Acho que o sonhar vale a pena quando acreditamos realmente, em um dia, concretizá-los. Temos sonhos loucos, às vezes, porém, outros mais palpáveis. E dos meus tantos sonhos está o de conhecer o mundo e suas maravilhas. Acredito que por mais vasto que seja o planeta Terra, não foi feito para que seus habitantes vivessem privados ao seu reduto, ao lugar onde nasceram. Assim se diminuem as distâncias entre os povos e suas culturas.
Alguns o fazem pelo destino que a vida reserva e pelo rumo tomado pelas escolhas, ou mesmo por obrigação. Talvez por força circunstancial. Nós o faremos por prazer. Realizaremos mais este pequeno sonho. Quero cruzar as milhas tantas do Atlântico e acordar em Roma. Nesses poucos dias não quero correr, quero que a história daquela civilização nos seja oferecida na medida em que possamos apreciá-la, talvez numa dose um pouco maior, para que saibamos que ainda há muito a se descobrir ali.
Vamos caminhar nas ruas italianas e cumprimentar as pessoas italianas. Vou chutar o ar para espantar os pombos. Aos outros turistas pedirei para que batam fotos nossas. Quero brindar com vinho todos os dias. Brindar o nosso amor, brindar com o Dudi pelos amigos. Brindes à vida, simplesmente.
Hoje, aqui; amanhã, lá. Amanhã depois de amanhã, no caso.
Grande abraço a todos!
Tuesday, May 20, 2008
Friday, May 16, 2008
O cara do macaco...
A referência do cara, era a história que guardava há anos na manga. A história do macaco. O Régis sempre foi um campeão de histórias fabulosas. Essa, a do macaco, é daquelas que um dia foram verdade, mas que, justamente por serem boas, acabam sendo contadas muitas vezes. Cada reprodução ganha novos enfeites e ênfase nas melhores partes que quem a ouve pela primeira vez pode não acreditar na sua veracidade. Mesmo assim, quando o Régis aparece, sempre tem alguém que pede: “Conta aquela do macaco, conta!”. E ele conta.Confesso que a história do macaco não é das minhas favoritas. Gostava mais dela nua e crua, tal como aconteceu, sem nenhum enfeite. Mas isso não vem ao caso. Quero dizer é que essa história do macaco virou uma referência para o Régis. Ele me ligou essa semana perguntando quem era um cara magrão, alto, que namorava uma “loca”. Não tive dúvidas: “O Gus”. Disse que estava chegando na padaria que tem atrás do Olímpico e avistou uma vaga. Outro carro chegou na mesma hora, mas ele não abriu mão, até um pouco enfurecido, e estacionou. Quando saiu do carro o outro motorista veio em sua direção e falou:
- Bah, o cara do macaco tirou a minha vaga!
Wednesday, May 14, 2008
Chegadas e partidas...
É incrível imaginar que aquela criança, cuja força dos primeiros berros ultrapassa a parede de vidro, estava encolhida e quietinha na barriga da nova mamãe.
Parabéns, Karina, Pica e Isabelle. Que os três vivam a nova vida em família felizes e com muita saúde!
E nós vamos...
Daqui a uma semana, quarta que vem, vamos para nossa lua-de-mel de um ano. Desta vez o destino será a Itália.
Depois de um ano, a vida de casado é um presente tão sensível quanto eu imaginava. Vive um pouco do nosso passado e um pouco do futuro. Do nosso recente passado carregamos as boas lembranças que não nos faltam. No futuro apostamos nossos sonhos. Mas é no presente que cultivamos nossa relação todos os dias, desde o acordar até o adormecer, prezando principalmente pela felicidade. Assim, vivendo cada momento com carinho, respeito e muito tesão, escrevemos mais uma página da nossa história de amor.
Te amo, Alice..
P.S. Aproveitaremos nossa viagem para encontrar o grande amigo Dudi, que tá morando em Londres, mas vai dar um "pulinho" ali em Roma no dia 24. Brindaremos com vinho pela vida e pelos amigos aqui do Brasil.
Thursday, May 08, 2008
Eu não poderia ter um cachorro...
Não é por morarmos, hoje, em apartamento. Acredito que tem muito cãozinho, hoje em dia, que é guri de apartamento. O pior é que nos meus sonhos de realização pessoal, que felizmente vem se realizando (casamento, jornalismo, etc.), está sempre presente um cachorro. O problema é que, atualmente – pelo menos é o que vejo – é que os donos recolhem as fezes dos bochinhos tão logo eles se aliviam nos canteiros ou calçadas. A merenda ainda quentinha, acredito. As pessoas andam com aquele saquinho plástico só esperando a hora em que, quando éramos crianças, torcíamos os dedos mínimpos afim de “trancar” o animal. Eu, sinceramente, não poderia. Cresci jogando bola na pracinha e desviando das minas caninas terrestres. Não vejo o menor problema. Mas seria sumariamente apedrejado quando vissem que meu cãozinho fez cocô e eu não juntei.
Tuesday, May 06, 2008
Sonhar não custa nada...
Às vezes sonho, outras noites não. E se não conto à Alice logo no café da manhã, esqueço depois. Lembro dali a dias, muitas vezes não sabendo que pensei em tal coisa num sonho.
Outras vezes, porém, sonho acordado. Pode ser de dia ou de noite, eu sonho. Já sonhei em estar num palco, cantando e tocando para uma multidão. Sonhei em estar numa grande final fazendo o gol do título pelo Inter, sempre numa jogada em que salvo um gol tirando a bola de cabeça em cima da linha, armo um contra-ataque e entro na área para concluir a gol. Sonhos de querer aparecer, estes.
Só que esses dias sonhei em não ser o astro, mas estar entre eles. Juro, fiquei esperando até as 20 horas e trinta minutos daquele 27 de dezembro do casamento do Rafael Sóbis. Esperava por uma ligação de um Colorado – podia ser o Grilo – dizendo que conseguira dois ingressos de furão para a cerimônia. Quis muito isso!
Voltei a pensar e sonhar no assunto quando li, hoje de manhã, sobre o mal estar do Fernando carvalho, ex-presidente do Inter. Soubemos que passou mal no domingo mesmo, mas com a euforia do título e da goleada as rádios não falaram nada sobre. Queria ter um momento entre amigos com o Fernando Carvalho, com ele, com o Fernandão, com o Alex e com o Pato. Foi aí que voltei a pensar no meu sonho de acordado.
Sonho em uma festa de aniversário. Ali no salão da Astti, como em tantas outras vezes. Aí o salão tá meio vazio e começam a chegar o convidados. No mesmo esquema de sempre: muito chopp e dez pilas de cada um para amenizar os custos. A festa está marcada para as 21h, mas eu e a Alice chegamos depois de uma hora. Muitos já estão ali. Então entram o Gus e a Rossa, o Rodrigo e a Camila, o Giba, o Jurânio,... e o salão vai enchendo. Os recém chegados pedem licença para o Antony Hopkins, que está atrapalhando a circulação. Ele não entende muito bem e resume-se a um “Sorry!”, com seu chopp na mão. Mais adiante estão Angelina Jolie e Brad Pitt rindo em inglês com Jack Nicholson. O Fernandão conta para meia-dúzia como fez o gol da decisão da Libertadores contra o São Paulo. Tudo assim, na tranqüila, sem tietices, autógrafos e tals. As fotos que o Mick Jagger tiraria seriam as de ocasião, com dois ou três, no máximo. Depois ainda iam pedir para ele bater a foto para o Oda poder aparecer. Na fila do banheiro o Paul (McCartney, óbvio) ia esperar como qualquer outro. Sempre com um gaiato derrubando cerveja neles, ou pedindo licença, tri desinteressado. O Lula (o DJ nosso amigo, não o Presidente) alterna o som com a banda do Décio, que não deixa de pedir uma palhinha, ora pro Paul, ora pro Mick, mas a galera se pendura no microfone e canta junto, todos abraçados e bêbados. Nisso chega o Bruce e pergunta a quem entrega os dez pila.
Outras vezes, porém, sonho acordado. Pode ser de dia ou de noite, eu sonho. Já sonhei em estar num palco, cantando e tocando para uma multidão. Sonhei em estar numa grande final fazendo o gol do título pelo Inter, sempre numa jogada em que salvo um gol tirando a bola de cabeça em cima da linha, armo um contra-ataque e entro na área para concluir a gol. Sonhos de querer aparecer, estes.
Só que esses dias sonhei em não ser o astro, mas estar entre eles. Juro, fiquei esperando até as 20 horas e trinta minutos daquele 27 de dezembro do casamento do Rafael Sóbis. Esperava por uma ligação de um Colorado – podia ser o Grilo – dizendo que conseguira dois ingressos de furão para a cerimônia. Quis muito isso!
Voltei a pensar e sonhar no assunto quando li, hoje de manhã, sobre o mal estar do Fernando carvalho, ex-presidente do Inter. Soubemos que passou mal no domingo mesmo, mas com a euforia do título e da goleada as rádios não falaram nada sobre. Queria ter um momento entre amigos com o Fernando Carvalho, com ele, com o Fernandão, com o Alex e com o Pato. Foi aí que voltei a pensar no meu sonho de acordado.
Sonho em uma festa de aniversário. Ali no salão da Astti, como em tantas outras vezes. Aí o salão tá meio vazio e começam a chegar o convidados. No mesmo esquema de sempre: muito chopp e dez pilas de cada um para amenizar os custos. A festa está marcada para as 21h, mas eu e a Alice chegamos depois de uma hora. Muitos já estão ali. Então entram o Gus e a Rossa, o Rodrigo e a Camila, o Giba, o Jurânio,... e o salão vai enchendo. Os recém chegados pedem licença para o Antony Hopkins, que está atrapalhando a circulação. Ele não entende muito bem e resume-se a um “Sorry!”, com seu chopp na mão. Mais adiante estão Angelina Jolie e Brad Pitt rindo em inglês com Jack Nicholson. O Fernandão conta para meia-dúzia como fez o gol da decisão da Libertadores contra o São Paulo. Tudo assim, na tranqüila, sem tietices, autógrafos e tals. As fotos que o Mick Jagger tiraria seriam as de ocasião, com dois ou três, no máximo. Depois ainda iam pedir para ele bater a foto para o Oda poder aparecer. Na fila do banheiro o Paul (McCartney, óbvio) ia esperar como qualquer outro. Sempre com um gaiato derrubando cerveja neles, ou pedindo licença, tri desinteressado. O Lula (o DJ nosso amigo, não o Presidente) alterna o som com a banda do Décio, que não deixa de pedir uma palhinha, ora pro Paul, ora pro Mick, mas a galera se pendura no microfone e canta junto, todos abraçados e bêbados. Nisso chega o Bruce e pergunta a quem entrega os dez pila.
Friday, May 02, 2008
Felice compleanno!!!
Hoje é meu aniversário!
E eu estou pesteado e trabalhando. E atucanado.
Aqui temos o tal do Day Off: o dia do aniversário é folga. Nem é preciso avisar. Mas eu avisei. E então meu chefe pediu que eu viesse terminar um relatório sobre uns históricos de alarmes nas centrais. E o mandasse por email assim que terminasse, pois ele não viria. :0)
Mas nada há de me abalar, Ganhei um presente maravilhoso na virada do dia... E hoje de manhã teve café na cama, como nos finais de semana.
Obrigado, Alice, meu amor!!!
E hoje de noite estaremos ali no Solar da Mata, na Nova York. Quem quiser me dar um abraço e tomar uma gelada é só aparecer.
Abraço a todos!!!
P.S. Segunda conto como foram os aniversários: o meu, hoje, e o nosso, de casamento, amanhã.
E eu estou pesteado e trabalhando. E atucanado.
Aqui temos o tal do Day Off: o dia do aniversário é folga. Nem é preciso avisar. Mas eu avisei. E então meu chefe pediu que eu viesse terminar um relatório sobre uns históricos de alarmes nas centrais. E o mandasse por email assim que terminasse, pois ele não viria. :0)
Mas nada há de me abalar, Ganhei um presente maravilhoso na virada do dia... E hoje de manhã teve café na cama, como nos finais de semana.
Obrigado, Alice, meu amor!!!
E hoje de noite estaremos ali no Solar da Mata, na Nova York. Quem quiser me dar um abraço e tomar uma gelada é só aparecer.
Abraço a todos!!!
P.S. Segunda conto como foram os aniversários: o meu, hoje, e o nosso, de casamento, amanhã.
Thursday, April 24, 2008
Que loucura!
Essa foi a manifestação a alguns milhares, ontem, diante do cenário que se desenhou no Beira-Rio. Foi também o conteúdo da mensagem que recebi da Alice tão logo o Inter fez o quarto gol sobre o Paraná: o gol da classificação.
Antes desse momento fantástico, porém, protagonizei penosamente uma jornada nada favorável para quem tinha como objetivo principal ver seu time vencer por 2 a 0 – ou mais.
Ainda na Perimetral, quase na Ipiranga, senti o primeiro “frio”. Precisava ir ao banheiro, e não era para urinar. Não gosto de falar sobre esse assunto, e quem me conhece sabe disso, pois vejo que a maioria das pessoas ou descamba para a indiferença ou para o escatológico. Não quero julgar o que cada um pensa, agora, só quero deixar claro que são raras as vezes que falo sobre, e com certeza a primeira que escrevo.
Pensei em outra coisa. No jogo, oras. Ia passar, pois assim como evito falar, reciprocamente sempre tive a sorte de não ser acometido daquelas vontades imediatas que ouço falar. E dou risada dos meus amigos quando contam, justamente porque sei que comigo nunca ocorre.
Apresentou-se, então, o segundo problema preliminar ao jogo: a gasolina. Era de manhã quando a luz acendeu. Deixei para abastecer depois do jogo, ou na manhã seguinte, afinal, a reserva tem de servir para alguma coisa. Só que a reserva se foi, e a luz começou a piscar: sinal de que precisava abastecer meeeesmo!!!
Como abastecer, se eu estava na Miguel Couto, procurando uma garagem com vaga? Entrei no estacionamento e fui barrado pelo tiozinho: “Está lotado, pode sair!” Saí, e aquela vontade veio de novo... “Vai passar, vai passar” – pensava. A hipótese de ter que ir no banheiro do Beira-Rio desanimava-me por completo. Por mais que o tenham reformado seria impraticável.
Dei uma volta na quadra e nada de encontrar vaga para estacionar. E o jogo começaria dentro de instantes. E a luz da gasolina não parava de piscar. E a vontade vinha cada vez mais forte.
Cruzei a Padre Cacique sabendo que logo depois do Beira-Rio teria um posto. É engraçado que nessa hora tu imagina como seria o banheiro de todo e qualquer estabelecimento próximo, e como faria para usá-lo, se não seria muito constrangedor e tals. Lembrando que eu, nesse caso, fico altamente constrangido.
Depois de uns dez minutos de engarrafamento e a quase certeza de que a vontade não passaria por si, cheguei ao posto para abastecer, ainda convicto de que não seria ali...
Por ironia, ali tinha vaga para estacionar.
- Pode passar, amigo.
- Não, não quero estacionar. Só vou abastecer.
- Ah, não, abastecer não dá.
- Como não? Eu quero comprar gasolina.
- Então dá um jeito. Fala com o pessoal ali. Vê se eles conseguem uma garrafa.
