Chegamos ao auditório recepcionados por um café-da-manhã bastante consistente, o que, ao meu ver, poderia ter sido divulgado. Em seguida fomos divididos em grupos e nos foi proposto preparar um almoço completo, com entrada, salada e sobremesa. O local era um mistério: duas fotos e as coordenadas. Para concluirmos tudo até o meio-dia, tínhamos uma quantia em dinheiro, que foi distribuída entre os 6 grupos responsáveis pela entrada, pela salada, pelo prato principal e pela sobremesa. Tinha ainda o grupo de atendimento, que serviu muito bem o pessoal, e o nosso, o da Logística.
O local, decifrado primeiramente pelo GPS e confirmado pelo Google Earth, foi o Jardim Zoológico. Todavia, não vimos bicho algum. Exceto uma breve aparição, de longe, de um avestruz. Ficamos numa área com churrasqueiras sob eucaliptos onde saboreamos o salsichão com pão, que foi o prato principal.
Depois do almoço e da salada de frutas, demos início à segunda etapa – bem legal – que foi a definição de cinco pontos positivos e cinco negativos da empresa. Em seguida expomos os pontos definidos em cada grupo e os organizamos em ordem de importância. Vale salientar que no final acordamos 10 pontos positivos (poderiam ser 30) e 15 negativos.
E que até então ia muito bem, divertido, dinâmico e envolvente, transformou-se em sem graça e desgastante. Tivemos que escrever – ainda em grupos – todas as nossas atividades. Depois expomos todas. Deu 36. E pra finalizar, o que fez todos torcerem o nariz: classificá-las – TODAS – em ordem de importância. Tentamos argumentar que existem tarefas importantes, contudo não podem ser comparadas, mas não teve jeito. Perdemos um tempão pra concluir essa última tarefa que tirou um pouco do colorido da história toda.
Acabamos por não aprofundar no que nos levou a definir os tipos, ficando a promessa de novas atividades afins.
Thursday, March 06, 2008
Monday, March 03, 2008
Eneagrama - A escolha do tipo
Semana passada, numa convocação para reunião via email, meu chefe salientou que seria um encontro informal, ainda que trate sobre assuntos do trabalho, e que deveríamos analisar e escolher entre 9 tipos dispostos num eneagrama o que mais se assemelhasse conosco.Antes mesmo de ler o conteúdo confesso que fui preconceituoso. Em quase onze anos aqui na Tabafônica já vi muitas e muitas dinâmicas motivacionais. Até gosto, em geral são realmente boas, mas no fim das contas (no fim do mês) o salário é o mesmo e os critérios para uma remota promoção são obscuros. Isso faz com que eu seja – talvez uma parcela dos colegas também – reservados quanto a essas dinâmicas.
Mas, como acredito que meu simples descontentamento não mudará os pontos negativos, e se eu quisesse realmente uma mudança lutaria por isso ou procuraria outro lugar onde me sentisse melhor, resolvi ao menos ler sobre o que se tratava. Aconteceu que eu me surpreendi com o material. Nada assustador de bom, até porque discordo de alguns pontos de vista ali colocados. Mas acho que dá uma boa orientação para identificarmos nossas características comportamentais, desenvolver as que contribuem para o trabalho e controlar as que podem prejudicar não só a atividade, mas a relação interpessoal.
O Eneagrama, que para mim é novo, mas já deve ter sido bastante usado nas empresas, é composto de nove modelos que ajudam a identificar o comportamento e desenvolver e controlar as características de cada um.
É estranho falar de um negócio assim sem exemplificar. Não posso colocar todo o material aqui pois é muito extenso. Coloco então alguns pontos que considerei relevantes no modelo que acredito ser o meu.
Normalmente, prefiro observar o que está acontecendo a estar envolvido.
Me aproximo mais dos meus sentimentos quando estou só do que quando estou com outras pessoas. Freqüentemente, aprecio melhor as experiências que tive recordando e repassando cada detalhe delas do que quando as vivenciei.
“É importante para mim, proteger meu tempo, energia e espaço privado e, em conseqüência, viver uma vida simples e descomplicada e ser tão auto-suficiente quanto possível.”
Uma característica de um outro tipo que, certamente, não se encaixa ao meu perfil é “identifico-me fortemente com o que faço, porque penso que, em larga escala, o valor de uma pessoa é baseado no que ela realiza e no reconhecimento que ela obtém”.
Agora tenho que definir o meu tipo entre os nove e sugerir um tipo para o meu chefe. A reunião é amanhã. Depois conto como foi.
Parabéns, Delcon!!!
Como leitor assíduo, deixo aqui meus parabéns juntamente com votos de muita saúde e sucesso a esse cara que tenho tanto apreço. Esse cara que tocou o Hino do Inter e do Rio Grande antes do Colorado entrar em campo contra o Pumas pela Libertadores 2006. Como ele mesmo me disse hoje de manhã, como é engraçado esse negócio, o cara passa um tempão sem se falar, mas de repente se liga e é como se não tivesse passado tempo algum. Uma intimidade natural.
Feliz aniversário!
Friday, February 29, 2008
Violência no trânsito...
Assisti, agora há pouco, a um trecho do discurso do vice-governador Paulo Feijó sobre a segurança no trânsito embasado no acidente em que perdeu a filha Alessandra, de 18 anos. Ele e a esposa Lisette participaram do Painel para discussão do tema promovido pela RBS.
Não tenho como imaginar a dor ou o vazio desses pais e de tantas pessoas que perdem familiares e amigos em acidentes. Gostei das palavras de Paulo. Um discurso sóbrio de um homem que não quis ser emocionante. Esclareceu que a filha não estava alcoolizada ou drogada, tampouco dirigia em alta velocidade. Atribuiu a fatalidade à falta de experiência: Alessandra tinha carteira de habilitação havia 6 meses.
Paulo ressaltou que os acidentes de trânsito passam por três pilares: as vias, os automóveis e o homem. Os automóveis possuem dispositivos de segurança cada vez mais avançados, porém as vias não são adequadas e o homem nem sempre está preparado para a máquina que tem nas mãos. Pediu desculpas, como homem público, aos motoristas pelo estado das ruas e estradas e alfinetou os homens do planejamento urbano na questão de árvores e postes nas proximidares das vias. Contestou o plantio das palmeiras ao longo de toda a extensão da Terceira Perimetral.
Concordo que a dor dos pais remete para que se encontre um motivo. Mas não posso concordar que esteja errado o ornamento das vias com árvores de grande porte. Vivemos numa região metropolitana constantemente em obras. O fruto do desenvolvimento é sempre o concreto, nunca a saúde. Até para melhorar o escoamento são sacrificadas árvores centenárias e se alguém tenta evitar é criada uma polêmica novela. A Terceira Perimetral e tantas outras vias precisam, sim, de árvoras para amenizar o impacto de tanto concreto no meio-ambiente. Que sejam colocadas proteções e torno de árvores e postes, como na Ipiranga, mas que nunca se cogite não haver árvores. Daqui a pouco estaremos colocando pilhas de pneus nas curvas das avenidas, como na Fórmula 1, para amortecer o choque.
Isso tudo porque a educação no trânsito parece algo intocável.
Não tenho como imaginar a dor ou o vazio desses pais e de tantas pessoas que perdem familiares e amigos em acidentes. Gostei das palavras de Paulo. Um discurso sóbrio de um homem que não quis ser emocionante. Esclareceu que a filha não estava alcoolizada ou drogada, tampouco dirigia em alta velocidade. Atribuiu a fatalidade à falta de experiência: Alessandra tinha carteira de habilitação havia 6 meses.
Paulo ressaltou que os acidentes de trânsito passam por três pilares: as vias, os automóveis e o homem. Os automóveis possuem dispositivos de segurança cada vez mais avançados, porém as vias não são adequadas e o homem nem sempre está preparado para a máquina que tem nas mãos. Pediu desculpas, como homem público, aos motoristas pelo estado das ruas e estradas e alfinetou os homens do planejamento urbano na questão de árvores e postes nas proximidares das vias. Contestou o plantio das palmeiras ao longo de toda a extensão da Terceira Perimetral.
Concordo que a dor dos pais remete para que se encontre um motivo. Mas não posso concordar que esteja errado o ornamento das vias com árvores de grande porte. Vivemos numa região metropolitana constantemente em obras. O fruto do desenvolvimento é sempre o concreto, nunca a saúde. Até para melhorar o escoamento são sacrificadas árvores centenárias e se alguém tenta evitar é criada uma polêmica novela. A Terceira Perimetral e tantas outras vias precisam, sim, de árvoras para amenizar o impacto de tanto concreto no meio-ambiente. Que sejam colocadas proteções e torno de árvores e postes, como na Ipiranga, mas que nunca se cogite não haver árvores. Daqui a pouco estaremos colocando pilhas de pneus nas curvas das avenidas, como na Fórmula 1, para amortecer o choque.
Isso tudo porque a educação no trânsito parece algo intocável.
Wednesday, February 27, 2008
Procura-se uma lagartixa
Ontem comecei a esboçar um texto que não completou uma frase. Acabei me entretendo mais com o anúncio que ilustraria nossa busca.
Sexta passada, quando estava vestindo uma calça para sair para trabalhar senti algo leve passando rápido pela perna esquerda, na altura da meia. Em seguida surgiu no assoalho da sala, depois de passar sobre o meu pé, uma lagartixa criança e pretinha. Com os bracinhos esticados e a cabeça erguida, olhava para os lados. Chamei a Alice pra ver o bichinho. Ela divertiu nossa manhã, nós que não temos cachorro e não gostamos de gato. À noite, na mesma sexta, quando saí do banho lá estava ela, no trilho onde corre a porta do box, toda molhada. Tive o cuidado de deixá-la sair sem que se machucasse. Acabou indo para a sala novamente, ali por perto do teclado.
Na manhã do sábado ela estava na cozinha. Estávamos decididos: era o nosso bichinho de estimação. Bem diferente de um cachorro, que tu pode chamar, alimentar, prender, soltar, dar banho, etc. Uma lagartixa é independente. A Alice tentou colocar uma mosquinha perto dela, isso já no domingo, quando estava perto da cafeteira. Mas nada de a lagartixa comer a mosquinha. Acho que só come insetos vivos, como os sapos. Ficamos preocupados porque não vimos ela comer nada e estava sempre do mesmo tamanho. Não sabemos a que taxa cresce uma lagartixa, mas imaginamos que cresceria mais rapidamente. Enfim, o apartamento tem vários cantinhos com insetos disponíveis para alimentá-la. Teria que descobrir como fazê-lo sozinha.
Só que no domingo o pior aconteceu. Quis registrar a imagem do nosso bichinho numa foto. Acho que ela não gostou, pois após p flash saiu correndo pra trás do fogão com suas perninhas miúdas e pretinhas. Não mais apareceu. A Alice disse que foi por causa da foto que ela deve ter ido embora. Depois admitiu que tentou pegá-la com a mão. Pobre bichinho. Não teria como saber ao certo por que ela foi embora, e ela foi. Ficou um final de semana conosco e fugiu. A Alice chegou a sugerir que comprássemos uma nova. Mas acho que deve ser difícil achar nas lojas do ramo. Na Seguézio, pelo menos não achei. Então, numa tentativa derradeira de encontrá-la, fiz esse cartaz. Preencheria com os dados e o espalharia pelos corredores do prédio. Alguém iria achá-la e nos devolver.
Até que ontem à noite a Alice me chamou:
- Amor, olha quem tá aqui!!!
Fui correndo até a cozinha e lá estava ela. Pequenininha e pretinha, talvez um pouco mais ressabiada. Mas estava lá. Se chegou a fugir ou se só estava escondida não sabemos. O que importa é que voltou e agora está lá. Às vezes perto da geladeira, outras vezes mais pro lado da cafeteira, mas sempre na cozinha, agora.

Fredda
Sexta passada, quando estava vestindo uma calça para sair para trabalhar senti algo leve passando rápido pela perna esquerda, na altura da meia. Em seguida surgiu no assoalho da sala, depois de passar sobre o meu pé, uma lagartixa criança e pretinha. Com os bracinhos esticados e a cabeça erguida, olhava para os lados. Chamei a Alice pra ver o bichinho. Ela divertiu nossa manhã, nós que não temos cachorro e não gostamos de gato. À noite, na mesma sexta, quando saí do banho lá estava ela, no trilho onde corre a porta do box, toda molhada. Tive o cuidado de deixá-la sair sem que se machucasse. Acabou indo para a sala novamente, ali por perto do teclado.
Na manhã do sábado ela estava na cozinha. Estávamos decididos: era o nosso bichinho de estimação. Bem diferente de um cachorro, que tu pode chamar, alimentar, prender, soltar, dar banho, etc. Uma lagartixa é independente. A Alice tentou colocar uma mosquinha perto dela, isso já no domingo, quando estava perto da cafeteira. Mas nada de a lagartixa comer a mosquinha. Acho que só come insetos vivos, como os sapos. Ficamos preocupados porque não vimos ela comer nada e estava sempre do mesmo tamanho. Não sabemos a que taxa cresce uma lagartixa, mas imaginamos que cresceria mais rapidamente. Enfim, o apartamento tem vários cantinhos com insetos disponíveis para alimentá-la. Teria que descobrir como fazê-lo sozinha.
Só que no domingo o pior aconteceu. Quis registrar a imagem do nosso bichinho numa foto. Acho que ela não gostou, pois após p flash saiu correndo pra trás do fogão com suas perninhas miúdas e pretinhas. Não mais apareceu. A Alice disse que foi por causa da foto que ela deve ter ido embora. Depois admitiu que tentou pegá-la com a mão. Pobre bichinho. Não teria como saber ao certo por que ela foi embora, e ela foi. Ficou um final de semana conosco e fugiu. A Alice chegou a sugerir que comprássemos uma nova. Mas acho que deve ser difícil achar nas lojas do ramo. Na Seguézio, pelo menos não achei. Então, numa tentativa derradeira de encontrá-la, fiz esse cartaz. Preencheria com os dados e o espalharia pelos corredores do prédio. Alguém iria achá-la e nos devolver.Até que ontem à noite a Alice me chamou:
- Amor, olha quem tá aqui!!!
Fui correndo até a cozinha e lá estava ela. Pequenininha e pretinha, talvez um pouco mais ressabiada. Mas estava lá. Se chegou a fugir ou se só estava escondida não sabemos. O que importa é que voltou e agora está lá. Às vezes perto da geladeira, outras vezes mais pro lado da cafeteira, mas sempre na cozinha, agora.
Fredda
Thursday, February 21, 2008
Nokia tune...
Tem pessoas que, simplesmente, têm no seu celular, o toque original da Nokia. O Nokia tune. Não sei se já disse aqui, mas sou franco defensor da marca. Observo que é maioria, não importa a operadora. E sempre que me perguntam sobre que telefone comprar, logo digo: Nokia!Marcas e modelos a parte, os telefones celulares oferecem aos usuários inúmeras opções de toques, a maioria deles com espaços para baixar e armazenar tons, alguns até em MP3. Mas todos tem, além do toque original, outros tipos a escolher. Por que, então, que algumas pessoas não se valem dessa facilidade e identificam o toqe do telefone a sua marca pessoal?
Talvez para justamente diferenciar-se dos demais, uam vez que todos mudam o toque original. Pode ser. Mas é tão feio! A primeira coisa que as pessoas fazem quando adquirem seu telefone é configurar o toque mais legal. Realmente não entendo deixar o insípido Nokia tune.
Podem dizer que são pessoas desapegadas ao aparelhinho, que não se importam com o modelo do telefone, muito menos com o tipo de toque. Tudo bem. Mas digo que há duas maneiras de chamar a atenção com o telefone: uma delas é colocando um toque extravagante e alto, e a outra é justamente o Nokia tune. Se não se importa e não quer aparecer, configura um som agradável, que se faça ouvir e pronto.
Ontem um Nokia tune disparou na sla do Cinemark. Ainda bem que não tinha começado o filme. E agora de manhã aqui no trabalho. E ningém atendia. E tocava alto! Outro problema do tom original, é que ele é totalmente impessoal. Não tem como saber de quem é o telefone, nem pra avisar a pessoa que está tocando.
E era logo o telefone do meu chefe, que toca pelo menos umas 50 vezes por dia.
Monday, February 18, 2008
Esse cara...
- Vai lá, guri.
