa limitação.

Tuesday, November 30, 2010

Faça você mesmo...

Não gosto do rótulo de auto-dependente. Acho que é uma maneira ofensiva de dizer independência, e que no fundo é a mesma coisa. Noto isso desde os tempos de colégio. Sempre que a professora fazia uma enquete para fazer os trabalhos, eu votava para fazer individual. Quando eu tinha o único voto contra, pedia para fazer sozinho mesmo assim.


Eu perco tempo, às vezes quando não poderia perder; eu gasto mais do que gastaria se encaminhasse a tarefa a algum profissional. O resultado, então, deveria ser que ficaria bem feito: não fica! Fica do meu jeito. E essa é a questão. Por mais que eu perca tempo, gosto de ver a coisa acontecendo, mesmo que seja eu a pessoa que vai sujar as mãos. Em contrapartida, ganho o conhecimento, muitas vezes inútil, de coisas que eu jamais farei novamente.

Como eu sei que não é o certo a fazer, procuro me controlar. Mas aí os problemas se apresentam, e eu tento fazer a coisa pelo regulamento:

1) Problema apresentado;
2) Procurar o profissional;
3) Estabelecer a qualidade;
4) Estabelecer o preço;
5) Estabelecer o prazo;
6) Definir o profissional;
7) Entregar o problema;
8) Aguardar o prazo;
9) Problema resolvido;
10) Pagamento.

Problema 1: Celular não carrega.

1) Celular não carrega;
2) Profissional: Assistência técnica LG em Porto Alegre:
     a. Site não funciona
     b. Atendimento pelo telefone: ok.
3) Qualidade LG (sem comentários!)
4) Preço: garantia de fábrica: 360 dias, tempo de uso: 5 meses;
5) Prazo: 2 dias para diagnóstico e até 15 dias caso precise trocar alguma peça;

Travou aqui: até 15 dias para resolver qualquer problema que fosse, é um prazo absurdo. Para um celular..

Problema 2: Remover ninho de caturritas de uma torre. É necessário que a empresa que vai fazer a retirada seja acompanhada por um biólogo credenciado pela Prefeitura.

1) Remover o ninho;
2) Profissional: Biólogo credenciado:
     a. Celular direto na caixa postal;
     b. Prefeitura: telefone 99% ocupado; 1% chama até cair a ligação;

Problema 3: Carro com a lenta muito baixa, leve trepidação.

1) Lenta trepidando;
2) Profissional: Oficina X;
3) Qualidade: confiança...
4) Preço: R$150 para limpeza dos bicos injetores. Segundo o mecânico, resolve em 90% dos casos. Caso precise trocar alguma peça é passado o orçamento antes.
5) Prazo: 4 horas.

Travou aqui: 4 horas, 150 reais e um risco real de ser enquadrado nos 10% que caem no “orçamento”.

Eu não vou fazer sozinho nada dessas coisas, se bem que tentei abrir o celular, mas não achei a chave adequada. Mas é por isso que quando tenho a oportunidade de fazer eu mesmo, eu nem penso.

Monday, November 01, 2010

Adeus metrô!

Infelizmente o metrô do Serra não virá. Vamos ir aos jogos da Copa do Mundo de T-1. Torci muito pela troca de comando no Brasil, mas não deu. Espero que minha torcida no futebol, pelo Inter, seja mais efetiva. Marina 2014!

Já está no mercado (no Zaffari tem) a nova linha de geleias da Agreco. Experimentamos a de tangerina. Muito boa! Cítrica, com bastante sabor da fruta. À medida do possível temos dado preferência a produtos de origem orgânica, embora a maioria ainda pese no bolso. Mas para itens de compra menos frequente vale muito a pena.

Monday, October 25, 2010

Será que nesses kits de Pacotes da Dilma não existe um bolsa estacionamento?