Fui até o frentista e consegui uma garrafa de 2L. Voltei até o carro e coloquei no tanque. A luz continuava piscando, mas agora eu sabia que tinha pelo menos dois litros. Fiz o retorno em frente a FASE e voltei procurando uma vaga em algum estacionamento. Nada! Fui até a José de Alencar, passando pela Vêneto e pelo Tirol. Só havia vagas para quem fosse jantar. Acabei indo até o Mãe de Deus. Os outros estacionamentos todos estavam lotados.
Quando cheguei à rua me veio a idéia em meio ao estado de travamento em que me encontrava. O banheiro do hospital!!!! Que achado! Justamente na ala do Grupo do Pé, que eu conhecia. Entrei como se fosse um paciente, procurei pelo bonequinho e achei um banheiro que parecia recém limpo. Saí dali um novo homem. E corri leve até o Beira-Rio.
Cheguei quando o Jonas, do Inter, estava caído no meio do campo. Ainda estava com o copo de cerveja cheio. Subi um degrau da arquibancada para ver melhor o jogo e comecei a ouvir sussurros de protesto de todos os lados: “Não acredito...”, “Puuuuuuta...”. Olhei para o campo e vi os jogadores do Paraná correndo e se abraçando. Agora o inter precisaria fazer 4 gols para se classificar.
O resto da história vocês já sabem...
Antes desse momento fantástico, porém, protagonizei penosamente uma jornada nada favorável para quem tinha como objetivo principal ver seu time vencer por 2 a 0 – ou mais.
Ainda na Perimetral, quase na Ipiranga, senti o primeiro “frio”. Precisava ir ao banheiro, e não era para urinar. Não gosto de falar sobre esse assunto, e quem me conhece sabe disso, pois vejo que a maioria das pessoas ou descamba para a indiferença ou para o escatológico. Não quero julgar o que cada um pensa, agora, só quero deixar claro que são raras as vezes que falo sobre, e com certeza a primeira que escrevo.
Pensei em outra coisa. No jogo, oras. Ia passar, pois assim como evito falar, reciprocamente sempre tive a sorte de não ser acometido daquelas vontades imediatas que ouço falar. E dou risada dos meus amigos quando contam, justamente porque sei que comigo nunca ocorre.
Apresentou-se, então, o segundo problema preliminar ao jogo: a gasolina. Era de manhã quando a luz acendeu. Deixei para abastecer depois do jogo, ou na manhã seguinte, afinal, a reserva tem de servir para alguma coisa. Só que a reserva se foi, e a luz começou a piscar: sinal de que precisava abastecer meeeesmo!!!
Como abastecer, se eu estava na Miguel Couto, procurando uma garagem com vaga? Entrei no estacionamento e fui barrado pelo tiozinho: “Está lotado, pode sair!” Saí, e aquela vontade veio de novo... “Vai passar, vai passar” – pensava. A hipótese de ter que ir no banheiro do Beira-Rio desanimava-me por completo. Por mais que o tenham reformado seria impraticável.
Dei uma volta na quadra e nada de encontrar vaga para estacionar. E o jogo começaria dentro de instantes. E a luz da gasolina não parava de piscar. E a vontade vinha cada vez mais forte.
Cruzei a Padre Cacique sabendo que logo depois do Beira-Rio teria um posto. É engraçado que nessa hora tu imagina como seria o banheiro de todo e qualquer estabelecimento próximo, e como faria para usá-lo, se não seria muito constrangedor e tals. Lembrando que eu, nesse caso, fico altamente constrangido.
Depois de uns dez minutos de engarrafamento e a quase certeza de que a vontade não passaria por si, cheguei ao posto para abastecer, ainda convicto de que não seria ali...
Por ironia, ali tinha vaga para estacionar.
- Pode passar, amigo.
- Não, não quero estacionar. Só vou abastecer.
- Ah, não, abastecer não dá.
- Como não? Eu quero comprar gasolina.
- Então dá um jeito. Fala com o pessoal ali. Vê se eles conseguem uma garrafa.
Fui até o frentista e consegui uma garrafa de 2L. Voltei até o carro e coloquei no tanque. A luz continuava piscando, mas agora eu sabia que tinha pelo menos dois litros. Fiz o retorno em frente a FASE e voltei procurando uma vaga em algum estacionamento. Nada! Fui até a José de Alencar, passando pela Vêneto e pelo Tirol. Só havia vagas para quem fosse jantar. Acabei indo até o Mãe de Deus. Os outros estacionamentos todos estavam lotados.
Quando cheguei à rua me veio a idéia em meio ao estado de travamento em que me encontrava. O banheiro do hospital!!!! Que achado! Justamente na ala do Grupo do Pé, que eu conhecia. Entrei como se fosse um paciente, procurei pelo bonequinho e achei um banheiro que parecia recém limpo. Saí dali um novo homem. E corri leve até o Beira-Rio.
Cheguei quando o Jonas, do Inter, estava caído no meio do campo. Ainda estava com o copo de cerveja cheio. Subi um degrau da arquibancada para ver melhor o jogo e comecei a ouvir sussurros de protesto de todos os lados: “Não acredito...”, “Puuuuuuta...”. Olhei para o campo e vi os jogadores do Paraná correndo e se abraçando. Agora o inter precisaria fazer 4 gols para se classificar.
O resto da história vocês já sabem...
Wednesday, April 23, 2008
O padre Joselito...
Muitos homens tiveram, na juventude, seus momentos Joselito, Papaéu ou outras manifestações “corpo fechado” que, mesmo sob protestos, punham em risco a sua integridade física. Falo pelos homens porque sei que a maioria dessas palhaçadas perigosas são feitas por homens.
Comigo não foi muito diferente. Tive meus momentos Joselito e algumas vezes me machuquei. Como sempre fui medroso, meus machucados ficavam num esfolão, num roxo na perna, uma canela batida, coisas assim. Talvez tenha corrido riscos maiores, mas por não dimensionar o tamanho do suposto estrago.
Essa carência da dimensão do risco deve estar presente nos aspirantes a kamikaze, senão o seriam de fato. Essa limiar do risco entre o machucado superficial e o vital variam, muitas vezes em função do nível alcóolico do cidadão em questão. Isso explica muita coisa, e não justifica nenhuma.
Agora vejo que um padre – Adelir – tentou voar 198km numa cadeira de paraglider suspensa por mil balões de gás hélio. Balões de festa! Balões surpresa, suponho. Queria ir de Paranaguá a Ponta Grossa, ambas cidades no interior do Paraná. Em março o padre voou 11km no mesmo aparato, entre Ampère (PR) e San Antônio, na Argentina. Disse que queria divulgar a Pastoral Rodoviária. Obviamente o melhor modo de fazê-lo.
Por que não furaram os balões surpresa do padre antes de levantar vôo? Por que o deixaram ir, tão idiota, rumo à morte? Seria porque teoricamente um padre não bebe a ponto da fazer idiotices em função do nível alcóolico? Toda criança sabe da fragilidade dos balões de festa, e muitas delas acreditam que, em função dessa fragilidade, foram feitos para ser estourados e infernizarem a diversão dos adultos. Não seriam mil balões que deixariam se ser estourados pela pressão atmosférica. Alguns ainda perderam a flutuabilidade e caíram cheios, no mar. Suas linhas arrebentaram.
Se ninguém o fizer, vou indicar o feito ao Darwin Awards, prêmio dado aos campeões de mortes idiotas pelo mundo.
Comigo não foi muito diferente. Tive meus momentos Joselito e algumas vezes me machuquei. Como sempre fui medroso, meus machucados ficavam num esfolão, num roxo na perna, uma canela batida, coisas assim. Talvez tenha corrido riscos maiores, mas por não dimensionar o tamanho do suposto estrago.
Essa carência da dimensão do risco deve estar presente nos aspirantes a kamikaze, senão o seriam de fato. Essa limiar do risco entre o machucado superficial e o vital variam, muitas vezes em função do nível alcóolico do cidadão em questão. Isso explica muita coisa, e não justifica nenhuma.
Agora vejo que um padre – Adelir – tentou voar 198km numa cadeira de paraglider suspensa por mil balões de gás hélio. Balões de festa! Balões surpresa, suponho. Queria ir de Paranaguá a Ponta Grossa, ambas cidades no interior do Paraná. Em março o padre voou 11km no mesmo aparato, entre Ampère (PR) e San Antônio, na Argentina. Disse que queria divulgar a Pastoral Rodoviária. Obviamente o melhor modo de fazê-lo.
Por que não furaram os balões surpresa do padre antes de levantar vôo? Por que o deixaram ir, tão idiota, rumo à morte? Seria porque teoricamente um padre não bebe a ponto da fazer idiotices em função do nível alcóolico? Toda criança sabe da fragilidade dos balões de festa, e muitas delas acreditam que, em função dessa fragilidade, foram feitos para ser estourados e infernizarem a diversão dos adultos. Não seriam mil balões que deixariam se ser estourados pela pressão atmosférica. Alguns ainda perderam a flutuabilidade e caíram cheios, no mar. Suas linhas arrebentaram.
Se ninguém o fizer, vou indicar o feito ao Darwin Awards, prêmio dado aos campeões de mortes idiotas pelo mundo.
Friday, April 18, 2008
Repercussão...
Gostei de ver a repercussão do melhor chopp da cidade. Embora eu manifeste aqui a indignação por ver um Nova Shcin divulgado por uma revista de grande circulação como o melhor, é preciso dizer que a escolha contou com 10 jurados, e que nove bares foram citados. Portanto, a Caverna do Ratão ganhou por ter apenas 2 votos. Os ovelhas negras do chopp de Porto Alegre foram Bebê Baumgarten e Mano Changes (por que isso não me espanta?).
Eis os bares escolhidos pelos demais jurados:
Camila Saccomori: Zelig
David Coimbra: Schullas
Eduardo Santos: Tuim
Mariana Bertolucci: Jazz Café
Maysa Bonissoni: Boteco Natalício
Pati Leivas: Lourival
Sady Homrich: Muligan
Serginho Moah: Boulevard da Vasco
Ontem fomos no Natalício. Gostamos muito do bar. Cara e espírito de boteco mesmo. Ponto fraco da reflexão do som nas paredes. Mas o chopp... o bom e velho garoto Brahma.
Um brinde e um ótimo final de semana a todos!
Eis os bares escolhidos pelos demais jurados:
Camila Saccomori: Zelig
David Coimbra: Schullas
Eduardo Santos: Tuim
Mariana Bertolucci: Jazz Café
Maysa Bonissoni: Boteco Natalício
Pati Leivas: Lourival
Sady Homrich: Muligan
Serginho Moah: Boulevard da Vasco
Ontem fomos no Natalício. Gostamos muito do bar. Cara e espírito de boteco mesmo. Ponto fraco da reflexão do som nas paredes. Mas o chopp... o bom e velho garoto Brahma.
Um brinde e um ótimo final de semana a todos!
Wednesday, April 16, 2008
Larguei de mão...
Acho que a concorrência, seja ela profissional, comercial ou política, é salutar quando promove um aumento na média de qualidade dos serviços, preços, produtos e representantes.
Gosto muito da RBS e da maioria de seus veículos. Já fui muito contra, numa época em que meus princípios tendiam ao radical. Em idéias. Nunca pintei a cara nem protestei contra políticos. Mas fiz questão de assinar o Correio do Povo para que meu pai deixasse de comprar o Diário Gaúcho, o que considero uma desinformação.
Apesar de eu gostar do Correio do Povo, em comparação à Zero Hora, ele é uma Rádio AM: informa a seco. Enquanto o impresso da RBS parece ter uma cortina agradável ao fundo, em estéreo. Até mesmo nas rádios AM a Gaúcha tem outro padrão. Tanto técnico como de qualificação profissional. No Sala de Redação assistimos a debates de nível, respeitosos, e realmente bons. Os programas equivalentes das emissoras concorrentes apostam na discussão necessariamente acalorada, muitas vezes defendendo idéias opostas apenas para que haja o embate. Mesmo assim ouço, de vez em quando o Na Geral, da Ban (que tem o ótimo Eron Dalmolin) e o da Guaíba, acho que é o Terceiro Tempo, que tem o ótimo Juremir Machado.
Duas coisas que sempre me chamaram atenção nas outras emissoras é a alfinetada na RBS e a necessidade de estampar quando dão o furo de reportagem. É aí que eu acho que se perde o salutar da concorrência. Eu tava ouvindo o Hoje nos Esportes (Gaúcha AM) quando o Nando estava passando uma entrevista com o então Vice de Futebol Pelaipe (Gremio) e interroumpeu: “olha, o Pelaipe acabou de me ligar e dizer que não é mais o vice...” No dia seguinte a Band perdeu uns bons 5 minutos parabenizando o Ribeiro Neto por ter dado o furo. Na Guaíba o Hiltor Mombach escreveu no Correio que eles é que tinham anunciado primeiro. Por que essa necessidade?
E hoje de manhã, passando pelas rádios, ouvi o Mendelski (passei por ali para ver se o Reche falava alguma coisa sobre futebol. Odeeeeio o Mendelski) se desculpar com o Reche por cortar 3 minutos do seu tempo, pois estava lendo opiniões de ouvintes, e estes tinham preferência, ao que ele devolveu:
- Não tem problema. Ao contrário da pretensão de alguns, aqui o ouvinte é a fonte da informação.
Referiu-se ao slogan: “Gaúcha, a fonte da informação.” Perdeu boa chance de falar algo útil e a audiência deste que vos escreve.
Gosto muito da RBS e da maioria de seus veículos. Já fui muito contra, numa época em que meus princípios tendiam ao radical. Em idéias. Nunca pintei a cara nem protestei contra políticos. Mas fiz questão de assinar o Correio do Povo para que meu pai deixasse de comprar o Diário Gaúcho, o que considero uma desinformação.
Apesar de eu gostar do Correio do Povo, em comparação à Zero Hora, ele é uma Rádio AM: informa a seco. Enquanto o impresso da RBS parece ter uma cortina agradável ao fundo, em estéreo. Até mesmo nas rádios AM a Gaúcha tem outro padrão. Tanto técnico como de qualificação profissional. No Sala de Redação assistimos a debates de nível, respeitosos, e realmente bons. Os programas equivalentes das emissoras concorrentes apostam na discussão necessariamente acalorada, muitas vezes defendendo idéias opostas apenas para que haja o embate. Mesmo assim ouço, de vez em quando o Na Geral, da Ban (que tem o ótimo Eron Dalmolin) e o da Guaíba, acho que é o Terceiro Tempo, que tem o ótimo Juremir Machado.
Duas coisas que sempre me chamaram atenção nas outras emissoras é a alfinetada na RBS e a necessidade de estampar quando dão o furo de reportagem. É aí que eu acho que se perde o salutar da concorrência. Eu tava ouvindo o Hoje nos Esportes (Gaúcha AM) quando o Nando estava passando uma entrevista com o então Vice de Futebol Pelaipe (Gremio) e interroumpeu: “olha, o Pelaipe acabou de me ligar e dizer que não é mais o vice...” No dia seguinte a Band perdeu uns bons 5 minutos parabenizando o Ribeiro Neto por ter dado o furo. Na Guaíba o Hiltor Mombach escreveu no Correio que eles é que tinham anunciado primeiro. Por que essa necessidade?
E hoje de manhã, passando pelas rádios, ouvi o Mendelski (passei por ali para ver se o Reche falava alguma coisa sobre futebol. Odeeeeio o Mendelski) se desculpar com o Reche por cortar 3 minutos do seu tempo, pois estava lendo opiniões de ouvintes, e estes tinham preferência, ao que ele devolveu:
- Não tem problema. Ao contrário da pretensão de alguns, aqui o ouvinte é a fonte da informação.
