Wednesday, July 20, 2011

Dia do amigo...

Não sou muito favorável a essas datas fora de feriados consagrados como dia da água, dia da Terra, dia do cão chupando manga, etc. Sobretudo daquelas que são criadas e imediatamente transformadas em feriados como o dia da consciência negra.

Não ser favorável não quer dizer que eu seja contra. Aliás, fiquei muito contente pelas mensagens que recebi hoje pelo Dia do Amigo. Poucas, mas agradáveis surpresas como a minha mãe, que ligou, parabenizou e deu uma sonora gargalhada. Espontânea como sempre.

Feliz dia do amigo aos que por aqui passam, e àqueles que como planetas amigos em uma pequena galáxia, ora orbitados por constelações iluminadas, mas que se vão na velocidade de anos-luz.

Monday, July 18, 2011

Container de lixo...

Me considero mais ou menos atualizado com as principais mudanças e novidades em Porto Alegre. E uma das últimas me deixou completamente abismado. A dos containers de lixo. Primeiro por ter ouvido apenas superficialmente. Justamente por isso não dei muita bola e nem procurei saber do que se tratava. Depois pela rapidez com que fora implementada a idéia, as proporções da coisa toda sem que se perceba uma discussão freqüente sobre a questão do lixo.


Agora, as ruas estão repletas das caixas cinza. Seja por sobre as calçadas, no meio fio – tanto em pontos de estacionamento permitido como proibido – contribuíram significativamente para a já saturada poluição visual. E essas que estão em locais de estacionamento proibido, como na Marques do Pombal, já estão dando sua parcela para piorar ainda mais o trânsito. Por enquanto estão com aspecto de novas. Feias, mas novas.

Passo por essas caixas e fico me perguntando se Porto Alegre tinha mesmo um grave problema de recolhimento de lixo e só eu não sabia. Me pergunto também, tentando não ser leviano, se haveria algum interesse oculto em liberar uma verba tão significativa tão rapidamente para uma coisa que em pouco tempo além de feia, será imunda. Algo como a necessidade em licitar mais uma empresa para recolhimento desses containers.

Tudo isso me soa muito estranho.

Saturday, June 25, 2011

Primeira parada: Espanha...

Iniciamos a nova incursão no velho mundo por Madri. Depois do frio na barriga da longa viagem e do risco de sermos barrados em Barajas, estávamos com os pés na Capital espanhola. Foram quatro dias andando pelas ruas da cidade auxiliados pelos mapas, guias e dicas dos locais. Nesta viagem nos propusemos a interagir um pouco mais do que das vezes anteriores.













Demos entrada no Hostal Luz e fomos encaminhados a um quarto relativamente pequeno com camas separadas. A recepcionista deu um monte de explicações, pois nosso pedido era para cama matrimonial. Disse que depois tínhamos que falar com a Marguerita, que é o Margarida deles, para solicitar a troca. Largamos as malas e saímos para ver o que Madri nos reservava. Para quem era um pouco receoso, como eu, um verdadeiro presente. Arquitetura clássica, como Paris, ruas muito limpas, trânsito organizado mesmo com os carros pequenos estacionados meio sobre as calçadas. Povo bastante receptivo e comida e bebida boas. Sem dúvida, uma das coisas que mais me fascina no ambiente europeu é a arte. Manifesta não apenas nos inúmeros museus, mas em cada canto, dos mais expostos palácios aos mais escondidos pisos trabalhados em mármore. E logo na nossa primeira caminhada nos deparamos com a mostra Heroínas, na Fundación Caja Madrid em parceria com o Museu Thyssen-Bornemisza. Começava ali nossa primeira visita a belíssimas obras, todas elas tendo como figura central mulheres que a mostra denominou heroínas. Destaque para as obras de John William Waterhouse. O que mais em Madri? Um Museu do Prado inteiro, com a segunda maior pinacoteca do mundo. Nele tivemos o prazer de conhecer a fase escura do Goya e a bela obra de Jusepe de Ribera, entre inúmeros outros trabalhos magníficos.
Vimos trabalhos mais modernos e não tão empolgantes no Reina Sofia, mas é o museu que possui o maior acervo de Salvador Dalí. Necessário! Abriga também Picasso, Monet e outros caras que não são a nossa cara.

Com as retinas imortalizadas em êxtase, e a respiração voltando ao normal, relaxamos no Parque do Retiro. Vi pela primeira vez esquilos ao vivo, muito bonitinhos! Corriam de um lado para outro, subiam e desciam das árvores, divertiam-se e nos divertiam. Preenchemos assim nossas jornadas, com passeios em meio a uma riqueza arquitetônica e cultural sem tamanho.

Após o meio-dia, teoricamente a cidade dormia. Às vezes nós também. Mas algo na atmosfera madrilenha acordava ao final da tarde e trazia de volta às ruas moradores e turistas que enchiam bares e restaurantes. Ir de tapas, é o lema. Um movimento leve de entrar em um bar, sempre atraente em algum quesito, pedir uma bebida que smpre vem acompanhada de um tapa, oferecido pela casa. Petiscos saborosos, que podem ser desde uma tostada com alguma cobertura, ou batatas bracas com molho de tomate, ora um risoto de frango. A cada novo pedido de bebida os tapas são repostos. Se não fizéssemos muita questão de provar a famosa paella, poderíamos ir assim, de tapas até a fome saciar. Para os que querem tapas mais elaborados (e pagos) existe o Mercado Municipal. Um mercado que já foi comum, mas depois de dois anos de remodelação assumiu um ar de boutique gourmet. Tudo é encantador aos olhos e ao paladar. As taças de cristal podem circular livremente do bar de vinhos até o balcão especializado em pinchos de bacalhau (uma torradinha com generosa cobertura), todos a 1 euro. Por volta da meia-noite o Mercado fecha, e o público naturalmente se espalha pelos bares vários da cidade.

Numa dessas noites, depois de uns tapas na Pompeiana e uma pseudo festinha com bebida grátis oferecida pelo guri que distribuía cartões, apreciamos um espetacular show de flamenco. Finalizamos essa noite com uma deliciosa paella de marisco voltando ao Pompeiana.

Que grato cartão de visitas foi Madri!

Depois de quatro dias embarcamos no trem de alta velocidade para Barcelona. Se Madri é uma cidade velha, muito bonita e bem cuidada, a metrópole catalã esbanja modernidade e luxo. Claro que muito da arquitetura de Barcelona é secular. Mas o simples fato de a cidade acolher edificações idealizadas por um gênio como Gaudí dá um ar mais moderno, que orna perfeitamente com o vestuário das ruas e das vitrines das grifes.

Todo esse glamour, mesmo que concentrado pelos arredores da avenida Gasseig de Gràcia, se reflete nos cardápios e até no bilhete do metrô. O custo de vida foi sensivelmente mais elevado nesses quatro dias. Contudo, nosso roteiro contemplava mais os exteriores, como as fachadas de Gaudí na Casa Batllò e Casa Milà. A Sagrada Família sim, vimos inteira, por dentro, por fora, por cima.. uma loucura em cada detalhe.

Por coincidência, estávamos lá justamente no dia da final da Champions League entre o Barcelona e o Manchester United (o jogo foi em Londres). A cidade toda vestia as cores desse velho conhecido do Colorado. Aproveitei o dia seguinte, quando todos estavam embriagados das comemorações para exibir a minha camiseta.

Um passeio que tínhamos programado foi a visita à Abadia de Montserrat, construída na base da encosta do monte. Uma edificação que se iniciou na Idade Média e sofreu algumas reconstruções até chegar ao que é hoje, abrigando a imagem da Nossa Senhora de Montserrat, encontrada em meados do ano 880.

Na terceira noite fizemos uma festinha no porto olímpico. Incrivelmente o movimento do metrô aumenta durante a noite, sobretudo nos finais de semana, quando funcionam durante toda a madrugada. Às 4h da manhã, quando voltamos para o hotel, as estações ainda estavam cheias.

Ainda tivemos tempo para curtir um dia mais tranqüilo, caminhando pelo Arco do Triunfo e pelo parque. Era o final da nossa jornada pela Espanha.

Tuesday, May 03, 2011

Aniver trigésimo quarto...

E ontem foi mais um aniversário. A idade vai pegando mesmo, não tem jeito. Este ano fiz uma comemoração diferente. Não tão badalada, mas divertida, no Mercado do Chopp, na Mariland. Ambiente muito legal, com convidados legais e cervejas legais. Depois que o cara anunciou que fecharia a copa, fomos para o Insano. Ano que vem, nos 35, acho que vou programar algo maior. Mas até lá tem muito chão.

Flora...

Dia 27 fechou um mês que a Flora está conosco. Os primeiros dias foram tão difíceis que chegou a bater um arrependimento. Mas uma breve análise de como queríamos um filhote, de tudo o que estudamos. O foco sempre foi a nossa relação, minha e da Alice. Acordamos que nenhum serzinho iria abalar tudo o que construímos até agora.


Mas ela tentou. Tentou ao ponto de colocarmos um anúncio no Mercado Livre e um na Zero Hora de domingo. Se alguém tem alguma dúvida se os classificados de jornal funcionam, funcionam, e bem! Recebemos algumas ligações, mas nenhuma proposta concreta. Já do Mercado Livre apenas uns questionamentos solicitando mais fotos.

O canto inicial dela foi a cozinha e a área de serviço. O primeiro mesmo foi a casa toda. Mas durou apenas uma noite. Ela fez suas necessodades pela sala, mesmo eu tendo colocado os jornais na área de serviço e dito pra ela que era lá o lugar. Depois, entre a área de serviço e a cozinha, achamos que seria mais evidente ela passar da cozinha, onde estava sua caminha e usar a área de serviço como banheiro. Nada! Fazia tudo ali pela volta da caminha, completamente contradizendo as teorias que lemos, de que evitaria fazer próximo do local onde comia e dormia.

Restringimos seu espaço à área de serviço. Uma pena deixar o bichinho lá, num espaço pequeno. Mas não podíamos mais aceitar a cozinha virada numa zona cada vez que entrávamos em casa, cada manhã... Esses dias foram os piores. Ainda por cima quando íamos dormir, ela ficava lá, chorando ou batendo na tábua que a trancava. E toda manhã era aquela zona: xixi e cocô por todo lado, inclusive na sua caminha. Triste!