Pior que nem assim. Mas acho pouco provável que o Serra provoque uma reação nesta última semana. Por mais que não acredite nas pesquisas, é triste saber que funciona.
Eu fico apavorado com os preços dos estacionamentos. Semana passada fui no Shopping Total (vulgo Tenda Total: as tendinhas não tem teto!) e fui apunhalado com R$4,00 para estacionar. Eu sempre entendi que os Shoppings tinham uma hierarquia, que se pode observar sob vários aspectos: rede de lojas, praça de alimentação, localização e estacionamentos. O Iguatemi e o Bourbon Country já cobravam indecentes 4,50. Mas são uma categoria superior de centro de compras. As lojas são fechadas, tem teto. Abrigam grandes redes, oferecem serviços diferenciados. O Moinhos e o Praia de Belas usam um sistema por hora, mais caro ainda, sendo que um deles tem o claro objetivo de seleção, e o outro tem a justificativa de coibir (ou lucrar) com não clientes. Até aí estava tudo bem. Agora essa: o Total, que seria um Centro popular de Compras melhorado, cobrar 4 reais para estacionar.

Não posso cair no argumento de que eu sou o errado, de “quer ter carro?, que pague”. E quem não tem? Quem quer passar “Só pra dar uma olhadinha”, o que faz?

Sou terminantemente contra flanelinhas. Mas acho que Porto Alegre tem uma boa alternativa aos estacionamentos fechados que é a Área Azul. 1 real por hora, podendo ser fracionado. Mas é um sistema que precisaria ser expandido e melhorado. Muitos não respeitam o limite máximo de 2 horas e... não acontece nada!

A conclusão que chego é que vivo em uma sociedade para a qual não estou preparado. Pago um preço que não acho justo para estacionar em um local que passa uma ideia de segurança.

Que venha logo o metrô do Serra!

Monday, October 11, 2010

Caju

Sexta passada, dia 8, tive uma surpresa muito emocionante. Estava desde o início da semana querendo visitar novamente o Caju, agora no quarto. Em setembro, quando fui pela primeira vez, ele estava na CTI. Na ocasião ele respirava por aparelhos e o lado esquerdo estava completamente imóvel. Nem sequer piscar o olho esquerdo, ele conseguia.

Até então, as informações eram de que não se poderia fazer previsões quanto à recuperação dos movimentos do lado esquerdo, da visão e da fala.

Quando entrei no quarto, no entanto, ele estava em pé, caminhando até o banheiro apoiado pelo primo, o pai e a irmã. Eu e o Rodrigo o ajudamos a dar aqueles passos e ouvimos as primeiras palavras.

Havia dois dias que ele estava esboçando movimentos com os membros do lado esquerdo e dado as primeiras palavras. Identificou imediatamente o "Rodrigão" e ainda brincou comigo dizendo que eu era o "Daniel" (cantor).

É incrível a recuperação dele. Muito bom tê-lo ouvido falar, me pedido para ajudá-lo a ir ao banheiro e me pedindo para tirar suas meias.

Friday, August 27, 2010

Energia...

Eu achava que gastávamos todas as energias quando procurávamos uma nova casa. Como eu me enganei. Aquela energia se dissipava, pois a gente procurava, percorria ruas, códigos de imobiliárias, corretores de todos os tipos e muitas páginas de jornal. Todas essas informações eram abstratas. Essas pessoas, por piores que fossem, deixavam de existir após um encontro ou telefonema. Nenhuma daquelas era nossa casa mesmo.

Agora a energia é realmente concreta, e dá prazer em gastá-la pendurando um quadro, montando uma adega, prendendo uma cortina, etc. O problema é quando as pessoas com as quais interagimos, agora, deixam sua marca. E não há quem se salve: a faxineira, o pintor, o pedreiro, o cara da pedra, o cara do piso, o cara do gesso. E essa energia, quando envolve essas pessoas, não é nada boa!