Referiu-se ao slogan: “Gaúcha, a fonte da informação.” Perdeu boa chance de falar algo útil e a audiência deste que vos escreve.
Tuesday, April 15, 2008
O Melhor Pior da Cidade...
Não posso crer na escolha da Veja, da Caverna do Ratão como tendo o melhor chopp da cidade. Não tenho nada contra o lugar, nunca fui lá. E então vão dizer que eu não poderia falar de um lugar que sequer conheço. Mas posso falar de algo que conheço, o chopp. Na foto aparece a bolacha Nova Schin sob o copo de chopp, o que se confirmou no texto, de que fora trocado o fornecedor de chopp. Quando vi que o bar tinha sido escolhido, achei normal. É um lugar muito tradicional, quesito que conta muito para nós, porto-alegrenses. Mas o fato de o chopp ser Nova Schin doeu. Sei que os critérios para o melhor da cidade não são apenas as características e a qualidade do produto, levam em conta o ambiente, o atendimento, formas de pagamento e localização.Ainda quero conhecer a tal Caverna do Ratão, e quem sabe venha a gostar do lugar. Mas numa Capital como Porto Alegre, com a tradição dos seus bares, cada um com seu respectivo chopp, não poderia escolher justamente um Nova Schin como o melhor da cidade. Se o que conta é a tradição, por que não o bom e velho Chopp da Brahma? Se for o sabor, a pressão ou a espuma, há outros, sabemos. Não ficaria triste se fosse um Abadessa, Dado Bier, Barley, Coruja etc. Ainda que alguns sejam classificados como cerveja, mas têm uma história, algo de artesanal.
Se é assim a escolha, imagino que se o fornecedor do ano que vem for a Coca Cola, o melhor chopp da Capital Gaúcha será o Sol.
Como alternativa, sugiro o TTJ – Top Ten Juremir – que elegeu na sua coluna de hoje os seus melhores da cidade. O texto, na íntegra, está ali na coluna ao lado. Já solicitei a ele que escolha o melhor chopp, já que essa categoria não foi contemplada.
Monday, April 14, 2008
Palavras sem valor...
Pior do que a lei do silêncio, que passou a imperar nas CPI’s, é a desvalorização total da palavra como ferramenta em busca da verdade. Vejo mais claro isso nos assuntos ligados ao futebol, por acompanhar mais e por saber que por trás de decisões de uns poucos engravatados passa a paixão de muitos milhares de torcedores.
Há umas três semanas Paulo Sant’Ana alegou ter ouvido o Vice de Futebol do Inter dizer que não apostava nenhuma ficha no Juventude contra o Grêmio. Como bem sabe fazer, o Sant’Ana transformou o copo d’água em tempestade, porque ninguém que eu conheça apostava um dedo de ranho no Juventude. Depois de tudo o que disse, ponderou que, caso não houvesse dito – porque ele, Sant’Ana, não acreditava que o Luigi tivesse menosprezado o Juventude – pedia sinceras desculpas por julgá-lo como se fosse um monstro. O fato não é esse. O senhor Giovanni Luigi, figura que representa o clube do qual sou sócio, torcedor, fanático, etc, etc etc. pediu a palavra no ar, durante o Sala de Redação, e afirmou que não disse aquelas palavras, e que dispensava as desculpas do Sant’Ana. Mas ele insistiu: “eu preciso me desculpar. Se o senhor não disse uma barbaridade dessas eu preciso me desculpar.” Ele garantiu, novamente, que não disse.
No dia seguinte a Rádio Guaíba colocou cinco vezes no ar a declaração do senhor Luigi dizendo que não apostava nenhuma ficha no Juventude. Ficou muito feio!
Depois de o Juventude contrariar todas as fichas e eliminar o Grêmio do Gauchão, e mais a eliminação desse na Copa do Brasil para o Atlético Goinaniense, ficou evidente a mudança no Departamento de Futebol no time da Azenha. Sairiam o Vice de Futebol, Paulo Pelaipe e o treinador Celso Roth. Quando cogitou-se que André Krieger assumiria o cargo de Pelaipe, ele disse que não havia a menor possibilidade de isso acontecer. Hoje está lá, na cadeira que era do Pelaipe e assinando os papéis como Vice de Futebol.
De que vale, agora, Krieger dizer que Celso Roth será mantido?
Há umas três semanas Paulo Sant’Ana alegou ter ouvido o Vice de Futebol do Inter dizer que não apostava nenhuma ficha no Juventude contra o Grêmio. Como bem sabe fazer, o Sant’Ana transformou o copo d’água em tempestade, porque ninguém que eu conheça apostava um dedo de ranho no Juventude. Depois de tudo o que disse, ponderou que, caso não houvesse dito – porque ele, Sant’Ana, não acreditava que o Luigi tivesse menosprezado o Juventude – pedia sinceras desculpas por julgá-lo como se fosse um monstro. O fato não é esse. O senhor Giovanni Luigi, figura que representa o clube do qual sou sócio, torcedor, fanático, etc, etc etc. pediu a palavra no ar, durante o Sala de Redação, e afirmou que não disse aquelas palavras, e que dispensava as desculpas do Sant’Ana. Mas ele insistiu: “eu preciso me desculpar. Se o senhor não disse uma barbaridade dessas eu preciso me desculpar.” Ele garantiu, novamente, que não disse.
No dia seguinte a Rádio Guaíba colocou cinco vezes no ar a declaração do senhor Luigi dizendo que não apostava nenhuma ficha no Juventude. Ficou muito feio!
Depois de o Juventude contrariar todas as fichas e eliminar o Grêmio do Gauchão, e mais a eliminação desse na Copa do Brasil para o Atlético Goinaniense, ficou evidente a mudança no Departamento de Futebol no time da Azenha. Sairiam o Vice de Futebol, Paulo Pelaipe e o treinador Celso Roth. Quando cogitou-se que André Krieger assumiria o cargo de Pelaipe, ele disse que não havia a menor possibilidade de isso acontecer. Hoje está lá, na cadeira que era do Pelaipe e assinando os papéis como Vice de Futebol.
De que vale, agora, Krieger dizer que Celso Roth será mantido?
Friday, April 11, 2008
Das minhas conversas com os atendentes de tele entregas...
Ou telentregas, como queiram. Eu e a Alice somos fãs de pizzas entregues na porta de casa. Afora as grandes redes, como Cia, Hut, Super Pizza, que em geral não tem erro, o pedido, vivemos à procura de novos sabores, como a Pizza Mia, Cine Pizza, Fragata, Bianca, etc. Em algum bairro vizinho um pizzaiolo prepara a massa, dispõe sobre ela os ingredientes selecionados, não poupa a muzzarela e leva ao forno, que pode ser à lenha, elétrico ou a gás. Depois a pizza já crocante e muito quente é embalada na caixa, com a mesinha de casa de boneca devidamente situada ao centro, e um motoboy nos entrega em casa em troca de alguns tickets.
Essa variedade de marcas e sabores facilmente confunde a cabeça de quem está com fome, principalmente depois de alguns goles de cerveja.
- Companhia..
- Oi, eu queria pedir uma pizza.
- (Sério?) Senhor Raul?
- Sim.
- Rua tal, número tal?
- Isso.
- Qual o pedido?
- Metade Super Supreme e met...
- Suprema?
- Não. Super Supreme.
- Senhor, nós temos a Suprema...
- Não, eu quero a Super Supreme.
- Senhor, nós não temos Super Supreme.
- Desculpa.
Desliguei.
A Super Supreme é da Pizza Hut, e é maravilhosa, apesar de ser feita com carne sintética.
Na outra conversa, mais recente, eu não tinha bebido nada ainda. Foi ligando pra São Rafael. Registro aqui minha queixa e peço, se alguém tiver informações, que comunique.
A São Rafael é (era) uma tudão: Churrascaria, casa de massas, pizzaria, restaurante, e tudo mais. Eles eram tão bons que tudo o que faziam era muitíssimo bom. Já pedimos churrasco, filés, massas e pizzas. Tudo muito bom mesmo! O cardápio das pizzas tinha uma peculiaridade: era gaudério. Então as pizzas todas tinham um nome sugestivo, como Xirú, Bagual, Guasca, Mansa, Fazida, Atrolhada, Peleia, etc.
A Xirú era como uma Super Supreme da vida, mas melhor, com carne de verdade, de gado e porco, tomates cereja, pepperonni, pimentão... um troço! E a atolhada era a famosa quatro queijos, só que atrolhada desses queijos.
Em janeiro e fevereiro resolveram fechar a birosca para reformas. Aguardamos ansiosos a reabertura, que seria dia 11 de março. Ligamos. E a resposta foi quase trumática: não trabalhavam mais com pizzas. Bah! Barbaridade era o nome de uma outra pizza.
Então, dia desses resolvi ligar de novo, dessa vez para pedir uma massa. De qualquer forma ia me fazer de louco e perguntar sobre as pizzas.
- São Rafael...
- Oi, eu queria pedir uma pizza.
- Nós não estamos mais trabalhando com pizzas, nem como tele entrega.
- Capaz?
- É. Agora só estamos com o restaurante.
- Por que vocês reformaram?
- Ué, para melhorarmos o serviço.
- Sim, mas antes tinha pizza.
- Pois é, e agora temos o restaurante.
- Sim, mas eu não entendo a reforma se antes tinha pizza e tele entrega. Não é coerente...
- Só isso, senhor?
- É.
Então, se alguém souber para onde foi a pizzaiola (um dia o garçom/atendente me disse que era uma mulher) por favor me diga.
Queria tanto saborear de novo aquela Xirú.
Monday, April 07, 2008
Divertido...
No Divã do Amor (The Treatment) é classificado como comédia, e não deixa de sê-lo. Todavia, o que o caracteriza como tal são os diálogos sarcasticamente bem humorados, principalmente entre Jake e seu psicoterapeuta freudiano, Dr. Morales. Jake é o que comumente se chama de um homem derrotado: a mulher que o deixou está noiva e o convida para a festa de noivado. Ele vai! Profissionalmente é um professor de literatura e basquete. É no Colégio onde ele conhece e acaba se envolvendo com Allegra, mãe adotiva de um dos alunos da instituição. Ela é viúva há menos de um ano e tem mais uma filha cujo processo de adoção não foi concluído.Tão logo Jake se descobre apaixonado por Allegra, decide que vai pedi-la em casamento, e oferecer o anel de sua mãe, já falecida, para o noivado (o mesmo anel que já fora oferecido para a ex que o deixou). Quando Jake pede o anel ao pai, conta que Allegra ainda não sabe do pedido e, conseqüentemente, se vai aceitar ou não. E o velho larga uma pérola mais ou menos no tom das outras frases que tornam o filme uma comédia:
- Não tem como você descobrir antes e me poupar de incomodações?
Ensaio sobre a cegueira
Já está disponível na rede o trailer de Ensaio sobre a cegueira, filme de Fernando Meirelles baseado no livro de mesmo nome de José Saramago.
Ganhei essa obra de formatura, entre outros livros. Como está escrito em português de Portugal, e o senhor Saramago parece que desconhecia ferramentas como parágrafo e ponto de interrogação, estou demorando bastante para ler. Mas é bom, muito bom!
Ali no lado tem o link para o blog do filme, escrito pelo próprio Fernando Meirelles.
Wednesday, April 02, 2008
Devo cortar o cabelo...
Hoje, tentando voltar a escrever tarefas diárias, deveres e lembretes na agenda, me dei conta de um monte de coisas que devo fazer e vou deixando passar. Muitas delas talvez não façam mais sentido daqui a algum tempo, por isso necessitam que sejam, ao menos, listadas. Pelo menos para que eu possa olhar e dizer que isso ou aquilo não vou fazer.
Ocorre que às vezes me lembro de ter de fazer algo, só que não estou, naquele momento, apto a efetivar. Como querer ir ao cinema e só lembrar depois que saio do escritório, quando não é mais possível acessar a programação. É ruim também porque muitos desses afazeres são ditos: “vou fazer tal coisa amanhã”. Depois de um tempo tu acaba tendo dito que faria um monte de coisas e não fez dez por cento delas. E muito provavelmente as pessoas que tenham ouvido irão lembrar.
Agora, quando fui ao banheiro, lembrei que devo ir, imediatamente, cortar o cabelo!
Ocorre que às vezes me lembro de ter de fazer algo, só que não estou, naquele momento, apto a efetivar. Como querer ir ao cinema e só lembrar depois que saio do escritório, quando não é mais possível acessar a programação. É ruim também porque muitos desses afazeres são ditos: “vou fazer tal coisa amanhã”. Depois de um tempo tu acaba tendo dito que faria um monte de coisas e não fez dez por cento delas. E muito provavelmente as pessoas que tenham ouvido irão lembrar.
Agora, quando fui ao banheiro, lembrei que devo ir, imediatamente, cortar o cabelo!
Monday, March 31, 2008
Não assisto mais à previsão do tempo...
Não é que eu não goste. Justamente o contrário. Sempre gostei e respeitei muito, a previsão do tempo. Nas aulas de Radiojornalismo, com o mestre Stosch, aprendi a valorizar aquele pedacinho da síntese noticiosa referente às condições climáticas. Aliás, sempre impliquei com quem pouco fazia da diferença entre previsão e condições. Havia um tempo em que eu ouvia ou a Ipanema ou a Atlântida, de manhã, enquanto tomava café. E era na Atlântida, se não me engano, que toda manhã entrava o magrão dando a “previsão das ondas”. Como eu não surfo, não tenho o menor interesse em como está o mar, trocava de estação na hora. Ainda mais porque de previsão não tinha nada. Ele simplesmente dizia como estava o marnaquela hora. Hoje só escuto a Itapema, que felizmente não desperdiça o precioso tempo no ar com essas “previsões”.Já a previsão do tempo eu sempre gostei. Não importava a mídia. Podia ser no jornal impresso, no rádio, na internet ou na TV, onde era mais legal, com aqueles infográficos animados e tal. Sempre que ia viajar conferia a previsão para a data naquele lugar. Só que a previsão do tempo – todo mundo sabe – sempre fura. Há umas duas semanas, o Sr, Cleo Kuhn afirmou, convicto, que naquele dia, começaria a chover até as 3 horas da tarde. Como o cara é conceituado, disse tão convicto, repassei a informação tri feliz. A chuva não veio nem às 3, nem às 4, nem até o final daquele dia.
Desde então, toda vez que anunciam a previsão do tempo, mudo de estação. Na TV não tem tanto problema porque vemos, na maior parte do tempo, filmes. E no jornal impresso, quando vejo um pedacinho daquela página verde da Zero, folheio duas e sigo adiante. Até agora não fez falta nenhuma. Nem guarda-chuva eu tenho.
Wednesday, March 26, 2008
Presente de grego...
No dia do aniversário da nossa Capital leio na Zero que temos 12 casos de Dengue confirmados. Todos eles adquiridos fora do Estado.
No Rio já são quase 40 mil infectados e 49 mortes desde o início do ano.
Que belo presente!
No Rio já são quase 40 mil infectados e 49 mortes desde o início do ano.
Que belo presente!
Monday, March 24, 2008
Fazendo arte...