Então eu ia e buscava o LS. Vez ou outra, mais pro final da tarde, também buscava o pão, o leite de saquinho e as deliciosas roscas açucaradas da Dona Rosa. Nosso café da tarde era uma refeição para um guri mirradinho como eu era. Tanto que à noite não queria jantar. E mesmo sem fome tinha que ficar à mesa até que terminasse a janta. O prato era, na maioria das vezes, o que até hoje é servido na casa dos meus pais: arroz, feijão e carne, ora de panela, ora um suculento bife.
Lembro também de duas ocasiões em que me levou ao Beira-Rio pra ver o Inter no Brasileiro de 87. O primeiro jogo foi contra o Fluminense, na segunda fase, onde o Inter acabou perdendo por 1 x 0. O segundo foi a final contra o Flamengo. O jogo acabou empatado em 1 x 1 e o Flamengo venceu o jogo de volta, no Maracanã, e foi o campeão. Naquela época se ia pro estádio ao meio-dia e o jogo só começava às cinco da tarde. Nesses dois jogos o público foi superior a 65 mil pagantes. E eu não entendia nada, só sabia que o Inter tinha que ganhar. E não ganhava!
Pode ter demorado quase 20 anos, mas aquele presente que meu pai quis me dar, de ver o Inter Campeão veio com todos os juros e correções a Libertadores e o Mundial de 2006. Agora eu queria esses títulos com gana, mas também com muita vontade de que ele, que me fez Colorado, com orgulho, presenciasse esses feitos.
Às vezes tento lembrar mais, e chego a pensar que recordo do meu primeiro aniversário. Não passa de sons e murmúrios sem uma imagem concreta, talvez formada pelas fotos, quase sempre no colo dele. Sorrindo. Os primeiros sorrisos do homem que levantava o quarto filho no colo. Quatro anos mais tarde ainda viria a Karina, minha irmã e mais os nove netos que hoje enchem a casa de folia nos finais de semana.
Se as lembranças mais remotas são de um momem sério, por vezes bravo, o cara que eu vi sábado, quando comemoramos seu aniversário de 80 anos – que foi no domingo – era puramente alegria e descontração. Nos meus trinta anos de convivência com esse cara, poucas vezes fiquei tanto tempo ao seu lado, principalmente depois da adolescência, quando nos distanciamos bastante. A vida nos fez adultos sem que aproveitássemos as oportunidades de nos tornar íntimos. Assim, hoje somos pai e filho, amamos um ao outro, mas não temos ligação que nos permita conversar sobre assuntos que não sejam amenidades. Acho que isso não faz falta, agora.
No sábado, depois de todos esses anos, depois de anos e anos de história e histórias de cada um dessa família, apreciamos uma festa simples, com churrasco, cerveja e bolo. Tudo meio no improviso, com tralheres, copos e pratos diferentes, com cervejas de marcas diferentes, mas com sorrisos diferentes, também de improviso. Colocamos as cadeiras na frente da casa e ali nos sentamos e ouvimos peças do cotidiano e outras histórias rebuscadas por meu pai. Ali bebemos e rimos. Cantamos parabéns e batemos fotos. Ali brindamos os 80 anos desse cara.
Thursday, February 14, 2008
Pois então, Punta del Este
Aqueles dias sob condições precárias no acampamento do Forte Santa Teresa nos fizeram ansiar por Punta. Hotel, água verdadeiramente quente, praia próxima, nenhuma preocupação com animais peçonhentos, vida civilizada, enfim.
Levantamos acampamento na manhã de terça e rumamos pra Punta del Este. Digamos que Punta é algo assim como uma grande vitrine. Não se pode negar, a cidade é lindíssima para o que se propõe: o urbano, com seus arranha-céus, quase que invadindo o natural, o mar e o rio. Digo isso porque Punta não tem morros, como santa Catarina, que enfeitam naturalmente as praias.
Em Punta o belo se faz do urbano, da construção, dos iates, das ruas asfaltadas. Ruas e calçadas de modo geral limpos e com um padrão. Vitrines e fachadas estampando cuidadosamente seus produtos. Muitas grifes famosas estão ali.
A gastronomia é requintada. Da rua podemos apreciar as mesas postas com taças, talheres e pratos sobre toalhas e sobre-toalhas e guardanapos em tecido. Dá até medo de olhar o cardápio. Os garçons todos de colete preto e gravata borboleta.
Café expresso mais barato: 45 pesos! No último dia achamos um a 35 pesos.
Como chegamos por volta da uma da tarde, fomos observar as ofertas. Vimos uma pizzaria grandona, Il Mondo della Pizza, tipo a Hut que tinha na Nilo, mas numa esquina, em área de circulação. Achamos que ali a comida seria em conta. E até era, pro padrão de Punta. A cerveja de litro custava 119 pesos (onze reais e noventa), e assustou um pouco.
Achamos então as Empanadas Ricas y Famosas, que serviam o que dá nome ao estabelecimento. Muito saborosas e muito recheadas a módicos 25 pesos. Ali o preço da cerveja era bem mais humano.. 70 pesos.
O Chivito do Marcos também é uma ótima opção. Fica mais pro lado do porto. O chivito impressiona pelo sabor e pelo tamanho. O método é um pouco diferenciado. O chapista vai gritando os ingredientes e tu diz se quer ou não. O meu, que eu quis quase tudo, menos a cebola, ficou enorme. E muito bom!
O passeio pelo porto é maravilhoso. Aquela infinidade de iates e veleiros mais o rio ao entardecer fazem um fundo perfeito para as fotos. Ali os pescadores vendem seus peixes frescos diretamente ao consumidor. À noite uma série de bares, como os da Fernando Gomes, enfeitam ainda mais o lugar.
Fizemos também um belo passeio à Isla Gorriti, num barco guiado por esse tio como marinheiro.

Não gosto de ficar reclamando das coisas pelo preço, mas Punta é dinheiro, e muito, o tempo todo. A beleza do lugar não se sustenta por si, parece que é preciso cheirar a dinheiro para se desfrutar das coisas.
- Amigo, como funciona o lance do guarda-sol e a cadeira de praia?
- Essa cadeira com o guarda-sol, 600 pesos por todo o dia. Aquela cadeira e aquele guarda-sol, 400 pesos.
- Obrigado.
Ficamos no sol mesmo, com protetor e sentados na canga, apreciando a praia que mais parecia uma piscina. Lindo mesmo! E então fui conferir os preços do bar:
Água: 50 pesos
Long neck: 90 pesos
Salada de frutas: 120 pesos
Caipirinha: 190 pesos
E assim por diante.
Com fome, com sede e ilhados, voltamos ao continente. Na volta fomos presenteados com a visita de alguns lobos-marinhos no porto. Deviam estar ali comendo as sobras dos pescadores. Dois deles, certamente já saciados da fome lagarteavam ao sol e nos permitiram algumas fotos.
Já ouvi muita gente dizer que Porto Alegre tem o pôr-do-sol mais lindo do mundo. Na certa bairristas que nunca foram a Punta. O sol se punha, naquela semana quase às nove da noite, e com aquele rio, aquele porto, aquela brisa e a beleza da Alice ali.. não tem comparação. Já vi muito o pôr-do-sol no Guaíba, e acho lindíssimo. Lá vi apenas um, e fiquei maravilhado. Isso que o sol não tava “gigante”. Mas em alguma época do ano deve ficar, e deve ser mais bonito ainda.
Outro diferencial de Punta, durante o dia, é a velharia. A concentração de gente idosa impressiona. Aí dá pra entender um pouco da cidade e seus estabelecimentos requintados. Pouquíssimas pessoas chegam a um ótimo nível financeiro quando jovens. E acredito que não seja em punta que invistam seu dinheiro. Os velhos bem de vida, esses sim estão lá. Os vovôs com seus Jaguar, Mercedes, BMW, Audi... e as vovós mais repuxadas que balão de festa de criança no dia seguinte (já foi repuxado, mas já tá meio enrugadinho). Na praia ficam com aquela cor de cenoura de bronzeamento artificial.
Dizem que a noite de Punta começa pelas 2.. 3 da manhã. Talvez o pessoal mais jovem estivesse por lá a essa hora. Mas os que vimos nas ruas e nas praias durante o diam eram, em sua maioria, velhos.
Libros Libros
Os livros, em geral, não são caros. A maioria das publicações fica entre 200 e 400 pesos. A Libros Libros, uma das livrarias de maior expressão por lá, tem um acervo imenso, com muitas obras sobre música, arte e cinema, além dos clássicos. Uma bela livraria. Nós trouxemos a nossa lembrança em espanhol. O meu, Cien Años de Soledad, do García Marques, numa edição especial em capa dura. Até tem nas livrarias daqui, mas o de lá tem um gosto especial. Assim como o da Alice: Don Quijote de la Mancha, do Cervantes e com ilustrações de – simplesmente – Salvador Dalí. Magnífico! Espetacular! Apreciamos nossa aquisição daquela noite na cama do hotel, folheando sem uma ordem e lendo trechos, nos deliciando com os livros e com um Trapiche Cabernet Sauvignon maravilhoso.
Até mais, Punta del Este!
Levantamos acampamento na manhã de terça e rumamos pra Punta del Este. Digamos que Punta é algo assim como uma grande vitrine. Não se pode negar, a cidade é lindíssima para o que se propõe: o urbano, com seus arranha-céus, quase que invadindo o natural, o mar e o rio. Digo isso porque Punta não tem morros, como santa Catarina, que enfeitam naturalmente as praias.
A gastronomia é requintada. Da rua podemos apreciar as mesas postas com taças, talheres e pratos sobre toalhas e sobre-toalhas e guardanapos em tecido. Dá até medo de olhar o cardápio. Os garçons todos de colete preto e gravata borboleta.
Café expresso mais barato: 45 pesos! No último dia achamos um a 35 pesos.
Como chegamos por volta da uma da tarde, fomos observar as ofertas. Vimos uma pizzaria grandona, Il Mondo della Pizza, tipo a Hut que tinha na Nilo, mas numa esquina, em área de circulação. Achamos que ali a comida seria em conta. E até era, pro padrão de Punta. A cerveja de litro custava 119 pesos (onze reais e noventa), e assustou um pouco.
O Chivito do Marcos também é uma ótima opção. Fica mais pro lado do porto. O chivito impressiona pelo sabor e pelo tamanho. O método é um pouco diferenciado. O chapista vai gritando os ingredientes e tu diz se quer ou não. O meu, que eu quis quase tudo, menos a cebola, ficou enorme. E muito bom!
O passeio pelo porto é maravilhoso. Aquela infinidade de iates e veleiros mais o rio ao entardecer fazem um fundo perfeito para as fotos. Ali os pescadores vendem seus peixes frescos diretamente ao consumidor. À noite uma série de bares, como os da Fernando Gomes, enfeitam ainda mais o lugar.
Não gosto de ficar reclamando das coisas pelo preço, mas Punta é dinheiro, e muito, o tempo todo. A beleza do lugar não se sustenta por si, parece que é preciso cheirar a dinheiro para se desfrutar das coisas.
- Amigo, como funciona o lance do guarda-sol e a cadeira de praia?
- Essa cadeira com o guarda-sol, 600 pesos por todo o dia. Aquela cadeira e aquele guarda-sol, 400 pesos.
- Obrigado.
Ficamos no sol mesmo, com protetor e sentados na canga, apreciando a praia que mais parecia uma piscina. Lindo mesmo! E então fui conferir os preços do bar:
Água: 50 pesos
Long neck: 90 pesos
Salada de frutas: 120 pesos
Caipirinha: 190 pesos
E assim por diante.
Dizem que a noite de Punta começa pelas 2.. 3 da manhã. Talvez o pessoal mais jovem estivesse por lá a essa hora. Mas os que vimos nas ruas e nas praias durante o diam eram, em sua maioria, velhos.
Libros Libros
Os livros, em geral, não são caros. A maioria das publicações fica entre 200 e 400 pesos. A Libros Libros, uma das livrarias de maior expressão por lá, tem um acervo imenso, com muitas obras sobre música, arte e cinema, além dos clássicos. Uma bela livraria. Nós trouxemos a nossa lembrança em espanhol. O meu, Cien Años de Soledad, do García Marques, numa edição especial em capa dura. Até tem nas livrarias daqui, mas o de lá tem um gosto especial. Assim como o da Alice: Don Quijote de la Mancha, do Cervantes e com ilustrações de – simplesmente – Salvador Dalí. Magnífico! Espetacular! Apreciamos nossa aquisição daquela noite na cama do hotel, folheando sem uma ordem e lendo trechos, nos deliciando com os livros e com um Trapiche Cabernet Sauvignon maravilhoso. Até mais, Punta del Este!
Monday, February 11, 2008
O Carnaval...
Coloquei, antes de sair de férias, algumas linhas sobre como tinha iniciado o ano. Maravilhosamente bem e tals. Porém, esse adjetivo tão precioso, que representa um estado de espírito resultante de algumas variáveis precisa superar argumentos nem sempre favoráveis.
Algumas considerações..
Quando começamos a definir o que faríamos no Carnaval certamente não imaginávamos esse desfecho, tampouco as circunstâncias. Não lembro exatamente como surgiram as opções, mas consideramos Laguna, Morro dos Conventos e acampamento no Forte Santa Teresa, no Uruguai. Chegamos a quase fechar com Laguna. Visitamos um apartamento que acomodaria bem umas oito pessoas, num preço razoável e próximo ao calçadão. Parecia ótimo, mas não conseguimos quórum pra fechar.
Como tinha um pessoal pré confirmado pro Uruguai, e pela proximidade da data, acabamos nos definindo por lá, apesar de ser acampamento. Pô, Carnaval no Uruguai, dá uma empolgação.
Logo que surgiu a idéia, fui contrário. Depois desses dias não sei mais qual minha posição sobre acampar, se gosto ou não. Já acampei bastante. Tenho barraca, colchão inflável, fogãozinho, etc. Mas pro Carnaval eu imagino passar dias com uma certa infra-estrutura, uma vez que noites a fio em festa, bebendo mais que o de costume, requerem condições de manter o corpo, ou seja: cama, banheiro e cozinha.
Passei um Carnaval acampando em Laguna. Relutei, mas como não tinham mais opções de casas, não teve outra escolha. Foi foda! Caminhávamos lá dos molhes até o calçadão com duas bolsas térmicas lotadas de cerveja e gelo. Virávamos a noite e voltávamos pra dormir. A barraca era um verdadeiro forno às dez, onze da manhã. Impraticável. Fila pro banheiro, fila pro banho. Ter que carregar papel higiênico. Torcer pro banheiro não estar tão sujo, essas coisas normais de um camping. Eu estava solteiro e só o que me interessava era a festa. Assim me submeti àqueles dias naquelas condições.
Agora os tempos são outros. Quero desfrutar dos prazeres da vida ao lado da Alice proporcionando o melhor para nós. Quero fazer como sempre: viver o nosso amor intensamente, onde quer que seja. Como gostamos de viajar e conhecer lugares e suas belezas, achamos que essa opção do Uruguai seria boa, que o camping, apesar de camping, ofereceria uma infra-estrutura junto com alguns amigos. Achamos..
Saímos de Porto Alegre às 11 horas da manhã de sexta. Eu, a Alice e o HG. Como éramos o primeiro grupo, poderíamos pegar um lugar legal – um lote – próximo ao banheiro e ao mercado, não longe da praia. Imediatamente minha fértil imaginação criou um lugar mágico, entre árvores repletas de pássaros coloridos, grama de campo de golfe e um mar calmo e muito limpo.
Paramos para almoçar em São Lourenço e para fazer compras no Chuí. Chegamos no Forte no final da tarde, acho que era por volta das 18 horas. Primeira notícia ruim: não havia mais lotes com água e luz. Pagamos a entrada e fomos procurar algum lugar. Realmente todos os cantos estavam tomados. A ficha não caía. Quatro dias sem água e sem luz. Antes que escurecesse, vimos que não teríamos escolha. Achamos um lote próximo ao mercado e montamos acampamento. Era a primeira noite. Ânimos em alta. Cerveja e champagne para brindar.
O primeiro banho, como foi depois das dez da noite, hora que se apagam as caldeiras, foi frio. Vi que os sanitários eram um buraco no chão. Me arrependi de ter chamado o Jurânio de fresco.. Banho tomado e brinde feito, dormimos. Sábado foi o dia de uma última tentativa de um lote com água e luz e de esperar o restante do pessoal. Ao longo do dia eles chegaram, e os dias passaram assim, com essas dificuldades sanitárias.