Friday, August 06, 2010

Pousada do Vô Arthur

No final de semana passado tivemos o aniversário da Karina na Pousada do Vô Arthur, na Barra do Ribeiro. Como o tempo estava feio, não tivemos a oportunidade de conhecer todos os atributos da pousada, e acabamos passando apenas a noite de sexta para sábado.

Mesmo assim, aproveitamos uma noite à volta de uma enorme lareira suspensa, com churrasco, vinho, bolo e parabéns.

Estávamos relativamente retirados. Então, os mantimentos não podiam faltar. Assim, com carne, carvão, bebidas e lenha à disposição, e disposição, assim que terminava um churrasco começava outro. Tanto que amanheceu um espeto montado e semi-assado sobre o fogão. Um espeto bonito, com medalhões que pareciam ser de maminha. Intocados!

E logo depois do café da manhã, veio a história daquele espeto. E de como chegara intacto ali. O complexo era formado por uma casa grande, com seis quartos e um pé direito de uns 3m; uma área de convivência, onde era servido o café da pousada e outras casinhas menores, de dois quartos cada. Nessa área de convivência era onde tinha a lareira suspensa e a churrasqueira. Nosso pessoal estava, em sua maioria nessa casa grande. A certa hora da madrugada recebemos algumas reclamações pelo barulho e tivemos que sair da área comum. Fomos para a sala da nossa casa, que também tinha uma lareira. Mas como as outras casas ficavam próximas, o barulho também incomodaria.

A Karina tentou então nos levar para uma outra área comum à beira do rio. Lá não incomodaríamos ninguém. Mas estava frio e chovendo. Eu e a Alice permanecemos na casa, outros foram formir e uns outros amanheceram nesse outro galpão.

Foi lá que resolveram montar aquele últimmo espeto, o dos medalhões. Enquanto um espetava a carne, surgiu um desafio para uma “lutinha” na grama (embarrada). Vou tratar a dupla por Desafiante e Desafiada. A Desafiada logo avisou: “nem tenta porque eu vou te derrubar.” Ela já tinha bebido bastante, mas tinha noção dos seus conhecimentos marciais. Ele tinha bebido mais, e não tinha noção alguma.A lutinha não chegou a sequer, começar. Terminou no primeiro golpe, e um corpo estendido no chão. Na grama molhada.

Assim que amanheceu eles se recolheram. O espeto dos medalhões ainda não tinha assado, e o Desafiante resolveu que o levaria para a casa. Deitaram o espeto inteiro sobre uma bandeja grande. Ele a segurou com uma mão de cada lado, equilibrou-se e caminhou calmamente até a casa. Entrou meio cambaleante e se deparou com pessoas que lhe pareciam estranhas. A bandeja balançava enquanto a cabeça girava procurando por um conhecido.

O Desafiante tinha entrado no salão do café achando que era a cozinha da nossa casa, e por sorte, antes de perguntar o que aquelas pessoas faziam ali, foi advertido por um funcionário da pousada que o conduziu até a verdadeira casa. As pessoas eram os demais hóspedes da pousada, possivelmente os mesmos que durante a noite reclamaram três vezes à administração do nosso barulho.

Wednesday, August 04, 2010

Sonhos..

Gosto de pensar nos sonhos como algo que se pode realizar. Já tive, em outros tempos, desejos mais ambiciosos do que os astros poderiam conspirar, e os alimentei a ponto de quase viver uma outra realidade; me alienava das limitações e deixava de aproveitar o momento da forma como era oferecido.

Depois que eu e a Alice casamos passei a valorizar as coisas de forma aparentemente mais sensata, me divertir de forma mais econômica e a ter sonhos mais palpáveis. O mais engraçado é que esses novos sonhos, ao menos financeiramente, seriam muito mais difíceis de se concretizar do que os que tivera.