Mas fomos persistentes, e a cada uso correto do seu banheirinho (jornal) fazíamos festa e dávamos um premiozinho. Umas bolinhas da ração. Que bichinho que come, meu Deus! Aos poucos ela aprendeu e, assim que terminava suas refeições ia direto no jornal fazer alguma coisa e se posicionava sentada olhando pro armário onde fica o saco de ração.

Mais uns dias e tivemos um salto espetacular no cmportamento. Deixamos a casa livre pra ela à noite. O bichinho dormiu que era um bebê. Foi do quarto até a área de serviço durante a noite só pra fazer suas coisinhas no jornal. Olha, um poço de educação! Então resolvemos deixá-la durante o dia com a casa. E ela obedeceu. Vez ou outra fazia um xixi ou cocô fora do lugar, mas via de regra fazia certo.

Até que veio o surto. Ela simplesmente desaprendeu o lugar das necessidades, escavou o vaso do ficus, e roeu as patas das cadeiras da sala. Um demônio em quatro patinhas. Agora estou reeducando. O banheiro já tá tranquilo de novo. E tudo o que ela não deve roer está com um jato de um negócio horrível que eu comprei numa Pet. Nem eu mais posso por a mão na boca porque fica sempre um resquício.

Vamos ver quanto mais vai. Tenho muita esperança!

Wednesday, April 13, 2011

Uma comida perecível, por favor!

Eu nunca fui muito de McDonald's. Não pelo gosto, que até pode ser bom. Mas por todo o contexto em que se enquadra: a questão multinacional (e uma nacional) de tentar fazer com com acreditemos que só eles são, não apenas melhores, mas os únicos aceitáveis, como a Coca Cola e a Rede Globo.

Depois a coisa engessada que eu sempre faço questão de repetir:

- Um Big Mac.
- O número 1?
- Um Big Mac.
- O número 1, com fritas e refri?
- Um Big Mac.
- Só o sanduíche, senhor?
- Um Big Mac.

Também por não venderem cerveja!

E agora, mais do que nunca, por simplesmente não se decompor. A nutricionista americana Karen Hanrahan fez o teste e desenvolve estudos de orientação alimentar para os pais que querem educar seus filhos a comerem bem. Ela guardou um hamburger do MacDonald's por 12 anos numa embalagem simples. O troço mantém a aparência, não cria bolor, nada! Está publicado aqui

De assustar!

Thursday, April 07, 2011

Medo...

Não lembro se o que eu passei no colégio podia se chamar de bullying, mas eu tinha muito medo de apanhar dos maiores. Sabia que não ia tomar uma surra, mas não gostava da hipótese de sequer levar um encontrão. E sempre tinha aquela turminha dos que ficavam inticando e faziam brincadeiras truculentas.

Depois cresci e percebi que meus embates seriam mais favoráveis em palavras, olhares, atitudes, escolhas não físicas. Desenvolvi um comportamento natural que (por mais provocativo que parecesse) evita o confronto físico. E depois de sofrer alguns assaltos, sempre negociando calmamente de forma a transmiti-la e pedindo apenas pela preservação da vida, passei a temer justamente pelo pior: a abreviação do bem maior.

Posso dizer que inconscientemente eu passo boa parte do tempo analisando situações de risco. Não apenas a mim, mas ao contexto em que vivo e as pessoas nele inseridas. Também não apenas o risco físico, mas o fator de algo dar ou não certo. Como a nossa cidade, por exemplo. Para mim, Porto Alegre está saturada. Não é mais capaz de atender às expectativas de um lugar que eu considero razoável para se viver. O trânsito, a mobilidade urbana, os restaurantes a la carte, as peças de teatro e shows importantes, as rotas aéreas internacionais, a segurança, nada disso existe aqui.

Claro que dá pra explorar Porto Alegre e se apaixonar por ela. Mas quanto mais se observa o todo, e hoje o todo é cada vez mais acessível, vemos que nos falta muito. Os poucos restaurantes a la carte só abrem à noite. Pouquíssimas peças do centro do país se aventuram a vir pra cá. Mas o que é ruim se desenvolve mais do que rapidamente, como o consumo e o tráfico de drogas e todo o tipo de violência que acompanha. A corrupção se alastra e entranha em instituições inimagináveis. A corrupção política é pré-história. Eu via e vejo o colapso cada vez mais próximo. O pouco de luz seria isso, fugir para algum reduto de paz aqui na Terra, enquanto ainda existem.

E eu que gosto tanto da metrópole!

Monday, March 28, 2011

O primeiro dia de um cão...

Finalmente, depois de muita espera, dúvidas, medos e incertezas, adotamos nossa filhotinha. É uma linda cocker de 3 meses, mesclada com as cores preto, branco e marrom. Tecnicamente chamam de tricolor ruão. Veio do canil Tuatha dé Danann. Ela ainda não tem nome, mas deve ser batizada com um ainda hoje. Tem aquele olhar pidão do cocker, e está nos dando um certo trabalho para ensiná-la a primeira lição: fazer as necessidades no lugar certo.

Escolhemos a área de serviço, e o primeiro serviço, ontem à noite ela acertou. Mas acabou fazendo xixi no chão da cozinha. Depois a Alice a fez dormir na caminha que improvisamos na sala. Eu achei que fosse acordar com ela chorando durante a noite, mas não, só hoje às 7h. E o estrago estava feito. Uma merenda na sala e outra na cozinha, xixi na cozinha e várias partes do chão moçhadas. A cena foi de respirar fundo. Mas abstraí e limpei tudo para podermos tomar café. O bichinho acordou com muita fome e só parou de choramingar depois que dei a ração.

Agora de manhã foi o primeiro intervalo grande sozinha. Espero que não tenha chorado muito, e se uma das necessidades tiver acertado o jornal, ficarei contente.

Friday, March 11, 2011

Lixo de porcos

Antes de saírmos de férias tinha lido que Jurerê Internacional havia perdido a Blue Flag. O Blue Flag Programme, de uma fundação dinamarquesa, é um programa de educação e certificação ambiental que trabalha em conjunto com diversas organizações nacionais e internacionais, visando a melhoria do ambiente marinho, costeiro, fluvial e lacustre.


Iniciamos nossa viagem em Jurerê, ao lado de Jurerê Internacional, cuja denominação sempre me passou uma ideia de esnobismo. Acho que um local pode se desenvolver visando um público elitizado, mas naturalmente. Quando precisa de uma denominação, esse processo me parece forçado.

De qualquer forma, conhecemos as duas praias, e Jurerê me pareceu muito agradável. Uma praia simpática, de poucas ondas em forma de baía com vários iates e lanchas compondo a paisagem. A água não estava muito cristalina nos últimos dias de fevereiro, talvez pelo tempo que era predominantemente nublado. Sobre a limpeza, posso dizer que duas sacolas plásticas dentro da água se destoavam em meio à areia limpa. Aquela sujeira que nos faz sentir obrigados a levar ao lixo, mesmo não sendo nosso.

O que me impressionou mesmo, falando em lixo, foi em Bombinhas. Temos ido quase todos os anos pra lá. É um lugar fantástico, com muitas praias, das quais aproveitamos muito pouco. Este ano ficamos apenas em Bombinhas e na Sepultura. E nas duas praias tivemos o desprazer de assistir o lixo sendo produzido e largado, na areia ou na água. Muito triste mesmo.

Em Bombinhas, já no Carnaval, período em que a orla se transformou de deserta a quase impraticável, estávamos ao lado de um grupo de farofeiros porcos mineiros. Eu já fui muito à praia em grupos, muitas vezes grandes, e apesar de toda a bagunça, não me lembro de ninguém deixar lixo na praia. Esse animado grupo era só um animado grupo, consumiam todo tipo de petiscos, bebiam cervejas e caipirinhas e salgadinhos, etc. Tudo ia ficando pelo chão: latas, copos descartáveis, pratos descartáveis, limão e muitos guardanapos. Quando eu fui buscar uma cerveja no quiosque eles não estavam mais ali. Imaginei que não poderiam ter ido embora, pois tudo o que estava na areia continuava lá. Juro que não acreditei, e não vou ser masoquista de lembrar tudo o que pensei na hora. Juntei uns guardanapos que voaram pra dentro da água. Voltei ao quioque, perguntei se eram eles que tinham atendido ao grupo de porcos e, com a confirmação, expliquei a situação. A única coisa boa em tudo isso foi que o cara foi lá na hora com um saco de lixo e juntou tudo.

Thursday, February 17, 2011

Foi num email, talvez despretensioso, me chamando de mano, que ele me fez chorar

O anterior, em sete linhas parecendo versos, me fizera rir. Sete linhas sem rima, de duas ou três palavras cada, sem maiúsculas nem pontuação alguma.

oi mano
tudo bem
como estao todos
qualquer coisa me liga
ou me manda email
uma hora eu ligo la pra praia
abraço

Respondi dizendo que achava que era um poema, mas que não combinaria muito com ele. O convidei para um futebol em qualquer terça-feira dessas que eu jogo, perguntei como vão todos na família e disse que, assim como ele, iria entrar no mundo das pedras. Não para fazer uma casa, mas uma escultura. Respondi e ainda fiquei rindo das suas frases.

Desde que saiu de casa, faz alguns 25 anos, nunca mais tivemos um contato próximo. Minha família, sobretudo meu pai (que hoje completa 83 anos), nunca teve uma boa relação com a esposa dele. No início era complicado pra mim, estar morando com meus pais e ter sempre a versão deles da história toda. E muitos anos s passaram sem que nenhuma das partes se esforçasse em uma possível reaproximação.

E hoje, depois desses 25 anos nos encontrando em rápidas visitas coincidentes na casa dos meus pais e uma relação completamente esfriada por tantos anos, eu vejo o quanto perdemos. Ele ainda vive com a esposa, mãe dos seus 5 filhos. Os filhos todos adoram a nossa família, e representam aquela parte da família na casa dos meus pais. E nós vivemos assim, com uma parte da família se resumindo a visitas raras e breves. Como se todos vivessem uma história de amor exemplar e sem reparos.