A verdade é que eu sempre quis ser um artista. Sou exibicionista quando noto que faço algo diferente, que prende a atenção alheia. O problema é que minhas habilidades são medíocres e desconcentradas. Manifesto dotes um pouco acima da média no desenho, em esculturas, na música, na fotografia, na escrita, na natação, no futebol e nas matemáticas. Porque o esporte e os cálculos também são uma forma de expressar a arte. E esse pouco acima da média gera uma esperança de sucesso, que numa pessoa exibicionista, leva a crer em resultados, e gastar o tempo em cursos e o dinheiro em sonhos. Fiz um curso de teclado quando tinha quinze anos, e sonhava ser um grande pianista, um dia. Comprei um teclado Yamaha muito lindo e me dei de Natal. Depois veio o gosto pelo violão. Não cheguei a fazer curso, mas comprei um violão Folk e muito já gastei em revistas especializadas. Fiz escolinha de futebol aos dezesseis, e como boa parte dos guris brasileiros, sonhava em ser jogador de futebol e fazer uma carreira de astro. Até quando fiz natação pela primeira vez, aos vinte, me imaginava nas raias dos campeonatos mundiais, batendo recordes olímpicos e tal.
No desenho foi onde comecei a manifestar essas habilidades medíocres, no Jardim de Infância. Fazia os melhores desenhos da turma, embora em espaço reduzido da folha. Com as massinhas de modelar fazia aviõezinhos, helicópteros, tanques de guerra e bonecos. Os coleguinhas me cercavam e pediam para eu fazer algum modelo para eles, e reclamavam que os que fazia para mim ficavam mais bonitos. Todavia, nunca dediquei-me a desenvolver essas práticas, como fiz com a música e os esportes, por exemplo.
A fotografia talvez tenha sido onde manifestei os melhores resultados. Também foi onde gastei mais tempo e muito mais dinheiro. Muito mais! Não me arrependo. Há uns seis anos, numa tentativa de tornar o trabalho conhecido, fiz umas ampliações 30x45cm de algumas das melhores fotos e expus na Redenção. Quase ninguém parou pra olhar, e acabei não vendendo nenhuma. Talvez devesse ter tentado mais, mas não me vejo parado num domingo de sol esperando que alguém se digne a folhear um álbum e, quem sabe, adquirir uma foto.
Agora, quando vejo exposições de telas, esculturas em madeira ou pedra, me dá um certo arrependimento de não ter feito nada nessa área, ainda que de maneira medíocre, como fiz com tudo. Mas logo penso que seria mais uma dessas habilidades que um dia será lembrada sem uma contribuição destacada. Também penso, agora mais amadurecido em termos de arte – quem sabe precisando de um pequeno incentivo – em focar as habilidades em uma certa área e efetivar o exibicionismo, até então reprimido. Nunca esquecendo, todavia, que a arte é mais terapia que produto.
Tuesday, March 18, 2008
Filmes para não assistir...
Não gosto de fazer propaganda do que é ruim, mas acho que nesses casos vale a pena. Alguém pode querer dispensar seu tempo com produções melhores e mais sérias. E, também por isso, não me preocuparei em contar trechos importantes sobre os filmes.
O Segredo de Kovak
David Norton é um escritor de ficção, de certa forma famoso. Logo no início já temos um indício do que virá: na viagem de avião para Mallorca o protagonista vê num dos pasageiros uma espécie de monstro em formato de solitária quase nada nojento. Mas não passa de um sonho. Ou uma visão, como queiram.
Já na ilha, depois de uma conferência, sua mulher recebe um telefonema e se atira da sacada do hotel. Nenhum sentimento de dor, culpa, saudade, ... Nada. No hospital vê uma outra mulher que sobreviveu a um suicídio. Os dois se conhecem, e a coincidência que serviria para um bom desfecho é atropelada por uma seqüência de suicídios no mesmo formato. A pessoa recebe um telefonema, ouve uma música e se joga de algum lugar.
Só que a investigação não transmite nenhum suspense. Até que David descobre que todos os casos estão realmente ligados, e são obra de um velho em estado terminal de câncer e quer que David dê seqüência à sua primeira obra: A caixa de Kovak, e depois mate o velho, tornando-o um ícone por ter desvendado o segredo da caixa. Todos os passageiros (menos David) tiveram, na viagem, um chip aplicado no pescoço. Caso descubram e tentem tirá-lo, o circuito é acionado fazendo a pessoa se matar na hora. A tal música que as pessoas ouvem também aciona o circuito. Muito forçado.
Aí no final, como todos os passageiros são turistas, estão reunidos numa gruta onde ouvirão a música pelo sistema de som e cometerão suicídio coletivo. Essa cena é legal: todo mundo de vermelho se atirando das pedras e depois boiando. David e a nova amiga conseguem evitar que muitos se matem. E é isso. Ah, ele mata o velho!
A Última Legião
A proposta era contar a história que precede a Lenda do Rei Arthur. Até aí tudo bem. Como protagonista, Aurelius – Colin Firth, que fez Bridget Jones. Ele é o guardião responsável pelo novo imperador, Romulus Aurelius, que tem apenas 12 anos.
O figurino é o único ponto forte do filme, mas nem por isso vale a pena assisti-lo.
Numa cena de batalha das piores que já vi, o guri é levado. Mas a cena é triste mesmo. Aquelas em que cinco “do mal” cercam um “do bem” e fazem o famoso rodízio onde um apanha de cada vez e os outros ficam assistindo.
No caminho para o resgate de Romulus Aurelius vão: um velho com poderes (lança umas bolas de fogo.. muito forçado!), um negão que apanha, apanha e tá sempre inteiro e o Aurelius. No caminho encontram uma guerreira e rola um clima entre ela e Aurelius. Chegam no forte onde está o guri e conseguem resgatá-lo em outra cena de batalha daquelas. Nesse forte o guri encontra a espada Excalibur e já a usa contra os malfeitores do triplo do seu tamanho. Até aí tudo bem, ele é o Cesar e está com a Excalibur. Mas os demais confrontos são tristes. Aurelius chega a fazer uma expressão de “Tsc, Tsc..” que tira toda a credibilidade do filme. A mulher saca uma adaga automática! É dado um close na adaga e dela saem duas pontas, uma de cada lado. Cômico!
Uma pena pelo investimento e por desperdiçarem uma proposta para o que poderia ser um ótimo filme.
O Segredo de Kovak
David Norton é um escritor de ficção, de certa forma famoso. Logo no início já temos um indício do que virá: na viagem de avião para Mallorca o protagonista vê num dos pasageiros uma espécie de monstro em formato de solitária quase nada nojento. Mas não passa de um sonho. Ou uma visão, como queiram. Já na ilha, depois de uma conferência, sua mulher recebe um telefonema e se atira da sacada do hotel. Nenhum sentimento de dor, culpa, saudade, ... Nada. No hospital vê uma outra mulher que sobreviveu a um suicídio. Os dois se conhecem, e a coincidência que serviria para um bom desfecho é atropelada por uma seqüência de suicídios no mesmo formato. A pessoa recebe um telefonema, ouve uma música e se joga de algum lugar.
Só que a investigação não transmite nenhum suspense. Até que David descobre que todos os casos estão realmente ligados, e são obra de um velho em estado terminal de câncer e quer que David dê seqüência à sua primeira obra: A caixa de Kovak, e depois mate o velho, tornando-o um ícone por ter desvendado o segredo da caixa. Todos os passageiros (menos David) tiveram, na viagem, um chip aplicado no pescoço. Caso descubram e tentem tirá-lo, o circuito é acionado fazendo a pessoa se matar na hora. A tal música que as pessoas ouvem também aciona o circuito. Muito forçado.
Aí no final, como todos os passageiros são turistas, estão reunidos numa gruta onde ouvirão a música pelo sistema de som e cometerão suicídio coletivo. Essa cena é legal: todo mundo de vermelho se atirando das pedras e depois boiando. David e a nova amiga conseguem evitar que muitos se matem. E é isso. Ah, ele mata o velho!
A Última Legião
A proposta era contar a história que precede a Lenda do Rei Arthur. Até aí tudo bem. Como protagonista, Aurelius – Colin Firth, que fez Bridget Jones. Ele é o guardião responsável pelo novo imperador, Romulus Aurelius, que tem apenas 12 anos. O figurino é o único ponto forte do filme, mas nem por isso vale a pena assisti-lo.
Numa cena de batalha das piores que já vi, o guri é levado. Mas a cena é triste mesmo. Aquelas em que cinco “do mal” cercam um “do bem” e fazem o famoso rodízio onde um apanha de cada vez e os outros ficam assistindo.
No caminho para o resgate de Romulus Aurelius vão: um velho com poderes (lança umas bolas de fogo.. muito forçado!), um negão que apanha, apanha e tá sempre inteiro e o Aurelius. No caminho encontram uma guerreira e rola um clima entre ela e Aurelius. Chegam no forte onde está o guri e conseguem resgatá-lo em outra cena de batalha daquelas. Nesse forte o guri encontra a espada Excalibur e já a usa contra os malfeitores do triplo do seu tamanho. Até aí tudo bem, ele é o Cesar e está com a Excalibur. Mas os demais confrontos são tristes. Aurelius chega a fazer uma expressão de “Tsc, Tsc..” que tira toda a credibilidade do filme. A mulher saca uma adaga automática! É dado um close na adaga e dela saem duas pontas, uma de cada lado. Cômico!
Uma pena pelo investimento e por desperdiçarem uma proposta para o que poderia ser um ótimo filme.
Friday, March 14, 2008
Preciso levantar pra falar ao telefone...
Eu sei, é uma mania estranha, ainda mais que não é só levantar. É levantar e caminhar. Uma coisa meio autista. Fico caminhando pra lá e pra cá, olhando pro chão, pisando em espaços definidos, como a parte escura do parquet ou a lajota da calçada, sem encostar nos rejuntes. Agora mesmo fiz um teste. Precisava tratar da entrega de uns documentos importantes a uma empresa terceira, só que ninguém sabe quem tratou disponibilizar essas informações. Então estou ligando pra um, que pede pra ligar pra um outro e assim vai. Decidi que ia fazer as ligações sentado, aqui na minha mesa. Liguei pro responsável pelo setor de Engenharia, que detém os tais documentos. Se tem alguém que deve saber, esse alguém é ele. Chamou até cair. Quando pensei em ligar de novo eu já estava em pé, sem querer, apenas estava lá, pisando cuidadosamente no parquet escuro, evitando encostar a sola do sapato na parte clara. Ele atendeu e disse que estava em uma reunião, que assim que saísse me retornava. Foi então que vi que o caso é mais sério do que eu imaginava.
Wednesday, March 12, 2008
Presente de parente e elástico de gaitinha...

Todo Natal na casa dos meus pais é a mesma coisa: muito divertido, muito descontraído, muita comida, as crianças esperando quem vai ser o Papai Noel, muitos e muitos presentes, a maioria brinquedos, e roupas de gosto duvidoso.
Nem falo nos presentes trocados entre minha mãe e minhas irmãs, que o mau pai não é de dar presentes. Falo pelos que recebo. Minha mãe, e às vezes as minhas irmãs, me presenteiam com camisas e bermudas que não sei como imaginam que eu iria gostar. Como é presente, e o momento é aquela coisa toda do natal, fraternidade e tals, a gente ri e agradece. Mas lembro de algumas vezes, mesmo com esforço, não ter conseguido usar uma vez sequer e ter trocado.
Dia desses, numa janta com um casal de amigos, - o Denis e a Pi (o Bruno também tava, mas só tomou mamadeira) - expus essa minha sina com presente de parente, e para minha surpresa, os dois reclamaram de presentes recebidos pelas respectivas sogras.
O Denis revelou, então, que para esses casos ele tem uma caixinha, onde vai colocando as roupas que não usa mais, entre elas os presentes que nunca usou. Boa idéia!
- Aquela camisa pólo que tua mãe me deu foi sacanagem. Nunca usei! – ele começou. E ela não perdeu tempo:
- Bah, mas aquele vestido que tua mãe me deu então...
A Alice também lembrou de uma blusinha tomara-que-caia que ganhou, ela que nunca usa tomara-que-caia.
Posso dizer que minhas roupas são discretas, as cores podem ser fortes, mas não chamativas, como um azul marinho, por exemplo. Camisa, quando uso, uso pra fora da calça, então não pode ser social. E elas vem com uma com botãozinho na gola. Não dá. Bermuda. Bermuda todo mundo sabe: é com velcro e botão de pressão. Simples! Não. Há dois Natais ganho o mesmo tipo: bermuda com elástico de gaitinha. Pô, elástico de gaitinha é pra velho! Mas não posso dizer isso ali na hora. O senhor meu pai, com seus 80 anos, adora bermuda com elástico de gaitinha. O pior é que a bermuda que ganhei por último é tri bonita. Vermelha com uma faixa vertical mais clara dos lados. E os bolsos são legais também. Mas é de gaitinha. Então só a uso quando estou de camiseta. Sem camisa não dá.
Vou fazer a minha caixinha.
Monday, March 10, 2008
No country for old men...
Ainda não tinha assistido a nenhum dos concorrentes a melhor filme no Oscar. Ontem vimos Onde os fracos não tem vez – No country for old men. Pra quem aprecia a diferença entre a película e o DVD, esse é um que não dá pra deixar sair de cartaz pra ver depois. Uma história simples, onde o sangue frio provoca uma adrenalina calma, dolorida, passando ao espectador um instinto de sobrevivência quase real. O final, pra mim, ocorre antes do verdadeiro fim. Melhor do que não ter fim. Mas acaba confundindo um pouco.
Pré-filmes
Ainda sobre cinema, vi que o Johnny Deep quer fazer o papel de Salvador Dalí de um filme que sequer existe. Ele disse que aceita qualquer roteiro, desde que seja bom.
Pesquisei e acabei descobrindo que existem mais dois filmes, em fase de desenvolvimento sobre o artista espanhol: Little Ashes, do diretor britânico Paul Morrison, e Dali & I: The Surreal Story, do diretor e roteirista Andrew Niccol e Al Pacino no papel de Dalí.
Pré-filmes
Ainda sobre cinema, vi que o Johnny Deep quer fazer o papel de Salvador Dalí de um filme que sequer existe. Ele disse que aceita qualquer roteiro, desde que seja bom.
Pesquisei e acabei descobrindo que existem mais dois filmes, em fase de desenvolvimento sobre o artista espanhol: Little Ashes, do diretor britânico Paul Morrison, e Dali & I: The Surreal Story, do diretor e roteirista Andrew Niccol e Al Pacino no papel de Dalí.
Friday, March 07, 2008
Direto do Egito...
Hoje o Sala de Redação teve um convidado especial, como ocorre em muitas de suas edições. Marcos Reis é um brasileiro que mora na cidade do Cairo, Egito, há alguns anos, e garante que ouve diariamente a Rádio Gaúcha. Sabendo que Marcos estava visitando Porto Alegre, e que tratava-se de um gremista ouvinte cativo do Sala, Cacalo tratou de convidá-lo a participar do programa.
Achei que ia ser uma chatice, por ser um gremista e tendo ido ao programa justamente por essa característica. Marcos foi humilde e descontraído, participando de uma forma muito divertida. O Lauro lançou a primeira piada dizendo que o Marcos veio diretamente do Egito para conhecer as múmias do Sala.
Assim Marcos foi contando de sua experiência no continente africano, sobre as atividades profissionais, sobre o povo egípcio e, por fim, sobre a segurança pública, o que rendeu mais assunto. Marcos garantiu que é absolutamente seguro andar pelas ruas do Cairo, e que poderia tranqüilamente ir até um caixa eletrônico às duas da madrugada que nada lhe aconteceria.