Escrevo isso porque antes de irmos pra lá, só li a parte boa do Forte Santa Teresa. Faço então o registro do outro lado.
Banheiros
Em La Moza, onde ficamos, são 3. Dois deles com o “buraco” no chão e um com vaso, mas sem a tábua. Água quente (morna) das 6h às 22h. Quando tinha muita fila a água era fria mesmo nesse horário. Esses três banheiros não suprem a necessidade das – sei lá – 5 mil pessoas que estavam acampadas. Com essa demanda é previsível que os banheiros estejam sempre sujos. Eram periodicamente limpos, mas não durava nada. Não tem lugar pra se trocar, nem um banco pra deixar as coisas, tudo tem de ser feito no box, aberto. A localização dos banheiros também não ajuda. Nenhum deles é central. Cada um fica num canto mais longe de qualquer lote.
Água e luz.
Metade com, metade sem. Não entendo o que impede de estenderem um cabo e disponibilizarem luz para todos os lotes. O mesmo serve para a água. Para lavar talheres, copos, escovar os dentes, só dando a pernada até os banheiros.
A praia
A praia é bonita. Não chega a ser uma Garopaba, Floripa ou Bombinhas. Nem de perto. Mas a vista do local, como um todo, é bonita. A água é gelada e as ondas são fortes. Do camping, pelo menos do lugar onde ficamos, é muito longe. Porque depois dos lotes para acampamento tem as cabanas e os seus imensos terrenos. Depois mais um estacionamento, uma rampa e um trapiche. Longe mesmo!
Bar
Um único bar na beira da praia vendia a cerveja de litro a 10 reais!!!!!! No mercado do camping custava 3,80.
A chuva não foi culpa do camping. Que bom que só foi por um dia.
Ainda assim, minhas férias foram maravilhosamente boas. Fizemos café no acampamento, assei um churrasco de picanha e constrímos uma área de convivência com uma das lonas. Vimos Pica-Paus. Bebemos algumas Pilsen e Patrícia de litro, champagne e caipirinha. Curtimos mais bons momentos com nossos amigos. Hasteei a Bandeira do Inter e ri muito das tentativas fracassadas da bandeira do Gremio (depois eles conseguiram), usei meu Ray Ban novo, fizemos compras, esperei meu amor no banho com o carro quentinho e nos amamos muito.
Depois ainda teve Punta!
Algumas considerações..
Quando começamos a definir o que faríamos no Carnaval certamente não imaginávamos esse desfecho, tampouco as circunstâncias. Não lembro exatamente como surgiram as opções, mas consideramos Laguna, Morro dos Conventos e acampamento no Forte Santa Teresa, no Uruguai. Chegamos a quase fechar com Laguna. Visitamos um apartamento que acomodaria bem umas oito pessoas, num preço razoável e próximo ao calçadão. Parecia ótimo, mas não conseguimos quórum pra fechar.
Como tinha um pessoal pré confirmado pro Uruguai, e pela proximidade da data, acabamos nos definindo por lá, apesar de ser acampamento. Pô, Carnaval no Uruguai, dá uma empolgação.
Logo que surgiu a idéia, fui contrário. Depois desses dias não sei mais qual minha posição sobre acampar, se gosto ou não. Já acampei bastante. Tenho barraca, colchão inflável, fogãozinho, etc. Mas pro Carnaval eu imagino passar dias com uma certa infra-estrutura, uma vez que noites a fio em festa, bebendo mais que o de costume, requerem condições de manter o corpo, ou seja: cama, banheiro e cozinha.
Passei um Carnaval acampando em Laguna. Relutei, mas como não tinham mais opções de casas, não teve outra escolha. Foi foda! Caminhávamos lá dos molhes até o calçadão com duas bolsas térmicas lotadas de cerveja e gelo. Virávamos a noite e voltávamos pra dormir. A barraca era um verdadeiro forno às dez, onze da manhã. Impraticável. Fila pro banheiro, fila pro banho. Ter que carregar papel higiênico. Torcer pro banheiro não estar tão sujo, essas coisas normais de um camping. Eu estava solteiro e só o que me interessava era a festa. Assim me submeti àqueles dias naquelas condições.
Agora os tempos são outros. Quero desfrutar dos prazeres da vida ao lado da Alice proporcionando o melhor para nós. Quero fazer como sempre: viver o nosso amor intensamente, onde quer que seja. Como gostamos de viajar e conhecer lugares e suas belezas, achamos que essa opção do Uruguai seria boa, que o camping, apesar de camping, ofereceria uma infra-estrutura junto com alguns amigos. Achamos..
Saímos de Porto Alegre às 11 horas da manhã de sexta. Eu, a Alice e o HG. Como éramos o primeiro grupo, poderíamos pegar um lugar legal – um lote – próximo ao banheiro e ao mercado, não longe da praia. Imediatamente minha fértil imaginação criou um lugar mágico, entre árvores repletas de pássaros coloridos, grama de campo de golfe e um mar calmo e muito limpo.
Paramos para almoçar em São Lourenço e para fazer compras no Chuí. Chegamos no Forte no final da tarde, acho que era por volta das 18 horas. Primeira notícia ruim: não havia mais lotes com água e luz. Pagamos a entrada e fomos procurar algum lugar. Realmente todos os cantos estavam tomados. A ficha não caía. Quatro dias sem água e sem luz. Antes que escurecesse, vimos que não teríamos escolha. Achamos um lote próximo ao mercado e montamos acampamento. Era a primeira noite. Ânimos em alta. Cerveja e champagne para brindar.
O primeiro banho, como foi depois das dez da noite, hora que se apagam as caldeiras, foi frio. Vi que os sanitários eram um buraco no chão. Me arrependi de ter chamado o Jurânio de fresco.. Banho tomado e brinde feito, dormimos. Sábado foi o dia de uma última tentativa de um lote com água e luz e de esperar o restante do pessoal. Ao longo do dia eles chegaram, e os dias passaram assim, com essas dificuldades sanitárias.
Escrevo isso porque antes de irmos pra lá, só li a parte boa do Forte Santa Teresa. Faço então o registro do outro lado.
Banheiros
Em La Moza, onde ficamos, são 3. Dois deles com o “buraco” no chão e um com vaso, mas sem a tábua. Água quente (morna) das 6h às 22h. Quando tinha muita fila a água era fria mesmo nesse horário. Esses três banheiros não suprem a necessidade das – sei lá – 5 mil pessoas que estavam acampadas. Com essa demanda é previsível que os banheiros estejam sempre sujos. Eram periodicamente limpos, mas não durava nada. Não tem lugar pra se trocar, nem um banco pra deixar as coisas, tudo tem de ser feito no box, aberto. A localização dos banheiros também não ajuda. Nenhum deles é central. Cada um fica num canto mais longe de qualquer lote.
Água e luz.
Metade com, metade sem. Não entendo o que impede de estenderem um cabo e disponibilizarem luz para todos os lotes. O mesmo serve para a água. Para lavar talheres, copos, escovar os dentes, só dando a pernada até os banheiros.
A praia
A praia é bonita. Não chega a ser uma Garopaba, Floripa ou Bombinhas. Nem de perto. Mas a vista do local, como um todo, é bonita. A água é gelada e as ondas são fortes. Do camping, pelo menos do lugar onde ficamos, é muito longe. Porque depois dos lotes para acampamento tem as cabanas e os seus imensos terrenos. Depois mais um estacionamento, uma rampa e um trapiche. Longe mesmo!
Bar
Um único bar na beira da praia vendia a cerveja de litro a 10 reais!!!!!! No mercado do camping custava 3,80.
A chuva não foi culpa do camping. Que bom que só foi por um dia.
Ainda assim, minhas férias foram maravilhosamente boas. Fizemos café no acampamento, assei um churrasco de picanha e constrímos uma área de convivência com uma das lonas. Vimos Pica-Paus. Bebemos algumas Pilsen e Patrícia de litro, champagne e caipirinha. Curtimos mais bons momentos com nossos amigos. Hasteei a Bandeira do Inter e ri muito das tentativas fracassadas da bandeira do Gremio (depois eles conseguiram), usei meu Ray Ban novo, fizemos compras, esperei meu amor no banho com o carro quentinho e nos amamos muito.
Depois ainda teve Punta!
Tuesday, January 29, 2008
Transição...
Todos sabem, se 2006 foi um ano de mudanças, principalmente aquelas relacionadas à paixão, 2007 foi o ano em que tudo se consolidou. Aos poucos a estrela dourada na camisa do Inter vai sendo encarada com naturalidade, e traz lembranças da alegria insana daquele 17 de dezembro. Está lá. Ninguém mais a tira. A aliança, que ficou oito meses na mão direita já deixa sua marca no dedo que a leva desde 5 de maio, uma naravilhosa noite de alegria sem igual. Essas alegrias consolidadas há alguns meses proporcionam a cada dia uma felicidade nova, e um desafio de cuidado, compromisso, prazer.
Enquanto nossas alegrias eram consolidadas nossas famílias e nossos amigos entraram numa fase de transição. Minhas amigas tiveram filhos, minha irmã terá uma filha, meus amigos se juntaram, se separaram, viajaram. Um deles – o Dudi – mandou um postal e dois crucifixos da Itália. Um deles com o Jota Ce e outro com o Alfa e o Ômega. Anteontem vi um negrinho passeando feliz de mão dada no shopping. Quem diria? Quem diria.. Tentei chamar:
- Roubando carro, n..
Não podia completar. Só eu, a Alice e ele entenderíamos. Piada interna. E eu seria reprimido por racismo. Ele não ouviu e seguiu. Mãos dadas..
Foi então que a Alice definiu esse momento como um tempo de transição.
Hoje é meu último dia de trabalho. Vamos de férias para o Uruguai. Fortaleza de Santa Teresa. Vai ser bom não ter de enfrentar a 101 no Carnaval. Alguns velhos amigos e outras pessoas, amigos dos amigos. Depois da folia vamos pra Punta. O ano começa maravilhoso..
Enquanto nossas alegrias eram consolidadas nossas famílias e nossos amigos entraram numa fase de transição. Minhas amigas tiveram filhos, minha irmã terá uma filha, meus amigos se juntaram, se separaram, viajaram. Um deles – o Dudi – mandou um postal e dois crucifixos da Itália. Um deles com o Jota Ce e outro com o Alfa e o Ômega. Anteontem vi um negrinho passeando feliz de mão dada no shopping. Quem diria? Quem diria.. Tentei chamar:
- Roubando carro, n..
Não podia completar. Só eu, a Alice e ele entenderíamos. Piada interna. E eu seria reprimido por racismo. Ele não ouviu e seguiu. Mãos dadas..
Foi então que a Alice definiu esse momento como um tempo de transição.
Hoje é meu último dia de trabalho. Vamos de férias para o Uruguai. Fortaleza de Santa Teresa. Vai ser bom não ter de enfrentar a 101 no Carnaval. Alguns velhos amigos e outras pessoas, amigos dos amigos. Depois da folia vamos pra Punta. O ano começa maravilhoso..
Monday, January 21, 2008
Começa o ano...
Depois de uma semana agitada perdendo a paciência com os atendentes de tele marketing, as atividades do novo ano começam a pedir espaço na agenda.
Depois de alguns anos dentro da Puc, o tempo agora se divide entre o trabalho, o curso de italiano e nossas viagens.
Na noite do sábado, no RoXu Fest, a festa parecia de cidade interiorana: um galpão de madeira, chão de cimento, mato na volta, pessoas diversas dançando qualquer música e segurando garrafas de cerveja. De um lado uma churrasqueira, que depois que iniciou o fogo, no final da tarde, não parou até a madrugada. No mesmo balcão onde se tirava a carne, se fazia a caipira, se abriam as cervejas. Um bojo (seria este o nome?) foi improvisado para quebrar a luminosidade da lâmpada. Caiu e foi reposto várias vezes.
No lado de fora do galpão cadeiras de praia e barracas em todos os cantos. Foi muito divertido. Tomamos até caipira de uva com manjericão feita pelo Gus, que também protagonizou esta cena:
Era uma festa grande, tinha muita gente que nunca tínhamos visto. Como o freezer e a churrasqueira ficavam do mesmo lado, alguns gaiatos se instalavam por ali. Davam uma beliscada na carne assim que saía do espeto e enchiam seus copos ali do lado. O Zinn chegou no meio da noite com dois amigos. Acho que pararam ali naquele ponto estratégico também por não conhecerem ninguém. Fazer amizade com o assador podia ser um bom começo.
Então o Gus, que estava fazendo suas caipiras de uva com manjericão, agora era assador, sempre ajudado pelos candidatos ao posto. Um deles era o Felipe. Chegou a hora de assar as coxinhas da asa. O Gus, então, tratou de fazer um tempero. Colocou em um copo grande, tomilho, tempero completo para frango, uma colher de adobo, manjericão, um pouco de sal grosso e completou com cerveja. Uma verdadeira gororoba, mas que para temperar o frango, seria ótima.
Gus levantou sua obra, apreciou-a e a deu para que o Felipe também o fizesse. Antes que o Gus falasse qualquer coisa, o Felipe aproximou o copo da boca e deu dois goles grandes.
- Ahhhhhhhh!!!! Bom, muito bom! Toma aí, magrão, caipira de gaudério.
E entregou aos amigos do Zinn, que para não fazer desfeita, tiveram que experimentar. O pior é que não fizeram cara feia!
Assim foi a noite, alternando essas cenas divertidas entre beijos do meu amor.
Parabéns ao Xuxa e à Rochele por mais um festão da galera!
Depois de alguns anos dentro da Puc, o tempo agora se divide entre o trabalho, o curso de italiano e nossas viagens.
Na noite do sábado, no RoXu Fest, a festa parecia de cidade interiorana: um galpão de madeira, chão de cimento, mato na volta, pessoas diversas dançando qualquer música e segurando garrafas de cerveja. De um lado uma churrasqueira, que depois que iniciou o fogo, no final da tarde, não parou até a madrugada. No mesmo balcão onde se tirava a carne, se fazia a caipira, se abriam as cervejas. Um bojo (seria este o nome?) foi improvisado para quebrar a luminosidade da lâmpada. Caiu e foi reposto várias vezes.
No lado de fora do galpão cadeiras de praia e barracas em todos os cantos. Foi muito divertido. Tomamos até caipira de uva com manjericão feita pelo Gus, que também protagonizou esta cena:
Era uma festa grande, tinha muita gente que nunca tínhamos visto. Como o freezer e a churrasqueira ficavam do mesmo lado, alguns gaiatos se instalavam por ali. Davam uma beliscada na carne assim que saía do espeto e enchiam seus copos ali do lado. O Zinn chegou no meio da noite com dois amigos. Acho que pararam ali naquele ponto estratégico também por não conhecerem ninguém. Fazer amizade com o assador podia ser um bom começo.
Então o Gus, que estava fazendo suas caipiras de uva com manjericão, agora era assador, sempre ajudado pelos candidatos ao posto. Um deles era o Felipe. Chegou a hora de assar as coxinhas da asa. O Gus, então, tratou de fazer um tempero. Colocou em um copo grande, tomilho, tempero completo para frango, uma colher de adobo, manjericão, um pouco de sal grosso e completou com cerveja. Uma verdadeira gororoba, mas que para temperar o frango, seria ótima.
Gus levantou sua obra, apreciou-a e a deu para que o Felipe também o fizesse. Antes que o Gus falasse qualquer coisa, o Felipe aproximou o copo da boca e deu dois goles grandes.
- Ahhhhhhhh!!!! Bom, muito bom! Toma aí, magrão, caipira de gaudério.
E entregou aos amigos do Zinn, que para não fazer desfeita, tiveram que experimentar. O pior é que não fizeram cara feia!
Assim foi a noite, alternando essas cenas divertidas entre beijos do meu amor.
Parabéns ao Xuxa e à Rochele por mais um festão da galera!
Monday, January 14, 2008
Chutando o balde - Parte II
Contrariando a tendência brasileira, evito filas. Com a facilidade de acesso ao banco via internet, pago tudo o que posso assim. Passo meses sem entrar numa agência.
Queria pagar o IPVA assil, com a facilidade da rede mundial de computadores. Não achando um link no site do meu banco e nem no do Detran, resolvi ligar para essa instituição para me informar se poderia pagar o imposto pela rede. Eis que o atendente tri bem humorado, responde:
- Não informamos.
- Quê?
- Não informamos. Só isso?
(percebi que era um traveco. Não era um gay, nem homossexual, era um traveco)
- Como assim, “não informamos”, eu quero saber se posso pagar o imposto pela internet.