Então, esse email que recebi hoje, em resposta ao que enviei, me acertou como – imagino – não tivesse a pretensão. Não teve nenhuma revelação forte. Foram as mesmas palavras simples, ainda sem nenhuma maiúscula, mas agora com vírgulas! Nenhum ponto final também. Talvez um erro gramatical que represente uma história que ainda esteja sendo contada, que ainda não tenha um fim. O mesmo “oi mano”; o agradecimento pelo convite para o futebol; o mea culpa de que sabe estar devendo visitas, abraços e presentes e dizendo que tem vontade. Mas assumindo que é pior que pai, de viver escondido em casa, que gostaria mais é de receber visitas, em vez de fazê-las. E me pediu, que pelo menos eu, aparecesse lá. E acho que foi o que li como se ouvisse um grito longe. Como se ele soubesse que mais muito mais tempo vai passar e pouca coisa vai mudar. “vamos tentar reaproximar toda família aos poucos”.

Depois ele continua qualquer coisa, e diz que adoraria e tem certeza que todos os de lá adorariam ver toda a sua família juntos.

Friday, February 11, 2011

Meu primeiro aniversário...


Em maio de 1978, há bons 33 anos e pouco, meus pais comemoravam a quarta festinha de primeiro aniversário. Acho que nunca conversei mais demoradamente sobre como teria sido aquela tarde. Pelo que percebi nas fotos, e alguma lembrança de conversas com a minha mãe, foi no pátio, e os convidados eram toda a gurizadinha da rua, a maioria amigos das minhas irmãs e do meu irmão, que na época tinham seus dez, doze anos.

Resgatei essas fotos na casa dos meus pais para digitalizar. Fazem parte do ínfimo acervo da nossa infância e adolescência. Afora esse evento, não mais que meia dúzia tem suas imagens impressas.













Quem ia embora ganhava essa lembrancinha

Mais fotos no Flickr

Friday, February 04, 2011

Brinde aos amigos...

Não lembro de um ano que tenha começado tão atribulado. Em alguns momentos chego a me sentir como nos primeiros anos de empresa, quando saíamos correndo pra todo lado, ora conhecendo, ora resolvendo problemas. Tudo era novo.

Hoje essa tarefa não é mais nossa, mas o trabalho para que a coisa aconteça com a empresa que o faz é maior. Curiosamente, a partir do momento em que passei a cobrar com mais rigor o resultado foi mais evidente, e a demanda aumentou.

Fecho o primeiro mês sem uma linha sequer do livro. Acho que as férias, mesmo que não tenha material escrito, vão servir para mentalizar um esboço. E ficarei muito feliz, depois, sabendo que tive as belas inspirações de Bombinhas e da Alice..

Esperava também um ano com um pouco mais de eventinhos dos meus amigos. Senão aqueles premeditados churrascos de dezenas, casuais encontros como quando a Pi e o Denis (e o Bruno) vieram a Porto e nos convidaram para beber algumas no Cidade Alta. Encontros mais breves, mas não menos divertidos.

E nada melhor do que uma sexta-feira pra sair um pouco dessas coisas telecomunicativas e viver mais as sentimentativas, como o amor e as amizades.

Brindemos!

Tuesday, January 18, 2011

Histórias que quase se perdem: a saga de um Joselito no Planeta Atlântida...

Há 14 anos acontecia a primeira edição do Planeta Atlântida. Há 14 anos eu tinha 19 anos e pouco. Eu consertava televisores na Eletrônica Owada, usava cabelo comprido, tinha espinhas no rosto e acreditava no Sistema. Assim, economizei parte do meu salário de 215 reais e comprei os ingressos para os dois dias de shows. Poderia ver pela primeira vez uma apresentação ao vivo de Titãs, Rita Lee, e do argentino Charly García.

Ainda em casa, em Porto Alegre, fiz minha mochila. Eram dois dias de shows numa espécie de sítio. Na época não havia internet, e nenhum dos meus poucos amigos iriam. Imaginei, ingenuamente, que haveria um lugar para tomar banho e dormir. Algo como umas barraquinhas, com colchões macios e lençóis branquinhos, tudo incluído no valor do ingresso. Afinal, o público passaria dois dias lá dentro.

Então, voltando à mochila: roupas para os dois dias, toalha, shampoo, sabonete, desodorante. O suficiente para deixá-la quase no ponto de não ser possível fechar. Me despedi dos meus pais e fui pra Rodoviária. Peguei o ônibus pra Atlântida e cheguei por volta das 13h. Os shows iniciariam às 17h. Caminhei da Paraguassú até a Sede Campestre da SABA e retirei os ingressos. Depois voltei até a Paraguassú pra comer alguma coisa. Por volta das 15h tomei o rumo definitivo. O calor era infernal, e a mochila muito pesada. De repente comecei a sentir um molhado estranho nas costas, um pouco mais frio que o suor. Parei, abri a mochila e vi que o tubo do shampoo tinha estourado. As roupas que ficaram mais embaixo estavam completamente melecadas. Enquanto tentava salvar alguma coisa via a multidão se dirigindo e eu ficando pra trás.

Alguns minutos ali e dois guris me perguntaram se tava tudo bem, se eu queria uma ajuda. Falei que estava tudo bem, que era só o shampoo. Eles se solidarizaram e disseram que iriam me esperar. Achei muito gentil da parte deles. Ajeitei o que deu e nos dirigimos à entrada. A fila era enorme. Nos amontoamos no bolo e entramos. A maioria passava sem ser revistado, mas os dois ficaram. Eles também tinham mochila, e tiveram que esvaziá-las diante dos seguranças. A minha ninguém quis ver. Assim que passamos a revista fomos até o quisque de um amigo deles na praça de alimentação e deixamos as mochilas com ele. Inclusive a minha. Então os dois começaram a fungar e dizer: tá pra cá, tá pra cá. Buscavam o cheiro de machonha. Fiquei um pouco assustado, mas segui com eles. Em pouco tempo acharam um cara que tava vendendo, e num próximo momento já estavam fumando. Me ofereceram e não parecem ter se ofendido por eu não aceitar. Tampouco insistiram. Passado um tempo, me vi literalmente numa roda de maconheiros. Algo como umas vinte e poucas pessoas. Definitivamente aquele não era o meu lugar nem a ideia que eu fizera do evento. Disse a um deles que eu iria pegar minha mochila. Não contestaram.

De posse da minha mochila, me senti bem mais aliviado. Bebi umas caipirinhas e curti os shows. Desde o momento que eu entrei, não vi nada que se assemelhasse com uma área para dormir ou tomar banho. Nem um guarda-volumes. Naquele momento me caiu a ficha de que eu não teria onde dormir. Azar. Segui curtindo os shows. Muito rock em volume alto e caipirinha. Liberdade!

Por volta das seis da manha começaram a "orientar" a saída. E eu sem ter pra onde ir. Fui saindo, cabisbaixo. Até que vi um amigo dos tempos da igreja. Era uma luz. Estava num grupo de dez, doze. Me perguntaram onde eu iria ficar e quando disse que não estava em lugar algum, me convidaram a seguir com eles. Mas eles estavam em uma casa em Capão, a uma breve caminhada de meia hora, depois de tantas horas em pé ou pulando. Lá fui eu. Eu e a minha mochila com toalha e shampoo... Antes de irmos pra tal casa, acompanhamos dois que iriam pegar um ônibus na Rodoviária. Eu quase não aguentava de sono. Então veio o pior: assim que embarcaram, meu amigo disse que falou com o dono da casa e que só teria lugar pra 9. Enquanto ele falava contei com os olhos e vi que eu seria o décimo. Tentei argumentar que qualquer cantinho servia, mas "infelizmente não seria possível".

Dei meia volta e caminhei mais lentamente e cabisbaixo de volta à Paraguassú, agora em Capão. Pensava por que me fizeram acompanhá-los até lá. Assim que cheguei na avenida, o tempo fechou e desabou a chuva. Corri pro pátio de uma casa, e já sem forças de permanecer acordado, dormi sentado na área. Algum tempo depois vi que tinham acendido uma luz, e como a chuva dera uma trégua, saí. Em seguida voltou a chover e entrei no pátio de outra casa. Assim fui, dormindo, andando e fugindo da chuva até voltar a Atlântida. Por fim dormi em frente a uma padaria, onde eu tomaria café.

Às dez da manhã começou a chegar o pessoal pro segundo dia de shows. Agora era a fome, e a padaria só abriria ao meio-dia. Nisso fiz amizade com três caras que vinham de Lajeado. Ficamos ali batendo papo até a padaria abrir e rachamos um frango assado. Depois esperamos o tempo passar até a hora de abrir a Sede Campestre e nos dirigimos até lá. Durante a conversa percebi que nenhum dos três era compatível com a parceria que eu esperava, e muito chatos. Então, assim que passamos a revista, os abandonei.

Curti novamente umas caipirinhas e os shows, sozinho. Quebrava-se um pouco a casca da ingenuidade percebendo que era melhor permanecer fechado e tranquilo do que rodeado de propósitos incompatíveis.

Thursday, January 13, 2011

Tá acabando...

Assim que vi essas fotos de Chernobyl fui atingido novamente por um duro golpe de realidade sobre a fragilidade a que estamos submetidos por conta de nós mesmos.


As notícias que tratam de grandes comunidades, desde as que parecem menos relevantes como a falta de coleta de lixo em Porto Alegre como as de maior repercussão nacional, como as enchentes do Sudeste apontam todas para uma mesma causa: a ação inconsequente do homem. A Prefeitura de Porto Alegre diz recolher cerca de dez caminhões de lixo por dia do Arroio Dilúvio. Nesse montante são contabilizados 50 pneus diariamente.

Nas enchentes podemos entender o alto volume de chuva concentrado em um pequeno período como uma causa natural. Ou seria uma consequência do aquecimento global? Mas o mais óbvio, que divide a culpa do Governo é sempre o mesmo: ocupação indevida de áreas próximas a rios, canalização de arroios, etc.