Os integrantes do programa foram à loucura. Mas como isso? – era a pergunta de todos. Marcos disse que mais, se o fato ocorrido na noite passada aqui em Porto Alegre, de um cidadão impedir o assalto ao lotação e matar os dois bandidos, seria – lá no Egito – reconhecido como herói nacional e recebido uma medalha. No Egito, quando as autoridades não podem garantir a segurança, os cidadãos é que são responsáveis pela mesma.
Esse dado gerou manifestações discordantes, ainda mais quando o convidado disse que no Egito existe a pena de morte, e no caso de infrações menores a punição é a SURRA! O Keny ficou louco e pediu que Marcos o levasse para o Egito junto. Mas o que impressiona não é simplesmente a surra, mas a forma como ela ocorre. O infrator, quando pego em flagrante, ainda que por cidadãos comuns, recebe a surra enquanto a polícia é chamada. Assim que chega a Polícia, recebe mais uma surra da polícia e é levado para a delegacia e apanha de novo, enquanto a família é chamada. A família, quando chega, tem de bater no gaiato para demonstrar que não é conivente com a atitude. E a última surra é dada novamente pela família, já em casa, para que a vizinhança também veja que a ação é reprovada.
Obviamente uma barbárie, se é mesmo assim que ocorre. Porém, levanta um tema muito delicado ao qual todos estamos submetidos e muitas vezes preferimos não pensar para que possamos sair às ruas mais tranqüilamente. No espaço de tempo de um dia, de ontem para hoje, tivemos esse caso do assalto ao lotação; dois assaltos à linha de ônibus T-6, resultando em 19 ataques em 6 dias e, conseqüentemente, à paralisação dos funcionários da Carris que trabalham nesta linha; e a família do gerente da Caixa Federal de Butiá que foi seqüestrada na noite de ontem. O gerente e os filhos foram soltos, mas a esposa continua em poder dos seqüestradores, assim como o carro da família e uma quantia estimada em R$130 mil levada do banco.
Tá difícil!
Achei que ia ser uma chatice, por ser um gremista e tendo ido ao programa justamente por essa característica. Marcos foi humilde e descontraído, participando de uma forma muito divertida. O Lauro lançou a primeira piada dizendo que o Marcos veio diretamente do Egito para conhecer as múmias do Sala.
Assim Marcos foi contando de sua experiência no continente africano, sobre as atividades profissionais, sobre o povo egípcio e, por fim, sobre a segurança pública, o que rendeu mais assunto. Marcos garantiu que é absolutamente seguro andar pelas ruas do Cairo, e que poderia tranqüilamente ir até um caixa eletrônico às duas da madrugada que nada lhe aconteceria.
Os integrantes do programa foram à loucura. Mas como isso? – era a pergunta de todos. Marcos disse que mais, se o fato ocorrido na noite passada aqui em Porto Alegre, de um cidadão impedir o assalto ao lotação e matar os dois bandidos, seria – lá no Egito – reconhecido como herói nacional e recebido uma medalha. No Egito, quando as autoridades não podem garantir a segurança, os cidadãos é que são responsáveis pela mesma.
Esse dado gerou manifestações discordantes, ainda mais quando o convidado disse que no Egito existe a pena de morte, e no caso de infrações menores a punição é a SURRA! O Keny ficou louco e pediu que Marcos o levasse para o Egito junto. Mas o que impressiona não é simplesmente a surra, mas a forma como ela ocorre. O infrator, quando pego em flagrante, ainda que por cidadãos comuns, recebe a surra enquanto a polícia é chamada. Assim que chega a Polícia, recebe mais uma surra da polícia e é levado para a delegacia e apanha de novo, enquanto a família é chamada. A família, quando chega, tem de bater no gaiato para demonstrar que não é conivente com a atitude. E a última surra é dada novamente pela família, já em casa, para que a vizinhança também veja que a ação é reprovada.
Obviamente uma barbárie, se é mesmo assim que ocorre. Porém, levanta um tema muito delicado ao qual todos estamos submetidos e muitas vezes preferimos não pensar para que possamos sair às ruas mais tranqüilamente. No espaço de tempo de um dia, de ontem para hoje, tivemos esse caso do assalto ao lotação; dois assaltos à linha de ônibus T-6, resultando em 19 ataques em 6 dias e, conseqüentemente, à paralisação dos funcionários da Carris que trabalham nesta linha; e a família do gerente da Caixa Federal de Butiá que foi seqüestrada na noite de ontem. O gerente e os filhos foram soltos, mas a esposa continua em poder dos seqüestradores, assim como o carro da família e uma quantia estimada em R$130 mil levada do banco.
Tá difícil!
Thursday, March 06, 2008
Os tipos e as dinâmicas em grupo...
Chegamos ao auditório recepcionados por um café-da-manhã bastante consistente, o que, ao meu ver, poderia ter sido divulgado. Em seguida fomos divididos em grupos e nos foi proposto preparar um almoço completo, com entrada, salada e sobremesa. O local era um mistério: duas fotos e as coordenadas. Para concluirmos tudo até o meio-dia, tínhamos uma quantia em dinheiro, que foi distribuída entre os 6 grupos responsáveis pela entrada, pela salada, pelo prato principal e pela sobremesa. Tinha ainda o grupo de atendimento, que serviu muito bem o pessoal, e o nosso, o da Logística.
O local, decifrado primeiramente pelo GPS e confirmado pelo Google Earth, foi o Jardim Zoológico. Todavia, não vimos bicho algum. Exceto uma breve aparição, de longe, de um avestruz. Ficamos numa área com churrasqueiras sob eucaliptos onde saboreamos o salsichão com pão, que foi o prato principal.
Depois do almoço e da salada de frutas, demos início à segunda etapa – bem legal – que foi a definição de cinco pontos positivos e cinco negativos da empresa. Em seguida expomos os pontos definidos em cada grupo e os organizamos em ordem de importância. Vale salientar que no final acordamos 10 pontos positivos (poderiam ser 30) e 15 negativos.
E que até então ia muito bem, divertido, dinâmico e envolvente, transformou-se em sem graça e desgastante. Tivemos que escrever – ainda em grupos – todas as nossas atividades. Depois expomos todas. Deu 36. E pra finalizar, o que fez todos torcerem o nariz: classificá-las – TODAS – em ordem de importância. Tentamos argumentar que existem tarefas importantes, contudo não podem ser comparadas, mas não teve jeito. Perdemos um tempão pra concluir essa última tarefa que tirou um pouco do colorido da história toda.
Acabamos por não aprofundar no que nos levou a definir os tipos, ficando a promessa de novas atividades afins.
O local, decifrado primeiramente pelo GPS e confirmado pelo Google Earth, foi o Jardim Zoológico. Todavia, não vimos bicho algum. Exceto uma breve aparição, de longe, de um avestruz. Ficamos numa área com churrasqueiras sob eucaliptos onde saboreamos o salsichão com pão, que foi o prato principal.
Depois do almoço e da salada de frutas, demos início à segunda etapa – bem legal – que foi a definição de cinco pontos positivos e cinco negativos da empresa. Em seguida expomos os pontos definidos em cada grupo e os organizamos em ordem de importância. Vale salientar que no final acordamos 10 pontos positivos (poderiam ser 30) e 15 negativos.
E que até então ia muito bem, divertido, dinâmico e envolvente, transformou-se em sem graça e desgastante. Tivemos que escrever – ainda em grupos – todas as nossas atividades. Depois expomos todas. Deu 36. E pra finalizar, o que fez todos torcerem o nariz: classificá-las – TODAS – em ordem de importância. Tentamos argumentar que existem tarefas importantes, contudo não podem ser comparadas, mas não teve jeito. Perdemos um tempão pra concluir essa última tarefa que tirou um pouco do colorido da história toda.
Acabamos por não aprofundar no que nos levou a definir os tipos, ficando a promessa de novas atividades afins.
Monday, March 03, 2008
Eneagrama - A escolha do tipo
Semana passada, numa convocação para reunião via email, meu chefe salientou que seria um encontro informal, ainda que trate sobre assuntos do trabalho, e que deveríamos analisar e escolher entre 9 tipos dispostos num eneagrama o que mais se assemelhasse conosco.Antes mesmo de ler o conteúdo confesso que fui preconceituoso. Em quase onze anos aqui na Tabafônica já vi muitas e muitas dinâmicas motivacionais. Até gosto, em geral são realmente boas, mas no fim das contas (no fim do mês) o salário é o mesmo e os critérios para uma remota promoção são obscuros. Isso faz com que eu seja – talvez uma parcela dos colegas também – reservados quanto a essas dinâmicas.
Mas, como acredito que meu simples descontentamento não mudará os pontos negativos, e se eu quisesse realmente uma mudança lutaria por isso ou procuraria outro lugar onde me sentisse melhor, resolvi ao menos ler sobre o que se tratava. Aconteceu que eu me surpreendi com o material. Nada assustador de bom, até porque discordo de alguns pontos de vista ali colocados. Mas acho que dá uma boa orientação para identificarmos nossas características comportamentais, desenvolver as que contribuem para o trabalho e controlar as que podem prejudicar não só a atividade, mas a relação interpessoal.
O Eneagrama, que para mim é novo, mas já deve ter sido bastante usado nas empresas, é composto de nove modelos que ajudam a identificar o comportamento e desenvolver e controlar as características de cada um.
É estranho falar de um negócio assim sem exemplificar. Não posso colocar todo o material aqui pois é muito extenso. Coloco então alguns pontos que considerei relevantes no modelo que acredito ser o meu.
Normalmente, prefiro observar o que está acontecendo a estar envolvido.
Me aproximo mais dos meus sentimentos quando estou só do que quando estou com outras pessoas. Freqüentemente, aprecio melhor as experiências que tive recordando e repassando cada detalhe delas do que quando as vivenciei.
“É importante para mim, proteger meu tempo, energia e espaço privado e, em conseqüência, viver uma vida simples e descomplicada e ser tão auto-suficiente quanto possível.”
Uma característica de um outro tipo que, certamente, não se encaixa ao meu perfil é “identifico-me fortemente com o que faço, porque penso que, em larga escala, o valor de uma pessoa é baseado no que ela realiza e no reconhecimento que ela obtém”.
Agora tenho que definir o meu tipo entre os nove e sugerir um tipo para o meu chefe. A reunião é amanhã. Depois conto como foi.
Parabéns, Delcon!!!
Como leitor assíduo, deixo aqui meus parabéns juntamente com votos de muita saúde e sucesso a esse cara que tenho tanto apreço. Esse cara que tocou o Hino do Inter e do Rio Grande antes do Colorado entrar em campo contra o Pumas pela Libertadores 2006. Como ele mesmo me disse hoje de manhã, como é engraçado esse negócio, o cara passa um tempão sem se falar, mas de repente se liga e é como se não tivesse passado tempo algum. Uma intimidade natural.
Feliz aniversário!
Friday, February 29, 2008
Violência no trânsito...
Assisti, agora há pouco, a um trecho do discurso do vice-governador Paulo Feijó sobre a segurança no trânsito embasado no acidente em que perdeu a filha Alessandra, de 18 anos. Ele e a esposa Lisette participaram do Painel para discussão do tema promovido pela RBS.
Não tenho como imaginar a dor ou o vazio desses pais e de tantas pessoas que perdem familiares e amigos em acidentes. Gostei das palavras de Paulo. Um discurso sóbrio de um homem que não quis ser emocionante. Esclareceu que a filha não estava alcoolizada ou drogada, tampouco dirigia em alta velocidade. Atribuiu a fatalidade à falta de experiência: Alessandra tinha carteira de habilitação havia 6 meses.
Paulo ressaltou que os acidentes de trânsito passam por três pilares: as vias, os automóveis e o homem. Os automóveis possuem dispositivos de segurança cada vez mais avançados, porém as vias não são adequadas e o homem nem sempre está preparado para a máquina que tem nas mãos. Pediu desculpas, como homem público, aos motoristas pelo estado das ruas e estradas e alfinetou os homens do planejamento urbano na questão de árvores e postes nas proximidares das vias. Contestou o plantio das palmeiras ao longo de toda a extensão da Terceira Perimetral.
Concordo que a dor dos pais remete para que se encontre um motivo. Mas não posso concordar que esteja errado o ornamento das vias com árvores de grande porte. Vivemos numa região metropolitana constantemente em obras. O fruto do desenvolvimento é sempre o concreto, nunca a saúde. Até para melhorar o escoamento são sacrificadas árvores centenárias e se alguém tenta evitar é criada uma polêmica novela. A Terceira Perimetral e tantas outras vias precisam, sim, de árvoras para amenizar o impacto de tanto concreto no meio-ambiente. Que sejam colocadas proteções e torno de árvores e postes, como na Ipiranga, mas que nunca se cogite não haver árvores. Daqui a pouco estaremos colocando pilhas de pneus nas curvas das avenidas, como na Fórmula 1, para amortecer o choque.
Isso tudo porque a educação no trânsito parece algo intocável.
Não tenho como imaginar a dor ou o vazio desses pais e de tantas pessoas que perdem familiares e amigos em acidentes. Gostei das palavras de Paulo. Um discurso sóbrio de um homem que não quis ser emocionante. Esclareceu que a filha não estava alcoolizada ou drogada, tampouco dirigia em alta velocidade. Atribuiu a fatalidade à falta de experiência: Alessandra tinha carteira de habilitação havia 6 meses.
Paulo ressaltou que os acidentes de trânsito passam por três pilares: as vias, os automóveis e o homem. Os automóveis possuem dispositivos de segurança cada vez mais avançados, porém as vias não são adequadas e o homem nem sempre está preparado para a máquina que tem nas mãos. Pediu desculpas, como homem público, aos motoristas pelo estado das ruas e estradas e alfinetou os homens do planejamento urbano na questão de árvores e postes nas proximidares das vias. Contestou o plantio das palmeiras ao longo de toda a extensão da Terceira Perimetral.
Concordo que a dor dos pais remete para que se encontre um motivo. Mas não posso concordar que esteja errado o ornamento das vias com árvores de grande porte. Vivemos numa região metropolitana constantemente em obras. O fruto do desenvolvimento é sempre o concreto, nunca a saúde. Até para melhorar o escoamento são sacrificadas árvores centenárias e se alguém tenta evitar é criada uma polêmica novela. A Terceira Perimetral e tantas outras vias precisam, sim, de árvoras para amenizar o impacto de tanto concreto no meio-ambiente. Que sejam colocadas proteções e torno de árvores e postes, como na Ipiranga, mas que nunca se cogite não haver árvores. Daqui a pouco estaremos colocando pilhas de pneus nas curvas das avenidas, como na Fórmula 1, para amortecer o choque.
Isso tudo porque a educação no trânsito parece algo intocável.
Wednesday, February 27, 2008
Procura-se uma lagartixa
Ontem comecei a esboçar um texto que não completou uma frase. Acabei me entretendo mais com o anúncio que ilustraria nossa busca.
Sexta passada, quando estava vestindo uma calça para sair para trabalhar senti algo leve passando rápido pela perna esquerda, na altura da meia. Em seguida surgiu no assoalho da sala, depois de passar sobre o meu pé, uma lagartixa criança e pretinha. Com os bracinhos esticados e a cabeça erguida, olhava para os lados. Chamei a Alice pra ver o bichinho. Ela divertiu nossa manhã, nós que não temos cachorro e não gostamos de gato. À noite, na mesma sexta, quando saí do banho lá estava ela, no trilho onde corre a porta do box, toda molhada. Tive o cuidado de deixá-la sair sem que se machucasse. Acabou indo para a sala novamente, ali por perto do teclado.