- Se tu vai pagar pela internet, se tu vai pagar no banco, se tu vai pagar sei lá onde, não é problema meu.
- Eu não quero que seja problema teu, eu só estou pedindo uma informação.
- Nós não informamos.
- Falar com VEADO é foda!
E desliguei.
Preconceito? Sim. Eu teria respeitado. Tenho amigos assim. Mas é que essa subiu nas tamancas.
Queria pagar o IPVA assil, com a facilidade da rede mundial de computadores. Não achando um link no site do meu banco e nem no do Detran, resolvi ligar para essa instituição para me informar se poderia pagar o imposto pela rede. Eis que o atendente tri bem humorado, responde:
- Não informamos.
- Quê?
- Não informamos. Só isso?
(percebi que era um traveco. Não era um gay, nem homossexual, era um traveco)
- Como assim, “não informamos”, eu quero saber se posso pagar o imposto pela internet.
- Se tu vai pagar pela internet, se tu vai pagar no banco, se tu vai pagar sei lá onde, não é problema meu.
- Eu não quero que seja problema teu, eu só estou pedindo uma informação.
- Nós não informamos.
- Falar com VEADO é foda!
E desliguei.
Preconceito? Sim. Eu teria respeitado. Tenho amigos assim. Mas é que essa subiu nas tamancas.
Friday, January 11, 2008
Chutando o balde
Não tenho muita paciência com o tele-atendimento das empresas. Acredito que muita gente não tenha, é enervante. E nesses últimos dias, em época de colocar algumas contas em dia, tenho brigado para não pagar cobranças indevidas, facilitar o pagamento, conseguir alguns descontos, o que tem gerado conflitos.Há dias aguardava a chegada de um carnê com as prestaçã. No momento da compra, lembro que negociei com o vendedor até chegar num valor de parcela que batesse o que o meu banco havia oferecido. Cheguei a desistir da negociação, mas o vendedor me buscou quando eu já estava indo embora pra dier que, enfim, chegara ao valor. Tudo bem. Voltei e fiz a compra. Preenchi o vasto formulário para liberação do crédito, assinei as muitas vias, anexei os documentos e fechamos, ambos satisfeitos.
Quando voltamos da praia, domingo, o carnê estava no corredor do prédio. Algum vizinho o recebeu e o deixou ali, num balcãozinho de vidro. Abri e constatei dois problemas: só tinha o número do prédio, faltava o do apartamento, e o pior, o valor da parcela, que tanto negociamos, era acrescida de uma Tarifa Administrativa de 3,90, o que, em 48x dava um total de R$187,20.
Então, na segunda comecei as negociações de reclamação. O vendedor me alegou que sabia da cobrança, mas não avisou porque não sabia o valor exato. Por que não deixou que eu tratasse com meu banco? - me pergunto até hoje.. Tentei em vão ligar para o telefone que tinha no carnê. Nada! Fui até a agência, no centro.
- Infelizmente não temos como isentar essa tarifa.
- Mas essa tarifa é de administração bancária. Eu quero pagar diretamente pra vocês.
- Não tem como, senhor. Nosso banco é o tal. Não recebemos pagamentos.
Saí mais indignado e voltei a falar com o vendedor. Já de saco cheio, ironizou que se eu fizesse questão dos 3,90 poderia passar lá todo mês para pegar a quantia, mas que achava isso um exagero de minha parte. Eu disse que se para ele era exagero quase 200 reais, pra mim não era. Ele viu que eu estava levando realmentre a sério e disse que ia dar um jeito.
Minutos depois me ligou dizendo que falara com uma funcionária do banco e garantiram que se eu pagasse no caixa da agência poderia exigir a não cobrança da taxa. Fui até lá, fiquei meia hora na fila e nada.
Estava (e estou) disposto a levar o caso ao Juizado de Pequenas Causas. Mas precisava da cópia do contrato. Liguei novamente para a financeira para corrigir o endereço e ver se o contrato havia sido entregue.
- Para sua segurança esta ligação está sendo gravada.
- Senhor, para alterar o endereço é preciso o senhor estar mandando o novo comprovante de endereço para o nosso fax...
- Não. Eu não quero alterar o endereço, eu quero corrigir. Só está faltando o número do apartamento.
- Pois então, para estarmos fazendo essa alteração precisamos que o senhor esteja enviando o comprovante.
- Só um pouquinho, quando eu fiz o contrato eu anexei a cópia do endereço.
- Mas pra estarmos alterando o senhor precisa mandar de novo.
Aí foi foda!
- Vocês colocaram fora meu comprovante?
- Sim.
- Tu tá dizendo, nessa ligação gravada, que o documento que comprova meu endereço foi colocado no lixo...
- Não.
Obviamente, depois disso, quando tentei falar da tarifa administrativa, não obtive o menor êxito. Mas insisti, desliguei e liguei novamente.
- Bom dia.
- Bom dia. Eu queria confirmar meu endereço.
- Qual é o seu endereço, senhor?
- Rua tal, número tal, apartamento tal.
- Cep?
- Tal. Tinha o número do apartameto aí?
- Não, mas eu já coloquei aqui no sistema.
Ela confirmou mais alguns dados e passamos para a tarifa administrativa.
- Olha, o que eu posso estar fazendo pro senhor é mandar uma fatura avulsa de pagamento antecipado. Aí sem a taxa de 3,90.
- Ótimo, e como tu vais mandar?
- Eu mando pro email.
- Muito obrigado!
Antes de ela terminar de falar já estava no meu email. E pude pagar pelo meu banco na internet, como as outras contas. Simples!
****
Depois eu conto como chamei o funcionário do Detran de veado.
Thursday, January 10, 2008
A virada
Na manhã do dia 1°, nosso rumo era Bombinhas, onde ficaríamos até o domingo. Tomamos café e pegamos a estrada. No caminho, uma breve pausa em Laguna para almoçar e tentar achar um lugar para o Carnaval. Não demorou muito até conseguirmos um apartamento grande, limpo, bem localizado e, principalmente, dentro do preço esperado. Comemos um camarãozinho e seguimos viagem. Até então tudo ia muito bem. Logo que passamos a entrada da Guarda e Pinheira, um engarrafamento monstro! De desligar o carro por longos minutos. Levamos duas horas para percorrer quinze quilômetros. Impraticável! Decidimos voltar.
Friday, December 28, 2007
Retrô...
Seriam 365 dias vezes algumas linhas, se fosse falar de tudo o que aconteceu este ano. Mais uma vez, enquanto o “Acaba logo 20XX!” é o que mais se ouve, não por ter sido um ano ruim para quem fala, mas simplesmente porque não se tem nada a falar, continuo vivendo 2007 com a mesma intensidade com que começou. Sempre peço um ano seguinte melhor, e melhor até o fim, até o último dia.
No Ano Novo, estávamos em Imbé, na casa que o Marcelo alugou, e mais uma parte dos amigos. Eu e Alice ainda noivos. O Inter acabara de ser Campeão do Mundo, e ainda estávamos embriagados dessa euforia.
Dividimos os preparativos do Carnaval com o Casamento e a Lua-de-Mel. Olho para a minha agenda, ainda em janeiro e vejo vários e vários nomes e endereços de hotéis, preços de passagens, comparativos entre agências, etc. Um pouco mais adiante já aparecem alguns rascunhos de Imbituba, onde passamos o Carnaval com a Rossa e o Gus, a Karina e o Pica, o Tiago e a Eneida e o Eric. Lá onde fizemos a íncrível viagem a Zum Zum Ba Ba com a Rossa e o Gus, no Tetânico. Em Saygon, 1968.
Depois do Carnaval e toda chuva que o acompanhou, passamos alguns dias maravilhosamente ensolarados em Bombinhas. O tempo vai passando e a praia vai se modernizando. O Régis sempre diz que se dependesse dele, nunca pavimentariam a via de acesso, afim de preservar o lugar, de frear o desenvolvimento, a construção de novos prédios. Mesmo com tudo isso, Bombinhas se apresentou linda como sempre, cada uma de suas prainhas, numa pousada que simplesmente surgiu na nossa frente quando, debaixo de chuva (no primeiro dia ainda choveu) não agüentávamos mais caminhar.
Terminado o Carnaval, tudo era o Casamento. Volto a olhar na agenda e as atividades nos primeiros dias de março são todas afins: deixar as alianças para polimento, falar com Dj, orçar os convites, confirmar o salão, o estacionamento do salão, a roupa, a lista dos convidados,... E tudo isso com o penúltimo semestre da Puc, o trabalho, curso de noivos, que loucura! Na medida em que os dias vão passando, mais definições para o grande dia: lembrancinhas e lista dos padrinhos.
Até que, enfim, chegou. Dia 3 de maio, uma quinta-feira, saí do trabalho, fui pra casa e tomei o último banho de solteiro. Me vesti e esperei minha linda noiva. Fomos para o cartório, encontramos nossos pais e assinamos nossa comunhão. Um ano e seis meses depois de termos nos conhecido, estávamos casados. Fomos todos pra casa e brindamos com muita champagne. Faltavam dois dias para a cerimônia na Igreja.
Eu sabia que assim que acordasse, naquele sábado, 5 de maio, ia ser tudo muito rápido. Teria, caso quisesse eternizar algum momento, que marcar pontos, guardar na retina pequenos flashes que, mais tarde, recordados, me fariam reviver aqueles instantes. Assim o fiz. Tomamos nosso café na cama e nos despedimos. Só nos viríamos de novo à noite, já na Igreja. E a noite chegou. No altar, uma sensação jamais experimentada, foco de todos antes de ela chegar. Minutos intermináveis. Suor frio. Quando Alce chegou, um suspiro de alívio ao som da bela Ave Maria. Uma celebração maravilhosa que se estendeu à festa e que curtimos intensamente cada um de nossos dias.
Quando acordamos já era hora de arrumar as coisas e ir para o aeroporto. Uma longa viagem para um país tão distante, tão diferente de tudo que há por aqui e com um idioma totalmente estranho. Mas tínhamos preparado tudo muito bem, com muita dedicação e carinho. Aproveitamos Paris do primeiro ao último dia nos divertindo muito com as improvisações, os trajetos de metrô e os telefones públicos. Dias e noites maravilhosos e inesquecíveis..
Ainda tinha o meu aniversário! Foi logo na primeira sexta depois que voltamos. Mais um festão. Teve também a Festiqueijo,
a viagem para Livramento com o Luiz e a Aline, em setembro, shows do Toquinho, Roupa Nova e Ana Carolina, e o Circo Nacional da China.
o aniversário do meu amor, em outubro e a oktober de Igrejinha. Em novembro o Décio e a Nanda noivaram. O ano do amor, poderia dizer. Teve o casório do Rivo e da Fabi, em abril.
Tivemos tempo e disposição para ir até o Rio. Estávamos a um mês da minha formatura. Mais uma data, mais um ciclo encerrado. Mais uma grande festa.
Assim vai terminando 2007. Um ano realmente maravilhoso ao lado da minha linda Alice. O nenê da aline e do Dênis nasceu. A minha maninha Karina ficou grávida. Muitas festas, muitas viagens, muitas realizações. Tudo isso junto com nossas famílias e nossos amigos. Fica a esperança de um 2008 ainda melhor, sempre com muita alegria e muita saúde para todos.
Sem CPMF. Esperança de um pouco menos corrupção. Inter Campeão!
Aproveitemos o pouco de 2007 que ainda nos resta. Brindemos porque hoje é sexta-feira.
Feliz 2008 a todos!!!!
No Ano Novo, estávamos em Imbé, na casa que o Marcelo alugou, e mais uma parte dos amigos. Eu e Alice ainda noivos. O Inter acabara de ser Campeão do Mundo, e ainda estávamos embriagados dessa euforia.
Dividimos os preparativos do Carnaval com o Casamento e a Lua-de-Mel. Olho para a minha agenda, ainda em janeiro e vejo vários e vários nomes e endereços de hotéis, preços de passagens, comparativos entre agências, etc. Um pouco mais adiante já aparecem alguns rascunhos de Imbituba, onde passamos o Carnaval com a Rossa e o Gus, a Karina e o Pica, o Tiago e a Eneida e o Eric. Lá onde fizemos a íncrível viagem a Zum Zum Ba Ba com a Rossa e o Gus, no Tetânico. Em Saygon, 1968.
Depois do Carnaval e toda chuva que o acompanhou, passamos alguns dias maravilhosamente ensolarados em Bombinhas. O tempo vai passando e a praia vai se modernizando. O Régis sempre diz que se dependesse dele, nunca pavimentariam a via de acesso, afim de preservar o lugar, de frear o desenvolvimento, a construção de novos prédios. Mesmo com tudo isso, Bombinhas se apresentou linda como sempre, cada uma de suas prainhas, numa pousada que simplesmente surgiu na nossa frente quando, debaixo de chuva (no primeiro dia ainda choveu) não agüentávamos mais caminhar.
Terminado o Carnaval, tudo era o Casamento. Volto a olhar na agenda e as atividades nos primeiros dias de março são todas afins: deixar as alianças para polimento, falar com Dj, orçar os convites, confirmar o salão, o estacionamento do salão, a roupa, a lista dos convidados,... E tudo isso com o penúltimo semestre da Puc, o trabalho, curso de noivos, que loucura! Na medida em que os dias vão passando, mais definições para o grande dia: lembrancinhas e lista dos padrinhos.
Até que, enfim, chegou. Dia 3 de maio, uma quinta-feira, saí do trabalho, fui pra casa e tomei o último banho de solteiro. Me vesti e esperei minha linda noiva. Fomos para o cartório, encontramos nossos pais e assinamos nossa comunhão. Um ano e seis meses depois de termos nos conhecido, estávamos casados. Fomos todos pra casa e brindamos com muita champagne. Faltavam dois dias para a cerimônia na Igreja.
Quando acordamos já era hora de arrumar as coisas e ir para o aeroporto. Uma longa viagem para um país tão distante, tão diferente de tudo que há por aqui e com um idioma totalmente estranho. Mas tínhamos preparado tudo muito bem, com muita dedicação e carinho. Aproveitamos Paris do primeiro ao último dia nos divertindo muito com as improvisações, os trajetos de metrô e os telefones públicos. Dias e noites maravilhosos e inesquecíveis.. Ainda tinha o meu aniversário! Foi logo na primeira sexta depois que voltamos. Mais um festão. Teve também a Festiqueijo,
Assim vai terminando 2007. Um ano realmente maravilhoso ao lado da minha linda Alice. O nenê da aline e do Dênis nasceu. A minha maninha Karina ficou grávida. Muitas festas, muitas viagens, muitas realizações. Tudo isso junto com nossas famílias e nossos amigos. Fica a esperança de um 2008 ainda melhor, sempre com muita alegria e muita saúde para todos.
Sem CPMF. Esperança de um pouco menos corrupção. Inter Campeão!
Aproveitemos o pouco de 2007 que ainda nos resta. Brindemos porque hoje é sexta-feira.
Feliz 2008 a todos!!!!
Monday, December 24, 2007
Ainda sobre a Puc...
Quando começaram os preparativos para a formatura, uma das atividades foi organizar a ordem de chamada dos formandos por afinidade. Como não sabia ao certo quem estava no final do curso, e a maioria dos meus colegas mais próximos ia se formar no semestre que vem, acabei deixando que me colocassem onde ficasse melhor. Depois vi que teria umas três ou quatro pessoas que poderiam compor esse grupo de afinidades comigo. Preferi deixar assim, e fiquei lá pelos últimos lugares. Por outro lado, se não havia ninguém com esse perfil de afinidade, também não teria nenhum desafeto.
Há uma semana fui procurado por uma formanda, colega na disciplina de Redação e Produção de Revista dizendo que precisava de um favorzão. Teve uma falta a mais do que o limite e, segundo ela, mesmo tendo feito todos os trabalhos, havia sido reprovada. Precisava que alguém (eu) dissesse que a chamada não era levada a sério pelos professores e a ajudasse a provar que estava em aula. O caso seria levado à justiça, e já teria uma advogada para tratar o assunto.
Fiquei surpreso. Já ouvi falar de casos de formandos que foram reprovados, mas não imaginaria que naquele grupo houvesse alguém com esse risco. Não saberia como responder, uma vez que não gostaria de me envolver numa situação assim. Além do mais, eu fui à maioria das aulas. E ia, não só pelo engajamento com a proposta da disciplina, mas porque justamente era feita chamada em todas as aulas. Dei conta do meu trabalho de conclusão e mais as quatro disciplinas que estava matriculado. Não seria justo, por todo esforço, meu e dos demais colegas, que eu mentisse num depoimento. Mesmo imaginando que não seria a melhor resposta, preferi o silêncio.