Assim vieram as viagens, realmente maravilhosas, inspirando outras futuras e alimentando mais e mais sonhos desses concretos. (Eu sonhava em marcar um gol pelo Inter numa final de campeonato.. sonhava que o Fernando Carvalho e o Tite - na época, técnico - iam até a minha casa para me contratar às vésperas de um jogo decisivo.. essas coisas)

Junto com as viagens, sonhávamos com uma casa nova. E esse desejo, por mais concreto que paracesse, foi o mais difícil de realizar. Foram mais de dois anos procurando, investigando, especulando, visitando... Fizemos propostas, economizamos, chegamos a projetar modificações, decorações, caminhos para ir ao trabalho... E vimos, um após outro, declinando no conceito daquele que seria nosso novo lar. O ninho, como chamamos, onde vamos agora, ajeitando cada galhinho no seu lugar.

É difícil descrever a sensação de felicidade, e nem sei se quero. Talvez o momento agora seja de apenas sentir, e rir por este motivo.

Thursday, July 08, 2010

Pérolas da rede mundial - gatos

Eu e a Alice adoramos esses programas sobre bichos. Desde aquelas caçadas de leões e guepardos nas savanas africanas até os sobre educação de animais domésticos. O Encantador de Cães, do Cesar Millan é, sem dúvida, o melhor. O cara é muito bom! E num desses programas vimos algum sobre gatos, que chegamos a olhar sobre as raças na net. Não que venhamos a ter um, porque eu realmente não gosto de gatos. Mas não nego que são uns bichinhos bonitos, e às vezes, engraçados.

Eis que então deparamo-nos com essa verdadeira pérola, naquele Yahoo Respostas:

Gatos: Preços, características e onde comprar (São Paulo - SP)?
Olá! Gostaria de ganhar um gato, mas acontece que moro num apartamento relativamente cheio (moram 4 pessoas num ap. de 100m²) e eu tenho um cachorro macho, da raça shih tzu. Acredito que ele já tenha por volta dos 5 anos e é bem rabugento.

Uma coisa que não gosto nele é que ele é, literalmente, metido. Ele quer carinho só na hora que ele quer e depois que você fornece o carinho ele simplesmente sai e vai dormir (ele só dorme) e se você vai mexer nele enquanto dormindo ele avança, pra pegar mesmo. Só que eu ODEIO isso, não suporto. E sei que tem gatos que são assim. Mas pesquisei e vi que aparentemente tem uns que não são. Selecionei algumas raças (antes gostaria de adotar um filhotinho mas vi na tv que todos os vira latas costumam ser mais independentes);

>>A questão é: Que gato? E se realmente é a hora de ter um gato.

Vamos lá, tenho 16, logo farei 17. Estou indo para o 3º ano e farei cursinho.
Tenho uma irmã de 9 anos que costuma passar o dia todo na tv. Ela é meio agitada.
Tenho um cachorro, como já disse, um shih tzu.

O que eu gostaria em um gato: que ele fosse apegado ao dono (e que tenha como EU ser a dona) mas que também não se esconda quando vier visita. Que seja inteligente e carinhoso. E até sensível. O que eu gostaria era de um gato pra ficar ao meu lado e eu fazer carinho as vezes enquanto estudo. De preferência um gato que não precise de muito espaço, limpo e de certa forma obediente (sei que eles não são muito obedientes) mas uma coisa que gostaria MUITO é que se eu o chamasse, ele viesse. (meu cachorro não faz isso)
Outra coisa é que não posso ter um gato de pelo comprido porque acaba atacando a rinite.
Eu pesquisei e fiz uma tabelinha de gatos que achei bonito e ao mesmo tempo condizente com essas necessidades, depois de falar da lista vou falar dos que mais gostei.
-Abissínio
-Angorá-Turco
-Gato Azul da Rússia (russian blue)
-Bengali
-Korat
-Birmanês
-Bombaim
-Califórnia Malhado (spangled)
-Gato sagrado da Birmânia
-Chartreux
-Tonquinês
Dessas as que mais gosteis foi o Gato Azul da Rússia (muito lindo, aparentemente do jeito que quero!), Gato Sagrado da Birmânia e o Chartreux.