Na manhã do sábado ela estava na cozinha. Estávamos decididos: era o nosso bichinho de estimação. Bem diferente de um cachorro, que tu pode chamar, alimentar, prender, soltar, dar banho, etc. Uma lagartixa é independente. A Alice tentou colocar uma mosquinha perto dela, isso já no domingo, quando estava perto da cafeteira. Mas nada de a lagartixa comer a mosquinha. Acho que só come insetos vivos, como os sapos. Ficamos preocupados porque não vimos ela comer nada e estava sempre do mesmo tamanho. Não sabemos a que taxa cresce uma lagartixa, mas imaginamos que cresceria mais rapidamente. Enfim, o apartamento tem vários cantinhos com insetos disponíveis para alimentá-la. Teria que descobrir como fazê-lo sozinha.
Só que no domingo o pior aconteceu. Quis registrar a imagem do nosso bichinho numa foto. Acho que ela não gostou, pois após p flash saiu correndo pra trás do fogão com suas perninhas miúdas e pretinhas. Não mais apareceu. A Alice disse que foi por causa da foto que ela deve ter ido embora. Depois admitiu que tentou pegá-la com a mão. Pobre bichinho. Não teria como saber ao certo por que ela foi embora, e ela foi. Ficou um final de semana conosco e fugiu. A Alice chegou a sugerir que comprássemos uma nova. Mas acho que deve ser difícil achar nas lojas do ramo. Na Seguézio, pelo menos não achei. Então, numa tentativa derradeira de encontrá-la, fiz esse cartaz. Preencheria com os dados e o espalharia pelos corredores do prédio. Alguém iria achá-la e nos devolver.
Até que ontem à noite a Alice me chamou:
- Amor, olha quem tá aqui!!!
Fui correndo até a cozinha e lá estava ela. Pequenininha e pretinha, talvez um pouco mais ressabiada. Mas estava lá. Se chegou a fugir ou se só estava escondida não sabemos. O que importa é que voltou e agora está lá. Às vezes perto da geladeira, outras vezes mais pro lado da cafeteira, mas sempre na cozinha, agora.

Fredda
Sexta passada, quando estava vestindo uma calça para sair para trabalhar senti algo leve passando rápido pela perna esquerda, na altura da meia. Em seguida surgiu no assoalho da sala, depois de passar sobre o meu pé, uma lagartixa criança e pretinha. Com os bracinhos esticados e a cabeça erguida, olhava para os lados. Chamei a Alice pra ver o bichinho. Ela divertiu nossa manhã, nós que não temos cachorro e não gostamos de gato. À noite, na mesma sexta, quando saí do banho lá estava ela, no trilho onde corre a porta do box, toda molhada. Tive o cuidado de deixá-la sair sem que se machucasse. Acabou indo para a sala novamente, ali por perto do teclado.
Na manhã do sábado ela estava na cozinha. Estávamos decididos: era o nosso bichinho de estimação. Bem diferente de um cachorro, que tu pode chamar, alimentar, prender, soltar, dar banho, etc. Uma lagartixa é independente. A Alice tentou colocar uma mosquinha perto dela, isso já no domingo, quando estava perto da cafeteira. Mas nada de a lagartixa comer a mosquinha. Acho que só come insetos vivos, como os sapos. Ficamos preocupados porque não vimos ela comer nada e estava sempre do mesmo tamanho. Não sabemos a que taxa cresce uma lagartixa, mas imaginamos que cresceria mais rapidamente. Enfim, o apartamento tem vários cantinhos com insetos disponíveis para alimentá-la. Teria que descobrir como fazê-lo sozinha.
Só que no domingo o pior aconteceu. Quis registrar a imagem do nosso bichinho numa foto. Acho que ela não gostou, pois após p flash saiu correndo pra trás do fogão com suas perninhas miúdas e pretinhas. Não mais apareceu. A Alice disse que foi por causa da foto que ela deve ter ido embora. Depois admitiu que tentou pegá-la com a mão. Pobre bichinho. Não teria como saber ao certo por que ela foi embora, e ela foi. Ficou um final de semana conosco e fugiu. A Alice chegou a sugerir que comprássemos uma nova. Mas acho que deve ser difícil achar nas lojas do ramo. Na Seguézio, pelo menos não achei. Então, numa tentativa derradeira de encontrá-la, fiz esse cartaz. Preencheria com os dados e o espalharia pelos corredores do prédio. Alguém iria achá-la e nos devolver.Até que ontem à noite a Alice me chamou:
- Amor, olha quem tá aqui!!!
Fui correndo até a cozinha e lá estava ela. Pequenininha e pretinha, talvez um pouco mais ressabiada. Mas estava lá. Se chegou a fugir ou se só estava escondida não sabemos. O que importa é que voltou e agora está lá. Às vezes perto da geladeira, outras vezes mais pro lado da cafeteira, mas sempre na cozinha, agora.
Fredda
Thursday, February 21, 2008
Nokia tune...
Tem pessoas que, simplesmente, têm no seu celular, o toque original da Nokia. O Nokia tune. Não sei se já disse aqui, mas sou franco defensor da marca. Observo que é maioria, não importa a operadora. E sempre que me perguntam sobre que telefone comprar, logo digo: Nokia!Marcas e modelos a parte, os telefones celulares oferecem aos usuários inúmeras opções de toques, a maioria deles com espaços para baixar e armazenar tons, alguns até em MP3. Mas todos tem, além do toque original, outros tipos a escolher. Por que, então, que algumas pessoas não se valem dessa facilidade e identificam o toqe do telefone a sua marca pessoal?
Talvez para justamente diferenciar-se dos demais, uam vez que todos mudam o toque original. Pode ser. Mas é tão feio! A primeira coisa que as pessoas fazem quando adquirem seu telefone é configurar o toque mais legal. Realmente não entendo deixar o insípido Nokia tune.
Podem dizer que são pessoas desapegadas ao aparelhinho, que não se importam com o modelo do telefone, muito menos com o tipo de toque. Tudo bem. Mas digo que há duas maneiras de chamar a atenção com o telefone: uma delas é colocando um toque extravagante e alto, e a outra é justamente o Nokia tune. Se não se importa e não quer aparecer, configura um som agradável, que se faça ouvir e pronto.
Ontem um Nokia tune disparou na sla do Cinemark. Ainda bem que não tinha começado o filme. E agora de manhã aqui no trabalho. E ningém atendia. E tocava alto! Outro problema do tom original, é que ele é totalmente impessoal. Não tem como saber de quem é o telefone, nem pra avisar a pessoa que está tocando.
E era logo o telefone do meu chefe, que toca pelo menos umas 50 vezes por dia.
Monday, February 18, 2008
Esse cara...
- Vai lá, guri.
Então eu ia e buscava o LS. Vez ou outra, mais pro final da tarde, também buscava o pão, o leite de saquinho e as deliciosas roscas açucaradas da Dona Rosa. Nosso café da tarde era uma refeição para um guri mirradinho como eu era. Tanto que à noite não queria jantar. E mesmo sem fome tinha que ficar à mesa até que terminasse a janta. O prato era, na maioria das vezes, o que até hoje é servido na casa dos meus pais: arroz, feijão e carne, ora de panela, ora um suculento bife.
Lembro também de duas ocasiões em que me levou ao Beira-Rio pra ver o Inter no Brasileiro de 87. O primeiro jogo foi contra o Fluminense, na segunda fase, onde o Inter acabou perdendo por 1 x 0. O segundo foi a final contra o Flamengo. O jogo acabou empatado em 1 x 1 e o Flamengo venceu o jogo de volta, no Maracanã, e foi o campeão. Naquela época se ia pro estádio ao meio-dia e o jogo só começava às cinco da tarde. Nesses dois jogos o público foi superior a 65 mil pagantes. E eu não entendia nada, só sabia que o Inter tinha que ganhar. E não ganhava!
Pode ter demorado quase 20 anos, mas aquele presente que meu pai quis me dar, de ver o Inter Campeão veio com todos os juros e correções a Libertadores e o Mundial de 2006. Agora eu queria esses títulos com gana, mas também com muita vontade de que ele, que me fez Colorado, com orgulho, presenciasse esses feitos.
Às vezes tento lembrar mais, e chego a pensar que recordo do meu primeiro aniversário. Não passa de sons e murmúrios sem uma imagem concreta, talvez formada pelas fotos, quase sempre no colo dele. Sorrindo. Os primeiros sorrisos do homem que levantava o quarto filho no colo. Quatro anos mais tarde ainda viria a Karina, minha irmã e mais os nove netos que hoje enchem a casa de folia nos finais de semana.
Se as lembranças mais remotas são de um momem sério, por vezes bravo, o cara que eu vi sábado, quando comemoramos seu aniversário de 80 anos – que foi no domingo – era puramente alegria e descontração. Nos meus trinta anos de convivência com esse cara, poucas vezes fiquei tanto tempo ao seu lado, principalmente depois da adolescência, quando nos distanciamos bastante. A vida nos fez adultos sem que aproveitássemos as oportunidades de nos tornar íntimos. Assim, hoje somos pai e filho, amamos um ao outro, mas não temos ligação que nos permita conversar sobre assuntos que não sejam amenidades. Acho que isso não faz falta, agora.
No sábado, depois de todos esses anos, depois de anos e anos de história e histórias de cada um dessa família, apreciamos uma festa simples, com churrasco, cerveja e bolo. Tudo meio no improviso, com tralheres, copos e pratos diferentes, com cervejas de marcas diferentes, mas com sorrisos diferentes, também de improviso. Colocamos as cadeiras na frente da casa e ali nos sentamos e ouvimos peças do cotidiano e outras histórias rebuscadas por meu pai. Ali bebemos e rimos. Cantamos parabéns e batemos fotos. Ali brindamos os 80 anos desse cara.
Thursday, February 14, 2008
Pois então, Punta del Este
Aqueles dias sob condições precárias no acampamento do Forte Santa Teresa nos fizeram ansiar por Punta. Hotel, água verdadeiramente quente, praia próxima, nenhuma preocupação com animais peçonhentos, vida civilizada, enfim.
Levantamos acampamento na manhã de terça e rumamos pra Punta del Este. Digamos que Punta é algo assim como uma grande vitrine. Não se pode negar, a cidade é lindíssima para o que se propõe: o urbano, com seus arranha-céus, quase que invadindo o natural, o mar e o rio. Digo isso porque Punta não tem morros, como santa Catarina, que enfeitam naturalmente as praias.
Em Punta o belo se faz do urbano, da construção, dos iates, das ruas asfaltadas. Ruas e calçadas de modo geral limpos e com um padrão. Vitrines e fachadas estampando cuidadosamente seus produtos. Muitas grifes famosas estão ali.
A gastronomia é requintada. Da rua podemos apreciar as mesas postas com taças, talheres e pratos sobre toalhas e sobre-toalhas e guardanapos em tecido. Dá até medo de olhar o cardápio. Os garçons todos de colete preto e gravata borboleta.
Café expresso mais barato: 45 pesos! No último dia achamos um a 35 pesos.
Como chegamos por volta da uma da tarde, fomos observar as ofertas. Vimos uma pizzaria grandona, Il Mondo della Pizza, tipo a Hut que tinha na Nilo, mas numa esquina, em área de circulação. Achamos que ali a comida seria em conta. E até era, pro padrão de Punta. A cerveja de litro custava 119 pesos (onze reais e noventa), e assustou um pouco.
Achamos então as Empanadas Ricas y Famosas, que serviam o que dá nome ao estabelecimento. Muito saborosas e muito recheadas a módicos 25 pesos. Ali o preço da cerveja era bem mais humano.. 70 pesos.
O Chivito do Marcos também é uma ótima opção. Fica mais pro lado do porto. O chivito impressiona pelo sabor e pelo tamanho. O método é um pouco diferenciado. O chapista vai gritando os ingredientes e tu diz se quer ou não. O meu, que eu quis quase tudo, menos a cebola, ficou enorme. E muito bom!
O passeio pelo porto é maravilhoso. Aquela infinidade de iates e veleiros mais o rio ao entardecer fazem um fundo perfeito para as fotos. Ali os pescadores vendem seus peixes frescos diretamente ao consumidor. À noite uma série de bares, como os da Fernando Gomes, enfeitam ainda mais o lugar.
Fizemos também um belo passeio à Isla Gorriti, num barco guiado por esse tio como marinheiro.

Não gosto de ficar reclamando das coisas pelo preço, mas Punta é dinheiro, e muito, o tempo todo. A beleza do lugar não se sustenta por si, parece que é preciso cheirar a dinheiro para se desfrutar das coisas.
- Amigo, como funciona o lance do guarda-sol e a cadeira de praia?
- Essa cadeira com o guarda-sol, 600 pesos por todo o dia. Aquela cadeira e aquele guarda-sol, 400 pesos.
- Obrigado.
Ficamos no sol mesmo, com protetor e sentados na canga, apreciando a praia que mais parecia uma piscina. Lindo mesmo! E então fui conferir os preços do bar:
Água: 50 pesos
Long neck: 90 pesos
Salada de frutas: 120 pesos
Caipirinha: 190 pesos
E assim por diante.
Com fome, com sede e ilhados, voltamos ao continente. Na volta fomos presenteados com a visita de alguns lobos-marinhos no porto. Deviam estar ali comendo as sobras dos pescadores. Dois deles, certamente já saciados da fome lagarteavam ao sol e nos permitiram algumas fotos.
Já ouvi muita gente dizer que Porto Alegre tem o pôr-do-sol mais lindo do mundo. Na certa bairristas que nunca foram a Punta. O sol se punha, naquela semana quase às nove da noite, e com aquele rio, aquele porto, aquela brisa e a beleza da Alice ali.. não tem comparação. Já vi muito o pôr-do-sol no Guaíba, e acho lindíssimo. Lá vi apenas um, e fiquei maravilhado. Isso que o sol não tava “gigante”. Mas em alguma época do ano deve ficar, e deve ser mais bonito ainda.
Outro diferencial de Punta, durante o dia, é a velharia. A concentração de gente idosa impressiona. Aí dá pra entender um pouco da cidade e seus estabelecimentos requintados. Pouquíssimas pessoas chegam a um ótimo nível financeiro quando jovens. E acredito que não seja em punta que invistam seu dinheiro. Os velhos bem de vida, esses sim estão lá. Os vovôs com seus Jaguar, Mercedes, BMW, Audi... e as vovós mais repuxadas que balão de festa de criança no dia seguinte (já foi repuxado, mas já tá meio enrugadinho). Na praia ficam com aquela cor de cenoura de bronzeamento artificial.
Dizem que a noite de Punta começa pelas 2.. 3 da manhã. Talvez o pessoal mais jovem estivesse por lá a essa hora. Mas os que vimos nas ruas e nas praias durante o diam eram, em sua maioria, velhos.