Da mesma forma fui retribuído, com o silêncio. A mesma colega, que perguntou se eu estava bem, dizendo que como eu não tinha ido ao ensaio da formatura ela poderia me ajudar, não trocou nem mais um oi. Ela participou da cerimônia de formatura, mas não pôde colar o grau. Terá de fazer a disciplina no ano que vem. Por ironia, acabou ficando na mesma fileira que eu. Quando a chamaram, cumprimentou os colegas próximos, menos eu. Quando me chamaram, fui cumprimentado pelos colegas próximos, ela não se levantou. Se dissesse que não me importava, estaria mentindo. Não fez nem fará diferença, isso sim, mas não queria, como disse antes, sair da Puc com sentimento de inimizade.
A formatura, a festa...
O dia não poderia ter começado melhor. O nosso tradicional café-da-manhã na cama teve um tempero especial. Geralmente eu faço o café e preparo a mesinha. Naquele dia eu fiz o café, mas ela pediu que eu ficasse na cama enquanto ela preparava o restante. Como era o dia da minha formatura, deixei. Entre as xícaras de café, as frutas e o bolinho embriagado, uma caixinha preta. Dentro, uma linda pimenta de ouro num cordão. Adoro surpresas boas, ainda mais sendo da minha mulher maravilhosa..
Estava um pouco ansioso com a festa. A Alice esteve sempre ao meu lado e me ajudou a preparar tudo direitinho, sem correrias, como eu faria. Levei os salgadinhos e docinhos para o salão durante a tarde, testei o chopp e voltei pra casa. Tomei calmamente meu banho e terminei com a champagne que tínhamos começado no almoço. Às sete horas fui pra Puc. Chegando lá, coloquei a toga e me recostei numa cadeira para amenizar o calor.
Já na fila para entrar para a cerimônia resolvi ligar para dois amigos de infância. Eu tinha pedido pro meu ái avisá-los da formatura, mas acho que ele não o fez. Minha mãe conseguiu o telefone do pai do Clayton. A mãe dele atendeu e me deu o seu número. Ele estava na praia, e viria para Porto Alegre, mas para uma outra formatura. Me deu o número do Thiaguinho. Ele estava em Porto, mas tinha um churrasco. Mesmo assim anotou o endereço da festa. Eu disse para os dois que estava ligando naquela hora, minutos antes de entrar para a cerimônia porque sabia que com os amigos de infância não se tem frescura. E foi justamente isso que motivou o Thiaguinho a chegar, às três e meia, na festa.
Lá na cerimônia, tirando meus três tropeços na toga e eu ter entrado pro lado errado das cadeiras, tudo ok. Quer dizer, quase tudo. Eu não tinha ido ao ensaio, não sabia o que fazer ou dizer. Fiquei atento ao que os colegas faziam, quem cumprimentavam e tals. Entreguei o barrete à Magda, coordenadora da Famecos, a galera gritou um forte TOCA RAUUUUUUL, e ela olhou para baixo, para a mesa. Me deu um desespero: estou fazendo algo errado! Olhei para a mesa procurando algum sinal. A Bíblia! Só podia ser isso, ela estava esperando eu pôr a mão sobre a Bíblia. Coloquei a mão direita, imaginando ser assim que teriam ensaiado. Ela me olhou, e assim como para os demais, me disse: “Lhe confiro o grau de Bacharel em Jornalismo”. E como eu, novamente, não sabia o que dizer, respondi: “assim o prometo”. Ainda bem que não me aproximei do microfone.
Depois os cumprimentos e a festa. Fiquei muito feliz com todos os que compareceram. Um pouco triste com os que confirmaram e não foram. Foi tudo muito bom. Não imaginava tantos e tão bons presentes. Amigos que eu não via há algum tempo, todos reunidos como as boas festas da galera, na mesma associação de sempre. E minha família ali, comemorando esse momento tão especial comigo. Minha maravilhosa Alice, linda, como sempre, mas com um brilho a mais. Tudo muito bom! Agradeço minha família e meus amigos que amo por terem proporcionado essa festa.
A todos, um Feliz Natal!
Há uma semana fui procurado por uma formanda, colega na disciplina de Redação e Produção de Revista dizendo que precisava de um favorzão. Teve uma falta a mais do que o limite e, segundo ela, mesmo tendo feito todos os trabalhos, havia sido reprovada. Precisava que alguém (eu) dissesse que a chamada não era levada a sério pelos professores e a ajudasse a provar que estava em aula. O caso seria levado à justiça, e já teria uma advogada para tratar o assunto.
Fiquei surpreso. Já ouvi falar de casos de formandos que foram reprovados, mas não imaginaria que naquele grupo houvesse alguém com esse risco. Não saberia como responder, uma vez que não gostaria de me envolver numa situação assim. Além do mais, eu fui à maioria das aulas. E ia, não só pelo engajamento com a proposta da disciplina, mas porque justamente era feita chamada em todas as aulas. Dei conta do meu trabalho de conclusão e mais as quatro disciplinas que estava matriculado. Não seria justo, por todo esforço, meu e dos demais colegas, que eu mentisse num depoimento. Mesmo imaginando que não seria a melhor resposta, preferi o silêncio.
Da mesma forma fui retribuído, com o silêncio. A mesma colega, que perguntou se eu estava bem, dizendo que como eu não tinha ido ao ensaio da formatura ela poderia me ajudar, não trocou nem mais um oi. Ela participou da cerimônia de formatura, mas não pôde colar o grau. Terá de fazer a disciplina no ano que vem. Por ironia, acabou ficando na mesma fileira que eu. Quando a chamaram, cumprimentou os colegas próximos, menos eu. Quando me chamaram, fui cumprimentado pelos colegas próximos, ela não se levantou. Se dissesse que não me importava, estaria mentindo. Não fez nem fará diferença, isso sim, mas não queria, como disse antes, sair da Puc com sentimento de inimizade.
A formatura, a festa...
O dia não poderia ter começado melhor. O nosso tradicional café-da-manhã na cama teve um tempero especial. Geralmente eu faço o café e preparo a mesinha. Naquele dia eu fiz o café, mas ela pediu que eu ficasse na cama enquanto ela preparava o restante. Como era o dia da minha formatura, deixei. Entre as xícaras de café, as frutas e o bolinho embriagado, uma caixinha preta. Dentro, uma linda pimenta de ouro num cordão. Adoro surpresas boas, ainda mais sendo da minha mulher maravilhosa..
Estava um pouco ansioso com a festa. A Alice esteve sempre ao meu lado e me ajudou a preparar tudo direitinho, sem correrias, como eu faria. Levei os salgadinhos e docinhos para o salão durante a tarde, testei o chopp e voltei pra casa. Tomei calmamente meu banho e terminei com a champagne que tínhamos começado no almoço. Às sete horas fui pra Puc. Chegando lá, coloquei a toga e me recostei numa cadeira para amenizar o calor.
Já na fila para entrar para a cerimônia resolvi ligar para dois amigos de infância. Eu tinha pedido pro meu ái avisá-los da formatura, mas acho que ele não o fez. Minha mãe conseguiu o telefone do pai do Clayton. A mãe dele atendeu e me deu o seu número. Ele estava na praia, e viria para Porto Alegre, mas para uma outra formatura. Me deu o número do Thiaguinho. Ele estava em Porto, mas tinha um churrasco. Mesmo assim anotou o endereço da festa. Eu disse para os dois que estava ligando naquela hora, minutos antes de entrar para a cerimônia porque sabia que com os amigos de infância não se tem frescura. E foi justamente isso que motivou o Thiaguinho a chegar, às três e meia, na festa.
Lá na cerimônia, tirando meus três tropeços na toga e eu ter entrado pro lado errado das cadeiras, tudo ok. Quer dizer, quase tudo. Eu não tinha ido ao ensaio, não sabia o que fazer ou dizer. Fiquei atento ao que os colegas faziam, quem cumprimentavam e tals. Entreguei o barrete à Magda, coordenadora da Famecos, a galera gritou um forte TOCA RAUUUUUUL, e ela olhou para baixo, para a mesa. Me deu um desespero: estou fazendo algo errado! Olhei para a mesa procurando algum sinal. A Bíblia! Só podia ser isso, ela estava esperando eu pôr a mão sobre a Bíblia. Coloquei a mão direita, imaginando ser assim que teriam ensaiado. Ela me olhou, e assim como para os demais, me disse: “Lhe confiro o grau de Bacharel em Jornalismo”. E como eu, novamente, não sabia o que dizer, respondi: “assim o prometo”. Ainda bem que não me aproximei do microfone.
Depois os cumprimentos e a festa. Fiquei muito feliz com todos os que compareceram. Um pouco triste com os que confirmaram e não foram. Foi tudo muito bom. Não imaginava tantos e tão bons presentes. Amigos que eu não via há algum tempo, todos reunidos como as boas festas da galera, na mesma associação de sempre. E minha família ali, comemorando esse momento tão especial comigo. Minha maravilhosa Alice, linda, como sempre, mas com um brilho a mais. Tudo muito bom! Agradeço minha família e meus amigos que amo por terem proporcionado essa festa.
A todos, um Feliz Natal!
Friday, December 21, 2007
Meu último dia na Puc
Meus últimos passos sobre as lajotas em vermelho desbotado da Famecos foram breves e carregados. Estranho ver aquele saguão tão vazio. Subi as escadas até o segundo andar. Fui finalizar a página da revista e me despedir do trio de professores da disciplina. Apreciei os cartazes nas paredes, os avisos da direção e os pouquíssimos transeuntes de última semana acadêmica. Talvez sinta saudades da Famecos, bem provável que sim. Mas agora era hora de parar, de fechar um ciclo.
Tuesday, December 11, 2007
Sentenças mundanas...
Costumo ser resistente às sentenças mundanas, como ter de ficar nervoso ante situações e datas decisivas, que o Inter sempre toma gol no fim do jogo, etc. Contudo, voltimeia lá estou eu, generalizando, sentenciando. “Flanelinha é tudo ladrão!”, fico pensando mesmo quando não tem um por perto. Ou então confirmo as clássicas. Semana passada, com as aulas quase que todas finalizadas, me deparo com uma baita fila no segundo andar da Famecos. A fila ia da porta do auditório até a secretaria. Curioso, resolvi perguntar.
- É.. não sei! Acho que é uma fila aí..
Por que eu fui perguntar? É óbvio que era uma fila. Fui mais objetivo da segunda vez.
- Ô cara, do quê que é essa fila?
- Bah, não sei. Pergunta pra ela.
- Oi, essa fila é do quê?
- Bahhh acho que é duns filmes aí.
Eu tava tri calmo até então, mas não me contive.
- Pô(rra), tão na fila e não sabe do que é a fila!
O pior é a cara das pessoas espantadas. “Tipo, tô na fila, tipo, esperando, tipo..”
E fui pra aula. Como ainda era cedo, me indignei e voltei. Fui lá no primeirão da fila.
- Ô cara, do quê que é essa fila?
Ele não respondeu, só olhou pro magrão do lado, como se dissesse: “responde, tu”. Então, finalmente alguém sabia o motivo de estar parado ali.
- É a exibição dos filmes da turma de Produção de Cinema.
- Ah.. valeu!
Fui pra aula mais tranqüilo, com uma convicção, agora: brasileiro adora fila!
****
A banca...
Falando em ficar ansioso ou nervoso, não fiquei. Talvez tenha ficado um pouco ansioso, mas nada externamente. Cheguei na Puc, esperei a Alice, e tomamos um café. A Karina chegou ali junto, mas foi embora em seguida. Umas sete e pouco subimos pra sala e ficamos esperando.
Às oito já tava tudo armado, pronto pra minha apresentação. Achei que os dez minutos seriam pouco, mas foram o suficiente. Acho que as perguntas foram justas. Se eu tinha um medo era de me perguntarem algo e eu não saber responder "ããhhhh....", o que não aconteceu. A presença da Alice me tranqüilizou bastante. No fim das contas, passada a régua, fiquei com 8,8. Esperava, pelo menos, um nove, mas foi uma boa nota.
Agora acabou. Dia 22 estaremos lá, comemorando.
Abraço a todos!
- É.. não sei! Acho que é uma fila aí..
Por que eu fui perguntar? É óbvio que era uma fila. Fui mais objetivo da segunda vez.
- Ô cara, do quê que é essa fila?
- Bah, não sei. Pergunta pra ela.
- Oi, essa fila é do quê?
- Bahhh acho que é duns filmes aí.
Eu tava tri calmo até então, mas não me contive.
- Pô(rra), tão na fila e não sabe do que é a fila!
O pior é a cara das pessoas espantadas. “Tipo, tô na fila, tipo, esperando, tipo..”
E fui pra aula. Como ainda era cedo, me indignei e voltei. Fui lá no primeirão da fila.
- Ô cara, do quê que é essa fila?
Ele não respondeu, só olhou pro magrão do lado, como se dissesse: “responde, tu”. Então, finalmente alguém sabia o motivo de estar parado ali.
- É a exibição dos filmes da turma de Produção de Cinema.
- Ah.. valeu!
Fui pra aula mais tranqüilo, com uma convicção, agora: brasileiro adora fila!
****
A banca...
Falando em ficar ansioso ou nervoso, não fiquei. Talvez tenha ficado um pouco ansioso, mas nada externamente. Cheguei na Puc, esperei a Alice, e tomamos um café. A Karina chegou ali junto, mas foi embora em seguida. Umas sete e pouco subimos pra sala e ficamos esperando.
Às oito já tava tudo armado, pronto pra minha apresentação. Achei que os dez minutos seriam pouco, mas foram o suficiente. Acho que as perguntas foram justas. Se eu tinha um medo era de me perguntarem algo e eu não saber responder "ããhhhh....", o que não aconteceu. A presença da Alice me tranqüilizou bastante. No fim das contas, passada a régua, fiquei com 8,8. Esperava, pelo menos, um nove, mas foi uma boa nota.
Agora acabou. Dia 22 estaremos lá, comemorando.
Abraço a todos!
Monday, December 03, 2007
Dezembro...
Dezembro começa pelo dia 3 e vai passar num tapa.
As aulas terminaram. Agora, exceto a mono, é só esperar pelos resultados. Uma exceção bastante significativa, no entanto. A banca é dia 7, sexta. Fiz um esboço da apresentação.
As comemorações deste mês, que são muitas, começaram na sexta, (tudo bem, ainda era dia 30) pela festa de aniversário da Paula. Como era à fantasia, criou-se todo aquele dilema, de que fantasia ir, como produzir e tals. Decidi meio que de última hora que iria de Linguini, o cozinheiro do Ratatouille.
Imaginei, ingenuamente, que seria simples. Uma roupa de chefe de cozinha, que devia ter nas lojas de uniforme da Cristóvão e um ratinho de pelúcia, que certamente devia ter ali no Centro. A Alice iria de gatinha. Adicionou uma pluma preta à fantasia que tinha, dando um charme. Tudo encaminhado.
O primeiro problema que encontrei foi a roupa de cozinheiro. 40 reais. Eu não ia pagar quarenta pila por uma roupa que nunca mais usaria. Fui ao Centro ver se achava algo mais em conta, e o rato – o segundo problema. Por que, raios, não existe rato de pelúcia? Ou de plástico, de qualquer coisa. Não existe! Depois de caminhar um pouco encontrei o próprio Ratatouille, mas muito grande (teria que ficar sob o chapéu), e muito caro: 50 pila. Qando eu tava quase desistindo da fantasia, achei um elefante por 15 pila que seria facilmente transformado em um rato. Costuraria a trompa dele pra baixo e as orelhas pra cima. Pronto! Comprei linha cinza e uma bolinha vermelha pra colocar na ponta do nariz. A roupa eu faria o seguinte: um pano de prato na frente da camisa branca com seis botões pretos, e um avental preto na cintura. Era isso. Ficou bem legal, depois mostro as fotos.
E assim fomos, numa combinação de gata e rato..
A festa foi espetacular! O problema de algumas festas à fantasia é que muita gente não vai fantasiado. Ali não, quase todos aderiram à proposta, e ficou muito legal. Logo no início um garçon sacaneou comigo e me pediu pra passar a bandeja dos salgadinhos. E eu tava meio fora do ar e não percebi. Em seguida uma guria me pediu bebida. Foi mais engraçado porque foi sem querer.