Apesar de tudo eu gostaria de adotar um gatinho vira latinha, alguém tem um e sabe se eles costumam se apegar ao dono e tudo o mais? Porque eu queria um gato alto, com pelo curto, um aspecto magro (como o azul da russia).
Queria também informações sobre preços de rações, se alguem tivesse site também... com as informações. Sobre como criar e de certa forma adestrar.
Uma coisa que gostei no Azul da russia é que ele pode andar de coleira e tem um miado suave.

É basicamente isso, sei que sou meio fresca, mas quero que seja um gato legal pra que eu seja muito feliz com ele por muuuito tempo.
Me ajudem, não quero informações perfeitas, a união faz a força.
Obrigada!^^
1 ano atrás
Detalhes Adicionais
Oi, gente, as respostas estão muito boas!
Acho que vou seguir seus conselhos e >>adotar<< um gato jovem!
Só que simplesmente não consigo escolher qual é a melhor, se importam se eu mandar para votação?! Podem responder por mensagem! Obrigada; e quem tem gatos, eu gostaria de conversar pra saber quanto gasta com comida, areia, veterinario, por mes.
:)
1 ano atrás

Thursday, July 01, 2010

O primeiro título mundial que asssti...

Posso dizer que minha primeira Copa do Mundo, emancipado, foi a de 94. Eu achava que podia decidir por mim, ir onde eu quisesse e chegar em casa tarde da noite. Eu tinha 17 anos, e esboçava algumas saídas noturnas. Mas a cada tentativa era uma sessão de sermões, onde tinha ido, com quem, etc.

1994 foi justamente o ano em que o Senna morreu. E acho que isso contribuiu para aquele estado de catarse no qual eu via o mundo às vésperas da final do mundial. O brasileiro estava acostumado às vitórias do Senna, embora aquela temporada não fosse exatamente boa. Mas ele já era recordista de pole positions, de vitórias, e era tricampeão mundial. Todas as suas conquistas, aliadas ao seu carisma, levaram o Brasil a um luto muito singular, tenham gostado dele ou não.

Então aquele tetracampeonato de 1994 foi como um grito de desafogo para o clima de funeral no qual vivíamos. Na época a mãe do Luiz trabalhava na Antarctica, e nos conseguiu umas credenciais que davam direito a assistir aos jogos do Brasil na cervejaia Berlim com cerveja liberada. Assim eu era apresentado ao mundo dora da severidade dos meus pais em casa: vitórias da Seleção Brasileira no telão, amigos, muita gente e cerveja. No jogo da final não nos deixaram entrar na Berlim, e assistimos na casa do Luiz. Mas depois fomos para a Nilo e fizemos festa até tarde...

Tarde, na época, era um pouco depois da meia-noite. E não existia telefone celular. Cheguei em casa à 1h da manhã e fui recebido por uma mãe irreconhecível desde os tempos de criança. Quase apanhei. Ouvi um sermão violentíssimo e a notícia de que meu pai passara mal. Não lembro exatamente, mas acho que foi um pouco depois dele infartar, algo como uns dois ou três meses. E minha mãe disse que se acontecesse algo eu seria o culpado. Foi foda! Mas o Brasil era campeão e eu tinha comemorado na rua como gente grande.

Wednesday, June 16, 2010

O primeiro fio branco nunca vem sozinho...