Mas existe um serviço de coleta de lixo em Porto Alegre. E existe também um órgão que fiscaliza a urbanização das cidades. Nunca vi lixo hospitalar sendo jogado no dilúvio. Tampouco alguém se aventurar a construir um lindíssimo hotel de luxo com todos os apartamentos com vista para a Praia do Rosa. Não pode! Alguém vai lá impedir, multar. Então faltam pessoas nesses órgãos para fiscalizar mais. Faltam postos de coleta seletiva de pneus, por exemplo. Faltam lixeiras. Falta dinheiro pra tudo isso? Falta dinheiro pra empregar mais gente ou pagar melhor as pessoas que trabalham nessas áreas? Os lixeiros agora estão em greve. Deve faltar.

Só não falta para o aumento dos deputados federais, dos estaduais, dos vereadores e, agora, dos cargos em comissão. R$5 mil virou salário de fome na carreira política.

Não tenho como não ver o cenário como uma grande corrida sem rumo e uma bomba prestes a explodir. Enquanto isso não acontece tenta-se fazer o maior estoque possível de tudo: o maior salário, de preferência em cargo público, quando se pode sugerir e aprovar os próprios aumentos, a lei da vantagem onde puder sr aplicada, e o descarte de tudo o que não tiver mais uso, tão longe quanto não atrapalhe, tão perto quanto menor for o gasto e o tempo de deslocamento.

Monday, January 03, 2011

Começou!

O ano começa com boas perspectivas. Passamos a virada em Imara, novamente, com a família da Alice: acepipes de primeira regados a bebidas borbulhantes sustentaram risadas e resoluções para o ano que se inicia. Desejos de muita saúde, que precisamos todos, e estratégias para cumprir os tantos quilômetros que o mundo nos reserva.


A Galinha da Bela Vista

No domingo, 2, fomos ver se a galinha ainda estava lá na praça. Num primeiro momento chegamos a pensar que a tivessem levado. Resolvemos então dar uma boa circulada pela praça e a encontramos na parte alta. Uma espécie de espaço de convivência para sabiás e pombinhas rolas, onde os vizinhos depositam meias bananas e mamões que fazem a alegria do passaredo. Ali a galinha survivor se achou, ora bebericando uma água dos potes de barro, ora catando uma minhoca fresca da terra.

Acho que está na hora de darmos um nome a ela.

Tuesday, December 28, 2010

Milagre de Natal?



A Alice a avistou pela primeira vez, em plena tarde do dia 25, na Praça Gustavo Langsch.

- Uma galinha ali na praça?
- Onde?
- Ali, na praça, acho que era uma galinha.

Fizemos a volta na praça e então pude ver. Deve haver uma explicação. Por enquanto, apenas algumas hipóteses para uma galinha viva ao lado de um despacho. Não entendo nada de macumba religiões afro, mas não me lembro de ter ouvido falar de algum trabalho no qual se deixasse o bicho vivo.

Então começamos a especular:

1) Ela se fez de morta. Quando os batuqueiros religiosos saíram, ela levantou-se e aproveitou para filar as oferendas.

2) A pessoa que fez o trabalho bebeu mais cachaça do que deixou pro santo e nem viu que não matou o bicho. Ou matou qualquer coisa que tava por ali, um pedaço de tronco, por exemplo...

E o terceiro, e mais incrível:

3) O milagre de Natal. A galinha ressuscitou! O trabalho foi feito, o bicho morreu, e no Dia de Natal, voltou à vida.

Agora ela está lá. Todos os dias eu passo por ali. Por sorte, no Bela Vista, as chances de ela sobreviver ao trabalho e acabar na panela são menores. Já comeu quase todo o milho da oferenda. Queria deixar algo pra ela comer, mas como aquela praça tá sempre cheia de pássaros, assim como eles ela deve achar o que comer. Água que eu não sei se galinha bebe... Acho que antes de irmos pra praia vou deixar um pote com água pra ela.

Wednesday, December 08, 2010

O maldito telefone LG

Resolvi encarar o problema do telefone depois que apresentou uma mensagem na tela: “telefone desligado”. Mas o telefone estava ligado, a bateria cheia. Há dias eu o carregava assim, deixando o cabo tensionado com algum objeto para driblar o mau contato.


Mas essa feliz mensagem não me deixava fazer mais nada. Consegui salvar as fotos e o resetei. Reset geral powerfull. Zerou todinho.

Uma dica: nunca compre um telefone LG! Não pense, apenas não compre!

Pois bem, telefone zerado, tirei o chip e o cartão de memória e o levei para a assistência. Liguei para o 4004 para descobrir o endereço. Começaram os problemas. Eu estava no intervalo de almoço, atrasado e com muito calor. E o feliz atendent me perguntou tipo sanguíneo, endereço, telefone, etc. Disse a ele que estava com pressa, que só queria o endereço, e sabia que na assistência me perguntariam tudo de novo. “Assim que o senhor informar o cpf, os dados estarão todos lá”. Eu acreditei...

Cheguei na assistência, esperei minha vez e entreguei o aparelho. A atendente me disse que o diagnóstico sairia de 24 a 48 horas. Digitou mais uns dados, me perguntou tudo de novo! Quando estava quase acabando, perguntei se eles me ligavam ou eu tinha que ligar. Aí foi pra arrematar:

- Não, o senhor liga, daqui a 3 ou 4 dias...
- Tá, e aquilo que tu tinhas dito, de 24 a 48 horas?
- Isso!
- Sim, mas 24.. 1 dia, 48.. dois dias, não?
- Não, de 3 a 4 dias.
- Mas... finaliza aí. Finaliza aí.



Eu tenho certeza que essas pessoas só conseguem esses empregos justamente porque tem essa limitação.

Tuesday, November 30, 2010

Faça você mesmo...

Não gosto do rótulo de auto-dependente. Acho que é uma maneira ofensiva de dizer independência, e que no fundo é a mesma coisa. Noto isso desde os tempos de colégio. Sempre que a professora fazia uma enquete para fazer os trabalhos, eu votava para fazer individual. Quando eu tinha o único voto contra, pedia para fazer sozinho mesmo assim.


Eu perco tempo, às vezes quando não poderia perder; eu gasto mais do que gastaria se encaminhasse a tarefa a algum profissional. O resultado, então, deveria ser que ficaria bem feito: não fica! Fica do meu jeito. E essa é a questão. Por mais que eu perca tempo, gosto de ver a coisa acontecendo, mesmo que seja eu a pessoa que vai sujar as mãos. Em contrapartida, ganho o conhecimento, muitas vezes inútil, de coisas que eu jamais farei novamente.

Como eu sei que não é o certo a fazer, procuro me controlar. Mas aí os problemas se apresentam, e eu tento fazer a coisa pelo regulamento:

1) Problema apresentado;
2) Procurar o profissional;
3) Estabelecer a qualidade;
4) Estabelecer o preço;
5) Estabelecer o prazo;
6) Definir o profissional;
7) Entregar o problema;
8) Aguardar o prazo;
9) Problema resolvido;
10) Pagamento.

Problema 1: Celular não carrega.

1) Celular não carrega;
2) Profissional: Assistência técnica LG em Porto Alegre:
     a. Site não funciona
     b. Atendimento pelo telefone: ok.
3) Qualidade LG (sem comentários!)
4) Preço: garantia de fábrica: 360 dias, tempo de uso: 5 meses;
5) Prazo: 2 dias para diagnóstico e até 15 dias caso precise trocar alguma peça;

Travou aqui: até 15 dias para resolver qualquer problema que fosse, é um prazo absurdo. Para um celular..

Problema 2: Remover ninho de caturritas de uma torre. É necessário que a empresa que vai fazer a retirada seja acompanhada por um biólogo credenciado pela Prefeitura.

1) Remover o ninho;
2) Profissional: Biólogo credenciado:
     a. Celular direto na caixa postal;
     b. Prefeitura: telefone 99% ocupado; 1% chama até cair a ligação;

Problema 3: Carro com a lenta muito baixa, leve trepidação.

1) Lenta trepidando;
2) Profissional: Oficina X;
3) Qualidade: confiança...
4) Preço: R$150 para limpeza dos bicos injetores. Segundo o mecânico, resolve em 90% dos casos. Caso precise trocar alguma peça é passado o orçamento antes.
5) Prazo: 4 horas.

Travou aqui: 4 horas, 150 reais e um risco real de ser enquadrado nos 10% que caem no “orçamento”.

Eu não vou fazer sozinho nada dessas coisas, se bem que tentei abrir o celular, mas não achei a chave adequada. Mas é por isso que quando tenho a oportunidade de fazer eu mesmo, eu nem penso.

Monday, November 01, 2010

Adeus metrô!

Infelizmente o metrô do Serra não virá. Vamos ir aos jogos da Copa do Mundo de T-1. Torci muito pela troca de comando no Brasil, mas não deu. Espero que minha torcida no futebol, pelo Inter, seja mais efetiva. Marina 2014!

Já está no mercado (no Zaffari tem) a nova linha de geleias da Agreco. Experimentamos a de tangerina. Muito boa! Cítrica, com bastante sabor da fruta. À medida do possível temos dado preferência a produtos de origem orgânica, embora a maioria ainda pese no bolso. Mas para itens de compra menos frequente vale muito a pena.

Monday, October 25, 2010

Será que nesses kits de Pacotes da Dilma não existe um bolsa estacionamento?

Pior que nem assim. Mas acho pouco provável que o Serra provoque uma reação nesta última semana. Por mais que não acredite nas pesquisas, é triste saber que funciona.
Eu fico apavorado com os preços dos estacionamentos. Semana passada fui no Shopping Total (vulgo Tenda Total: as tendinhas não tem teto!) e fui apunhalado com R$4,00 para estacionar. Eu sempre entendi que os Shoppings tinham uma hierarquia, que se pode observar sob vários aspectos: rede de lojas, praça de alimentação, localização e estacionamentos. O Iguatemi e o Bourbon Country já cobravam indecentes 4,50. Mas são uma categoria superior de centro de compras. As lojas são fechadas, tem teto. Abrigam grandes redes, oferecem serviços diferenciados. O Moinhos e o Praia de Belas usam um sistema por hora, mais caro ainda, sendo que um deles tem o claro objetivo de seleção, e o outro tem a justificativa de coibir (ou lucrar) com não clientes. Até aí estava tudo bem. Agora essa: o Total, que seria um Centro popular de Compras melhorado, cobrar 4 reais para estacionar.