Eu e a Alice cumprimentamos a anfitriã, que estava de Mulher Maravilha original (tinha uma meio achatada) e nos servimos de champagne com o garçon de verdade. Das fantasias, havia muitas legais, mas o Jason e um Bispo se destacaram.
Parabéns, Paula, pelo festão e pelo aniversário (amanhã)!
Seguindo a agenda de dezembro, nesta semana tem a comemoração da minha banca, aniversário do Rodrigo, semana que vem a festa da Vivo, na outra a minha formatura e depois o Natal. Vai passar muito rápido. Mas com certeza aproveitaremos, eu e Alice, tudo com muito entusiasmo!
Ótimo dezembro a todos!
As aulas terminaram. Agora, exceto a mono, é só esperar pelos resultados. Uma exceção bastante significativa, no entanto. A banca é dia 7, sexta. Fiz um esboço da apresentação.
As comemorações deste mês, que são muitas, começaram na sexta, (tudo bem, ainda era dia 30) pela festa de aniversário da Paula. Como era à fantasia, criou-se todo aquele dilema, de que fantasia ir, como produzir e tals. Decidi meio que de última hora que iria de Linguini, o cozinheiro do Ratatouille.
Imaginei, ingenuamente, que seria simples. Uma roupa de chefe de cozinha, que devia ter nas lojas de uniforme da Cristóvão e um ratinho de pelúcia, que certamente devia ter ali no Centro. A Alice iria de gatinha. Adicionou uma pluma preta à fantasia que tinha, dando um charme. Tudo encaminhado.
O primeiro problema que encontrei foi a roupa de cozinheiro. 40 reais. Eu não ia pagar quarenta pila por uma roupa que nunca mais usaria. Fui ao Centro ver se achava algo mais em conta, e o rato – o segundo problema. Por que, raios, não existe rato de pelúcia? Ou de plástico, de qualquer coisa. Não existe! Depois de caminhar um pouco encontrei o próprio Ratatouille, mas muito grande (teria que ficar sob o chapéu), e muito caro: 50 pila. Qando eu tava quase desistindo da fantasia, achei um elefante por 15 pila que seria facilmente transformado em um rato. Costuraria a trompa dele pra baixo e as orelhas pra cima. Pronto! Comprei linha cinza e uma bolinha vermelha pra colocar na ponta do nariz. A roupa eu faria o seguinte: um pano de prato na frente da camisa branca com seis botões pretos, e um avental preto na cintura. Era isso. Ficou bem legal, depois mostro as fotos.
E assim fomos, numa combinação de gata e rato..
A festa foi espetacular! O problema de algumas festas à fantasia é que muita gente não vai fantasiado. Ali não, quase todos aderiram à proposta, e ficou muito legal. Logo no início um garçon sacaneou comigo e me pediu pra passar a bandeja dos salgadinhos. E eu tava meio fora do ar e não percebi. Em seguida uma guria me pediu bebida. Foi mais engraçado porque foi sem querer.
Eu e a Alice cumprimentamos a anfitriã, que estava de Mulher Maravilha original (tinha uma meio achatada) e nos servimos de champagne com o garçon de verdade. Das fantasias, havia muitas legais, mas o Jason e um Bispo se destacaram.
Parabéns, Paula, pelo festão e pelo aniversário (amanhã)!
Seguindo a agenda de dezembro, nesta semana tem a comemoração da minha banca, aniversário do Rodrigo, semana que vem a festa da Vivo, na outra a minha formatura e depois o Natal. Vai passar muito rápido. Mas com certeza aproveitaremos, eu e Alice, tudo com muito entusiasmo!
Ótimo dezembro a todos!
Monday, November 26, 2007
Ainda sobre o Rio...
Da última vez que fui ao Rio, uma diferença básica: os flanelinhas que tinham aos montes, quatro ou cinco por quadra, sem camisa e ostensivos passaram a usar um colete cinza e trabalham para a prefeitura. No início achei que fosse como aqueles aqui de Porto Alegre, que usam um colete do Sindicato e acham que isso os credencia a cobrar. Mas não, eles têm até um talonário onde se marca a data e a hora de estacionamento com preço fixo: 2 pila por duas horas. Uma espécie de Área Azul, tem até as placas indicando. No dia que fomos no Cristo o cara, além de esquecer de cobrar os 2 pila, não marcou a hora de início. Poderia usar aquele boleto pra estacionar em outro lugar. Parecia sério o negócio, até que fui estacionar em frente ao hotel. O flanelinha regularizado chegou e já foi tirando o talonário do colete.
- Ó, pode preencher a hora neste aqui.
- Ah.. não! Aqui nem precisa de talão.
- É mesmo? Mas tu ia me entregar um.
- Não, aqui sou eu que controlo, todo mundo me conhece..
- Tudo bem, estamos aqui no hotel.
Ele ficou lá resmungando, mas não pagamos os 2 pila.
Generalizações...
Não gosto quando, por um exemplo, geralmente um mau exemplo, se define alguém ou algum lugar. O Rio que vemos na TV e nos jornais dá medo, eu sei. Mas queria que a Alice conhecesse aquela maravilha de lugar como eu conheci, pelo lado bonito, sem medo. Talvez com riscos, mas acredito que riscos há em qualquer lugar.
Dois amigos lembraram do mesmo exemplo da placa que em vez de indicar a subida do Cristo, levava os motoristas a entrerem na favela para serem assaltados. Aconteceu, mas obviamente já teriam dado um jeito. Mas é essa a imagem que fica, ainda mais para quem só vê pela TV. Subimos até o Cristo nos guiando pelas placas e chegamos lá sem problemas. Seria um pouco mais fácil se eles colocassem as placas antes da rua, mas tudo bem, lá funciona assim.
Na semana passada morreu um italiano, o que motivou um comentário – para mim, infeliz – do Alexandre Garcia. Passou um homem de bicicleta e tentou levar o cordão de ouro de um senhor italiano, em Ipanema. O filho saiu correndo atrás do assaltante e o alcançou. Brigaram. O turista George Morassi, 28 anos, caiu na via e foi atropelado por um ônibus diante dos pais, do irmão e de amigos. A família veio ao Brasil para o casamento de um dos filhos com uma brasileira. O ladrão fugiu. No comentário, Alexandre Garcia disse que não é assim que devemos tratar os turistas estrangeiros, porque ele foi semana passada à Itália e foi muito bem recebido. Sem dúvida foi uma tragédia, mas alguns pontos devem ser observados. Primeiro: cordão de ouro e Rio de Janeiro não combinam. Segundo, mesmo que fosse na Itália, não se reage a assalto. Terceiro, para o Sr. Alexandre Garcia: não é assim que se trata turista estrangeiro, nem brasileiro, tampouco quem mora na cidade.
- Ó, pode preencher a hora neste aqui.
- Ah.. não! Aqui nem precisa de talão.
- É mesmo? Mas tu ia me entregar um.
- Não, aqui sou eu que controlo, todo mundo me conhece..
- Tudo bem, estamos aqui no hotel.
Ele ficou lá resmungando, mas não pagamos os 2 pila.
Generalizações...
Não gosto quando, por um exemplo, geralmente um mau exemplo, se define alguém ou algum lugar. O Rio que vemos na TV e nos jornais dá medo, eu sei. Mas queria que a Alice conhecesse aquela maravilha de lugar como eu conheci, pelo lado bonito, sem medo. Talvez com riscos, mas acredito que riscos há em qualquer lugar.
Dois amigos lembraram do mesmo exemplo da placa que em vez de indicar a subida do Cristo, levava os motoristas a entrerem na favela para serem assaltados. Aconteceu, mas obviamente já teriam dado um jeito. Mas é essa a imagem que fica, ainda mais para quem só vê pela TV. Subimos até o Cristo nos guiando pelas placas e chegamos lá sem problemas. Seria um pouco mais fácil se eles colocassem as placas antes da rua, mas tudo bem, lá funciona assim.
Na semana passada morreu um italiano, o que motivou um comentário – para mim, infeliz – do Alexandre Garcia. Passou um homem de bicicleta e tentou levar o cordão de ouro de um senhor italiano, em Ipanema. O filho saiu correndo atrás do assaltante e o alcançou. Brigaram. O turista George Morassi, 28 anos, caiu na via e foi atropelado por um ônibus diante dos pais, do irmão e de amigos. A família veio ao Brasil para o casamento de um dos filhos com uma brasileira. O ladrão fugiu. No comentário, Alexandre Garcia disse que não é assim que devemos tratar os turistas estrangeiros, porque ele foi semana passada à Itália e foi muito bem recebido. Sem dúvida foi uma tragédia, mas alguns pontos devem ser observados. Primeiro: cordão de ouro e Rio de Janeiro não combinam. Segundo, mesmo que fosse na Itália, não se reage a assalto. Terceiro, para o Sr. Alexandre Garcia: não é assim que se trata turista estrangeiro, nem brasileiro, tampouco quem mora na cidade.
Wednesday, November 21, 2007
Pessoas burras
Não sei qual é a definição de burro nos dicionários, mas suponho que seja algo como “aquele que não é passível de aprendizagem”.
Segunda foi a data final de entrega dos trabalhos de conclusão da Puc. Fazia tempo que eu não via a universidade tão cheia. Conseqüentemente, o xerox do prédio 8, onde eu faria a encadernação também. Cheguei às 19h30, e o horário para a entrega era até as 20h. A tarefa era relativamente simples. Encadernar e entregar. Simples!
Eram quatro vias: três pra Puc e uma pra mim. Pedi a encadernação térmica, que ao meu gosto é muito mais bonita que aquele espiralzinho. Aí começaram os problemas. Como é uma tarefa não usual, as atendentes do xerox preenchem uma ficha com o pedido. Tantas páginas, encadernação térmica, espiral, etc. E já tem tudo preparadinho ali, é só preencher no lugar certo.
- Eu pedi térmica, tu tá preenchendo no campo do espiral.
- Ah tá. Desculpa, é mesmo.
Ela riscou e escreveu no campo certo.
Contou duas vezes o número de páginas em cada via e separou-as.
- Espiral, né?
- Não, é térmica. Tu escreveu até.
- Ah, tu já disse vinte vezes. Desculpa!
Entregou o pedido – sem o papelzinho que tinha preenchido – ao encadernador. Vi os dois conversando, mas como tava um pouco longe, e a sala muito cheia, não consegui ouvir direito. Era alguma coisa entre espiral e térmica.
Às 20h o magrão entregou quatro vias de um trabalho pra guria. Rezei que não fosse o meu, pois eram em espiral. Veio, sorridente, na minha direção.
- Ó, prontinho!
Só de lembrar dá uma raiva tão grande que prefiro evitar os termos que exprimiriam meu sentimento.
Eles refizeram. O cara que encadernou ficou de cara com ela porque perguntou três vezes se era térmica ou espiral. Eu apenas me contive e esperei.
Às 21h30, finalmente consegui entregar e fui pra aula cometer a gafe que encerraria o dia acadêmico. Expliquei aos colegas do documentário o motivo do meu atraso. E uma colega comentou:
- Mas não tem problema de entregar em espiral, né?
- Tem o problema que é muito feio!
- É.. a minha eu fiz em espiral porque eram muitas páginas, aí o térmico não segura.
O Rio de Janeiro continua lindo!
Que cidade, que lugar! Ao desembarcar no Rio algo conspira para que se relaxe. Não deixa de ser um exercício de paciência lidar com atendimento ruim, flanelinhas, pessoas vendendo de tudo e café fraco. É o preço para se poder contemplar tamanha beleza concentrada.
Copacabana está com um quisques envidraçados no calçadão com um chopp cremoso espetacular. Em toda a orla há banheiros subterrâneos tri modernos com guarda volumes, fraldário e kit banho. Tudo pago, claro. Aliás, tudo ali é feito visando o comércio. Mas o serviço é ótimo!
O Cristo, nova maravilha do mundo, recompensa a subida com uma vista literalmente das nuvens.
Os outros cenários, numa composição harmoniosa, nos fizeram sentir em mais uma pequena lua-de-mel: Barra, Leblon, túneis, praças e parques, botequins e até um bar na Lapa, o Teatro Odisséia, onde pudemos curtir o melhor da noite carioca ao som do samba de roda. Muito bom!
Todos os dias e todas as noites foram muito divertidos. Na última noite, num bar em Copacabana, dois tiozinhos alemães e uma porto-alegrense que estavam na mesa ao lado divertiram os que estavam na volta com uma galinha que botava um ovo colorido quando apertavam sua cabeça. Aí quebravam o ovo e bebiam o licorzinho de dentro. Quando acabaram-se os ovos, pediram ao garçom que trouxesse ovos de verdade para colocar na galinha. O garçom trouxe os ovos. Crus. Pediram então que cozinhasse os ovos. Lá foi ele. E assim foi a diversão. O pior é que o tio quebrou o ovo que a galinha botou e comeu.
Ao meu amor, que não conhecia o Rio, muito obrigado por mais esse presente: quatro dias e quatro noites maravilhosos..
Segunda foi a data final de entrega dos trabalhos de conclusão da Puc. Fazia tempo que eu não via a universidade tão cheia. Conseqüentemente, o xerox do prédio 8, onde eu faria a encadernação também. Cheguei às 19h30, e o horário para a entrega era até as 20h. A tarefa era relativamente simples. Encadernar e entregar. Simples!
Eram quatro vias: três pra Puc e uma pra mim. Pedi a encadernação térmica, que ao meu gosto é muito mais bonita que aquele espiralzinho. Aí começaram os problemas. Como é uma tarefa não usual, as atendentes do xerox preenchem uma ficha com o pedido. Tantas páginas, encadernação térmica, espiral, etc. E já tem tudo preparadinho ali, é só preencher no lugar certo.
- Eu pedi térmica, tu tá preenchendo no campo do espiral.
- Ah tá. Desculpa, é mesmo.
Ela riscou e escreveu no campo certo.
Contou duas vezes o número de páginas em cada via e separou-as.
- Espiral, né?
- Não, é térmica. Tu escreveu até.
- Ah, tu já disse vinte vezes. Desculpa!
Entregou o pedido – sem o papelzinho que tinha preenchido – ao encadernador. Vi os dois conversando, mas como tava um pouco longe, e a sala muito cheia, não consegui ouvir direito. Era alguma coisa entre espiral e térmica.
Às 20h o magrão entregou quatro vias de um trabalho pra guria. Rezei que não fosse o meu, pois eram em espiral. Veio, sorridente, na minha direção.
- Ó, prontinho!
Só de lembrar dá uma raiva tão grande que prefiro evitar os termos que exprimiriam meu sentimento.
Eles refizeram. O cara que encadernou ficou de cara com ela porque perguntou três vezes se era térmica ou espiral. Eu apenas me contive e esperei.
Às 21h30, finalmente consegui entregar e fui pra aula cometer a gafe que encerraria o dia acadêmico. Expliquei aos colegas do documentário o motivo do meu atraso. E uma colega comentou:
- Mas não tem problema de entregar em espiral, né?
- Tem o problema que é muito feio!
- É.. a minha eu fiz em espiral porque eram muitas páginas, aí o térmico não segura.
O Rio de Janeiro continua lindo!
Copacabana está com um quisques envidraçados no calçadão com um chopp cremoso espetacular. Em toda a orla há banheiros subterrâneos tri modernos com guarda volumes, fraldário e kit banho. Tudo pago, claro. Aliás, tudo ali é feito visando o comércio. Mas o serviço é ótimo!
O Cristo, nova maravilha do mundo, recompensa a subida com uma vista literalmente das nuvens.
Os outros cenários, numa composição harmoniosa, nos fizeram sentir em mais uma pequena lua-de-mel: Barra, Leblon, túneis, praças e parques, botequins e até um bar na Lapa, o Teatro Odisséia, onde pudemos curtir o melhor da noite carioca ao som do samba de roda. Muito bom!
Todos os dias e todas as noites foram muito divertidos. Na última noite, num bar em Copacabana, dois tiozinhos alemães e uma porto-alegrense que estavam na mesa ao lado divertiram os que estavam na volta com uma galinha que botava um ovo colorido quando apertavam sua cabeça. Aí quebravam o ovo e bebiam o licorzinho de dentro. Quando acabaram-se os ovos, pediram ao garçom que trouxesse ovos de verdade para colocar na galinha. O garçom trouxe os ovos. Crus. Pediram então que cozinhasse os ovos. Lá foi ele. E assim foi a diversão. O pior é que o tio quebrou o ovo que a galinha botou e comeu. Ao meu amor, que não conhecia o Rio, muito obrigado por mais esse presente: quatro dias e quatro noites maravilhosos..