Assim como os erros de português quase nunca aparecem desacompanhados, sobretudo os mais grotescos, o primeiro fio branco não prova da solidão quando é descoberto. Se ainda não tens idade de experimentar essa espantosa descoberta no espelho, ou no comentário daquela pessoa que acompanha todas as mutações do teu corpo, tente observar com atenção qualquer texto onde tenhas identificado um erro. Se o erro for simples, que caracterize um descuido, é menos provável. Mas os mais frequentes, apesar de toda defesa de que foram mero erro de digitação, são erros convictos. E se houver tentativa de correção ou apenas advertência, com certeza cairão na defesa do erro de digitação, pressa, etc. Como se tivesséssemos que perder sempre o dobro do tempo para tudo o que escrevemos: um para escrever e outro para ler. Os mais legais são os das publicações, porque – esses sim – foram (teoricamente) revisados, e depois mandados à impressão. Mas como são mais raros, e bem menos grotescos, é bom recorrer logo aos emails, de preferência os mais sérios e longos.

Eu acabo me perdendo mais nesse assunto porque me incomoda verdadeiramente. Embora eu também erre. Mas pode ter certeza que não darei desculpa de que escrevi rápido. Meus erros, quando houver, provavelmente serão convictos. Esta semana, e justamente no seu primeiro dia, ele apareceu. O fio, digo, não o erro de português. Primeiro no espelho, e em seguida logo após um doce “meu amor!!!”. Ele estava ali, um pouco acima da orelha direita e mais compridinho que os demais normais pretinhos. Ou castanho-escuros, como quiser. Mas estava. Então completei várias lacunas de pensamentos sobre coisas úteis com aquele que seria o meu primeiro fio branco. Considerei aquele momento, num domingo à noite, de certa forma, poético. Pensei em nomes para títulos de um livro, de como contaria isso aos sobrinhos e aos seus filhos, essas coisas. Até que hoje de manhã, depois de dois dias sem fazer a barba, eles apareceram todos. Resolveram se concentrar no queixo, os malditos. E pior que são de um branco com brilho, que poderia até parecer bonito para que gosta deles. Eu não gosto, mas vou, no máximo cortar os da barba. Aliás, foi assim, fazendo a barba todos os dias que eles chegaram sem que eu os percebesse. Não apelarei a nenhum tipo de tintura.

Vou apreciá-los como parte do curso natural, assim como não se podem banir os mais grossos e belos erros de português.

Wednesday, May 26, 2010

Reeducando a oratória...

Preciso urgentemente reeducar a fala, de modo que consiga finalizar as orações. Vejo que estou herdando uma péssima mania do meu pai, de não completar as frases, deixando subentendido o final. Sempre impliquei com ele por isso, falava uma frase e deixava o final vago. “Vai ali noooooo... e fala com ooooo... né?” E eu insistia: “onde, pai? Com quem?’ E ele ficava indignado, como se tivesse dito a informação, que era justamente a mais importante.

E eu ando assim, tipo Seu Antônio, quando trato sobre um assunto mais sério, pessoal ou profissional. Espero que não seja um sinal da idade pegando...

Thursday, April 29, 2010

Como é mais fácil ser bronco...

Com a mulher da limpeza, lá do trabalho, que teve a habilidade de passar um produto no mouse do meu computador e deixá-lo grudento. Eu já peço, a cada vez que trocam a pessoa da limpeza, que não precisa organizar a minha mesa. Mas não adianta, quando volto do almoço vejo que houve uma tentativa de organização. Então um dia notei que o mouse tava pegajoso, como quando se arranca um adesivo de um plástico. Pensei no que eu poderia ter sujado, até que caiu q ficha que devia ser um produto da mulher. Aí pensei numa maneira de perguntar a ela sem ser “bronco” e ela confirmou que “Só passei um paninho.” O pior foi que tive que deixá-la terminar o serviço, mas quando vi que estava quase perdendo o meu mouse emborrachado ThinkPad, pedi que deixasse assim. Agora ele tá lá.. grudentinho.

Com um monte de coisas que eu não consigo entender, como esses guris principalmente guris – que tatuam o seu próprio nome em um dos braços, enorme assim.

Com essa nova moda de as mulheres usarem calça de palhaço. Essas com o fundilho lá no joelho. Deve ter algum outro nome, eu imagino. Mas não existe coisa mais horrorosa! E elas usam, e não ficam se sentindo mal! Ao menos não parece que estão.