Não posso cair no argumento de que eu sou o errado, de “quer ter carro?, que pague”. E quem não tem? Quem quer passar “Só pra dar uma olhadinha”, o que faz?

Sou terminantemente contra flanelinhas. Mas acho que Porto Alegre tem uma boa alternativa aos estacionamentos fechados que é a Área Azul. 1 real por hora, podendo ser fracionado. Mas é um sistema que precisaria ser expandido e melhorado. Muitos não respeitam o limite máximo de 2 horas e... não acontece nada!

A conclusão que chego é que vivo em uma sociedade para a qual não estou preparado. Pago um preço que não acho justo para estacionar em um local que passa uma ideia de segurança.

Que venha logo o metrô do Serra!

Monday, October 11, 2010

Caju

Sexta passada, dia 8, tive uma surpresa muito emocionante. Estava desde o início da semana querendo visitar novamente o Caju, agora no quarto. Em setembro, quando fui pela primeira vez, ele estava na CTI. Na ocasião ele respirava por aparelhos e o lado esquerdo estava completamente imóvel. Nem sequer piscar o olho esquerdo, ele conseguia.

Até então, as informações eram de que não se poderia fazer previsões quanto à recuperação dos movimentos do lado esquerdo, da visão e da fala.

Quando entrei no quarto, no entanto, ele estava em pé, caminhando até o banheiro apoiado pelo primo, o pai e a irmã. Eu e o Rodrigo o ajudamos a dar aqueles passos e ouvimos as primeiras palavras.

Havia dois dias que ele estava esboçando movimentos com os membros do lado esquerdo e dado as primeiras palavras. Identificou imediatamente o "Rodrigão" e ainda brincou comigo dizendo que eu era o "Daniel" (cantor).

É incrível a recuperação dele. Muito bom tê-lo ouvido falar, me pedido para ajudá-lo a ir ao banheiro e me pedindo para tirar suas meias.

Friday, August 27, 2010

Energia...

Eu achava que gastávamos todas as energias quando procurávamos uma nova casa. Como eu me enganei. Aquela energia se dissipava, pois a gente procurava, percorria ruas, códigos de imobiliárias, corretores de todos os tipos e muitas páginas de jornal. Todas essas informações eram abstratas. Essas pessoas, por piores que fossem, deixavam de existir após um encontro ou telefonema. Nenhuma daquelas era nossa casa mesmo.

Agora a energia é realmente concreta, e dá prazer em gastá-la pendurando um quadro, montando uma adega, prendendo uma cortina, etc. O problema é quando as pessoas com as quais interagimos, agora, deixam sua marca. E não há quem se salve: a faxineira, o pintor, o pedreiro, o cara da pedra, o cara do piso, o cara do gesso. E essa energia, quando envolve essas pessoas, não é nada boa!

Friday, August 06, 2010

Pousada do Vô Arthur

No final de semana passado tivemos o aniversário da Karina na Pousada do Vô Arthur, na Barra do Ribeiro. Como o tempo estava feio, não tivemos a oportunidade de conhecer todos os atributos da pousada, e acabamos passando apenas a noite de sexta para sábado.

Mesmo assim, aproveitamos uma noite à volta de uma enorme lareira suspensa, com churrasco, vinho, bolo e parabéns.

Estávamos relativamente retirados. Então, os mantimentos não podiam faltar. Assim, com carne, carvão, bebidas e lenha à disposição, e disposição, assim que terminava um churrasco começava outro. Tanto que amanheceu um espeto montado e semi-assado sobre o fogão. Um espeto bonito, com medalhões que pareciam ser de maminha. Intocados!

E logo depois do café da manhã, veio a história daquele espeto. E de como chegara intacto ali. O complexo era formado por uma casa grande, com seis quartos e um pé direito de uns 3m; uma área de convivência, onde era servido o café da pousada e outras casinhas menores, de dois quartos cada. Nessa área de convivência era onde tinha a lareira suspensa e a churrasqueira. Nosso pessoal estava, em sua maioria nessa casa grande. A certa hora da madrugada recebemos algumas reclamações pelo barulho e tivemos que sair da área comum. Fomos para a sala da nossa casa, que também tinha uma lareira. Mas como as outras casas ficavam próximas, o barulho também incomodaria.

A Karina tentou então nos levar para uma outra área comum à beira do rio. Lá não incomodaríamos ninguém. Mas estava frio e chovendo. Eu e a Alice permanecemos na casa, outros foram formir e uns outros amanheceram nesse outro galpão.

Foi lá que resolveram montar aquele últimmo espeto, o dos medalhões. Enquanto um espetava a carne, surgiu um desafio para uma “lutinha” na grama (embarrada). Vou tratar a dupla por Desafiante e Desafiada. A Desafiada logo avisou: “nem tenta porque eu vou te derrubar.” Ela já tinha bebido bastante, mas tinha noção dos seus conhecimentos marciais. Ele tinha bebido mais, e não tinha noção alguma.A lutinha não chegou a sequer, começar. Terminou no primeiro golpe, e um corpo estendido no chão. Na grama molhada.

Assim que amanheceu eles se recolheram. O espeto dos medalhões ainda não tinha assado, e o Desafiante resolveu que o levaria para a casa. Deitaram o espeto inteiro sobre uma bandeja grande. Ele a segurou com uma mão de cada lado, equilibrou-se e caminhou calmamente até a casa. Entrou meio cambaleante e se deparou com pessoas que lhe pareciam estranhas. A bandeja balançava enquanto a cabeça girava procurando por um conhecido.

O Desafiante tinha entrado no salão do café achando que era a cozinha da nossa casa, e por sorte, antes de perguntar o que aquelas pessoas faziam ali, foi advertido por um funcionário da pousada que o conduziu até a verdadeira casa. As pessoas eram os demais hóspedes da pousada, possivelmente os mesmos que durante a noite reclamaram três vezes à administração do nosso barulho.

Wednesday, August 04, 2010

Sonhos..

Gosto de pensar nos sonhos como algo que se pode realizar. Já tive, em outros tempos, desejos mais ambiciosos do que os astros poderiam conspirar, e os alimentei a ponto de quase viver uma outra realidade; me alienava das limitações e deixava de aproveitar o momento da forma como era oferecido.

Depois que eu e a Alice casamos passei a valorizar as coisas de forma aparentemente mais sensata, me divertir de forma mais econômica e a ter sonhos mais palpáveis. O mais engraçado é que esses novos sonhos, ao menos financeiramente, seriam muito mais difíceis de se concretizar do que os que tivera.

Assim vieram as viagens, realmente maravilhosas, inspirando outras futuras e alimentando mais e mais sonhos desses concretos. (Eu sonhava em marcar um gol pelo Inter numa final de campeonato.. sonhava que o Fernando Carvalho e o Tite - na época, técnico - iam até a minha casa para me contratar às vésperas de um jogo decisivo.. essas coisas)

Junto com as viagens, sonhávamos com uma casa nova. E esse desejo, por mais concreto que paracesse, foi o mais difícil de realizar. Foram mais de dois anos procurando, investigando, especulando, visitando... Fizemos propostas, economizamos, chegamos a projetar modificações, decorações, caminhos para ir ao trabalho... E vimos, um após outro, declinando no conceito daquele que seria nosso novo lar. O ninho, como chamamos, onde vamos agora, ajeitando cada galhinho no seu lugar.

É difícil descrever a sensação de felicidade, e nem sei se quero. Talvez o momento agora seja de apenas sentir, e rir por este motivo.

Thursday, July 08, 2010

Pérolas da rede mundial - gatos

Eu e a Alice adoramos esses programas sobre bichos. Desde aquelas caçadas de leões e guepardos nas savanas africanas até os sobre educação de animais domésticos. O Encantador de Cães, do Cesar Millan é, sem dúvida, o melhor. O cara é muito bom! E num desses programas vimos algum sobre gatos, que chegamos a olhar sobre as raças na net. Não que venhamos a ter um, porque eu realmente não gosto de gatos. Mas não nego que são uns bichinhos bonitos, e às vezes, engraçados.

Eis que então deparamo-nos com essa verdadeira pérola, naquele Yahoo Respostas:

Gatos: Preços, características e onde comprar (São Paulo - SP)?
Olá! Gostaria de ganhar um gato, mas acontece que moro num apartamento relativamente cheio (moram 4 pessoas num ap. de 100m²) e eu tenho um cachorro macho, da raça shih tzu. Acredito que ele já tenha por volta dos 5 anos e é bem rabugento.

Uma coisa que não gosto nele é que ele é, literalmente, metido. Ele quer carinho só na hora que ele quer e depois que você fornece o carinho ele simplesmente sai e vai dormir (ele só dorme) e se você vai mexer nele enquanto dormindo ele avança, pra pegar mesmo. Só que eu ODEIO isso, não suporto. E sei que tem gatos que são assim. Mas pesquisei e vi que aparentemente tem uns que não são. Selecionei algumas raças (antes gostaria de adotar um filhotinho mas vi na tv que todos os vira latas costumam ser mais independentes);

>>A questão é: Que gato? E se realmente é a hora de ter um gato.

Vamos lá, tenho 16, logo farei 17. Estou indo para o 3º ano e farei cursinho.
Tenho uma irmã de 9 anos que costuma passar o dia todo na tv. Ela é meio agitada.
Tenho um cachorro, como já disse, um shih tzu.