Libros Libros
Os livros, em geral, não são caros. A maioria das publicações fica entre 200 e 400 pesos. A Libros Libros, uma das livrarias de maior expressão por lá, tem um acervo imenso, com muitas obras sobre música, arte e cinema, além dos clássicos. Uma bela livraria. Nós trouxemos a nossa lembrança em espanhol. O meu, Cien Años de Soledad, do García Marques, numa edição especial em capa dura. Até tem nas livrarias daqui, mas o de lá tem um gosto especial. Assim como o da Alice: Don Quijote de la Mancha, do Cervantes e com ilustrações de – simplesmente – Salvador Dalí. Magnífico! Espetacular! Apreciamos nossa aquisição daquela noite na cama do hotel, folheando sem uma ordem e lendo trechos, nos deliciando com os livros e com um Trapiche Cabernet Sauvignon maravilhoso.
Até mais, Punta del Este!
Levantamos acampamento na manhã de terça e rumamos pra Punta del Este. Digamos que Punta é algo assim como uma grande vitrine. Não se pode negar, a cidade é lindíssima para o que se propõe: o urbano, com seus arranha-céus, quase que invadindo o natural, o mar e o rio. Digo isso porque Punta não tem morros, como santa Catarina, que enfeitam naturalmente as praias.
A gastronomia é requintada. Da rua podemos apreciar as mesas postas com taças, talheres e pratos sobre toalhas e sobre-toalhas e guardanapos em tecido. Dá até medo de olhar o cardápio. Os garçons todos de colete preto e gravata borboleta.
Café expresso mais barato: 45 pesos! No último dia achamos um a 35 pesos.
Como chegamos por volta da uma da tarde, fomos observar as ofertas. Vimos uma pizzaria grandona, Il Mondo della Pizza, tipo a Hut que tinha na Nilo, mas numa esquina, em área de circulação. Achamos que ali a comida seria em conta. E até era, pro padrão de Punta. A cerveja de litro custava 119 pesos (onze reais e noventa), e assustou um pouco.
O Chivito do Marcos também é uma ótima opção. Fica mais pro lado do porto. O chivito impressiona pelo sabor e pelo tamanho. O método é um pouco diferenciado. O chapista vai gritando os ingredientes e tu diz se quer ou não. O meu, que eu quis quase tudo, menos a cebola, ficou enorme. E muito bom!
O passeio pelo porto é maravilhoso. Aquela infinidade de iates e veleiros mais o rio ao entardecer fazem um fundo perfeito para as fotos. Ali os pescadores vendem seus peixes frescos diretamente ao consumidor. À noite uma série de bares, como os da Fernando Gomes, enfeitam ainda mais o lugar.
Não gosto de ficar reclamando das coisas pelo preço, mas Punta é dinheiro, e muito, o tempo todo. A beleza do lugar não se sustenta por si, parece que é preciso cheirar a dinheiro para se desfrutar das coisas.
- Amigo, como funciona o lance do guarda-sol e a cadeira de praia?
- Essa cadeira com o guarda-sol, 600 pesos por todo o dia. Aquela cadeira e aquele guarda-sol, 400 pesos.
- Obrigado.
Ficamos no sol mesmo, com protetor e sentados na canga, apreciando a praia que mais parecia uma piscina. Lindo mesmo! E então fui conferir os preços do bar:
Água: 50 pesos
Long neck: 90 pesos
Salada de frutas: 120 pesos
Caipirinha: 190 pesos
E assim por diante.
Dizem que a noite de Punta começa pelas 2.. 3 da manhã. Talvez o pessoal mais jovem estivesse por lá a essa hora. Mas os que vimos nas ruas e nas praias durante o diam eram, em sua maioria, velhos.
Libros Libros
Os livros, em geral, não são caros. A maioria das publicações fica entre 200 e 400 pesos. A Libros Libros, uma das livrarias de maior expressão por lá, tem um acervo imenso, com muitas obras sobre música, arte e cinema, além dos clássicos. Uma bela livraria. Nós trouxemos a nossa lembrança em espanhol. O meu, Cien Años de Soledad, do García Marques, numa edição especial em capa dura. Até tem nas livrarias daqui, mas o de lá tem um gosto especial. Assim como o da Alice: Don Quijote de la Mancha, do Cervantes e com ilustrações de – simplesmente – Salvador Dalí. Magnífico! Espetacular! Apreciamos nossa aquisição daquela noite na cama do hotel, folheando sem uma ordem e lendo trechos, nos deliciando com os livros e com um Trapiche Cabernet Sauvignon maravilhoso. Até mais, Punta del Este!
Monday, February 11, 2008
O Carnaval...
Coloquei, antes de sair de férias, algumas linhas sobre como tinha iniciado o ano. Maravilhosamente bem e tals. Porém, esse adjetivo tão precioso, que representa um estado de espírito resultante de algumas variáveis precisa superar argumentos nem sempre favoráveis.
Algumas considerações..
Quando começamos a definir o que faríamos no Carnaval certamente não imaginávamos esse desfecho, tampouco as circunstâncias. Não lembro exatamente como surgiram as opções, mas consideramos Laguna, Morro dos Conventos e acampamento no Forte Santa Teresa, no Uruguai. Chegamos a quase fechar com Laguna. Visitamos um apartamento que acomodaria bem umas oito pessoas, num preço razoável e próximo ao calçadão. Parecia ótimo, mas não conseguimos quórum pra fechar.
Como tinha um pessoal pré confirmado pro Uruguai, e pela proximidade da data, acabamos nos definindo por lá, apesar de ser acampamento. Pô, Carnaval no Uruguai, dá uma empolgação.
Logo que surgiu a idéia, fui contrário. Depois desses dias não sei mais qual minha posição sobre acampar, se gosto ou não. Já acampei bastante. Tenho barraca, colchão inflável, fogãozinho, etc. Mas pro Carnaval eu imagino passar dias com uma certa infra-estrutura, uma vez que noites a fio em festa, bebendo mais que o de costume, requerem condições de manter o corpo, ou seja: cama, banheiro e cozinha.
Passei um Carnaval acampando em Laguna. Relutei, mas como não tinham mais opções de casas, não teve outra escolha. Foi foda! Caminhávamos lá dos molhes até o calçadão com duas bolsas térmicas lotadas de cerveja e gelo. Virávamos a noite e voltávamos pra dormir. A barraca era um verdadeiro forno às dez, onze da manhã. Impraticável. Fila pro banheiro, fila pro banho. Ter que carregar papel higiênico. Torcer pro banheiro não estar tão sujo, essas coisas normais de um camping. Eu estava solteiro e só o que me interessava era a festa. Assim me submeti àqueles dias naquelas condições.
Agora os tempos são outros. Quero desfrutar dos prazeres da vida ao lado da Alice proporcionando o melhor para nós. Quero fazer como sempre: viver o nosso amor intensamente, onde quer que seja. Como gostamos de viajar e conhecer lugares e suas belezas, achamos que essa opção do Uruguai seria boa, que o camping, apesar de camping, ofereceria uma infra-estrutura junto com alguns amigos. Achamos..
Saímos de Porto Alegre às 11 horas da manhã de sexta. Eu, a Alice e o HG. Como éramos o primeiro grupo, poderíamos pegar um lugar legal – um lote – próximo ao banheiro e ao mercado, não longe da praia. Imediatamente minha fértil imaginação criou um lugar mágico, entre árvores repletas de pássaros coloridos, grama de campo de golfe e um mar calmo e muito limpo.
Paramos para almoçar em São Lourenço e para fazer compras no Chuí. Chegamos no Forte no final da tarde, acho que era por volta das 18 horas. Primeira notícia ruim: não havia mais lotes com água e luz. Pagamos a entrada e fomos procurar algum lugar. Realmente todos os cantos estavam tomados. A ficha não caía. Quatro dias sem água e sem luz. Antes que escurecesse, vimos que não teríamos escolha. Achamos um lote próximo ao mercado e montamos acampamento. Era a primeira noite. Ânimos em alta. Cerveja e champagne para brindar.
O primeiro banho, como foi depois das dez da noite, hora que se apagam as caldeiras, foi frio. Vi que os sanitários eram um buraco no chão. Me arrependi de ter chamado o Jurânio de fresco.. Banho tomado e brinde feito, dormimos. Sábado foi o dia de uma última tentativa de um lote com água e luz e de esperar o restante do pessoal. Ao longo do dia eles chegaram, e os dias passaram assim, com essas dificuldades sanitárias.
Escrevo isso porque antes de irmos pra lá, só li a parte boa do Forte Santa Teresa. Faço então o registro do outro lado.
Banheiros
Em La Moza, onde ficamos, são 3. Dois deles com o “buraco” no chão e um com vaso, mas sem a tábua. Água quente (morna) das 6h às 22h. Quando tinha muita fila a água era fria mesmo nesse horário. Esses três banheiros não suprem a necessidade das – sei lá – 5 mil pessoas que estavam acampadas. Com essa demanda é previsível que os banheiros estejam sempre sujos. Eram periodicamente limpos, mas não durava nada. Não tem lugar pra se trocar, nem um banco pra deixar as coisas, tudo tem de ser feito no box, aberto. A localização dos banheiros também não ajuda. Nenhum deles é central. Cada um fica num canto mais longe de qualquer lote.
Água e luz.
Metade com, metade sem. Não entendo o que impede de estenderem um cabo e disponibilizarem luz para todos os lotes. O mesmo serve para a água. Para lavar talheres, copos, escovar os dentes, só dando a pernada até os banheiros.
A praia
A praia é bonita. Não chega a ser uma Garopaba, Floripa ou Bombinhas. Nem de perto. Mas a vista do local, como um todo, é bonita. A água é gelada e as ondas são fortes. Do camping, pelo menos do lugar onde ficamos, é muito longe. Porque depois dos lotes para acampamento tem as cabanas e os seus imensos terrenos. Depois mais um estacionamento, uma rampa e um trapiche. Longe mesmo!
Bar
Um único bar na beira da praia vendia a cerveja de litro a 10 reais!!!!!! No mercado do camping custava 3,80.
A chuva não foi culpa do camping. Que bom que só foi por um dia.
Ainda assim, minhas férias foram maravilhosamente boas. Fizemos café no acampamento, assei um churrasco de picanha e constrímos uma área de convivência com uma das lonas. Vimos Pica-Paus. Bebemos algumas Pilsen e Patrícia de litro, champagne e caipirinha. Curtimos mais bons momentos com nossos amigos. Hasteei a Bandeira do Inter e ri muito das tentativas fracassadas da bandeira do Gremio (depois eles conseguiram), usei meu Ray Ban novo, fizemos compras, esperei meu amor no banho com o carro quentinho e nos amamos muito.
Depois ainda teve Punta!
Algumas considerações..
Quando começamos a definir o que faríamos no Carnaval certamente não imaginávamos esse desfecho, tampouco as circunstâncias. Não lembro exatamente como surgiram as opções, mas consideramos Laguna, Morro dos Conventos e acampamento no Forte Santa Teresa, no Uruguai. Chegamos a quase fechar com Laguna. Visitamos um apartamento que acomodaria bem umas oito pessoas, num preço razoável e próximo ao calçadão. Parecia ótimo, mas não conseguimos quórum pra fechar.
Como tinha um pessoal pré confirmado pro Uruguai, e pela proximidade da data, acabamos nos definindo por lá, apesar de ser acampamento. Pô, Carnaval no Uruguai, dá uma empolgação.
Logo que surgiu a idéia, fui contrário. Depois desses dias não sei mais qual minha posição sobre acampar, se gosto ou não. Já acampei bastante. Tenho barraca, colchão inflável, fogãozinho, etc. Mas pro Carnaval eu imagino passar dias com uma certa infra-estrutura, uma vez que noites a fio em festa, bebendo mais que o de costume, requerem condições de manter o corpo, ou seja: cama, banheiro e cozinha.
Passei um Carnaval acampando em Laguna. Relutei, mas como não tinham mais opções de casas, não teve outra escolha. Foi foda! Caminhávamos lá dos molhes até o calçadão com duas bolsas térmicas lotadas de cerveja e gelo. Virávamos a noite e voltávamos pra dormir. A barraca era um verdadeiro forno às dez, onze da manhã. Impraticável. Fila pro banheiro, fila pro banho. Ter que carregar papel higiênico. Torcer pro banheiro não estar tão sujo, essas coisas normais de um camping. Eu estava solteiro e só o que me interessava era a festa. Assim me submeti àqueles dias naquelas condições.
Agora os tempos são outros. Quero desfrutar dos prazeres da vida ao lado da Alice proporcionando o melhor para nós. Quero fazer como sempre: viver o nosso amor intensamente, onde quer que seja. Como gostamos de viajar e conhecer lugares e suas belezas, achamos que essa opção do Uruguai seria boa, que o camping, apesar de camping, ofereceria uma infra-estrutura junto com alguns amigos. Achamos..
Saímos de Porto Alegre às 11 horas da manhã de sexta. Eu, a Alice e o HG. Como éramos o primeiro grupo, poderíamos pegar um lugar legal – um lote – próximo ao banheiro e ao mercado, não longe da praia. Imediatamente minha fértil imaginação criou um lugar mágico, entre árvores repletas de pássaros coloridos, grama de campo de golfe e um mar calmo e muito limpo.
Paramos para almoçar em São Lourenço e para fazer compras no Chuí. Chegamos no Forte no final da tarde, acho que era por volta das 18 horas. Primeira notícia ruim: não havia mais lotes com água e luz. Pagamos a entrada e fomos procurar algum lugar. Realmente todos os cantos estavam tomados. A ficha não caía. Quatro dias sem água e sem luz. Antes que escurecesse, vimos que não teríamos escolha. Achamos um lote próximo ao mercado e montamos acampamento. Era a primeira noite. Ânimos em alta. Cerveja e champagne para brindar.
O primeiro banho, como foi depois das dez da noite, hora que se apagam as caldeiras, foi frio. Vi que os sanitários eram um buraco no chão. Me arrependi de ter chamado o Jurânio de fresco.. Banho tomado e brinde feito, dormimos. Sábado foi o dia de uma última tentativa de um lote com água e luz e de esperar o restante do pessoal. Ao longo do dia eles chegaram, e os dias passaram assim, com essas dificuldades sanitárias.
Escrevo isso porque antes de irmos pra lá, só li a parte boa do Forte Santa Teresa. Faço então o registro do outro lado.
Banheiros
Em La Moza, onde ficamos, são 3. Dois deles com o “buraco” no chão e um com vaso, mas sem a tábua. Água quente (morna) das 6h às 22h. Quando tinha muita fila a água era fria mesmo nesse horário. Esses três banheiros não suprem a necessidade das – sei lá – 5 mil pessoas que estavam acampadas. Com essa demanda é previsível que os banheiros estejam sempre sujos. Eram periodicamente limpos, mas não durava nada. Não tem lugar pra se trocar, nem um banco pra deixar as coisas, tudo tem de ser feito no box, aberto. A localização dos banheiros também não ajuda. Nenhum deles é central. Cada um fica num canto mais longe de qualquer lote.
Água e luz.
Metade com, metade sem. Não entendo o que impede de estenderem um cabo e disponibilizarem luz para todos os lotes. O mesmo serve para a água. Para lavar talheres, copos, escovar os dentes, só dando a pernada até os banheiros.
A praia
A praia é bonita. Não chega a ser uma Garopaba, Floripa ou Bombinhas. Nem de perto. Mas a vista do local, como um todo, é bonita. A água é gelada e as ondas são fortes. Do camping, pelo menos do lugar onde ficamos, é muito longe. Porque depois dos lotes para acampamento tem as cabanas e os seus imensos terrenos. Depois mais um estacionamento, uma rampa e um trapiche. Longe mesmo!