Com os erros e incoerências com a nossa Língua Portuguesa, principalmente pelos comunicadores. Agora estou implicando com o “recorde”. Eu também acho que soaria melhor “récorde”, como muitos falam, mas não é assim. Poderiam ter aproveitado a mudança ortográfica e ter definido que a partir de agora seria “récorde”. Mas não, não tem acento, é uma paroxítona e se fala reCORde. Não me importo que as pessoas do meu convívio falem, mas o brabo é ver num telejornal um falando récorde e outro recorde, na mesma matéria.

Eu poderia tentar entender essas coisas como normais. Mas não, eu fico bronco. Ainda que eu não demonstre, fulminei com pensamentos a mulher da limpeza, quase me arranco os cabelos quando vejo essas calças de palhaço e quando ouço “récorde” no rádio ou na tv.

Monday, April 12, 2010

Um apaixonado na cozinha...

Antes de casar eu apreciava os melhores e mais sofisticados xis da cidade. Era um saudoso do xis animal, do extinto Coyote, ali na Goethe. Eu e o Everton comíamos dois xis animal acebolado depois de cada dia de prova do vestibular da PUC. Hoje a cidade conta com inúmeras opções de xis cavalos, de dois andares, com filé, bacon, dois ovos, pepino, câmara de pneu e rolha picada. Alguns, como o Speed, na Lima e Silva, tudo isso e “algo mais”.

Quando casei houve uma mudança radical na minha alimentação que teve vários colaboradores. Um deles, o Vitor, além de ótimo professor, me oportunizou conhecer o magnífico Mesa de Cinema. Ali vi que meu potencial para apreciar a boa mesa ia muito além do xis do Cabecinha, do Speed. Com o tempo resolvi me aventurar por essas bandas da cozinha. Comecei com alguns assados. Sempre com algum incremento além do sal, geralmente o adobo. Adobo é um mix de temperos, basicamente orégano, tomilho, pimenta vermelha e algumas variações, dependendo da marca.

Um tempo depois vieram as massas e o risoto. Eu sempre achei que massa era massa, e só. Fiquei fascinado com a pasta di grano duro. O risoto foi outro marco, principalmente depois de conhecer o Tutto Riso. Hoje fazemos muito risoto, quase sempre muito bons.

Mas ultimamente acho que perdi a mão. O encanto se foi, alguma coisa aconteceu. Poderiam dizer que o cozinheiro está apaixonado, porque o sal e a picância tem sido exagerados. Eu sempre quis fazer um bacalhau. E em pedaços, pois desfiado seria muito simples. Fiz o dessalgue como sugerido e o assei. Ficou simplesmente impraticável! Deixei uns dois dias na água. Entendi que foi pouco. Mas sou brasileiro... Resolvi fazer outro para a Páscoa, dessa vez com os sogros de convidados. Deixei o bicho uns quatro dias trocando a água. Digamos que tenha ficado... aceitável. Mas eu acho que deveria ter menos sal.

Semana passada inventei de fazer um molho que há anos queria, o bechamel. Sempre achei que seria muito complicado e envolveria ingredientes não usuais, como manteiga, ovos, e outras coisas que geralmente não comemos. Li algumas receitas e vi que era basicamente simples. Ainda por cima achei a receita do espetacular “Al borgheto” do Atelier de Massas. A receita toda não seria tão simples, com o molho, funghi, e brócolis ao vapor. Como eu estaria sozinho, resolvi tentar. Bah! Ficou um negócio de bom!

Quando a Alice chegou, de tanto que eu falei, ela quis experimentar. Teria tudo pra dar certo, melhorando o que, na primeira tentativa já tinha ficado muito bom. Não sei se foi pela saudade, sei lá, sei que exagerei tanto na pimenta vermelha (além do adobo) que nem eu, que adoro pimenta, consegui comer. Mas eu sou brasileiro...

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