O que eu gostaria em um gato: que ele fosse apegado ao dono (e que tenha como EU ser a dona) mas que também não se esconda quando vier visita. Que seja inteligente e carinhoso. E até sensível. O que eu gostaria era de um gato pra ficar ao meu lado e eu fazer carinho as vezes enquanto estudo. De preferência um gato que não precise de muito espaço, limpo e de certa forma obediente (sei que eles não são muito obedientes) mas uma coisa que gostaria MUITO é que se eu o chamasse, ele viesse. (meu cachorro não faz isso)
Outra coisa é que não posso ter um gato de pelo comprido porque acaba atacando a rinite.
Eu pesquisei e fiz uma tabelinha de gatos que achei bonito e ao mesmo tempo condizente com essas necessidades, depois de falar da lista vou falar dos que mais gostei.
-Abissínio
-Angorá-Turco
-Gato Azul da Rússia (russian blue)
-Bengali
-Korat
-Birmanês
-Bombaim
-Califórnia Malhado (spangled)
-Gato sagrado da Birmânia
-Chartreux
-Tonquinês
Dessas as que mais gosteis foi o Gato Azul da Rússia (muito lindo, aparentemente do jeito que quero!), Gato Sagrado da Birmânia e o Chartreux.

Apesar de tudo eu gostaria de adotar um gatinho vira latinha, alguém tem um e sabe se eles costumam se apegar ao dono e tudo o mais? Porque eu queria um gato alto, com pelo curto, um aspecto magro (como o azul da russia).
Queria também informações sobre preços de rações, se alguem tivesse site também... com as informações. Sobre como criar e de certa forma adestrar.
Uma coisa que gostei no Azul da russia é que ele pode andar de coleira e tem um miado suave.

É basicamente isso, sei que sou meio fresca, mas quero que seja um gato legal pra que eu seja muito feliz com ele por muuuito tempo.
Me ajudem, não quero informações perfeitas, a união faz a força.
Obrigada!^^
1 ano atrás
Detalhes Adicionais
Oi, gente, as respostas estão muito boas!
Acho que vou seguir seus conselhos e >>adotar<< um gato jovem!
Só que simplesmente não consigo escolher qual é a melhor, se importam se eu mandar para votação?! Podem responder por mensagem! Obrigada; e quem tem gatos, eu gostaria de conversar pra saber quanto gasta com comida, areia, veterinario, por mes.
:)
1 ano atrás

Thursday, July 01, 2010

O primeiro título mundial que asssti...

Posso dizer que minha primeira Copa do Mundo, emancipado, foi a de 94. Eu achava que podia decidir por mim, ir onde eu quisesse e chegar em casa tarde da noite. Eu tinha 17 anos, e esboçava algumas saídas noturnas. Mas a cada tentativa era uma sessão de sermões, onde tinha ido, com quem, etc.

1994 foi justamente o ano em que o Senna morreu. E acho que isso contribuiu para aquele estado de catarse no qual eu via o mundo às vésperas da final do mundial. O brasileiro estava acostumado às vitórias do Senna, embora aquela temporada não fosse exatamente boa. Mas ele já era recordista de pole positions, de vitórias, e era tricampeão mundial. Todas as suas conquistas, aliadas ao seu carisma, levaram o Brasil a um luto muito singular, tenham gostado dele ou não.

Então aquele tetracampeonato de 1994 foi como um grito de desafogo para o clima de funeral no qual vivíamos. Na época a mãe do Luiz trabalhava na Antarctica, e nos conseguiu umas credenciais que davam direito a assistir aos jogos do Brasil na cervejaia Berlim com cerveja liberada. Assim eu era apresentado ao mundo dora da severidade dos meus pais em casa: vitórias da Seleção Brasileira no telão, amigos, muita gente e cerveja. No jogo da final não nos deixaram entrar na Berlim, e assistimos na casa do Luiz. Mas depois fomos para a Nilo e fizemos festa até tarde...

Tarde, na época, era um pouco depois da meia-noite. E não existia telefone celular. Cheguei em casa à 1h da manhã e fui recebido por uma mãe irreconhecível desde os tempos de criança. Quase apanhei. Ouvi um sermão violentíssimo e a notícia de que meu pai passara mal. Não lembro exatamente, mas acho que foi um pouco depois dele infartar, algo como uns dois ou três meses. E minha mãe disse que se acontecesse algo eu seria o culpado. Foi foda! Mas o Brasil era campeão e eu tinha comemorado na rua como gente grande.

Wednesday, June 16, 2010

O primeiro fio branco nunca vem sozinho...

Assim como os erros de português quase nunca aparecem desacompanhados, sobretudo os mais grotescos, o primeiro fio branco não prova da solidão quando é descoberto. Se ainda não tens idade de experimentar essa espantosa descoberta no espelho, ou no comentário daquela pessoa que acompanha todas as mutações do teu corpo, tente observar com atenção qualquer texto onde tenhas identificado um erro. Se o erro for simples, que caracterize um descuido, é menos provável. Mas os mais frequentes, apesar de toda defesa de que foram mero erro de digitação, são erros convictos. E se houver tentativa de correção ou apenas advertência, com certeza cairão na defesa do erro de digitação, pressa, etc. Como se tivesséssemos que perder sempre o dobro do tempo para tudo o que escrevemos: um para escrever e outro para ler. Os mais legais são os das publicações, porque – esses sim – foram (teoricamente) revisados, e depois mandados à impressão. Mas como são mais raros, e bem menos grotescos, é bom recorrer logo aos emails, de preferência os mais sérios e longos.

Eu acabo me perdendo mais nesse assunto porque me incomoda verdadeiramente. Embora eu também erre. Mas pode ter certeza que não darei desculpa de que escrevi rápido. Meus erros, quando houver, provavelmente serão convictos. Esta semana, e justamente no seu primeiro dia, ele apareceu. O fio, digo, não o erro de português. Primeiro no espelho, e em seguida logo após um doce “meu amor!!!”. Ele estava ali, um pouco acima da orelha direita e mais compridinho que os demais normais pretinhos. Ou castanho-escuros, como quiser. Mas estava. Então completei várias lacunas de pensamentos sobre coisas úteis com aquele que seria o meu primeiro fio branco. Considerei aquele momento, num domingo à noite, de certa forma, poético. Pensei em nomes para títulos de um livro, de como contaria isso aos sobrinhos e aos seus filhos, essas coisas. Até que hoje de manhã, depois de dois dias sem fazer a barba, eles apareceram todos. Resolveram se concentrar no queixo, os malditos. E pior que são de um branco com brilho, que poderia até parecer bonito para que gosta deles. Eu não gosto, mas vou, no máximo cortar os da barba. Aliás, foi assim, fazendo a barba todos os dias que eles chegaram sem que eu os percebesse. Não apelarei a nenhum tipo de tintura.

Vou apreciá-los como parte do curso natural, assim como não se podem banir os mais grossos e belos erros de português.

Wednesday, May 26, 2010

Reeducando a oratória...

Preciso urgentemente reeducar a fala, de modo que consiga finalizar as orações. Vejo que estou herdando uma péssima mania do meu pai, de não completar as frases, deixando subentendido o final. Sempre impliquei com ele por isso, falava uma frase e deixava o final vago. “Vai ali noooooo... e fala com ooooo... né?” E eu insistia: “onde, pai? Com quem?’ E ele ficava indignado, como se tivesse dito a informação, que era justamente a mais importante.

E eu ando assim, tipo Seu Antônio, quando trato sobre um assunto mais sério, pessoal ou profissional. Espero que não seja um sinal da idade pegando...

Tuesday, May 25, 2010

Thursday, April 29, 2010

Como é mais fácil ser bronco...

Com a mulher da limpeza, lá do trabalho, que teve a habilidade de passar um produto no mouse do meu computador e deixá-lo grudento. Eu já peço, a cada vez que trocam a pessoa da limpeza, que não precisa organizar a minha mesa. Mas não adianta, quando volto do almoço vejo que houve uma tentativa de organização. Então um dia notei que o mouse tava pegajoso, como quando se arranca um adesivo de um plástico. Pensei no que eu poderia ter sujado, até que caiu q ficha que devia ser um produto da mulher. Aí pensei numa maneira de perguntar a ela sem ser “bronco” e ela confirmou que “Só passei um paninho.” O pior foi que tive que deixá-la terminar o serviço, mas quando vi que estava quase perdendo o meu mouse emborrachado ThinkPad, pedi que deixasse assim. Agora ele tá lá.. grudentinho.

Com um monte de coisas que eu não consigo entender, como esses guris principalmente guris – que tatuam o seu próprio nome em um dos braços, enorme assim.

Com essa nova moda de as mulheres usarem calça de palhaço. Essas com o fundilho lá no joelho. Deve ter algum outro nome, eu imagino. Mas não existe coisa mais horrorosa! E elas usam, e não ficam se sentindo mal! Ao menos não parece que estão.

Com os erros e incoerências com a nossa Língua Portuguesa, principalmente pelos comunicadores. Agora estou implicando com o “recorde”. Eu também acho que soaria melhor “récorde”, como muitos falam, mas não é assim. Poderiam ter aproveitado a mudança ortográfica e ter definido que a partir de agora seria “récorde”. Mas não, não tem acento, é uma paroxítona e se fala reCORde. Não me importo que as pessoas do meu convívio falem, mas o brabo é ver num telejornal um falando récorde e outro recorde, na mesma matéria.

Eu poderia tentar entender essas coisas como normais. Mas não, eu fico bronco. Ainda que eu não demonstre, fulminei com pensamentos a mulher da limpeza, quase me arranco os cabelos quando vejo essas calças de palhaço e quando ouço “récorde” no rádio ou na tv.

Monday, April 12, 2010

Um apaixonado na cozinha...

Antes de casar eu apreciava os melhores e mais sofisticados xis da cidade. Era um saudoso do xis animal, do extinto Coyote, ali na Goethe. Eu e o Everton comíamos dois xis animal acebolado depois de cada dia de prova do vestibular da PUC. Hoje a cidade conta com inúmeras opções de xis cavalos, de dois andares, com filé, bacon, dois ovos, pepino, câmara de pneu e rolha picada. Alguns, como o Speed, na Lima e Silva, tudo isso e “algo mais”.