Thursday, November 08, 2007
Breve volta..
Estava decidido: só voltaria a escrever aqui depois que passasse esse reboliço do final do derradeiro semestre. Uma imbecilidade previsível. Eu que, repito, sempre disse que não seria uma p%#%$ de um último semestre de faculdade que iria me fazer surtar me vejo esquecendo de coisas, deixando minha agenda de lado e minha mesa do trabalho cada vez com menos espaço. Algumas vezes parei tudo, abri o word e quis escrever. Mas não saía nada. Agora resolvi chutar o balde.
Sobre os filmes
Temos assistido a bastantes filmes. Uns bons, uns ruins. O problema do ruim é que foi no cinema: O Passado. Eu quis ver o filme só pelos créditos. Hector Babenco na direção e Gael García Bernal como ator. O filme é chato e apelativamente bagaceiro. Sendo assim, a pouca vontade de ver Tropa de Elite foi embora depois de passar algumas horas na Oktoberfest ouvindo “Pede pra sair, zero dois!”. Nacional, agora, só o filme da conquista mundial do Inter, amanhã.
Dos bons, Amém, que conta a história de um médico alemão que descobriu uma fórmula para purificar a água, mas acabou sendo usada nas câmaras de gás. Isso provoca um conflito nos seus princípios, mesmo sendo nazista.
Zodíaco requer atenção para uma infinidade de dados e é um pouco demorado demais: duas horas e meia. Conta a história de um assassino em série. Gostei, mas podia ter sido um pouco mais resumido. Também acho que deveriam ter mostrado a sistemática usada para decifrar os códigos.
O trabalho
Acho que depois de dez anos, são poucos os que não se deixam iludir com o reconhecimento profissional. Deixamos de brigar por aumento e nos dedicamos a atingir metas, aumentar indicadores, e garantir lucro aos investidores (como está estampado na missão da empresa).
Não satisfeitos com a decisão da empresa de não nos pagar horas extras, convertendo-as em folga, resolvemos fazer uma pequena reunião com o nosso coordenador. O que ouvimos? “É decisão inalterável da empresa de não pagar mais de 3% da folha em horas extras. Quem não estiver satisfeito que peça pra sair da escala de plantão”. Quando ele começou com o “peça pra sair..”, jurei que era sair da empresa. Mesmo assim, o recado foi obsrvado por um colega como uma ameaça, mas foi negado. Amplamente desmotivador!
Na Puc a reportagem da Cabana perdeu a capa, mas continua com quatro páginas. Quanto à mono, estou fazendo os ajustes finais. Falta bem pouco.
Ótimo fim de semana a todos!
Sobre os filmes
Temos assistido a bastantes filmes. Uns bons, uns ruins. O problema do ruim é que foi no cinema: O Passado. Eu quis ver o filme só pelos créditos. Hector Babenco na direção e Gael García Bernal como ator. O filme é chato e apelativamente bagaceiro. Sendo assim, a pouca vontade de ver Tropa de Elite foi embora depois de passar algumas horas na Oktoberfest ouvindo “Pede pra sair, zero dois!”. Nacional, agora, só o filme da conquista mundial do Inter, amanhã.
Dos bons, Amém, que conta a história de um médico alemão que descobriu uma fórmula para purificar a água, mas acabou sendo usada nas câmaras de gás. Isso provoca um conflito nos seus princípios, mesmo sendo nazista.
Zodíaco requer atenção para uma infinidade de dados e é um pouco demorado demais: duas horas e meia. Conta a história de um assassino em série. Gostei, mas podia ter sido um pouco mais resumido. Também acho que deveriam ter mostrado a sistemática usada para decifrar os códigos.
O trabalho
Acho que depois de dez anos, são poucos os que não se deixam iludir com o reconhecimento profissional. Deixamos de brigar por aumento e nos dedicamos a atingir metas, aumentar indicadores, e garantir lucro aos investidores (como está estampado na missão da empresa).
Não satisfeitos com a decisão da empresa de não nos pagar horas extras, convertendo-as em folga, resolvemos fazer uma pequena reunião com o nosso coordenador. O que ouvimos? “É decisão inalterável da empresa de não pagar mais de 3% da folha em horas extras. Quem não estiver satisfeito que peça pra sair da escala de plantão”. Quando ele começou com o “peça pra sair..”, jurei que era sair da empresa. Mesmo assim, o recado foi obsrvado por um colega como uma ameaça, mas foi negado. Amplamente desmotivador!
Na Puc a reportagem da Cabana perdeu a capa, mas continua com quatro páginas. Quanto à mono, estou fazendo os ajustes finais. Falta bem pouco.
Ótimo fim de semana a todos!
Tuesday, October 23, 2007
Um dia especial...
Um ano passou, e os últimos dias não deixam espaço. Até que um espaço, entre nós, se abriu. Depois de pairar, repouso todo no reduto branco e macio, com teu perfume e calor, que há dentro do forte que construímos e apostamos. Nossa fortaleza que se nutre do amor e se reforça a cada dia e noite que passamos intensamente juntos.
Neste dia, especialmente a ti dedicado, te digo mais uma vez que amo tudo o que fizemos e vivemos juntos, e quero poder parar todos os dias – por um minuto que seja – em silêncio ver meu reflexo no caramelo dos teus olhos e expressar meu amor por ti.
Feliz aniversário, Alice, meu amor..!
Neste dia, especialmente a ti dedicado, te digo mais uma vez que amo tudo o que fizemos e vivemos juntos, e quero poder parar todos os dias – por um minuto que seja – em silêncio ver meu reflexo no caramelo dos teus olhos e expressar meu amor por ti.
Feliz aniversário, Alice, meu amor..!
Thursday, October 11, 2007
O Muletinha
Estávamos ali no canto direito, na parte de cima do Opinião, curtindo a festa quando observei que a cerveja tinha, praticamente, sumido. Ao perceber meu espanto, a Karina disse:
- Foi o Muletinha!
- Quê?
- Foi o Muletinha que tomou a nossa cerveja.
Quando olhei pro Muletinha não restavam dúvidas. O espertalhão, aproveitando-se da sua condição de Muletinha, se escorou ali perto da nossa mesa, repleta de cervejas que tínhamos pego na dose dupla, e se esbaldou.
Só que o gordinho tava sempre empinando um copo. Tratamos de deixar as novas cervejas bem longe dele.
O Muletinha é foda.
Chatos cantam adiantado...
Acredito que sejam feitos muitos estudos a respeito do comportamento dos chatos. Na revista Experiência – Famecos vai ter uma matéria sobre o tema. Abordagens, essas, sérias. Pois na rede mundial circulam algumas listas com características gestuais e verbais de um bom chato, como ficar te dando tapa enquanto conversa, tipo, repetindo incansavelmente uma palavra ou expressão, tipo, batendo com a caneta na mesa, etc.
Agora, cantar antes da música, será que alguém já se deu conta do quanto é chato isso? Me peguei esses dias antecipando uma frase numa música do Roy Orbison. E o pior é que eu só sabia aquele pedacinho mesmo. I’m going back la-rá-ra la-rá-ra-ra bluuuue bayou No meu caso, eu reconheço: só pra se aparecer. E imagino que a maioria dos casos seja pelo mesmo motivo. Deixar claro que conhece a música. Aliás, uma das características do comportamento chato é a necessidade desnecessária de confirmação. Se sabe a letra da música e acha que cantando junto não vai estragar o prazer de quem tá ouvindo o original, ao menos canta junto.
Observem!
Bom feriadão a todos!
- Foi o Muletinha!
- Quê?
- Foi o Muletinha que tomou a nossa cerveja.
Quando olhei pro Muletinha não restavam dúvidas. O espertalhão, aproveitando-se da sua condição de Muletinha, se escorou ali perto da nossa mesa, repleta de cervejas que tínhamos pego na dose dupla, e se esbaldou.
Só que o gordinho tava sempre empinando um copo. Tratamos de deixar as novas cervejas bem longe dele.
O Muletinha é foda.
Chatos cantam adiantado...
Acredito que sejam feitos muitos estudos a respeito do comportamento dos chatos. Na revista Experiência – Famecos vai ter uma matéria sobre o tema. Abordagens, essas, sérias. Pois na rede mundial circulam algumas listas com características gestuais e verbais de um bom chato, como ficar te dando tapa enquanto conversa, tipo, repetindo incansavelmente uma palavra ou expressão, tipo, batendo com a caneta na mesa, etc.
Agora, cantar antes da música, será que alguém já se deu conta do quanto é chato isso? Me peguei esses dias antecipando uma frase numa música do Roy Orbison. E o pior é que eu só sabia aquele pedacinho mesmo. I’m going back la-rá-ra la-rá-ra-ra bluuuue bayou No meu caso, eu reconheço: só pra se aparecer. E imagino que a maioria dos casos seja pelo mesmo motivo. Deixar claro que conhece a música. Aliás, uma das características do comportamento chato é a necessidade desnecessária de confirmação. Se sabe a letra da música e acha que cantando junto não vai estragar o prazer de quem tá ouvindo o original, ao menos canta junto.
Observem!
Bom feriadão a todos!
Wednesday, September 26, 2007
Pausa e suspiro...
E eu, que sempre gostei de mais tarefas do que tempo hábil para realizá-las, cá estou, com mil granadas sem pino na mão, todos os dias.
Como bom porto-alegrense, não participei de nenhuma atividade gaudéria na semana Farroupilha. Mas almocei um bom churrasco com a Alice no Piquete dos Correios. Em plena greve!
Fenachamp
No feriado do dia 20 fomos - debaixo d'água - pra Fenachamp, em Garibaldi. Gostei bastante, apesar do mau tempo. Mais uma pequena lua-de-mel numa pequena e bela cidadezinha de colonização italiana e hospedados num hotel da década de 50, mas com mais de 100 anos de história.


Inter
O Inter, há tempos que não me deixava tão desanimado. Tentei, mas não consigo deixar de assistir aos jogos, e fico incrivelmente abatido a cada mau resultado.
Puc
Semana passada teve o 19° Set Universitário, mas eu não tinha a mínima condição de participar, nem como espectador. Fui pra casa descansar das coisas do mundo e curtir o meu amor.
Minha monografia anda, para mim muito lenta, mas a orientadora só reclamou uma vez. E essa reunião toda semana acho que é o pior, o que mais atucana. Mas acho que só assim pra eu conseguir um progresso.
Tô fazendo um estágio pra cumprir tabela na Radiofam. Se alguém, numa terça, quarta ou sexta, não tiver absolutamente nada o que fazer e tiver acesso à internet, tenta ouvir: Radiofam Notícias populares e músicas sem critério de escolha. Semana retrasada passamos o programa inteiro falando da morte do Pedro de Lara.
Afora a mono e o estágio, segunda fizemos a última gravação pro documentário sobre a relatividade do tempo; terça que vem preciso bolar e gravar um programa de rádio inédito. A primeira idéia é "Porto Alegre Lado B": a história da Capital sob um olhar diferente dos livros acadêmicos. Quarta tem a reportagem da Cabana do Turquinho, que vou escrevendo aos poucos. O lugar daria um livro! Quinta o italiano, tranqüilo, e sexta Jornaliso de Opinião, sem problemas também.
O pé
Ontem finalizei as sessões de fisio, descobri que o ultra-som é de 1MHz (um pouco menos que os 500MHz que haviam me dito) e o médico me liberou pro futebol, finalmente.
E agora volto pra Mono, que hoje tem mais uma orientação.
Abraço a todos!
Como bom porto-alegrense, não participei de nenhuma atividade gaudéria na semana Farroupilha. Mas almocei um bom churrasco com a Alice no Piquete dos Correios. Em plena greve!
Fenachamp
Inter
O Inter, há tempos que não me deixava tão desanimado. Tentei, mas não consigo deixar de assistir aos jogos, e fico incrivelmente abatido a cada mau resultado.
Puc
Semana passada teve o 19° Set Universitário, mas eu não tinha a mínima condição de participar, nem como espectador. Fui pra casa descansar das coisas do mundo e curtir o meu amor.
Minha monografia anda, para mim muito lenta, mas a orientadora só reclamou uma vez. E essa reunião toda semana acho que é o pior, o que mais atucana. Mas acho que só assim pra eu conseguir um progresso.
Tô fazendo um estágio pra cumprir tabela na Radiofam. Se alguém, numa terça, quarta ou sexta, não tiver absolutamente nada o que fazer e tiver acesso à internet, tenta ouvir: Radiofam Notícias populares e músicas sem critério de escolha. Semana retrasada passamos o programa inteiro falando da morte do Pedro de Lara.
Afora a mono e o estágio, segunda fizemos a última gravação pro documentário sobre a relatividade do tempo; terça que vem preciso bolar e gravar um programa de rádio inédito. A primeira idéia é "Porto Alegre Lado B": a história da Capital sob um olhar diferente dos livros acadêmicos. Quarta tem a reportagem da Cabana do Turquinho, que vou escrevendo aos poucos. O lugar daria um livro! Quinta o italiano, tranqüilo, e sexta Jornaliso de Opinião, sem problemas também.
O pé
Ontem finalizei as sessões de fisio, descobri que o ultra-som é de 1MHz (um pouco menos que os 500MHz que haviam me dito) e o médico me liberou pro futebol, finalmente.
E agora volto pra Mono, que hoje tem mais uma orientação.
Abraço a todos!
Thursday, September 13, 2007
Físico-terapia...
Mais de um mês depois meu tornozelo continuava dando trabalho. Maldito grupo do pé! Estava decidido a voltar a jogar. De leve. Não faria nenhum movimento arriscado, brusco. Não voaria a mais de 2 metros para cabecear uma bola no ângulo. Evitaria dar um pique para alcançar um lançamento na linha de fundo, avançar pro gol e meter uma bucha. Não faria nada disso. Ficaria ali no meio de campo. Analisaria a tática do adversário, chamaria o jogo pra mim, receberia uma bola – tudo isso no mesmo lugar – e faria um lançamento perfeito para meu atacante, livre, marcar o gol da vitória. Um Tostão, praticamente. Os jogadores correriam para me abraçar, em vez do centroavante.
Só que antes de eu pôr em prática essas que seriam memoráveis jogadas, decidi ir a um traumato e disse-lhe da minha vontade de voltar a jogar. Mas não contei das jogadas que faria. Ele olhou o tornozelo, disse que tava inchado (óbvio) e perguntou o que eu já tinha feito. Eu disse que tinha repousado e colocado a tala por duas vezes.
- Mas então tu fez a coisa certa! É o que nós teríamos feito. Vamos fazer uma ecografia pra tirar a dúvida que é só uma entorse.
Porém, o resultado da eco apontou rompimento parcial do fíbulo-talar posterior. Nunca tinha ouvido esse nome, mas aliado à imagem da eco deu bastante medo. O suficiente para eu atender ao pedido do médico e esperar mais duas semanas, fazendo fisioterapia.
Depois de ter perdido a primeira sessão por esquecimento, descobri que as atividades seriam alguns exercícios de alongamento, ultra-som e ondas curtas. Alongamento todo mundo sabe o que é, puxa o pé pra um lado, pro outro, equilibra na ponta do pé, no calcanhar, etc. Fiquei curioso mesmo foi com o ultra-som e o ondas curtas.
Pois bem, infra-som e ultra-som são definições baseadas na faixa de freqüências audíveis pelo ser humano, que é de 20Hz a 20kHz (20 mil hertz). Abaixo disso é considerado infra-som, e acima, ultra-som. Perguntei, então, à fisioterapeuta qual era a freqüência do aparelho que estava sendo usado, imaginando algo pouco maior que os 20kHz.
- 500MHz!
- Quinhentos mega?
- Isso.
Guardei meu espanto. Não adiantaria discutir o porquê de um valor tão elevado (20.000 para 500.000.000). Pra mim esse valor já seria enquadrado como Rádio-freqüência. A faixa de UHF das nossas TVs varia de 470MHz a 608MHz, e a definição da sigla UHF é Ultra High Frequency – Freqüência ultra alta. Bem distante da faixa do pobre som.
Mas tudo bem. Devia estar escrito em algum lugar. Ou alguém deve ter dito e ela repassou.
Aí ontem vieram com um tal de micro-choque. Eu, que já trabalhei com conserto de TV e vivia tomando choque, fiquei apavorado. Perguntei se era muito forte, o choque.