Bar
Um único bar na beira da praia vendia a cerveja de litro a 10 reais!!!!!! No mercado do camping custava 3,80.
A chuva não foi culpa do camping. Que bom que só foi por um dia.
Ainda assim, minhas férias foram maravilhosamente boas. Fizemos café no acampamento, assei um churrasco de picanha e constrímos uma área de convivência com uma das lonas. Vimos Pica-Paus. Bebemos algumas Pilsen e Patrícia de litro, champagne e caipirinha. Curtimos mais bons momentos com nossos amigos. Hasteei a Bandeira do Inter e ri muito das tentativas fracassadas da bandeira do Gremio (depois eles conseguiram), usei meu Ray Ban novo, fizemos compras, esperei meu amor no banho com o carro quentinho e nos amamos muito.
Depois ainda teve Punta!
Tuesday, January 29, 2008
Transição...
Todos sabem, se 2006 foi um ano de mudanças, principalmente aquelas relacionadas à paixão, 2007 foi o ano em que tudo se consolidou. Aos poucos a estrela dourada na camisa do Inter vai sendo encarada com naturalidade, e traz lembranças da alegria insana daquele 17 de dezembro. Está lá. Ninguém mais a tira. A aliança, que ficou oito meses na mão direita já deixa sua marca no dedo que a leva desde 5 de maio, uma naravilhosa noite de alegria sem igual. Essas alegrias consolidadas há alguns meses proporcionam a cada dia uma felicidade nova, e um desafio de cuidado, compromisso, prazer.
Enquanto nossas alegrias eram consolidadas nossas famílias e nossos amigos entraram numa fase de transição. Minhas amigas tiveram filhos, minha irmã terá uma filha, meus amigos se juntaram, se separaram, viajaram. Um deles – o Dudi – mandou um postal e dois crucifixos da Itália. Um deles com o Jota Ce e outro com o Alfa e o Ômega. Anteontem vi um negrinho passeando feliz de mão dada no shopping. Quem diria? Quem diria.. Tentei chamar:
- Roubando carro, n..
Não podia completar. Só eu, a Alice e ele entenderíamos. Piada interna. E eu seria reprimido por racismo. Ele não ouviu e seguiu. Mãos dadas..
Foi então que a Alice definiu esse momento como um tempo de transição.
Hoje é meu último dia de trabalho. Vamos de férias para o Uruguai. Fortaleza de Santa Teresa. Vai ser bom não ter de enfrentar a 101 no Carnaval. Alguns velhos amigos e outras pessoas, amigos dos amigos. Depois da folia vamos pra Punta. O ano começa maravilhoso..
Enquanto nossas alegrias eram consolidadas nossas famílias e nossos amigos entraram numa fase de transição. Minhas amigas tiveram filhos, minha irmã terá uma filha, meus amigos se juntaram, se separaram, viajaram. Um deles – o Dudi – mandou um postal e dois crucifixos da Itália. Um deles com o Jota Ce e outro com o Alfa e o Ômega. Anteontem vi um negrinho passeando feliz de mão dada no shopping. Quem diria? Quem diria.. Tentei chamar:
- Roubando carro, n..
Não podia completar. Só eu, a Alice e ele entenderíamos. Piada interna. E eu seria reprimido por racismo. Ele não ouviu e seguiu. Mãos dadas..
Foi então que a Alice definiu esse momento como um tempo de transição.
Hoje é meu último dia de trabalho. Vamos de férias para o Uruguai. Fortaleza de Santa Teresa. Vai ser bom não ter de enfrentar a 101 no Carnaval. Alguns velhos amigos e outras pessoas, amigos dos amigos. Depois da folia vamos pra Punta. O ano começa maravilhoso..
Monday, January 21, 2008
Começa o ano...
Depois de uma semana agitada perdendo a paciência com os atendentes de tele marketing, as atividades do novo ano começam a pedir espaço na agenda.
Depois de alguns anos dentro da Puc, o tempo agora se divide entre o trabalho, o curso de italiano e nossas viagens.
Na noite do sábado, no RoXu Fest, a festa parecia de cidade interiorana: um galpão de madeira, chão de cimento, mato na volta, pessoas diversas dançando qualquer música e segurando garrafas de cerveja. De um lado uma churrasqueira, que depois que iniciou o fogo, no final da tarde, não parou até a madrugada. No mesmo balcão onde se tirava a carne, se fazia a caipira, se abriam as cervejas. Um bojo (seria este o nome?) foi improvisado para quebrar a luminosidade da lâmpada. Caiu e foi reposto várias vezes.
No lado de fora do galpão cadeiras de praia e barracas em todos os cantos. Foi muito divertido. Tomamos até caipira de uva com manjericão feita pelo Gus, que também protagonizou esta cena:
Era uma festa grande, tinha muita gente que nunca tínhamos visto. Como o freezer e a churrasqueira ficavam do mesmo lado, alguns gaiatos se instalavam por ali. Davam uma beliscada na carne assim que saía do espeto e enchiam seus copos ali do lado. O Zinn chegou no meio da noite com dois amigos. Acho que pararam ali naquele ponto estratégico também por não conhecerem ninguém. Fazer amizade com o assador podia ser um bom começo.
Então o Gus, que estava fazendo suas caipiras de uva com manjericão, agora era assador, sempre ajudado pelos candidatos ao posto. Um deles era o Felipe. Chegou a hora de assar as coxinhas da asa. O Gus, então, tratou de fazer um tempero. Colocou em um copo grande, tomilho, tempero completo para frango, uma colher de adobo, manjericão, um pouco de sal grosso e completou com cerveja. Uma verdadeira gororoba, mas que para temperar o frango, seria ótima.
Gus levantou sua obra, apreciou-a e a deu para que o Felipe também o fizesse. Antes que o Gus falasse qualquer coisa, o Felipe aproximou o copo da boca e deu dois goles grandes.
- Ahhhhhhhh!!!! Bom, muito bom! Toma aí, magrão, caipira de gaudério.
E entregou aos amigos do Zinn, que para não fazer desfeita, tiveram que experimentar. O pior é que não fizeram cara feia!
Assim foi a noite, alternando essas cenas divertidas entre beijos do meu amor.
Parabéns ao Xuxa e à Rochele por mais um festão da galera!
Depois de alguns anos dentro da Puc, o tempo agora se divide entre o trabalho, o curso de italiano e nossas viagens.
Na noite do sábado, no RoXu Fest, a festa parecia de cidade interiorana: um galpão de madeira, chão de cimento, mato na volta, pessoas diversas dançando qualquer música e segurando garrafas de cerveja. De um lado uma churrasqueira, que depois que iniciou o fogo, no final da tarde, não parou até a madrugada. No mesmo balcão onde se tirava a carne, se fazia a caipira, se abriam as cervejas. Um bojo (seria este o nome?) foi improvisado para quebrar a luminosidade da lâmpada. Caiu e foi reposto várias vezes.
No lado de fora do galpão cadeiras de praia e barracas em todos os cantos. Foi muito divertido. Tomamos até caipira de uva com manjericão feita pelo Gus, que também protagonizou esta cena:
Era uma festa grande, tinha muita gente que nunca tínhamos visto. Como o freezer e a churrasqueira ficavam do mesmo lado, alguns gaiatos se instalavam por ali. Davam uma beliscada na carne assim que saía do espeto e enchiam seus copos ali do lado. O Zinn chegou no meio da noite com dois amigos. Acho que pararam ali naquele ponto estratégico também por não conhecerem ninguém. Fazer amizade com o assador podia ser um bom começo.
Então o Gus, que estava fazendo suas caipiras de uva com manjericão, agora era assador, sempre ajudado pelos candidatos ao posto. Um deles era o Felipe. Chegou a hora de assar as coxinhas da asa. O Gus, então, tratou de fazer um tempero. Colocou em um copo grande, tomilho, tempero completo para frango, uma colher de adobo, manjericão, um pouco de sal grosso e completou com cerveja. Uma verdadeira gororoba, mas que para temperar o frango, seria ótima.
Gus levantou sua obra, apreciou-a e a deu para que o Felipe também o fizesse. Antes que o Gus falasse qualquer coisa, o Felipe aproximou o copo da boca e deu dois goles grandes.
- Ahhhhhhhh!!!! Bom, muito bom! Toma aí, magrão, caipira de gaudério.
E entregou aos amigos do Zinn, que para não fazer desfeita, tiveram que experimentar. O pior é que não fizeram cara feia!
Assim foi a noite, alternando essas cenas divertidas entre beijos do meu amor.
Parabéns ao Xuxa e à Rochele por mais um festão da galera!
Monday, January 14, 2008
Chutando o balde - Parte II
Contrariando a tendência brasileira, evito filas. Com a facilidade de acesso ao banco via internet, pago tudo o que posso assim. Passo meses sem entrar numa agência.
Queria pagar o IPVA assil, com a facilidade da rede mundial de computadores. Não achando um link no site do meu banco e nem no do Detran, resolvi ligar para essa instituição para me informar se poderia pagar o imposto pela rede. Eis que o atendente tri bem humorado, responde:
- Não informamos.
- Quê?
- Não informamos. Só isso?
(percebi que era um traveco. Não era um gay, nem homossexual, era um traveco)
- Como assim, “não informamos”, eu quero saber se posso pagar o imposto pela internet.
- Se tu vai pagar pela internet, se tu vai pagar no banco, se tu vai pagar sei lá onde, não é problema meu.
- Eu não quero que seja problema teu, eu só estou pedindo uma informação.
- Nós não informamos.
- Falar com VEADO é foda!
E desliguei.
Preconceito? Sim. Eu teria respeitado. Tenho amigos assim. Mas é que essa subiu nas tamancas.
Queria pagar o IPVA assil, com a facilidade da rede mundial de computadores. Não achando um link no site do meu banco e nem no do Detran, resolvi ligar para essa instituição para me informar se poderia pagar o imposto pela rede. Eis que o atendente tri bem humorado, responde:
- Não informamos.
- Quê?
- Não informamos. Só isso?
(percebi que era um traveco. Não era um gay, nem homossexual, era um traveco)
- Como assim, “não informamos”, eu quero saber se posso pagar o imposto pela internet.
- Se tu vai pagar pela internet, se tu vai pagar no banco, se tu vai pagar sei lá onde, não é problema meu.
- Eu não quero que seja problema teu, eu só estou pedindo uma informação.
- Nós não informamos.
- Falar com VEADO é foda!
E desliguei.
Preconceito? Sim. Eu teria respeitado. Tenho amigos assim. Mas é que essa subiu nas tamancas.
Friday, January 11, 2008
Chutando o balde
Não tenho muita paciência com o tele-atendimento das empresas. Acredito que muita gente não tenha, é enervante. E nesses últimos dias, em época de colocar algumas contas em dia, tenho brigado para não pagar cobranças indevidas, facilitar o pagamento, conseguir alguns descontos, o que tem gerado conflitos.Há dias aguardava a chegada de um carnê com as prestaçã. No momento da compra, lembro que negociei com o vendedor até chegar num valor de parcela que batesse o que o meu banco havia oferecido. Cheguei a desistir da negociação, mas o vendedor me buscou quando eu já estava indo embora pra dier que, enfim, chegara ao valor. Tudo bem. Voltei e fiz a compra. Preenchi o vasto formulário para liberação do crédito, assinei as muitas vias, anexei os documentos e fechamos, ambos satisfeitos.
Quando voltamos da praia, domingo, o carnê estava no corredor do prédio. Algum vizinho o recebeu e o deixou ali, num balcãozinho de vidro. Abri e constatei dois problemas: só tinha o número do prédio, faltava o do apartamento, e o pior, o valor da parcela, que tanto negociamos, era acrescida de uma Tarifa Administrativa de 3,90, o que, em 48x dava um total de R$187,20.
Então, na segunda comecei as negociações de reclamação. O vendedor me alegou que sabia da cobrança, mas não avisou porque não sabia o valor exato. Por que não deixou que eu tratasse com meu banco? - me pergunto até hoje.. Tentei em vão ligar para o telefone que tinha no carnê. Nada! Fui até a agência, no centro.
- Infelizmente não temos como isentar essa tarifa.
- Mas essa tarifa é de administração bancária. Eu quero pagar diretamente pra vocês.
- Não tem como, senhor. Nosso banco é o tal. Não recebemos pagamentos.
Saí mais indignado e voltei a falar com o vendedor. Já de saco cheio, ironizou que se eu fizesse questão dos 3,90 poderia passar lá todo mês para pegar a quantia, mas que achava isso um exagero de minha parte. Eu disse que se para ele era exagero quase 200 reais, pra mim não era. Ele viu que eu estava levando realmentre a sério e disse que ia dar um jeito.
Minutos depois me ligou dizendo que falara com uma funcionária do banco e garantiram que se eu pagasse no caixa da agência poderia exigir a não cobrança da taxa. Fui até lá, fiquei meia hora na fila e nada.
Estava (e estou) disposto a levar o caso ao Juizado de Pequenas Causas. Mas precisava da cópia do contrato. Liguei novamente para a financeira para corrigir o endereço e ver se o contrato havia sido entregue.
- Para sua segurança esta ligação está sendo gravada.
- Senhor, para alterar o endereço é preciso o senhor estar mandando o novo comprovante de endereço para o nosso fax...
- Não. Eu não quero alterar o endereço, eu quero corrigir. Só está faltando o número do apartamento.
- Pois então, para estarmos fazendo essa alteração precisamos que o senhor esteja enviando o comprovante.
- Só um pouquinho, quando eu fiz o contrato eu anexei a cópia do endereço.
- Mas pra estarmos alterando o senhor precisa mandar de novo.
Aí foi foda!
- Vocês colocaram fora meu comprovante?
- Sim.
- Tu tá dizendo, nessa ligação gravada, que o documento que comprova meu endereço foi colocado no lixo...
- Não.
Obviamente, depois disso, quando tentei falar da tarifa administrativa, não obtive o menor êxito. Mas insisti, desliguei e liguei novamente.
- Bom dia.
- Bom dia. Eu queria confirmar meu endereço.
- Qual é o seu endereço, senhor?
- Rua tal, número tal, apartamento tal.
- Cep?
- Tal. Tinha o número do apartameto aí?
- Não, mas eu já coloquei aqui no sistema.
Ela confirmou mais alguns dados e passamos para a tarifa administrativa.
- Olha, o que eu posso estar fazendo pro senhor é mandar uma fatura avulsa de pagamento antecipado. Aí sem a taxa de 3,90.
- Ótimo, e como tu vais mandar?
- Eu mando pro email.
- Muito obrigado!
Antes de ela terminar de falar já estava no meu email. E pude pagar pelo meu banco na internet, como as outras contas. Simples!
****
Depois eu conto como chamei o funcionário do Detran de veado.
Thursday, January 10, 2008
A virada
Na manhã do dia 1°, nosso rumo era Bombinhas, onde ficaríamos até o domingo. Tomamos café e pegamos a estrada. No caminho, uma breve pausa em Laguna para almoçar e tentar achar um lugar para o Carnaval. Não demorou muito até conseguirmos um apartamento grande, limpo, bem localizado e, principalmente, dentro do preço esperado. Comemos um camarãozinho e seguimos viagem. Até então tudo ia muito bem. Logo que passamos a entrada da Guarda e Pinheira, um engarrafamento monstro! De desligar o carro por longos minutos. Levamos duas horas para percorrer quinze quilômetros. Impraticável! Decidimos voltar.
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