Quando casei houve uma mudança radical na minha alimentação que teve vários colaboradores. Um deles, o Vitor, além de ótimo professor, me oportunizou conhecer o magnífico Mesa de Cinema. Ali vi que meu potencial para apreciar a boa mesa ia muito além do xis do Cabecinha, do Speed. Com o tempo resolvi me aventurar por essas bandas da cozinha. Comecei com alguns assados. Sempre com algum incremento além do sal, geralmente o adobo. Adobo é um mix de temperos, basicamente orégano, tomilho, pimenta vermelha e algumas variações, dependendo da marca.

Um tempo depois vieram as massas e o risoto. Eu sempre achei que massa era massa, e só. Fiquei fascinado com a pasta di grano duro. O risoto foi outro marco, principalmente depois de conhecer o Tutto Riso. Hoje fazemos muito risoto, quase sempre muito bons.

Mas ultimamente acho que perdi a mão. O encanto se foi, alguma coisa aconteceu. Poderiam dizer que o cozinheiro está apaixonado, porque o sal e a picância tem sido exagerados. Eu sempre quis fazer um bacalhau. E em pedaços, pois desfiado seria muito simples. Fiz o dessalgue como sugerido e o assei. Ficou simplesmente impraticável! Deixei uns dois dias na água. Entendi que foi pouco. Mas sou brasileiro... Resolvi fazer outro para a Páscoa, dessa vez com os sogros de convidados. Deixei o bicho uns quatro dias trocando a água. Digamos que tenha ficado... aceitável. Mas eu acho que deveria ter menos sal.

Semana passada inventei de fazer um molho que há anos queria, o bechamel. Sempre achei que seria muito complicado e envolveria ingredientes não usuais, como manteiga, ovos, e outras coisas que geralmente não comemos. Li algumas receitas e vi que era basicamente simples. Ainda por cima achei a receita do espetacular “Al borgheto” do Atelier de Massas. A receita toda não seria tão simples, com o molho, funghi, e brócolis ao vapor. Como eu estaria sozinho, resolvi tentar. Bah! Ficou um negócio de bom!

Quando a Alice chegou, de tanto que eu falei, ela quis experimentar. Teria tudo pra dar certo, melhorando o que, na primeira tentativa já tinha ficado muito bom. Não sei se foi pela saudade, sei lá, sei que exagerei tanto na pimenta vermelha (além do adobo) que nem eu, que adoro pimenta, consegui comer. Mas eu sou brasileiro...

Thursday, April 08, 2010

Pedágio

Antes de eu contar sobre o episódio do pedágio preciso chegar até lá. Tínhamos passado pelo mais difícil em termos de comunicação, o grego moderno da Grécia. Se fosse o grego antigo.. ih! Já tinha até recebido instruções de como funcionava a nossa motoneta, em grego.

Depois de quase uma semana na Grécia, mudamos radicalmente para a França num roteiro que assusta qualquer um que - como nós - só fala português. Estrategicamente simples, vejamos: Fomos de Paris a Rennes via trem. Lá pegamos um carro, visitamos o Mont Saint Michel e depois fomos para uma mini-piccola-cidadezinha, mas que todos já devem ter ouvido falar: Savigné-sur-Lathan. Mil e trinta e três habitantes.

Todo nosso itinerário foi pensado, repensado e muito detalhado. Tudo para evitarmos imprevistos, principalmente nos perdermos ou pagar uma conta indevida de pedágio. E realmente rodamos uns 200km sem maiores contratempos. Fomos aos castelos. A dona da Closerie La Fontaine, onde nos hospedamos, falava exclusivamente francês. E não era por opção. Nada, nada, nada de inglês. E aí!? Não sei como, mas conseguimos que ela nos emprestasse alguns mapas e nos desse algumas dicas de como chegar ao primeiro chateau, o Chenonceau.

Havia uma diferença na dica que ela nos deu. Dizia para pegarmos a autoestrada, enquanto tínhamos traçado um trajeto por uma via secundária. Nas autoestradas haveria o pedágio, e não tínhamos ideia de quanto pagar, nem como, uma vez que não há atendentes, como aqui. Pedágios, sem chance! Era o nosso lema. Sem contar que o site da Michelin oferece três opções de rota entre as cidades: mais rápido, mais econômico e mais bonito. Os mais baratos são os mais bonitos, pois cruzam as cidades por belos campos verdes.

Como já eram cerca de 14h, queríamos chegar logo ao castelo, almoçar e retornar por volta das seis da tarde. Sabíamos também que há trechos em que a estrada não cobra pedágio, e imaginamos que ela não iria nos oferecer justamente uma rota que precisássemos pagar. Talvez ela tenha dito que teria o pedágio, mas essa parte eu não entendi... só essa... Nos despedimos e tomamos o rumo do chateau. Logo encontramos o acesso à A10, a estrada maldita! Andamos por ela um pouco, e veio a cena que não queríamos: uma praça de pedágio. Gelei! E o pé abandonou o acelerador. Buzinas! 140 era o limite, e eu devia estar a uns 30km/h. Maaaas... vi que os carros chegavam na cancela, apertavam um botão e passavam. Não pareciam estar pagando. Nos aproximamos, apertei o tal botão e a máquina imprimiu um tíquete. Juro que pensei que fosse algo como um registro apenas para fins estatísticos. Depois de meia hora de completo frio na barriga avistamos a nossa saída. E outra cena nada agradável: outra praça. Agora tudo fazia sentido, tu entra na estrada e recebe o registro do km, e o valor é cobrado de acordo com o trecho percorrido. Separei o cartão de crédito e umas moedas. Havia somente máquinas, nada de pessoas. Me aproximei, inseri o tíquete e ele pediu o cartão. 3 euros. Normal! Mensagem: Cartão refusé, algo assim. E nada do tíquete. Eu já tava meio que suando frio, o carro em completo silêncio. Quando olhei para a Alice a máquina fez um barulho e só vi nosso tíquetezinho ser cuspido e sair voando pela estrada. “Olha lá ele!” E ele indo, voando longe já. Tinha bastante vento. A Alice saiu correndo atrás do papelzinho e eu fiquei ali tentando entender. Quando ela voltou tentamos de novo. Os carros todos iam para as outras cancelas. Inseri novamente o papel, depois o cartão, mas a mensagem foi a mesma. E não achamos nenhuma máquina que aceitasse dinheiro ou moedas. Pânico e colapso absoluto. Pior, a máquina não devolveu o papel. Eu sabia que estávamos sendo filmados, mas chutei o balde. Fizemos a volta e retornamos. Foi a única saída que conseguimos raciocinar. Iríamos perder mais 30 minutos pra voltar onde entramos, depois retornar pela estrada que tínhamos planejado e o combustível. Na volta avistei outra saída. Mas a praça de pedágio estava lá. Usamos o limite de velocidade da pista e voltamos ao lugar de origem. E havia uma cabine com uma mulher. Salve! Nada de inglês também. Expliquei a ela por mímica que o papel tinha voado pela janela. Ela então apontou para o preço máximo da estrada; 36 euros. Se eu não tinha o tíquete ela poderia supor que eu tivesse andado todo o trecho. Aí sim! O nível de engasgo, frio na barriga, era absurdo. Até que ela perguntou onde tínhamos entrado. E eu disse que tinha sido ali mesmo, naquela cancela. Só tínhamos entrado e feito a volta. Então ela me passou um termo em que eu me responsabilizava que tinha entrado ali. Nos cobrou o trecho mínimo: 2 euros. Finalmente conseguimos sorrir, rir, gargalhar e, também, sentir fome. Eram 4 da tarde. Depois disso, nada mais de dicas!

Tuesday, April 06, 2010

Tenho andado distraído

Há dias ouvia um toc toc estranho quando caminhava. Como se um pé fizesse e o outro não. No início, há cerca de uma semana, achei que fosse o jeito de pisar. Para um pé torto que nunca teve sucesso algum no futebol, esse argumento foi perfeito, e fiquei tranquilo. Até que ontem, subindo as escadas para a minha sala, já aqui no trabalho, a diferença do toc toc era muito evidente. E por mais que eu virasse o pé, não acompanhava o barulho do outro. Tive então a brilhante ideia de olhar para os pés e constatar o óbvio: era um pé de cada sapato.

Tuesday, March 30, 2010

Dormir bem...

Se alguém tem problemas relacionados ao sono, sejam recorrentes ou em função de alguma preocupação momentânea, recomendo assistir ao filme Um Bom Ano, com o Gladiador. Esqueci o nome do ator...

Eu tenho acordado quase todas as noites apertado e com sede. Geralmente volto pra cama e durmo em seguida, mas também ocorre de demorar.

Então ontem vimos o filme, que é bastante leve e divertido, além de ser um descarado convite a se conhecer a região de Provence... Não sei se foi por isso, mas dormi muito bem, até de manhã. Talvez não funcione pra todo mundo, mas é uma ótima alternativa a Cracolândia, julgamento da Isabela, etc.

E eu não lembro o nome do cara.. E não vou procurar!

Tuesday, March 16, 2010

Recomeçando...

Voltei das férias com o mesmo pensamento de que este ano será mais organizado, que vou mudar isso e aquilo pra melhor e tals. Algumas coisas, como a minha mesa de trabalho, segue completamente bagunçada. Mas tenho procurado fazer o que me proponho.

Por outro lado, vejo como nunca, sonhos e passos importantes, daqueles de pedir pulando as ondas na virada de ano, tomando forma.

Meu cachorro morreu. Eu não tinha mais uma ligação tão próxima, pois era, na verdade, o cachorro dos meus pais, e ele já devia ter seus 15 anos. Tava bem velhinho, o Duque. Meus pais estavam na praia e eu fui lá dar ração e trocar a água. O encontrei deitado. Me despedi em nome da família.

Já é metade de março e mal consigo escrever no blog. Isso quer dizer que por mais que eu tente me organizar algumas coisas ainda não se encaixaram e me fazem perder um pouco de tempo útil. E também atrasa o início do livro que quero escrever este ano e ainda nem sei sobre o quê.

Friday, February 12, 2010

Saindo de férias...

A última semana antes das férias foi bastante cheia. Tive de deixar as tarefas em dia, preencher planilhas, fazer a tal da avaliação de performance do ano anterior e outras burocracias do sistema. E justamente quando o tempo deixa explícita sua preciosidade aparecem essas pessoas desprovidas de algo que não me arrisco a definir. Não sei se é puramente burrice, ou ignorância, ou sei lá o quê, mas não é bom! No fim, depois do assunto resolvido, ao menos serve para divertir...