- Não. Tu só vai sentir um formigamento de leve.
Resolvi perguntar a tensão do choque, pra saber se era fraco, realmente.
- Qual é a tensão?
Aí o desespero...
- Bah, não sei nada de física!
- Ah tá..
- Mas são mili-ampéres!
- Ah! Legal!
- É que eu não sei nada de física mesmo.
- Tudo bem.
Ela saiu e eu fiquei ali imaginando a tensão que estaria causando aquele formigamento. Ampéres servem para medir corrente elétrica. A tensão se mede em volts. Já expliquei isso no caso da resistência do chuveiro.
Mal deve saber ela, que 1mA (um mili ampére, ou um milésimo) é a corrente suficiente para fazer parar o coração. Ainda bem que o choque é no pé! E ainda bem que eu não perguntei a freqüência do Ondas Curtas!
Só espero que este tratamento não afete as jogadas que estou ensaiando mentalmente para as próximas semanas.
Só que antes de eu pôr em prática essas que seriam memoráveis jogadas, decidi ir a um traumato e disse-lhe da minha vontade de voltar a jogar. Mas não contei das jogadas que faria. Ele olhou o tornozelo, disse que tava inchado (óbvio) e perguntou o que eu já tinha feito. Eu disse que tinha repousado e colocado a tala por duas vezes.
- Mas então tu fez a coisa certa! É o que nós teríamos feito. Vamos fazer uma ecografia pra tirar a dúvida que é só uma entorse.
Porém, o resultado da eco apontou rompimento parcial do fíbulo-talar posterior. Nunca tinha ouvido esse nome, mas aliado à imagem da eco deu bastante medo. O suficiente para eu atender ao pedido do médico e esperar mais duas semanas, fazendo fisioterapia.
Depois de ter perdido a primeira sessão por esquecimento, descobri que as atividades seriam alguns exercícios de alongamento, ultra-som e ondas curtas. Alongamento todo mundo sabe o que é, puxa o pé pra um lado, pro outro, equilibra na ponta do pé, no calcanhar, etc. Fiquei curioso mesmo foi com o ultra-som e o ondas curtas.
Pois bem, infra-som e ultra-som são definições baseadas na faixa de freqüências audíveis pelo ser humano, que é de 20Hz a 20kHz (20 mil hertz). Abaixo disso é considerado infra-som, e acima, ultra-som. Perguntei, então, à fisioterapeuta qual era a freqüência do aparelho que estava sendo usado, imaginando algo pouco maior que os 20kHz.
- 500MHz!
- Quinhentos mega?
- Isso.
Guardei meu espanto. Não adiantaria discutir o porquê de um valor tão elevado (20.000 para 500.000.000). Pra mim esse valor já seria enquadrado como Rádio-freqüência. A faixa de UHF das nossas TVs varia de 470MHz a 608MHz, e a definição da sigla UHF é Ultra High Frequency – Freqüência ultra alta. Bem distante da faixa do pobre som.
Mas tudo bem. Devia estar escrito em algum lugar. Ou alguém deve ter dito e ela repassou.
Aí ontem vieram com um tal de micro-choque. Eu, que já trabalhei com conserto de TV e vivia tomando choque, fiquei apavorado. Perguntei se era muito forte, o choque.
- Não. Tu só vai sentir um formigamento de leve.
Resolvi perguntar a tensão do choque, pra saber se era fraco, realmente.
- Qual é a tensão?
Aí o desespero...
- Bah, não sei nada de física!
- Ah tá..
- Mas são mili-ampéres!
- Ah! Legal!
- É que eu não sei nada de física mesmo.
- Tudo bem.
Ela saiu e eu fiquei ali imaginando a tensão que estaria causando aquele formigamento. Ampéres servem para medir corrente elétrica. A tensão se mede em volts. Já expliquei isso no caso da resistência do chuveiro.
Mal deve saber ela, que 1mA (um mili ampére, ou um milésimo) é a corrente suficiente para fazer parar o coração. Ainda bem que o choque é no pé! E ainda bem que eu não perguntei a freqüência do Ondas Curtas!
Só espero que este tratamento não afete as jogadas que estou ensaiando mentalmente para as próximas semanas.
Monday, August 20, 2007
Relutei...
Relutei, relutei e relutei. Não queria mais escrever sobre os afazeres de aula. Não é justo para com meus poucos, porém fiéis leitores, dispensarem seu tempo aqui e se depararem com mais e mais capítulos de um semestre derradeiro de faculdade.
Mas não adianta. O momento sugere e estou muito empolgado em ver breve a conclusão de um ciclo. E se minha empolgação faz manifestar mais promessas e planos do que ações concretas, sinto-me no direito de me orgulhar sobre o que está acontecendo, mesmo que eu não tenha efetivamente planejado.
Pois então, na sexta, em Foto e Cognição, analisamos esta foto, de Lewis Hine, a partir de um texto de Raúl Beceyro, o que rendeu um bom debate. É uma pena que essa disciplina tenha sido oferecida só agora. Como é eletiva e provavelmente eu ganhe aproveitamento de créditos, terei que cancelá-la. O programa de aula prevê a leitura de 400 páginas, nada recomendável para quem pretende fazer uma boa monografia.
O Circo...
De todos os momentos do espetáculo, houve aqueles realmente belos, que a retina fotografa e deixa a imagem estampada em algum lugar de fácil acesso na memória. E que a cada lembrança faz brotar um sorriso sem aparente motivo: o espetáculo do brilho dos olhos do meu amor, em sorriso, refletindo a pequena acrobata contorcida equilibrada na ponta dos pezinhos.
Mas não adianta. O momento sugere e estou muito empolgado em ver breve a conclusão de um ciclo. E se minha empolgação faz manifestar mais promessas e planos do que ações concretas, sinto-me no direito de me orgulhar sobre o que está acontecendo, mesmo que eu não tenha efetivamente planejado.
Pois então, na sexta, em Foto e Cognição, analisamos esta foto, de Lewis Hine, a partir de um texto de Raúl Beceyro, o que rendeu um bom debate. É uma pena que essa disciplina tenha sido oferecida só agora. Como é eletiva e provavelmente eu ganhe aproveitamento de créditos, terei que cancelá-la. O programa de aula prevê a leitura de 400 páginas, nada recomendável para quem pretende fazer uma boa monografia.O Circo...
De todos os momentos do espetáculo, houve aqueles realmente belos, que a retina fotografa e deixa a imagem estampada em algum lugar de fácil acesso na memória. E que a cada lembrança faz brotar um sorriso sem aparente motivo: o espetáculo do brilho dos olhos do meu amor, em sorriso, refletindo a pequena acrobata contorcida equilibrada na ponta dos pezinhos.
Thursday, August 16, 2007
Acidente
Ainda sobre os documentários, na aula de segunda acho que o professor não gostou muito da brincadeira que fiz. Um dos filmes – Acidente, de Cao Guimarães – mostra o cotidiano de 20 cidadezinhas de até 6 mil habitantes, no interior de Minas com um peculiar: nenhum depoimento, só imagens. Câmera estática e música melancólica.
Antes de iniciar a exposição dos filmes o professor disse que teríamos que captar, para 10 minutos de documentário, cerca de uma hora ou mais de imagens. “Não poupem fitas, elas estão aí para vocês usarem”. Depois de 6 minutos assistindo Acidente e muitos dormindo ele disse que há três pessoas que gostam muito daquele filme: os dois diretores e ele. Todos riram. E continuou:
- O que vocês acham que levou o diretor a fazer o documentário sobre essas cidades, a escolher esta cidade como a guia do filme?
Eu quase hesitei, mas não resisti:
- Ele perdeu o resto das fitas!
Ele me olhou sério, entre as risadas da turma, e pediu ao Chico que rodasse o próximo filme.
Italiano
Começaram ontem as aulas de italiano. Nas apresentações, onde falávamos sobre a motivação e uma possível ascendência, a primeira pérola:
- Sou descendente por parte de vô. Meus avós eram italianos...
Eu já vi ser descendente por parte de pai ou de mãe, agora de vô eu nunca vi.
Champignon = catupiry
- Alô!
- Oi, a tele entrega tá funcionando?
- Tá, até a meia-noite.
- Tá. Eu queria pedir dois xis.
- Qual o pedido?
- Um strogonoff.
- Com ovo?
- Sem.
- E o outro?
- Bacon.
- Com ovo, o bacon?
- Não. Vai champignon no strogonoff?
- Tu diz catupiry?
Medo!
- Não, deixa assim, é esse aí o pedido!
Então a Alice lembrou de outra do catupiry, num rodízio de pizza
- Eu quero aquela ali, com bastante catupiry!
- Não é catupiry, minha senhora, é queijo!
Ainda bem que ele avisou..
Antes de iniciar a exposição dos filmes o professor disse que teríamos que captar, para 10 minutos de documentário, cerca de uma hora ou mais de imagens. “Não poupem fitas, elas estão aí para vocês usarem”. Depois de 6 minutos assistindo Acidente e muitos dormindo ele disse que há três pessoas que gostam muito daquele filme: os dois diretores e ele. Todos riram. E continuou:
- O que vocês acham que levou o diretor a fazer o documentário sobre essas cidades, a escolher esta cidade como a guia do filme?
Eu quase hesitei, mas não resisti:
- Ele perdeu o resto das fitas!
Ele me olhou sério, entre as risadas da turma, e pediu ao Chico que rodasse o próximo filme.
Italiano
Começaram ontem as aulas de italiano. Nas apresentações, onde falávamos sobre a motivação e uma possível ascendência, a primeira pérola:
- Sou descendente por parte de vô. Meus avós eram italianos...
Eu já vi ser descendente por parte de pai ou de mãe, agora de vô eu nunca vi.
Champignon = catupiry
- Alô!
- Oi, a tele entrega tá funcionando?
- Tá, até a meia-noite.
- Tá. Eu queria pedir dois xis.
- Qual o pedido?
- Um strogonoff.
- Com ovo?
- Sem.
- E o outro?
- Bacon.
- Com ovo, o bacon?
- Não. Vai champignon no strogonoff?
- Tu diz catupiry?
Medo!
- Não, deixa assim, é esse aí o pedido!
Então a Alice lembrou de outra do catupiry, num rodízio de pizza
- Eu quero aquela ali, com bastante catupiry!
- Não é catupiry, minha senhora, é queijo!
Ainda bem que ele avisou..
Tuesday, August 14, 2007
Rio de Jano
Ontem assistimos a mais uns trechos de documentários que devem servir de inspiração e referência para o que nós vamos fazer. Gostei muito de um deles: Rio de Jano.
Jano é um desenhista francês que, maravilhado com o Rio, resolveu retratar a cidade em seus desenhos. Por volta de 2000 fez uma incursão na vida carioca e passou para as aquarelas os cartões postais com seus verdadeiros personagens, sem distinção.
Num desenho na praia - Copacabana, provavelmente - um catador de latinha pede as latinhas vazias de duas gurias.
Nosso documentário será sobre algum hotelzinho, com depoimentos de hóspedes moradores.
Mais sobre o Rio de Jano aqui.
Abandonei o Grupo do Pé
Ontem tinha o Grupo do Pé. Imaginei que fossem dar o mesmo tratamento da última segunda e acabei desistindo. O repouso já estou fazendo. Acho que em umas duas semanas estou correndo atrás de ônibus de novo.
Jano é um desenhista francês que, maravilhado com o Rio, resolveu retratar a cidade em seus desenhos. Por volta de 2000 fez uma incursão na vida carioca e passou para as aquarelas os cartões postais com seus verdadeiros personagens, sem distinção.
Num desenho na praia - Copacabana, provavelmente - um catador de latinha pede as latinhas vazias de duas gurias.
Nosso documentário será sobre algum hotelzinho, com depoimentos de hóspedes moradores.
Mais sobre o Rio de Jano aqui.
Abandonei o Grupo do Pé
Ontem tinha o Grupo do Pé. Imaginei que fossem dar o mesmo tratamento da última segunda e acabei desistindo. O repouso já estou fazendo. Acho que em umas duas semanas estou correndo atrás de ônibus de novo.
Tuesday, August 07, 2007
Enfim, o grupo do pé...
Participar do Grupo do Pé foi, de certa forma, frustrante. Imaginei um grupo de verdade, cada um com a sua tala, contando como aconteceu o machucado e seu devido progresso. Na ante-sala havia algumas pessoas, e talvez fosse esse o grupo. A maioria acompanhada de uma pessoa de apoio. Alice não chegou a ser um apoio físico, mas ficou ali me esperando linda enquanto eu era atendido.
O médico mal olhou a chapa do raio-x e pediu que recolocassem a tala (que eu havia tirado no sábado). Nem um remedinho sequer. Só repouso da articulação. Segunda que vem tem mais uma visita ao grupo. Tomara que não me entalem de novo. É horrível tomar banho ensacado.
Enfim..
Ontem começou, enfim, o Projeto Experimental em TV, enfim... “Vocês vão fazer um documentário, enfim, acho que a maioria já estudou junto, enfim. A gente vai assistir uns trabalhos do semestre passado, enfim, pra vocês terem uma idéia, enfim, do que a gente quer, enfim”.
Aí o outro professor continuou, enfim: “Enfim, é uma cadeira legal, enfim. Se vocês estão aqui, enfim, é porque gostam de TV, enfim. Vamos trabalhar juntos, enfim...”
Bah, que nervoso! Pelo valor que pagamos acho que merecíamos um mínimo de rigor com a língua portuguesa. Enfim..
O médico mal olhou a chapa do raio-x e pediu que recolocassem a tala (que eu havia tirado no sábado). Nem um remedinho sequer. Só repouso da articulação. Segunda que vem tem mais uma visita ao grupo. Tomara que não me entalem de novo. É horrível tomar banho ensacado.
Enfim..
Ontem começou, enfim, o Projeto Experimental em TV, enfim... “Vocês vão fazer um documentário, enfim, acho que a maioria já estudou junto, enfim. A gente vai assistir uns trabalhos do semestre passado, enfim, pra vocês terem uma idéia, enfim, do que a gente quer, enfim”.
Aí o outro professor continuou, enfim: “Enfim, é uma cadeira legal, enfim. Se vocês estão aqui, enfim, é porque gostam de TV, enfim. Vamos trabalhar juntos, enfim...”
Bah, que nervoso! Pelo valor que pagamos acho que merecíamos um mínimo de rigor com a língua portuguesa. Enfim..
Thursday, August 02, 2007
Grupo do pé...
Pois agora eu faço parte do grupo do pé.Se tem duas frases célebres no futebol de várzea, são elas: "DEIXA QUE A NATUREZA MARCA!" e "O CARA É TÃO RUIM QUE SE MACHUCA SOZINHO".
Eu sempre achei que meu futebol enganava. Talvez um pouco pelo oportunismo quando faço um que outro gol. O Zé sempre diz que eu sou desajeitado até pra correr. Mas o Zé se deita em todo mundo e já aposentou as chuteiras há horas.
É bem verdade que o time adversário nunca precisou colocar uma marcação especial em mim. Vez ou outra eu perdia a bola pra mim mesmo. E depois que eu fiz valer a segunda frase acho que fica mais que confirmado que eu não jogo mesmo.
A bola veio, eu meti o pé e a bola torceu o meu pé. Nossa Senhora, que dor! Fez até um estalo: clrék!!! Como se a bola tivesse criado dois bracinhos, um deles segurou a ponta e o outro o calcanhar, e torceram. Sem dó!
Obviamente não fui no médico. Passei um cataflan no "inchaço" e era isso. Aí, dez dias depois de a dor não passar, resolvi consultar. Não preciso me dizer que o médico me xingou. Disse que não houve fratura, e sim uma entorse e distenção no tornozelo. Pediu pra enfermeira colocar a tala tipo Böeler (acho que é assim) e me incluiu no Grupo do Pé.
Quase ri na hora. Mas voltei na recepção direitinho e pedi:
Quero entrar para o grupo do pé!
Segunda vou lá, no mínimo compartilhar histórias toscas como a minha. O pior é que nesse jogo que eu me pizei nem gol eu fiz. Que derrota!
Wednesday, August 01, 2007
Incêndio no Total...
Fico imaginando o preju dos lojistas do Shopping Total, há quase 20 dias sem poder vender.
E o que será que fizeram com os funcionários? Férias coletivas pra todo mundo?
E o que será que fizeram com os funcionários? Férias coletivas pra todo mundo?
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