A recepcionista

Há cerca de 12 anos, comecei a trabalhar na empresa A. Mais precisamente no setor AB. Um ano depois a empresa A foi vendida e transformou-se em duas: a empresa AB, na qual eu trabalhava e a empresa B. Mais uns anos depois, a empresa AB passou a se chamar empresa T e a empresa B seguiu com esse nome. Os anos foram passando e a minha empresa mudou novamente de nome, agora para empresa V, e aquela empresa B, completamente independente da nossa, sem nenhum resquício de ligação entre as duas, mudou seu nome para empresa O.

Então ontem fui ao Banrisul para acessar nossos equipamentos. Fazer uma vistoria periódica.

- Boa tarde, sou da empresa V. Preciso acessar o equipamento da empresa V no oitavo andar.
- Documento.
- Aqui...
- Qual o setor que libera a entrada?
- Telefonia? Talvez Manutenção, mas acho que é a Telefonia.

Geralmente é rápido, mas ela demorou um bom tempo no telefone até que me pediu pra falar com a pessoa no outro lado da linha.

- Boa tarde!
- Boa tarde, meu nome é Raul. Sou da empresa V, preciso acessar nossos equipamentos.
- Ah, sim. É que a recepcionista me disse que era da empresa A e eu achei estranho.
- Não, eu disse que era da empresa V.
- Ok, pode subir!

Lembrando: a empresa A não existe desde 1998.

Cortando o cabelo

- Como o senhor quer?
- Assim ó.. assim e assim.

Fiquei o tempo todinho me olhando no espelho e acompanhando os movimentos da cabeleireira. De repente notei algo estranho. Eu uso suíça, ou costeleta, ou como queiram chamar. Notei que o lado esquerdo parecia atorado. Fiquei com medo, estava me olhando só de frente, não queria virar o rosto. Mas tive que fazê-lo... e não deu outra, a mulher tinha atorado minha costeleta cultivada por anos. Não me contive:

- O que tu fez!!!???!!!
- Como assim?
- Tu cortou aqui...
- Não, só emparelhei.
- Não. Eu uso assim – mostrei o outro lado.
- É que tava fininho...

Fiz toda espécie de careta e disse que tinha me dado tristeza. Ela disse que como eu tinha falado como queria todo o cabelo, achou que podia cortar ali. Por sorte não me deixou sem as sobrancelhas...

Abastecendo

Com o frentista...

- Coloca 40 litros de álcool. Vou ali passando o cartão.
- Tá.

Com o caixa...

- 40 litros de álcool.

Ele passou o cartão na maquininha e começou a calcular, calcular, calcular... Perguntei se tava com algum problema. Ele me disse que tava calculando pra não precisar esperar. Quando voltou à máquina do cartão teve de passar de novo. Teve que calcular de novo. Perguntei se ele sabia o preço do álcool. Disse-me que sim. Só então pude observar ele digitando no teclado do PC: 40, e depois 2399. Voltou à maquininha e digitou – pasmem – 40, para os litros e... 16,67 para o valor.

- 16,67?
- Pelos meus cálculos, sim!
- Mas são 40 litros...
- Então vamos esperar – cara de brabo...
- Cara, tu não sabe o preço do litro do álcool?
- Sei, R$2,399.
- Então só multiplica... 40 vezes 2,399.
- Ah, tsc, desculpa, fiz um cálculo totalmente diferente...

Medo!

- Eu dividi em vez de multiplicar.

Mais medo!

Thursday, February 04, 2010

Calor sem precedentes...

Faz duas noites que não consigo dormir direito. Fico pensando em várias coisas, se é o fim do mundo ou algo parecido. Levanto, bebo água e tento dormir. Mas tá difícil, é um calor estranho, abafado.

Ontem o Batista soufru um apagão devido ao forte calor. Eu fico imaginando quem não tem nenhum recurso...

Thursday, January 28, 2010

Huang Chuncai

Domingo assisti no National Geographic ao documentário sobre o Huang Chuncai, o Homem Elefante. Como eu não vi o filme de mesmo nome, achei que era o mesmo caso. Mas não, o filme trata de uma história de mil oitocentos e poucos, e o Huang, pelo que entendi, vive no sul da China até hoje. Olhando a forma como a família vive, em condições extremamente precárias, não se entende como conseguem administrar uma situação tão delicada. Para ajudá-lo, o irmão mais novo deixou a mulher; e a irmã, também mais nova, deixou o trabalho. Antes de realizar a primeira cirurgia, os tumores na cabeça de Huang somavam cerca de 20kg. Para falar precisava segurar o excesso de pele do rosto. A visão do olho esquerdo fora perdida, e a respiração era um exercício a cada dia mais difícil. Quando estava indo para o hospital, saindo pela segunda vez do pequeno vilarejo onde morava durante 30 anos, Huang disse que não imaginava que o mundo ali fora fosse tão bonito, e que se pudesse viajaria o mundo todo dentro de um carro com vidros escuros.

Tuesday, January 19, 2010

A piada mais sem graça que já ouvi

Não consegui rir nem pra não perder o amigo. E estava num lugar dos mais apropriados para rir de qualquer coisa que se fale, sobretudo das piadas sem graça: um boteco. Eu, a Alice e uns amigos, entre eles o Hahn, bebíamos o calor do Ano Novo a goles gelados de chopp Brahma cremoso ali na Choperia Maryland.

Então o Hahn anuncia que ocorrera consigo uma situação real e inusitada das mais engraçadas. Passava por um advogado, num dos corredores da empresa na qual trabalha, também numa tarde de calor. O tal advogado tinha as mangas da camisa arremangadas e na dobra que vinha até o antebraço direito uma carta de baralho.

Ao observar, comentou:

- Tá com a carta na manga então!
- Pior, estou com o controle da situação... – continuou o advogado.

E sacou do bolso um controle remoto.

Thursday, January 14, 2010

Terremoto no Haiti...

Será que eu sou o único que não sabia quem era a tal da Zilda Arns??? Com todo respeito ao seu trabalho, que agora sei, era muito bonito e que ainda ajudará muita gente, mas nuuuuuuunca ouvi falar!

Tuesday, January 12, 2010

Pôr-do-sol em Oía

Um dos pontos-chave na ilha de Santorini era assistir ao seu magnífico pôr-do-sol na praia de Oía. Leia “ia”. Obrigado! É a ponta superior da ilha, então o sol se põe com os paredões rochosos e o mar azul ao fundo.

Seria nossa primeira longa viagem com o quadriciclo. Cerca de 8km para ir e mais 8 para voltar. Não sabíamos ao certo a que horas o sol daria seu espetáculo, mas sabíamos que uma certa multidão iria se aglomerar nas vielas, telhados e qualquer ponto estratégico para assistir. Então saímos do hotel por volta das 5 da tarde e iniciamos nossa viagem. Aquela motoneta não devia passar de uns 40km/h, mas com o barulho e a instabilidade dava impressão de estarmos a uns 80, pelo menos. Só que éramos ultrapassados por todos que não estavam de quadriciclo.

Depois de passar por alguns vilarejos, a estrada cortava uma paisagem de deserto. Apenas vinhedos de meio metro de altura e muita terra seca. Me senti no Easy Rider.

Quando estávamos quase chegando, depois de alguns sustos, a vista para a continuação de um penhasco mostrava um cemitério improvisado com cruzes, caveiras e sucatas de quadriciclos e motos. Tinha também alguma mensaem em grego que, por sorte, não conseguimos entender. Por um momento fiquei pensando que depois do sol se pôr seria noite e não havia um poste com lâmpada ao longo da estrada. Se minha cautela era máxima, tive certeza de que uma atmosfera repleta de deuses nos levaria de volta ao hotel ilesos.

Chegamos a Oía e começamos a identificar a trajetória do sol e procurar um bom lugar para ficar. Depois de muitas voltas numa espécie de labirinto de concreto branco, entre rampas escadas, um pouco de fome, pátios e telhados, achamos uma escadaria. Ali esperamos o sol se espreguiçar e iniciar sua descida diante de milhares de olhos e lentes rumo ao escuro azul do mar Egeu. Já ouvi algumas pessoas falarem que o pôr-do-sol do Guaíba é o mais lindo do mundo, e eu acreditava nisso. Depois de ver aquele pôr-do-sol não posso dizer que é o mais bonito do mundo, mas certamente é um dos melhores presentes que a natureza podia oferecer a estes olhos. E a partir de então prefiro deixar que em cada cantinho do mundo o sol monte seu espetáculo de acordo com a moldura oferecida.



Monday, January 04, 2010

Ano Novo!

O ano começou maravilhosamente bom! É o terceiro ano que passamos na badalada Imara com a família da Alice. Poucas pessoas num clima agradável e divertido, brindando e sorrindo. Eu pensava que era bom estar ali, entre a Alice e os seus, que cada brinde era carregado de boas lembranças do ano que terminava e bons desejos para o que iria começar.

Esses dias falei com os guris sobre comportamento nas estradas e vi que minha porralouquice deu uma acalmada. Disse que dificilmente passava dos 110km/h e quase fui apedrejado. Ninguém andava a menos de 140. Talvez seja o medo de sentir novamente no bolso o peso da multa, dos pontos na carteira, da perda do desconto no IPVA e toda aquela atmosfera que ronda o multado.

E agora, indo pra praia, descobri que aquele espaço à minha frente é a casa da mãe Joana. Sempre ouvi dizer que se deve manter uma distância segura do carro à frente. Mas parece que é um sinal: “entre aqui!”. E não adianta: ou eu ando colado, o que além de perigoso é chato para quem está na frente, ou deixo o espaço e um bonito se enfia ali. Depois do terceiro deixei um pouco de lado a defensiva e tentei me manter o mais perto/seguro possível do carro à frente, sobretudo quando sentia que havia um costurão por perto.


O Natal começou na casa dos meus pais


E o meu pai teve o talento de tirar minha mãe no amigo secreto e não dar presente!!!

Minhas fotos no